DEP - Dissertações de mestrado
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- Análise do teor de contaminantes químicos em alimentos provenientes de áreas ardidas na região CentroPublication . Sequeira, Maria Catarina Gil; Dias, Deodália Maria Antunes; Namorado, SóniaOs incêndios florestais são fenómenos que impactam o meio natural. Durante um incêndio, a combustão da matéria orgânica e subsequente deposição de cinzas, induz alterações nos solos. Especificamente, o aumento da temperatura nas camadas superficiais promove a quebra de ligações em compostos organometálicos, favorável à libertação e acréscimo de metais nos solos ardidos. Através da absorção radicular, as espécies vegetais acumulam teores elevados destes e, caso se destinem ao consumo humano, tornam-se numa fonte de exposição a contaminantes. Sendo Portugal um dos países europeus com elevada incidência de incêndios florestais, o presente trabalho teve como objetivos quantificar o teor de contaminantes químicos inorgânicos em alimentos colhidos em 2019 nas áreas afetadas pelos incêndios de 2017 na região Centro, averiguar o risco de exposição das populações locais associado ao consumo desses alimentos e avaliar a evolução dos teores de contaminantes químicos entre 2017 e 2019. Foram analisados alimentos frequentemente consumidos pelas populações locais. Foi efetuada a quantificação de crómio (Cr), cobalto (Co), arsénio (As), cádmio (Cd) e chumbo (Pb), em amostras de batata, cebola, couve e ovos, colhidas em 2019, utilizando espectrometria de massa acoplada a plasma indutivo. Analisando os resultados obtidos, verificou-se que nenhuma amostra apresentou teores superiores à legislação em vigor. A ingestão dos alimentos analisados não parece contribuir de forma significativa para a exposição humana aos contaminantes químicos analisados, não evidenciando riscos para a saúde das populações locais. Comparando com amostras controlo, as amostras de couve analisadas apresentam teores superiores de Cr e Pb para a maioria dos produtores, e em alguns casos, teores superiores de Co, As e Cd. Entre 2017 e 2019, verificou-se um aumento na média do teor de Cr e uma diminuição na média do teor de As para as amostras de batata e couve. Ainda, nas amostras de batata observou-se uma redução na média do teor de Cd, enquanto nas amostras de couve, se verificou um aumento na média do teor de Pb.
- Aplicação da Metodologia Seis Sigma na Avaliação dos Resultados Laboratoriais do Programa Contagem CelularPublication . Ovelheiro, Ana; Requeijo, JoséO hemograma é um dos testes laboratoriais mais frequentemente solicitado, tanto a nível hospitalar como no ambulatório. É importante na avaliação da anemia, policitemia, leucemia, infeção, inflamação, entre outras. Assim, dada a importância do hemograma no contexto clínico, foi efetuada uma avaliação aos resultados obtidos pelos laboratórios participantes no Programa Nacional de Avaliação Externa da Qualidade. Este programa está inserido no Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. O principal objetivo deste estudo de caso foi aumentar o nível da qualidade Sigma do bias/erro total e reduzir a variabilidade dos resultados dos laboratórios clínicos participantes no programa Contagem Celular (2015-2017) de Avaliação Externa da Qualidade, referente aos parâmetros Hemoglobina, Plaquetas, Glóbulos Brancos e Glóbulos Vermelhos. Deste modo, recorreu-se à aplicação do Seis Sigma nas suas vertentes de metodologia e métrica. Enquanto metodologia, foi aplicado o ciclo DMAIC (Define, Measure, Analyze, Improve, Control), no qual estão integradas diversas técnicas e ferramentas da qualidade. Enquanto métrica, o Seis Sigma apresenta uma meta a atingir para a qualidade, indicando que a taxa de defeitos de um processo não deve ultrapassar 3,4 defeitos por milhão de oportunidades. Após a análise estatística dos resultados, foram identificadas as causas para a variabilidade dos mesmos e implementadas ações de melhoria passíveis de harmonizar os resultados interlaboratoriais e aumentar o nível da qualidade Sigma dos laboratórios clínicos. No final do estudo obteve-se um nível da qualidade Sigma superior ao calculado inicialmente. Por fim, deve ser realizado o acompanhamento contínuo do processo, de modo a assegurar que as melhorias implementadas continuam a ser praticadas.
- Aplicação da Metodologia Seis Sigma na Avaliação dos Resultados Laboratoriais dos Parâmetros Ferro, Ferritina e TransferrinaPublication . Rodrigues, Ana Catarina de Oliveira; Requeijo, JoséOs distúrbios do Ferro estão entre as doenças mais comuns do metabolismo. Por se tratar de um sistema interligado, as alterações dos níveis séricos do Ferro influenciarão os níveis dos parâmetros Ferritina e Transferrina. Desta forma, o diagnóstico do metabolismo do Ferro no utente deve incluir um perfil hematológico completo com a inclusão dos parâmetros Ferritina e Transferrina. Desta maneira torna-se essencial assegurar que a determinação da concentração sérica através de exames laboratoriais seja precisa e exata. A variabilidade dos resultados interlaboratoriais, para o mesmo parâmetro em análise é um dos principais problemas de qualidade laboratorial, identificada através da participação em programas de avaliação externa da qualidade, que tem como principal objetivo assegurar a comparabilidade dos resultados entre laboratórios. A harmonização e normalização dos resultados entre laboratórios minimizam as diferenças e garantem a qualidade dos serviços prestados, na medida em que os tornam equivalentes. Esta dissertação tem como principal objetivo a implementação de ações de melhoria que permitam diminuir a variabilidade dos resultados laboratoriais referente à concentração das amostras, enviadas pelo Programa Nacional de Avaliação Externa da Qualidade (PNAEQ), relativamente aos parâmetros Ferro, Ferritina e Transferrina. De forma a atingir este objetivo e assegurar o desenvolvimento do projeto, utilizou-se a abordagem Seis Sigma como metodologia, métrica e sistema de gestão, através da aplicação do ciclo DMAIC (Define Measure Analyze Improve e Control), um método dinâmico que permite a melhoria dos processos em estudo pelo uso de diversas técnicas e ferramentas da qualidade. Após a avaliação e quantificação do nível de qualidade Sigma inicial, foram identificadas as causas da variabilidade interlaboratorial e implementadas ações de melhoria que levaram ao aumento do nível de qualidade Sigma em todos os parâmetros em estudo. O parâmetro Ferro obteve um nível de qualidade sigma final de 3,0 atingindo assim a meta proposta. Os parâmetros Ferritina e Transferrina obtiveram um nível final de qualidade sigma de 2,4 e 2,3. Consequentemente, de forma a manter a harmonização dos resultados laboratoriais ao longo do tempo, foi implementado um plano de controlo e monitorização que assegure a melhoria contínua dos ganhos obtidos.
- Aplicação do Seis Sigma na Avaliação da Inexatidão dos Resultados Laboratoriais do Parâmetro Cortisol SéricoPublication . Gaspar, Ana; Requeijo, José; Faria, Ana Paula[PT] No desenvolvimento deste caso de estudo, dentro do Programa Nacional de Avaliação Externa da Qualidade do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge utilizou-se o Seis Sigma como metodologia e como métrica, de maneira a estruturar de forma intuitiva a sua aplicação na resolução de problemas e definir o principal objetivo. Como metodologia, o Seis Sigma recorre a diversas técnicas e ferramentas da qualidade, que visam a melhoria contínua de procedimentos. Enquanto métrica, o Seis Sigma apresenta uma meta a atingir para a qualidade. O ideal seria atingir-se a meta dos Seis Sigma, que significa 3,4 defeitos por milhão de oportunidades (taxa de defeitos de um determinado procedimento). Para reduzir a variabilidade de resultados entre laboratórios, referentes ao parâmetro Cortisol Sérico, aplicou-se o ciclo DMAIC (Define – Measure – Analyze – Improve – Control), a que correspondem cinco etapas diferentes. Em cada uma destas etapas utilizam-se as técnicas e ferramentas da qualidade, como referido anteriormente acerca do Seis Sigma enquanto metodologia, com o objetivo de melhorar processos. Inicia-se a primeira etapa com a identificação do problema e finaliza-se a última com o controlo e monitorização dos efeitos provocados pelas ações de melhoria implementadas. O objetivo dos programas de Avaliação Externa da Qualidade do Programa Nacional de Avaliação Externa da Qualidade é avaliar a performance quanto à variabilidade/uniformidade de resultados entre os laboratórios participantes. É de extrema importância a harmonização de resultados clínicos entre laboratórios, pois são estes resultados que fornecem informações ao profissional de saúde, sobre o estado de saúde do paciente, auxiliando no diagnóstico, tratamento e controlo de doenças. Caso isto não aconteça, será um fator crítico que pode fazer a diferença na saúde pública. Foram identificadas as causas de erros sistemáticos, causas de inexatidão laboratorial, a nível de métodos, equipamentos, reagentes e calibradores utilizados em laboratório e implementadas ações de melhoria mais relevantes. No final obteve-se um nível de qualidade sigma superior ao inicial, tal como tinha sido previsto nos objetivos. O nível da qualidade deve ser controlado ao longo do tempo, com o objetivo de identificar novas anomalias e melhorar continuamente.
- Associação entre a atividade física e o distress psicológico: dados do 1º Inquérito Nacional de Saúde com exame físicoPublication . Morais, Raquel Alexandra Casimiro; Dias, Carlos MatiasEnquadramento: O distress psicológico é um conceito multifatorial, que tem sido utilizado como um indicador de saúde mental das populações. Associado a pior qualidade de vida, a sua avaliação permite identificar as pessoas com pior saúde mental. Por sua vez, a prática de atividade física, nomeadamente o exercício físico, tem sido indicada a nível internacional como tendo um efeito protetor na saúde mental, diminuindo o distress psicológico do indivíduo. Considerando que em Portugal, o distress psicológico tem apresentado prevalências elevadas, de cerca de um quarto da população, e que se tem verificado igualmente uma elevada prevalência da inatividade física no país, há necessidade de investigação adicional a nível nacional sobre a associação entre estes dois problemas de saúde pública. Objetivos: O objetivo geral consiste em: verificar a relação entre a ocorrência de distress psicológico e a prática de exercício físico na população adulta residente em Portugal em 2015. Foram estipulados os seguintes objetivos específicos: a) estimar a prevalência e caracterizar a prática de exercício físico na população portuguesa em 2015; b) estimar a prevalência de distress psicológico na população portuguesa em 2015; c) medir a associação entre o distress psicológico e a prática de exercício físico, estratificada por sexo na população portuguesa em 2015. Metodologia: Estudo epidemiológico, quantitativo, transversal e descritivo com uma componente analítica realizado através da análise secundária de dados do primeiro Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF). A população-alvo é constituída por adultos, entre 25 a 74 anos de idade, residentes em alojamentos familiares em Portugal. Para a amostra do presente estudo apenas foram considerados os participantes no INSEF que responderam a todas as questões do Mental Health Inventory versão de 5 itens. A amostra utilizada na presente análise compreendeu 4858 indivíduos, 2613 mulheres e 2245 homens. Na análise descritiva, foi realizada uma caracterização da amostra e foram estimadas as prevalências de distress psicológico e da prática exercício físico, estratificadas por sexo. Na análise analítica foram construídos, para ambos os sexos, os modelos preditores de distress psicológico através de regressão logística multivariada. Resultados: Em 2015 a população residente em Portugal apresentava uma prevalência de distress psicológico de 22,5%, observando-se uma prevalência mais elevada nas mulheres (30,5%) do que nos homens (13,8%). Cerca de 14,4% da população praticou exercício físico pelo menos 3 dias por semana, com os homens (18,6%) a serem iii fisicamente mais ativos que as mulheres (10,7%). Segundo o modelo estatístico multivariado, os homens fisicamente ativos tiveram uma possibilidade 45% menor de reportar distress psicológico do que os homens fisicamente inativos. Nas mulheres não foi observada associação estatisticamente significativa. Os fatores que mais mostraram contribuir para a presença de distress nas mulheres foram viuvez, baixo rendimento, rede de suporte social pouco alargada (< 6 pessoas), pior estado de saúde auto-percecionado e presença de doença crónica. Nos homens esses fatores foram a inatividade física, o baixo nível de escolaridade, o desemprego, o divórcio, o pior estado de saúde auto-percecionado e ter idades compreendidas entre os 25 e os 34 anos. Discussão/Conclusão: Verificou-se que nos homens o exercício físico é um determinante no distress psicológico, mesmo depois de considerar o efeito de outras variáveis sociodemográficas. Nas mulheres, os resultados sugerem que o exercício físico não tem influência no distress psicológico quando considerado o efeito de outras variáveis sociodemográficas, pelo que outros fatores poderão ser mais relevantes. As intervenções para prevenção do distress psicológico e promoção da saúde mental devem ter em consideração as diferenças observadas, pelo que devem ser específicas para cada sexo.
- Automated Daily Mortality Surveillance Systems: Integration of data collection, analysis and reporting system componentsPublication . Chaves, Tiago; Silva, Mário; Nunes, Baltazar[ENG] The daily mortality surveillance system (VDM) monitors the observed all-cause mortality in Portugal. VDM is developed by the National Health Institute Dr. Ricardo Jorge (INSA). The system monitors the effects that disease outbreaks, extreme weather conditions or other health-related events have on the Portuguese mortality, by detecting and estimating the excess deaths associated with such events. The workflow of the system includes data collection, analysis and report generation activities. The resulting statistics and reports are disseminated to multiple authorities, at the national and European level. This dissertation presents the development of a new version of VDM, with new added features that substantially optimize it and enable more effective data analysis. Additions include the calculation of the expected mortality baselines for each data stratification, both on daily and weekly aggregations, the implementation of a nowcasting approach to predict upcoming death notifications and an automatic alert system for excess deaths. In the remodeled VDM system, public health practitioners now have a more user-friendly interface for generation and visualization of data for each stratification against the respective baseline, within a user defined time period. Report generation is now performed automatically, producing documents ready to be sent to the authorities requesting the mortality reports. The new version of the VDM software was user-validated and is now in production at INSA.
- Avaliação da introdução da vacina contra a tosse convulsa durante a gravidez e dos factores de risco para a doença na ARS Lisboa e Vale do Tejo: dois estudos de caso-controlo e um estudo ecológicoPublication . Raposo, Sara Isabel Gomes; Nunes, BaltazarIntrodução: Desde 2000 registou-se um aumento significativo de notificações por tosse convulsa em Portugal, motivo pelo qual a OMS considerou existir um padrão de reemergência da doença no país. A maioria dos casos corresponderam a crianças com menos de 6 meses, pelo que em 1 de Janeiro de 2017 a vacina materna foi introduzida no PNV como medida preventiva deste problema de saúde pública. Objectivos: Estudar os potenciais factores de risco para a doença em 2016, estimar a efectividade da vacina materna contra a tosse convulsa e avaliar o impacto desta medida na incidência de casos de tosse convulsa antes (2016) e após (2017) a sua introdução no PNV. Métodos: Delinearam-se de três estudos observacionais: dois casos-controlos e um ecológico. No estudo de caso-controlo para investigação dos factores de risco para a tosse convulsa incluíram-se casos de crianças com menos de 2 meses de idade, notificados entre 15.07.2016 e 31.12.2016. Para cada caso seleccionaram-se 2 controlos sem diagnóstico de desta doença, da mesma faixa etária e utentes no mesmo centro de saúde dos casos. Foi realizada a análise através do cálculo de Odds Ratio brutos e ajustados. No estudo de caso-controlo para estimar a efectividade vacinal incluíram-se notificações de casos de crianças com menos de 6 meses, utentes do SNS na ARSLVT, sem primovacinação completa, entre 01.01.2017 e 31.12.2017. Aplicou-se a metodologia supracita para a selecção de controlos. Através de uma regressão logística múltipla condicional calculou-se o Odds Ratio da vacina materna bruto e ajustado. A efectividade vacinal foi calculada pela fórmula: 1 – Odds Ratio da vacinação materna. O estudo ecológico analisou as faixas etárias dos 0-2 meses e dos 2-6 meses, entre 01.01.2016 e 31.12.2017, através do cálculo das taxas de incidência da doença e determinou a Razão da Taxa de Incidência entre o período pós e pré a introdução da vacina no PNV (2016 e 2017). Resultados: No 1º estudo utilizou-se uma amostra com 66 crianças (22 casos e 44 controlos) e verificou-se que a existência de mais crianças no agregado familiar aumenta o risco de doença. No 2º estudo de caso-controlo foram incluídas um total de 96 crianças (32 casos e 64 controlos). Estimou-se uma efectividade vacinal bruta de 79% (IC 95%, 35-93%) e ajustada de 95% (IC95%, 65-99%). No estudo ecológico, observou-se uma redução de 82% na incidência de tosse convulsa no grupo dos 0 aos 2 meses de idade e uma redução de, aproximadamente, 40% na faixa dos 2 aos 6 meses no ano seguinte à introdução da vacinação materna. Discussão: Os resultados apontam para uma efectividade vacinal elevada e um claro impacto da vacinação materna durante a gravidez na incidência da doença. Antes da introdução desta medida, o número de crianças conviventes destaca se como factor de risco para a doença.
- Controlo de qualidade em laboratório clínico: hemoglobinopatiasPublication . Vilhena, Filipa; Caniça, Manuela; Faria, Ana Paula; Miranda, Armandina[PT] O laboratório clínico deve utilizar metodologias de controlo de qualidade que permitam identificar, prevenir e corrigir possíveis falhas e assim garantir a exatidão dos seus resultados. O Controlo de Qualidade laboratorial é de elevada importância quer através da aplicação de metodologias de Controlo de Qualidade Interno (CQI) para avaliação da precisão analítica, quer através da participação em programas de Avaliação Externa da Qualidade (AEQ) para avaliação da exatidão analítica. As hemoglobinopatias são doenças monogénicas com transmissão de forma autossómica recessiva, causadas por mutações ao nível dos genes das globinas humanas, que conduzem à síntese reduzida da hemoglobina (talassémias) ou à formação de hemoglobinas estruturalmente anómalas (variantes). O estudo apresentado incidiu sobre os resultados do CQI e da participação em programas de AEQ da Unidade de Diagnóstico Laboratorial de Referência (UDR) do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, bem como dos ensaios de AEQ organizados pelo Programa Nacional de Avaliação Externa da Qualidade (PNAEQ) ao nível do doseamento de Hb A2, Hb F e Hb S realizados entre 2011 e 2014. Ao nível do CQI, verificou-se uma melhoria da precisão analítica no doseamento de amostras controlo de nível de concentração normal para a Hb A2, normal e elevado para a Hb F. O erro total associado ao doseamento da Hb A2 e da Hb F apresenta, de um modo geral, uma tendência decrescente. Relativamente ao doseamento da Hb S o mesmo só se verifica para as amostras analisadas no equipamento HA 8160. Entre 2011 e 2014 foram organizados pelo PNAEQ oito ensaios no âmbito das hemoglobinopatias. Os resultados obtidos indicam que, para as diferentes hemoglobinas estudadas, existe uma grande variabilidade nos resultados entre os laboratórios participantes.
- Desigualdades socioeconómicas na distribuição da prevalência de anemia em Portugal em 2015Publication . Gomes, Catarina Isabel Samões; Nunes, Baltazar; Barreto, MartaIntrodução: A anemia constitui um problema global de saúde pública, com significativas consequências adversas para a saúde e impacto negativo no desenvolvimento social e económico. Pretende-se com este estudo estimar a prevalência da anemia na população portuguesa de acordo com o nível socioeconómico e identificar fatores de risco. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal exploratório-descritivo utilizando dados do I Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF 2015), baseado numa amostra representativa de 4911 adultos residentes em Portugal com idades entre os 25 e 74 anos em 2015. Foi estimada a prevalência total de anemia e estratificada por variáveis de caracterização física, cultural e socioeconómica. A análise das desigualdades socioeconómicas e fatores de risco foi realizada através da estimativa de odds ratio com um intervalo de confiança de 95%. Resultados: A prevalência geral de anemia foi de 5,5% (IC95%: 4,7; 6,4). A anemia foi mais prevalente nas mulheres do que nos homens (7,8% vs. 3,1%), entre os participantes sem atividade profissional e com comorbidades crónicas. Foi identificado como fator de risco importante para a população feminina pertencer ao grupo etário entre os 35 e os 54 anos. Os fatores de risco para a população masculina incluem pertencer ao grupo etário entre os 65 e os 74 anos, sofrer de cancro e insuficiência renal crónica. Discussão e Conclusão: Embora a prevalência de anemia seja mais elevada em grupos socioeconomicamente mais desfavorecidos, a análise da associação entre os determinantes socioeconómicos e a prevalência de anemia não nos permite identificar os mesmos como fatores preditores da anemia. Estes resultados podem contribuir para o desenvolvimento ou manutenção de políticas e programas direcionados para reduzir as desigualdades em educação, rendimento e acesso aos serviços.
- A Diabetes: principais parâmetros para o controlo da DiabetesPublication . Ferreira, Filipa Costa; Gomes, Maria Adelina[PT] A Diabetes Mellitus é uma doença metabólica crónica, com deficiência a nível do metabolismo dos hidratos de carbono, lípidos e proteínas, resultante de deficiências na secreção ou ação da insulina, ou de ambas, que quando não tratada antecipadamente e de modo conveniente, pode ter consequências muito graves. Dado a incidência a nível mundial da Diabetes Mellitus, torna-se de elevada importância avaliar toda a sua envolvência e estudar bem quais os critérios a ter em consideração. Este trabalho propõe-se estudar para além dos parâmetros bioquímicos relacionados com a doença - Glicose e Hemoglobina Glicada A1c (HbA1c), analisar os resultados dos últimos cinco anos (2008-2012) dos ensaios interlaboratoriais do PNAEQ, do Departamento de Epidemiologia, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. Foram também analisadas as metodologias utilizadas e as variações interlaboratoriais, de forma a entender qual ou quais são os parâmetros mais adequados para o seu diagnóstico e controlo. Este estudo utilizou a população de laboratórios portugueses, públicos e privados, de Portugal Continental e Ilhas, um laboratório de Angola e outro de Macau que se inscreveram no PNAEQ nestes cinco anos, sendo a amostra composta pelo n.º de participações. No programa de Química Clinica foram distribuídas 38 amostras e no programa de HbA1c foram distribuídas 22 amostras. Para a glicose, o nível de desempenho nos ensaios é na globalidade das amostras de Excelente, no entanto verifica-se que sempre que a concentração da amostra é de nível patológico, que a maioria dos ensaios o desempenho foi inferior – Bom. O método de eleição e com CV% mais baixos foi o método da hexoquinase. Para a HbA1c, o nível de desempenho nos ensaios é na globalidade das amostras de Excelente. O método de eleição e com CV% mais baixos foi o método de HPLC. O CV% para a glicose ronda desde 2010 a 2012, os 3% e para a HbA1c foi de aproximadamente 4,0% em 2012. A HbA1c tem mostrado ser uma ferramenta muito útil, importante e robusta na monitorização da Diabetes, sendo hoje em dia quase sempre requisitada em análises de rotina a diabéticos de modo a prevenir complicações que possam vir a acorrer. No futuro poderá ser um importante, senão o parâmetro de futuro, para o diagnóstico da Diabetes, no entanto, mesmo já tendo sido muito trabalhada a sua padronização, ainda existem questões por responder como quais são na realidade todos os seus interferentes, qual a verdadeira relação da HbA1c com a glicose média estimada, em todas as populações e com estudos epidemiológicos. Também a própria educação do diabético e clínico deve ser aprimorada, pelo que neste momento as PTGO e os doseamentos de glicose em jejum devem ser utilizados e encontrando-se a Norma da DGS N.º 033/2011 de acordo com as necessidades e com o estado da arte deste parâmetro. A implementação da glicose média estimada será uma mais-valia na monitorização dos diabéticos pelo que deverá ser uma das prioridades a ter em conta no futuro desta padronização, uniformizando a decisão clinica baseada nela e minimizando a dificuldade de interpretação de resultados de laboratório para laboratório.
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