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- 3-Metilcrotonilglcinuria: identificação e caracterização molecularPublication . Fonseca, Helena Susana Rodrigues Almeida; Mendo, Sónia; Vilarinho, LauraO rastreio neonatal é um programa sistemático destinado a todos os recémnascidos, tendo como objectivo evitar a evolução da patologia rastreada através do diagnóstico pré-sintomático e da instituição precoce de terapia adequada. A 3-metilcrotonilglicinúria (MCG) é uma doença incluída no rastreio que até recentemente era considerada uma doença hereditária do metabolismo rara. Na MCG o catabolismo da leucina é bloqueado no quarto passo devido a deficiência da enzima 3-metilcrotonil-CoA carboxilase (3-MCC). A 3-MCC catalisa a conversão do 3-metilcrotonil-CoA a 3-metilglutaconil-CoA, uma reacção reversível dependente de ATP e utilizando o bicarbonato como fonte de grupos carboxílo. O diagnóstico bioquímico da deficiência em 3-MCC é caracterizado pelo aumento marcado dos ácidos 3-hidroxisovalérico (3-HIVA) e 3-metilcrotonilglicina (3-MCG) na urina e concentrações elevadas de 3- hidroxisovalerilcarnitina (C5-OH) no sangue. A caracterização molecular reside no estudo dos genes MCCA e MCCB que codificam a enzima 3-MCC. O objectivo deste trabalho foi estabelecer um diagnóstico etiológico em doentes com MCG detectados pelo Programa Nacional de Diagnóstico Precoce e que possuíam um valor de C5-OH, marcador bioquímico primário de rastreio para esta patologia, superiores ao cut-off estabelecido. Numa amostra de 20 doentes pretende-se identificar e caracterizar as mutações mais frequentes na nossa população recorrendo a análise de 19 exões no gene MCCA e 17 exões no gene MCCB. Destes casos seleccionados para estudo, foram detectadas 26 mutações das quais 16 não se encontram ainda descritas na literatura nem na base de dados Human Gene Mutation Database, o que corresponde a uma percentagem de novas mutações de 61.5%. Os resultados obtidos permitiram concluir que o génotipo não consegue predizer o fenótipo ou o risco metabólico destes casos, mas permite confirmar o diagnóstico nos casos duvidosos. A deficiência em 3-MCC ainda não é uma patologia completamente conhecida e a sua apresentação clínica é bastante heterogénea, sendo a maioria dos doentes portadores de mutações próprias não sendo visível uma correlação genótipo – fenótipo. A continuação deste estudo é necessária para encontrar marcadores genéticos e/ou bioquímicos que expliquem a razão pela qual um número relativamente reduzido de indivíduos apresenta risco de desenvolver um fenótipo severo da doença. Verificou-se também que o estudo molecular é importante no diagnóstico de portadores sintomáticos ou assintomáticos (diagnóstico preditivo), no diagnóstico pré-natal, aconselhamento genético e com indicação para suplementação com biotina para os pacientes que tem a mutação que responde à biotina.
- Activities of an aqueous plant extract against herpes simplex virus type2 (HSV 2): role in virus replication and progeny yieldPublication . Mota Mendes, Ana Rita; Caeiro, Maria Filomena; Lopo, SílviaHerpes simplex virus type 2 (HSV-2) is widely distributed through the human population, infecting more than 500 million people globally. Although causing generally mild infections this virus may cause severe symptoms occasionally, mainly in immunocompromised patients. Presently, there are a number of systemic antiviral agents against herpesvirus, the most commonly used being acyclovir (ACV) and its prodrugs. However, long term treatments with these drugs may result in the development of resistance, especially in immunocompromised patients, which leads to a continuous search for new and better therapeutic alternatives. According to the World Health Organization (WHO) plants would be the best sources for obtaining a wide variety of drugs. In fact, in the last decades many pharmacological and chemical studies have focused on medicinal plants and the discovery of new natural therapeutic compounds. In this study the anti-herpetic action of an aqueous extract was evaluated. The product was obtained by decoction of stem and leaves from Solidago virgaurea, a perennial herb member of the Asteraceae family. The study of the aqueous extract activity included a preliminary evaluation of its cytotoxicity in Vero cells – by the MTT assay - in the same conditions that are applied for viral production. Extract direct effect on viral particles – virucidal effect – was also assessed, having proved null. Anti-herpetic activity was investigated through two kinds of experiments: treatment of infected cells during virus production that revealed a mean yield reduction of 94 % in treated relatively to non-treated cells and an IC50 of 35.1 μg/mL; and treatment of infected cells during virus titration, which revealed slighter inhibition but significant size differences between virus plaques formed in treated and control conditions (smaller in treatment conditions). To further evaluate the mechanisms that mediate the aqueous extract inhibitory effect, infected cells – treated and non-treated - and virus particles – produced in treated and non-treated cells - were visualized through Transmission Electron Microscopy (TEM), revealing less damage due to infection in treated cells and a reduced amount of viral particles in HSV-2 suspensions produced in treated cells, relatively to controls. A kinetic of the first hours of the infection was performed with and without treatment, to assess possible differences in DNA production. Extracted samples were subjected to qPCR and results showed that the amount of viral DNA raises significantly slower in treated versus non-treated infected cells, throughout the infection. This is consistent with the effective reduction of the extract when added at later infection times - 4-6 h p.i. - when DNA replication is already in an advanced stage. Our results suggest that the aqueous extract inhibits HSV-2 replication, when present at the beginning of the infection, possibly by interfering with the viral DNA synthesis.
- Análise do teor de contaminantes químicos em alimentos provenientes de áreas ardidas na região CentroPublication . Sequeira, Maria Catarina Gil; Dias, Deodália Maria Antunes; Namorado, SóniaOs incêndios florestais são fenómenos que impactam o meio natural. Durante um incêndio, a combustão da matéria orgânica e subsequente deposição de cinzas, induz alterações nos solos. Especificamente, o aumento da temperatura nas camadas superficiais promove a quebra de ligações em compostos organometálicos, favorável à libertação e acréscimo de metais nos solos ardidos. Através da absorção radicular, as espécies vegetais acumulam teores elevados destes e, caso se destinem ao consumo humano, tornam-se numa fonte de exposição a contaminantes. Sendo Portugal um dos países europeus com elevada incidência de incêndios florestais, o presente trabalho teve como objetivos quantificar o teor de contaminantes químicos inorgânicos em alimentos colhidos em 2019 nas áreas afetadas pelos incêndios de 2017 na região Centro, averiguar o risco de exposição das populações locais associado ao consumo desses alimentos e avaliar a evolução dos teores de contaminantes químicos entre 2017 e 2019. Foram analisados alimentos frequentemente consumidos pelas populações locais. Foi efetuada a quantificação de crómio (Cr), cobalto (Co), arsénio (As), cádmio (Cd) e chumbo (Pb), em amostras de batata, cebola, couve e ovos, colhidas em 2019, utilizando espectrometria de massa acoplada a plasma indutivo. Analisando os resultados obtidos, verificou-se que nenhuma amostra apresentou teores superiores à legislação em vigor. A ingestão dos alimentos analisados não parece contribuir de forma significativa para a exposição humana aos contaminantes químicos analisados, não evidenciando riscos para a saúde das populações locais. Comparando com amostras controlo, as amostras de couve analisadas apresentam teores superiores de Cr e Pb para a maioria dos produtores, e em alguns casos, teores superiores de Co, As e Cd. Entre 2017 e 2019, verificou-se um aumento na média do teor de Cr e uma diminuição na média do teor de As para as amostras de batata e couve. Ainda, nas amostras de batata observou-se uma redução na média do teor de Cd, enquanto nas amostras de couve, se verificou um aumento na média do teor de Pb.
- Análise molecular de genes implicados no desenvolvimento sexual do Homem por Sequenciação de Nova GeraçãoPublication . Oliveira, Beatriz; Gonçalves, João; Martins, Francisco PinaAs doenças/patologias do desenvolvimento sexual, por definição, correspondem a manifestações clínicas congénitas nas quais o sexo cromossómico, gonadal ou anatómico é atípico. Neste âmbito, existe um largo espectro de indivíduos com um diagnóstico clínico provável onde, utilizando a abordagem analítica clássica baseada em PCR e Sequenciação de Sanger, em muitos doentes não se encontra a causa genética. Nestas situações, os indivíduos afetados poderão permanecer numa situação indefinida por muitos anos, não sendo possível receberem a orientação clínica e o tratamento mais adequados, nem o melhor aconselhamento genético, tanto o próprio indivíduo como os seus progenitores/familiares. A incidência das doenças em causa é muito variável, podem compreender situações raras (ex. Disgenesia Gonadal Completa) com incidência inferior a 1/50 000 nascimentos, ou manifestações de criptorquidismo e de hipospádias cuja incidência ao nascimento varia entre ~1,5% a ~9% . Face ao conhecimento atual sobre o genoma humano, aos múltiplos genes que se conhecem associados às patologias do desenvolvimento sexual, e ao desenvolvimento da tecnologia de Sequenciação de Nova Geração (NGS), este estudo teve como objetivos: i) Encontrar o defeito molecular/genético que estará na base de diversas patologias do desenvolvimento sexual presentes em doentes 46,XX ou 46,XY; ii) Validar a análise por NGS de um painel alargado de genes associados a patologias do desenvolvimento sexual; iii) Proporcionar um diagnóstico molecular mais célere e com custo significativamente menor que a análise convencional baseada em PCR-sequenciação de Sanger, iv) Contribuir para um diagnóstico mais efetivo e de suporte a um melhor aconselhamento genético. Com base nas características das referidas doenças, desenhou-se um painel com pelo menos 40 genes, e analisou-se um conjunto de amostras de DNA de 59 doentes com diferentes DDS, para as quais, embora já tendo sido analisadas para alguns genes, não tinha sido ainda possível identificar a alteração molecular determinante da sua patologia. As amostras foram analisadas por NGS utilizando a tecnologia Ampliseq da Illumina. Esta tecnologia compreende, sucintamente, a seleção dos genes alvo a analisar, preparação do painel de sondas/amplicões específicos, preparação da biblioteca baseada em PCR-multiplex, sequenciação no equipamento MiSeq®(Illumina) e análise in silico dos resultados utilizando software específico (Variant Interpreter da Illumina). Complementarmente, realizou-se a visualização e interpretação dos resultados usando o software Integrative Genomics Viewer e, sempre que aplicável, procedeu-se à análise in silico de variantes relevantes para avaliação das suas consequências funcionais, frequência de alelos na população, conservação de aminoácidos, consulta de bases de dados e interpretação biopatológica dos resultados. Através desta abordagem, e no contexto deste estudo foram submetidas 39 amostras e 90 alterações para validação. Foi possível validar em 35 amostras um conjunto de 86 variantes em 18 genes (DDS e outras patologias), obteve-se uma taxa de validação de variantes de 95.6%. Para duas das amostras em estudo e resultando do alargamento da análise molecular a vários genes, foi possível identificar o defeito genético mais provável que constituirá a causa da doença. Na amostra PSU26, foi possível encontrar duas alterações, presumivelmente em heterozigotia composta, no gene HSD17B3 (c.876_877dupAA e c.645A>T) associadas ao fenótipo de deficiência enzimática em 17-beta-hidroxiesteróide desidrogenase. Na amostra PSU55 foi possível encontrar uma variante, em homozigotia, também no gene HSD17B3: c.277+4A>T, também associada à referida deficiência enzimática. Por último foi também possível encontrar uma alteração na amostra PSU53, NOBOX:c.1354G>A, associada a insuficiência ovárica prematura. IV Assim este estudo permitiu-nos inferir que a análise molecular que compreenda um número alargado de genes contribui para aumentar a taxa de deteção de alterações patogénicas e permite, em alguns casos, encontrar a causa da doença.
- Anemia das Células Falciformes - influência de fatores genéticos na gravidade da doença em idade pediátricaPublication . Germano, Isabel; Faustino, Paula; Pina Martins, FranciscoA anemia das células falciformes (SCA) é uma doença genética recessiva causada pela mutação c.20A> T no gene HBB. É caracterizada por eritrócitos falciformes, anemia hemolítica crónica e eventos vaso-oclusivos. Estas manifestações são muito heterogéneas devido a agentes modificadores ambientais e genéticos. O objetivo deste estudo foi investigar modificadores genéticos da SCA numa população pediátrica do continente africano, onde a doença é um grave problema de saúde pública. O estudo incidiu sobre 200 crianças angolanas, entre os 3 e 12 anos, com SCA. Foram estudadas treze regiões polimórficas em genes associados à adesão celular (VCAM1 e CD36), tónus vascular (NOS3) e hemoglobinização dos eritrócitos (HBA), através de PCR, RFLP, Gap-PCR e sequenciação de Sanger. Todas as crianças que participaram neste estudo beneficiaram de uma caracterização em termos clínicos, hematológicos e bioquímicos. Os resultados demonstraram uma elevada prevalência (67,5%) de α-talassemia (deleção 3,7 kb em HBA), que melhorou a saúde dos doentes, retardando o início da doença, diminuindo a anemia e o número de transfusões sanguíneas. Dois SNP em CD36 (rs1984112 e rs1413661) mostraram ter influência na gravidade da anemia. Os genótipos contendo o alelo C do rs1413661 revelaram ser fatores de risco para a anemia grave, pois foram associados a menores níveis de hemoglobina e mais hospitalizações e transfusões sanguíneas. Este é o primeiro estudo onde o rs1413661 é associado à patologia da SCA. O alelo C do rs1041163 de VCAM1 foi associado a menores níveis de LDH e, inversamente, o alelo C do rs2070744 em NOS3 foi associado a elevados níveis de LDH e a um maior número de hospitalizações, sendo um possível fator de risco para a hemólise. Este estudo contribuiu para aprofundar o conhecimento da fisiopatologia da SCA, confirmando o benefício da co-herança da α-talassémia e reforçando a importância da adesão celular na variabilidade da anemia hemolítica.
- Anemias de causa hereditária - anemia ferropénica refratária ao tratamento com ferro e talassémias - base molecular e fatores genéticos modificadoresPublication . Gonçalves, Lúcia; Faustino, Paula; Correia, Leonor[pt] A anemia é um reconhecido problema de saúde pública. Esta, pode ser adquirida ou de caracter hereditário, subjacente a alterações em genes relacionados com o metabolismo do ferro ou em genes que codificam as várias globinas, constituintes da hemoglobina. Um exemplo é o gene TMPRSS6, que codifica a matriptase 2, proteína reguladora da expressão da hormona hepcidina. Mutações neste gene levam a uma anemia microcítica e hipocrómica refratária ao tratamento com ferro oral denominada de Iron Refractory Iron Deficiency Anaemia que é uma doença genética rara e com transmissão autossómica recessiva. Para além das variantes patogénicas associadas à Iron Refractory Iron Deficiency Anaemia, estudos de associação revelaram que alguns polimorfismos neste gene se encontram associados a risco aumentado para o desenvolvimento de anemia ferropénica. As hemoglobinopatias são as anemias hereditárias mais frequentes no mundo. Apresentam uma transmissão autossómica recessiva e podem ser devidas a um défice quantitativo das cadeias globínicas (talassémias) ou a alterações estruturais nas cadeias de globina (variantes estruturais). Neste trabalho pretendeu-se identificar a base molecular de alguns casos clínicos suspeitos de IRIDA, esclarecer se variantes polimórficas no gene TMPRSS6 são fatores genéticos modificadores do fenótipo hematológico e do metabolismo do ferro e, ainda, investigar molecularmente casos de hemoglobinopatias com fenótipos atípicos. As regiões codificantes e as junções exão/intrão do gene TMPRSS6 foram amplificadas pela reação da polimerase em cadeia e sequenciadas pelo método de Sanger, em 6 indivíduos que apresentavam um fenótipo compatível com Iron Refractory Iron Deficiency Anaemia. Nesse gene, O SNP rs855791, foi caracterizado usando uma técnica de amplificação específica de alelo, em 89 mulheres com fenótipos normais a nível hematológico e nos parâmetros do metabolismo do ferro e em 25 mulheres com anemia ferropénica. Na investigação molecular das hemoglobinopatias foram amplificadas por PCR e sequenciadas pelo método de Sanger as regiões codificantes dos genes globínicos (HBB, HBD, HBG) assim como as regiões de junção exão/intrão e, nalguns casos, as regiões regulatórias proximais. Foram pesquisadas grandes deleções através da metodologia de Multiplex Ligation Probes Assay.. Com este estudo conclui-se que a investigação molecular do gene TMPRSS6 é útil no diagnóstico de Iron Refractory Iron Deficiency Anaemia e no esclarecimento de quadros de anemias ferropénicas graves e crónicas. Conclui-se, também, que nas mulheres portuguesas o alelo T e o genótipo TT do SNP rs 855791 se encontram associados a risco aumentado para o desenvolvimento de anemia ferropénica. A investigação molecular de hemoglobinopatias revelou-se muito útil para esclarecer alguns fenótipos atípicos de talassémias. Foram também identificadas variantes estruturais raras da hemoglobina, tais como a Hb Maputo e Hb G-Coushata. Para além disso, foi identificada uma grande deleção localizada a montante do agrupamento génico da alfa-globina que remove a região regulatória distal. Esta lesão molecular é responsável por alfa-talassémia, embora os genes da alfa-globina se encontrem estruturalmente intatos. Os resultados deste trabalho contribuíram para melhorar o conhecimento da base molecular e da fisiopatologia das anemias hereditárias, em Portugal.
- Angiogenesis in Schistosomiasis: contribution to cancer and diseasePublication . Dematei, Anderson; Fernandes, Ruben; Botelho, Mónica C.
- Antimicrobial effect of polymeric biomaterials for bone infection treatmentPublication . Ferreira, Magda; Bettencourt, Ana; Jordão, LuísaBone infection, mainly caused by Staphylococcus aureus, is a public health concern. Treatment is challenging due to multi-resistant strains, and S. aureus ability to adhere and form biofilm on bone and implant surfaces, as well as to invade and persist in osteoblast cells. The present work consisted in the preparation and evaluation of novel acrylic polymeric systems that provide local and controlled antibiotic delivery for the treatment of bone infection, namely levofloxacin-loaded acrylic bone cement (BC), and vancomycin or daptomycin-loaded acrylic microparticles (MP). Properties of both delivery systems with high impact on clinical performance were tested. Namely, contact angle and surface energy were determined in BC matrices and encapsulation efficiency in MP formulations. Release studies of levofloxacin-loaded BC matrices were also conducted. Also, the anti-biofilm activity of these systems was evaluated against S. aureus strains. Furthermore, BC and MP formulations were tested concerning the antibacterial intracellular activity using a human osteoblast infection model. Overall, both BC formulations’ surface characteristics and MP encapsulation efficiency were in agreement with previously published data. The release studies of levofloxacin from BC matrices showed that the drug release is size- and incubation medium-dependent. All BC matrices loaded with levofloxacin concentrations of 1.5 % or higher exhibited anti-biofilm activity against all S. aureus tested strains. For BC matrices and Vancomycin-loaded MP, a decrease of viable intracellular bacteria was observed. For Daptomycin-loaded MP, no viable intracellular bacteria were detected. In conclusion, this work has shown that the BC formulations with drug concentration of 1.5 % or 2.5 % and daptomycin-loaded MP show potential to be used in the context of bone infection treatment.
- Aplicação da Metodologia Seis Sigma na Avaliação dos Resultados Laboratoriais do Programa Contagem CelularPublication . Ovelheiro, Ana; Requeijo, JoséO hemograma é um dos testes laboratoriais mais frequentemente solicitado, tanto a nível hospitalar como no ambulatório. É importante na avaliação da anemia, policitemia, leucemia, infeção, inflamação, entre outras. Assim, dada a importância do hemograma no contexto clínico, foi efetuada uma avaliação aos resultados obtidos pelos laboratórios participantes no Programa Nacional de Avaliação Externa da Qualidade. Este programa está inserido no Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. O principal objetivo deste estudo de caso foi aumentar o nível da qualidade Sigma do bias/erro total e reduzir a variabilidade dos resultados dos laboratórios clínicos participantes no programa Contagem Celular (2015-2017) de Avaliação Externa da Qualidade, referente aos parâmetros Hemoglobina, Plaquetas, Glóbulos Brancos e Glóbulos Vermelhos. Deste modo, recorreu-se à aplicação do Seis Sigma nas suas vertentes de metodologia e métrica. Enquanto metodologia, foi aplicado o ciclo DMAIC (Define, Measure, Analyze, Improve, Control), no qual estão integradas diversas técnicas e ferramentas da qualidade. Enquanto métrica, o Seis Sigma apresenta uma meta a atingir para a qualidade, indicando que a taxa de defeitos de um processo não deve ultrapassar 3,4 defeitos por milhão de oportunidades. Após a análise estatística dos resultados, foram identificadas as causas para a variabilidade dos mesmos e implementadas ações de melhoria passíveis de harmonizar os resultados interlaboratoriais e aumentar o nível da qualidade Sigma dos laboratórios clínicos. No final do estudo obteve-se um nível da qualidade Sigma superior ao calculado inicialmente. Por fim, deve ser realizado o acompanhamento contínuo do processo, de modo a assegurar que as melhorias implementadas continuam a ser praticadas.
- Aplicação da Metodologia Seis Sigma na Avaliação dos Resultados Laboratoriais dos Parâmetros Ferro, Ferritina e TransferrinaPublication . Rodrigues, Ana Catarina de Oliveira; Requeijo, JoséOs distúrbios do Ferro estão entre as doenças mais comuns do metabolismo. Por se tratar de um sistema interligado, as alterações dos níveis séricos do Ferro influenciarão os níveis dos parâmetros Ferritina e Transferrina. Desta forma, o diagnóstico do metabolismo do Ferro no utente deve incluir um perfil hematológico completo com a inclusão dos parâmetros Ferritina e Transferrina. Desta maneira torna-se essencial assegurar que a determinação da concentração sérica através de exames laboratoriais seja precisa e exata. A variabilidade dos resultados interlaboratoriais, para o mesmo parâmetro em análise é um dos principais problemas de qualidade laboratorial, identificada através da participação em programas de avaliação externa da qualidade, que tem como principal objetivo assegurar a comparabilidade dos resultados entre laboratórios. A harmonização e normalização dos resultados entre laboratórios minimizam as diferenças e garantem a qualidade dos serviços prestados, na medida em que os tornam equivalentes. Esta dissertação tem como principal objetivo a implementação de ações de melhoria que permitam diminuir a variabilidade dos resultados laboratoriais referente à concentração das amostras, enviadas pelo Programa Nacional de Avaliação Externa da Qualidade (PNAEQ), relativamente aos parâmetros Ferro, Ferritina e Transferrina. De forma a atingir este objetivo e assegurar o desenvolvimento do projeto, utilizou-se a abordagem Seis Sigma como metodologia, métrica e sistema de gestão, através da aplicação do ciclo DMAIC (Define Measure Analyze Improve e Control), um método dinâmico que permite a melhoria dos processos em estudo pelo uso de diversas técnicas e ferramentas da qualidade. Após a avaliação e quantificação do nível de qualidade Sigma inicial, foram identificadas as causas da variabilidade interlaboratorial e implementadas ações de melhoria que levaram ao aumento do nível de qualidade Sigma em todos os parâmetros em estudo. O parâmetro Ferro obteve um nível de qualidade sigma final de 3,0 atingindo assim a meta proposta. Os parâmetros Ferritina e Transferrina obtiveram um nível final de qualidade sigma de 2,4 e 2,3. Consequentemente, de forma a manter a harmonização dos resultados laboratoriais ao longo do tempo, foi implementado um plano de controlo e monitorização que assegure a melhoria contínua dos ganhos obtidos.
