DAN - Posters/abstracts em congressos nacionais
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Percorrer DAN - Posters/abstracts em congressos nacionais por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Agrárias::Biotecnologia Agrária e Alimentar"
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- Energia e teores de sal em conservas de pescado no mercado português em 2025Publication . Fernandes, Paulo; Brazão, Roberto; Dias, Maria da GraçaIntrodução: É reconhecida a associação entre a ingestão excessiva de energia, açúcar e sal e doenças crónicas não transmissíveis. A Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS) foi lançada, tendo como um objetivo, incentivar a reformulação dos alimentos, conducente à redução progressiva do consumo de açúcar e sal. Foi estabelecido, para o sal, o teor máximo (g/100 g) de 0,2 para sopas e pratos principais e 0,3 para os restantes alimentos. Objetivos: Monitorizar a energia e teor de sal em conservas de pescado, disponibilizadas no mercado, em 2025. Metodologia: Recolheram-se, nas lojas online das principais distribuidoras alimentares em Portugal, dados sobre 192 conservas de pescado. Destas, consideraram-se as que apresentavam informação de energia e teores de sal. Foram agrupadas: “em azeite/óleo” (74), “em molho” (34), “ao natural” (17), “patê” (15) e “receita” (6), num total de 146. Os teores de sal foram comparados com as recomendações da EIPAS. Resultados: As medianas dos teores de sal (g/100 g) foram de 1,0 para “em azeite/óleo”, “em molho” e “ao natural”, 0,9 para “patê” e 1,1 para “receita”, com um máximo de 12 para filetes de anchovas. As medianas da energia (kcal/100 g) foram 213,5 para “em azeite/óleo”, 162,5 para “em molho”, 106,0 para “ao natural”, 235,0 para “patê” e 167,0 para “receita”, encontrando-se o máximo de 483,0 para filetes de cavala em tomate. Conclusões: Das 146 conservas consideradas apenas três apresentaram teores de sal (g/ 100 g) iguais (0,3) à recomendação da EIPAS, sendo o valor mediano total claramente superior (1,0). A energia (mediana) das conservas “ao natural” é consideravelmente inferior à das “em azeite/óleo”, mesmo considerando o peso líquido. Estes resultados reforçam a importância da contínua reformulação dos alimentos, sendo necessário avaliar a eventual necessidade tecnológica ou de segurança de um teor de sal superior ao recomendado.
- GTSCA – Grupo de Trabalho Solo e Composição de AlimentosPublication . Oliveira, LuísaApresentação do âmbito, objetivos e membros do Grupo de Trabalho Solo e Composição de Alimentos (GTSCA), do Programa PortFIR.
- Monitorização da ingestão de aditivos alimentares em PortugalPublication . Fernandes, Paulo; Oliveira, Luísa; Vasco, ElsaOs aditivos alimentares são substâncias adicionadas intencionalmente aos alimentos com funções tecnológicas na sua conservação, sabor, cor e textura. Na União Europeia, o seu uso é autorizado pela Comissão Europeia com base em avaliações de segurança da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) considerando aspetos químicos, toxicológicos e de impurezas, sendo apenas autorizados os considerados seguros (Regulamento (UE) 1129/2011). A garantia da segurança dos consumidores baseia-se em dois parâmetros: Dose Diária Admissível (DDA) e Limites Máximos de Utilização (LMU), calculados com base na DDA, no consumo da população e na função tecnológica do aditivo. Para garantir um consumo seguro, os Estados-membros devem monitorizar o uso e a ingestão de aditivos (Artigo 27.º do Regulamento CE n.º 1333/2008). Esta monitorização deve ser regular, já que a ingestão pode variar com os hábitos alimentares e com o uso dos aditivos pela indústria. Este acompanhamento contínuo permite atualizar as avaliações de segurança e rever limites quando necessário para proteger a saúde dos consumidores. Em Portugal, a responsabilidade da monitorização da ingestão de aditivos alimentares cabe ao Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através do sistema MONITADITIVOS, que estima a sua ingestão diária ao cruzar dados de consumo alimentar com os teores de aditivos presentes nos alimentos, permitindo avaliar o risco em comparação com a DDA. A monitorização da ingestão de aditivos é complexa e dispendiosa, por isso prioriza os de maior risco e os grupos populacionais mais vulneráveis, como crianças e adolescentes. Ingestões abaixo da DDA são seguras; os aditivos cuja ingestão apresenta risco de ultrapassar esse limite passam a um estudo mais detalhado. A primeira fase do MONITADITIVOS foca-se em adolescentes de 11 a 17 anos, usando o questionário online QCAonline (via REDCap) para recolher dados sociodemográficos, antropométricos e de consumo alimentar das últimas 24h, com apoio das escolas e a plataforma PAIAA (Microsoft Access), que calcula a ingestão diária e a compara com a DDA. O estudo anual permite identificar os aditivos mais consumidos e priorizar análises mais detalhadas. Em 2022, foram avaliados 541 adolescentes de quatro agrupamentos escolares e, em 2024, 748 adolescentes, de 16 agrupamentos. Em ambos os anos, foram identificados 28 aditivos para análises mais detalhadas. Nesta fase, a colaboração das escolas é essencial para garantir o sucesso da monitorização.
- Monitorização nutricional de produtos panados ultraprocessados congelados disponíveis no mercado português em 2025Publication . Brazão, Roberto; Fernandes, Paulo; Dias, Maria da GraçaIntrodução: Os produtos panados ultraprocessados congelados, como barrinhas de peixe e nuggets de frango, têm vindo a ganhar popularidade em Portugal, especialmente entre as famílias com crianças, devido à sua conveniência, praticidade, sabor e apelo visual. No entanto, os ingredientes utilizados na sua elaboração, nomeadamente farinhas refinadas, intensificadores de sabor, conservantes e corantes artificiais, assim como as suas características nutricionais, sobretudo no que se refere ao valor energético, teor de sal e de gorduras, levantam algumas preocupações, principalmente quando consumidos com regularidade pelos mais jovens. Objetivos: Avaliação de características nutricionais de produtos panados ultraprocessados congelados, disponíveis no mercado português em 2025. Metodologia: Recolheu-se a informação nutricional de produtos panados ultraprocessados congelados em websites de distribuidores nacionais, em fevereiro de 2025. Comparou-se os dados com os valores de referência definidos na Estratégia Integrada para Promoção da Alimentação Saudável (EIPAS) e no descodificador de rótulos da DGS, bem como com os valores-limite do modelo de perfil nutricional publicado no Despacho N.º 7450-A/2019. Resultados: Avaliaram-se 72 produtos, tendo-se verificado que 100% excediam os valores de referência da EIPAS definidos para o sal. Considerando os valores nutricionais do descodificador de rótulos da DGS, 8,3% dos produtos apresentavam teores altos de sal e 98,6% e 35,6,1% apresentavam teores médios de lípidos e de ácidos gordos saturados, respetivamente. Adicionalmente verificou-se que 100% dos produtos à base de carne e 16,7% dos produtos base de peixe excediam os valores-limite do modelo de perfil nutricional. Conclusão: Nenhum dos produtos analisados está de acordo com os critérios da EIPAS, devido ao teor excessivo de sal. Verificou-se, também, que percentagens consideráveis destes alimentos apresentavam alto valor energético e teores médios de lípidos e de ácidos gordos saturados. Estes resultados reforçam a necessidade de implementar medidas legislativas para reformulação destes produtos, bem como no que respeita à rotulagem e publicidade/marketing.
