DAN - Posters/abstracts em congressos nacionais
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- Utilização de subprodutos de melão em alimentos funcionais: estratégia sustentável para melhorar o perfil de aminoácidosPublication . Silva, M.A.; Costa, H.S.; Motta, C.; Oliveira, M.Beatriz P.P.; Félix, Nélson; Albuquerque, T.G.Este estudo teve com objetivo desenvolver dois produtos alimentares inovadores à base de farinhas de casca e de sementes de melão (subprodutos) e avaliar o seu teor proteico e perfil de aminoácidos.
- Upcycling melon by-products: development of a nutrient-rich and sustainable pastaPublication . Silva, M.A.; Costa, H.S.; Oliveira, M. Beatriz P.P.; Félix, Nelsón; Albuquerque, T.G.Introduction: Food waste is a growing concern worldwide, directly impacting the economy, society and the environment. One key aspect of this issue is the limited time to utilize the resources before they become waste. Therefore, optimizing food waste management becomes a crucial issue for ensuring food availability and sustainability. The valorization of fruit by-products offers an opportunity to develop new foods with added nutritional benefits while promoting a more efficient and time-conscious use of natural resources. Aim: This study aimed to develop a pasta with melon peel and seed flours (by-products) incorporation and evaluate their nutritional potential. Methodology: In 2022, melon by-products were recovered from melon production and distribution companies. The melon peels were dehydrated, and the seeds were dried in an oven. Afterwards, by-products were ground to obtain melon peel flour and melon seeds flour, which were then roasted. The nutritional composition of these flours was analytically determined. The energy value and available carbohydrates were calculated. Antioxidant activity was determined using two different methods: 2,2-diphenyl-1-picrylhydrazyl and ferric reducing antioxidant power. Total phenolic content was also assessed. Results: The incorporation of melon by-products flour allowed the development of a nutrient-rich pasta (tagliatelle) containing 4 g/100 g of dietary fibre, making it a source of fibre according to Regulation (EC) No 1924/2006. Moreover, these flours increased the levels of total phenolic compounds (1786 mg of gallic acid equivalents/100 g), thereby enhancing the product’s antioxidant capacity. Conclusions: This work highlights the potential of melon by-products, demonstrating that their integration into food formulations not only enhances relevant nutritional properties to health over time but also contributes to reduce food waste and environmental impact. Additionally, the incorporation of dietary fibre in innovative food products may contribute to better glycemic control and satiety throughout the day, aligning with the role of nutrition in dietary patterns.
- Harnessing Black Soldier Fly Larvae for Sustainable Food Waste Valorisation and Pathogen BioremediationPublication . Oliveira, Joana; Ligeiro, Carolina; Fantatto, Rafaela; Souza, Clarice; Grilo, Miguel L.; Carvalho, Carina; Trindade, Alexandre; Murta, Daniel; Assunção, RicardoFood waste is a pressing challenge for public health and environmental sustainability, with an estimated 59 million tonnes generated annually in the European Union. This substantial waste compromises the resilience of agrifood systems, intensifies food insecurity, and hampers efforts toward achieving a circular economy [2]. The insect Black soldier fly larvae (BSFL) present a promising and innovative approach to addressing these issues by efficiently converting organic waste into valuable outputs, such as high-protein animal feed and fertilisers. Despite the industrial valorisation of agricultural by-products, BSFL’s potential to fully utilise food waste remains subject to some legal restrictions. This study, conducted in collaboration with Ingredient Odyssey SA – EntoGreen, investigated the suitability of food waste as a substrate for BSFL production and assessed the larvae's bioremediation potential for reducing foodborne pathogens. An industrial-scale trial was performed over 14 days, using 114 test units with food waste-based substrates and 144 control units with Gainesville Diet, a standard insect feed. Two tonnes of food waste sourced from restaurants in Santarém, Portugal, were collected and prepared by removing physical contaminants such as plastic, cutlery, and cans. The food waste was then mixed with wheat bran, and its moisture was adjusted to 70% to create an optimal substrate. Measurements, including larval weight and substrate temperature, were taken every other day, while microbiological analyses followed ISO standards to detect pathogens and enumerate microorganisms. Results showed that food waste substrate significantly enhanced larval growth and bioconversion rates while bioremediating pathogens, including Bacillus cereus, Vibrio spp., and Salmonella spp. These results highlight the potential of BSFL to transform food waste into valuable resources while mitigating microbial risks, demonstrating a scalable and sustainable solution for food waste valorisation and contributing to a circular economy.
- GTSCA – Grupo de Trabalho Solo e Composição de AlimentosPublication . Oliveira, LuísaApresentação do âmbito, objetivos e membros do Grupo de Trabalho Solo e Composição de Alimentos (GTSCA), do Programa PortFIR.
- Monitorização da ingestão de aditivos alimentares em PortugalPublication . Fernandes, Paulo; Oliveira, Luísa; Vasco, ElsaOs aditivos alimentares são substâncias adicionadas intencionalmente aos alimentos com funções tecnológicas na sua conservação, sabor, cor e textura. Na União Europeia, o seu uso é autorizado pela Comissão Europeia com base em avaliações de segurança da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) considerando aspetos químicos, toxicológicos e de impurezas, sendo apenas autorizados os considerados seguros (Regulamento (UE) 1129/2011). A garantia da segurança dos consumidores baseia-se em dois parâmetros: Dose Diária Admissível (DDA) e Limites Máximos de Utilização (LMU), calculados com base na DDA, no consumo da população e na função tecnológica do aditivo. Para garantir um consumo seguro, os Estados-membros devem monitorizar o uso e a ingestão de aditivos (Artigo 27.º do Regulamento CE n.º 1333/2008). Esta monitorização deve ser regular, já que a ingestão pode variar com os hábitos alimentares e com o uso dos aditivos pela indústria. Este acompanhamento contínuo permite atualizar as avaliações de segurança e rever limites quando necessário para proteger a saúde dos consumidores. Em Portugal, a responsabilidade da monitorização da ingestão de aditivos alimentares cabe ao Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através do sistema MONITADITIVOS, que estima a sua ingestão diária ao cruzar dados de consumo alimentar com os teores de aditivos presentes nos alimentos, permitindo avaliar o risco em comparação com a DDA. A monitorização da ingestão de aditivos é complexa e dispendiosa, por isso prioriza os de maior risco e os grupos populacionais mais vulneráveis, como crianças e adolescentes. Ingestões abaixo da DDA são seguras; os aditivos cuja ingestão apresenta risco de ultrapassar esse limite passam a um estudo mais detalhado. A primeira fase do MONITADITIVOS foca-se em adolescentes de 11 a 17 anos, usando o questionário online QCAonline (via REDCap) para recolher dados sociodemográficos, antropométricos e de consumo alimentar das últimas 24h, com apoio das escolas e a plataforma PAIAA (Microsoft Access), que calcula a ingestão diária e a compara com a DDA. O estudo anual permite identificar os aditivos mais consumidos e priorizar análises mais detalhadas. Em 2022, foram avaliados 541 adolescentes de quatro agrupamentos escolares e, em 2024, 748 adolescentes, de 16 agrupamentos. Em ambos os anos, foram identificados 28 aditivos para análises mais detalhadas. Nesta fase, a colaboração das escolas é essencial para garantir o sucesso da monitorização.
- Monitorização nutricional de produtos panados ultraprocessados congelados disponíveis no mercado português em 2025Publication . Brazão, Roberto; Fernandes, Paulo; Dias, Maria da GraçaIntrodução: Os produtos panados ultraprocessados congelados, como barrinhas de peixe e nuggets de frango, têm vindo a ganhar popularidade em Portugal, especialmente entre as famílias com crianças, devido à sua conveniência, praticidade, sabor e apelo visual. No entanto, os ingredientes utilizados na sua elaboração, nomeadamente farinhas refinadas, intensificadores de sabor, conservantes e corantes artificiais, assim como as suas características nutricionais, sobretudo no que se refere ao valor energético, teor de sal e de gorduras, levantam algumas preocupações, principalmente quando consumidos com regularidade pelos mais jovens. Objetivos: Avaliação de características nutricionais de produtos panados ultraprocessados congelados, disponíveis no mercado português em 2025. Metodologia: Recolheu-se a informação nutricional de produtos panados ultraprocessados congelados em websites de distribuidores nacionais, em fevereiro de 2025. Comparou-se os dados com os valores de referência definidos na Estratégia Integrada para Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS) e no descodificador de rótulos da DGS, bem como com os valores-limite do modelo de perfil nutricional publicado no Despacho N.º 7450-A/2019. Resultados: Avaliaram-se 72 produtos, tendo-se verificado que 100% excediam os valores de referência da EIPAS definidos para o sal. Considerando os valores nutricionais do descodificador de rótulos da DGS, 8,3% dos produtos apresentavam teores altos de sal e 98,6% e 35,6,1% apresentavam teores médios de lípidos e de ácidos gordos saturados, respetivamente. Adicionalmente verificou-se que 100% dos produtos à base de carne e 16,7% dos produtos base de peixe excediam os valores-limite do modelo de perfil nutricional. Conclusão: Nenhum dos produtos analisados está de acordo com os critérios da EIPAS, devido ao teor excessivo de sal. Verificou-se, também, que percentagens consideráveis destes alimentos apresentavam alto valor energético e teores médios de lípidos e de ácidos gordos saturados. Estes resultados reforçam a necessidade de implementar medidas legislativas para reformulação destes produtos, bem como no que respeita à rotulagem e publicidade/marketing.
- Energia e teores de sal em conservas de pescado no mercado português em 2025Publication . Fernandes, Paulo; Brazão, Roberto; Dias, Maria da GraçaIntrodução: É reconhecida a associação entre a ingestão excessiva de energia, açúcar e sal e doenças crónicas não transmissíveis. A Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS) foi lançada, tendo como um objetivo, incentivar a reformulação dos alimentos, conducente à redução progressiva do consumo de açúcar e sal. Foi estabelecido, para o sal, o teor máximo (g/100 g) de 0,2 para sopas e pratos principais e 0,3 para os restantes alimentos. Objetivos: Monitorizar a energia e teor de sal em conservas de pescado, disponibilizadas no mercado, em 2025. Metodologia: Recolheram-se, nas lojas online das principais distribuidoras alimentares em Portugal, dados sobre 192 conservas de pescado. Destas, consideraram-se as que apresentavam informação de energia e teores de sal. Foram agrupadas: “em azeite/óleo” (74), “em molho” (34), “ao natural” (17), “patê” (15) e “receita” (6), num total de 146. Os teores de sal foram comparados com as recomendações da EIPAS. Resultados: As medianas dos teores de sal (g/100 g) foram de 1,0 para “em azeite/óleo”, “em molho” e “ao natural”, 0,9 para “patê” e 1,1 para “receita”, com um máximo de 12 para filetes de anchovas. As medianas da energia (kcal/100 g) foram 213,5 para “em azeite/óleo”, 162,5 para “em molho”, 106,0 para “ao natural”, 235,0 para “patê” e 167,0 para “receita”, encontrando-se o máximo de 483,0 para filetes de cavala em tomate. Conclusões: Das 146 conservas consideradas apenas três apresentaram teores de sal (g/ 100 g) iguais (0,3) à recomendação da EIPAS, sendo o valor mediano total claramente superior (1,0). A energia (mediana) das conservas “ao natural” é consideravelmente inferior à das “em azeite/óleo”, mesmo considerando o peso líquido. Estes resultados reforçam a importância da contínua reformulação dos alimentos, sendo necessário avaliar a eventual necessidade tecnológica ou de segurança de um teor de sal superior ao recomendado.
- Aligning Present and Future Agrifood Systems: Integrating Sustainability and Health for Better ChoicesPublication . Assunção, Ricardo; Bento, AlexandraThe transition to sustainable food systems is essential to address global challenges such as climate change, biodiversity loss and public health crises. Current food production and consumption patterns contribute to environmental degradation, while dietary choices strongly influence health outcomes and planetary sustainability. Supporting dietary decisions with robust scientific evidence is therefore essential for meaningful and informed change. This work aims to discuss the intersection of food system transitions, dietary health impacts and sustainability, highlighting the importance of a comprehensive evidence-based approach to guide decisions at individual and systemic levels. By integrating methodologies such as Risk-Benefit Assessment (RBA) and Life Cycle Sustainability Assessment (LCSA), this study provides an approach to evaluating foods, dietary patterns and food choices. RBA considers risks (e.g. food contaminants) and benefits (e.g. beneficial nutrients), while LCSA assesses the environmental, social and economic dimensions of food production and consumption. Inspired by the ALTERNATIVA project , the integration of these two perspectives, complemented by additional tools such as Multi-Criteria Decision Analysis (MCDA), will be explored and synthesised. The combination of these methodologies enables a dual-angle approach that quantifies health outcomes alongside sustainability metrics, providing a framework for balancing dietary health benefits with sustainable food systems. This approach not only informs recommendations for healthier and more sustainable diets but also supports policymakers and stakeholders in developing strategies for food system transformation. By bridging gaps between food system actors and aligning public health goals with environmental sustainability, this evidence-based framework promotes a holistic vision for the agri-food sector and empowers consumers and stakeholders to make better choices that benefit both humans and the planet.
- Valorização de subprodutos de C. cardunculus: aplicação em filmes ativosPublication . Barbosa, Cássia H.; Andrade, Mariana A.; Tomé, Sidney; Vilarinho, Fernanda; Fernando, Ana Luísa; Sanches Silva, AnaDesenvolver um filme ativo à base de proteína de soro de leite (WPC), incorporado com extrato de folha de cardo em diferentes concentrações (0,5%, 1,0% e 2,0%), e avaliar a migração global e específica, com vista à quantificação da libertação de compostos fenólicos do filme para o alimento.
- Portuguese Tax on sugar-sweetened beverages: children's consumption trends (COSI PORTUGAL 2019-2022) and social media advertisingPublication . Gaspar, Marta; Rito, AnaIntroduction: Reducing sugar consumption is a cost-effective strategy to combat childhood obesity. The World Health Organization (WHO) recommends fiscal policies, such as the increase of the price of sugar-sweetened beverages (SSBs) to reduce its intake. In Portugal, the SSB tax (2017 revised in 2019) led to declining sales and nutritional reformulation. The WHO´s Childhood Obesity Surveillance Initiative (COSI) Portugal provides data on SSB consumption trends among primary-school children, enabling policy evaluation. However, marketing remains a key driver of children's food choices, with SSBs heavily promoted on digital platforms. Aims: To analyze trends in children SSBs consumption, before and after the tax, and characterize SSB-related social media marketing content from the most advertised brands to children. Methodology: Data from COSI Portugal 2019 and 2022 (repeated cross-sectional design) were analyzed. Nationally representative samples of 6–8-year-old children completed a family questionnaire, reporting SSB consumption frequency. Additionally, using the WHO CLICK framework, the 21 most frequently advertised food and beverage brands to 3–16-year-old children sample were identified, and their Instagram posts (2022) were examined for SSB presence and compliance with the Portuguese Nutrient Profile Model (PT-NPM). Results: In 2019, 85.4% of children consumed SSBs, with 71.3% drinking up to 3 days/week (3dw) and 14.1% over 4 days/week (4+w). After the revised tax, in 2022, consumption slightly declined to 84.2% (69.1% 3dw and 15.1% 4+w). Regarding digital advertisements, 337 Instagram posts were analyzed, 106 contained foods/beverages classified under PT-NPM. Among them, 30 (28.3%) featured SSBs, yet only one met PT-NPM criteria. Conclusions: While the SSB tax implementation suggests a contribution to a reduction in consumption, intake remains high, in children. Additionally, SSBs continue to be marketed on digital platforms by brands exposed to children. These findings highlight the need for more comprehensive policy action including marketing regulations to protect children from exposure to SSB content.
