Percorrer por autor "Sanches Silva, A."
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- Alecrim vs Chá Verde: Comparação do Poder Antioxidante Entre Dois Extratos NaturaisPublication . Castro, Frederico; Andrade, Mariana; Sanches Silva, A.; Vaz, M.F.; Vilarinho, FernandaO objetivo deste estudo foi a comparação da atividade antioxidante de extratos de alecrim e chá verde, para uma possível incorporação numa embalagem ativa.
- Atividade antimicrobiana: extrato de chá verde versus ácido poliláctico com o extrato incorporadoPublication . Martins, Cristiana; Maia, Carla; Furtado, Rosália; Correia, C.B.; Vilarinho, Fernanda; Sanches Silva, A.; Ramos, Fernando; Castilho, M.C.As folhas de cha verde (Camellia sinensis (L.) Kuntze) contem, na sua constituicao quimica, uma percentagem elevada de polifenois, que sao considerados otimos agentes antioxidantes e antimicrobianos. Este trabalho teve como objetivo avaliar a atividade antimicrobiana do extrato de cha verde e do filme de acido polilactico (PLA), destinado a aplicacoes alimentares, com extrato de cha verde incorporado em diferentes concentracoes, 1% e 2%. A atividade antimicrobiana foi avaliada utilizando estirpes padrao das bacterias Gram-positivas Staphylococcus aureus, Listeria monocytogenes, Enterococcus faecalis e Bacillus cereus e das bactérias Gram-negativas Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa e Salmonella Thyphimurium. Placas de Agar Mueller Hinton foram inoculadas com os microrganismos em estudo. Para o extrato de cha verde, a atividade antimicrobiana foi testada pelo metodo de difusao em pocos preenchidos com o extrato. Para testar a atividade antimicrobiana dos filmes foram colocados, em contacto com a superfície de agar, os filmes PLA com extrato de cha verde (1% e 2%) (filmes ativos) e sem extrato (filme controlo). Procedeu-se de seguida a incubacao das placas em condicoes de tempo e temperatura de acordo com cada microrganismo. A atividade antimicrobiana foi estimada a partir dos halos de inibicao total de crescimento microbiano Os resultados revelaram que o extrato de cha verde apresentou atividade antibacteriana sobre as bactérias Gram positivas estudadas (Staphylococcus aureus, Listeria monocytogenes, Enterococcus faecalis e Bacillus cereus). No entanto, quando e incorporado nos filmes ativos, nas concentracoes 1% e 2%, nao apresenta capacidade antimicrobiana sobre nenhum dos microrganismos testados. A quantidade de extrato de cha verde incorporado no acido polilactico e/ou metodo utilizado na incorporacao podem justificar os resultados obtidos.
- Avaliação da capacidade antioxidante de extratos de Fucus vesiculosus para aplicação a embalagens alimentares ativasPublication . Andrade, Mariana; Reboleira, J.; Bernardino, S.; Ganhão, R.; Mendes, S.; Vilarinho, Fernanda; Sanches Silva, A.; Ramos, FernandoA indústria alimentar usa antioxidantes sintéticos para prevenir a degradação natural dos alimentos com alto teor lipídico causada, em grande parte, por fenómenos de oxidação. Estes antioxidantes, incluindo o BHT e o BHA, têm sido nas últimas décadas associados a efeitos negativos sobre a saúde humana, como a promoção da carcinogénese e reações alérgicas [1,2]. Atualmente, a maioria dos alimentos é adquirida numa embalagem que, na sua grande maioria, são feitas de plástico, obtido através de fontes não renováveis. O grave problema ambiental que se coloca com estas embalagens, aliado à procura e exigência dos consumidores por produtos naturais e com mínimo impacto ambiental, tem impulsionado a indústria e a comunidade científica a procurar alternativas, quer para as embalagens, quer para os antioxidantes sintéticos. Nesta linha de pensamento, foram criadas as embalagens alimentares ativas antioxidantes que interagem intencionalmente com o alimento embalado, libertando para o mesmo compostos bioativos capazes de retardar ou inibir a oxidação dos mesmos, aumentando assim o seu tempo de vida útil. A Fucus vesiculosus, também conhecida como fava-do-mar, é uma macroalga castanha (Phaeophyceae) presente em zonas frias e temperadas do Oceano Atlântico Norte, com uma poderosa capacidade antioxidante [3,4]. Na sua constituição, esta macroalga tem vários compostos bioativos, como os polissacarídeos sulfatados, que possuem poderosas atividades biológicas como atividades anti-tumorais, antioxidantes e antimicrobianas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade antioxidante de cinco extratos hidro-etanólicos de F. Vesiculosus para avaliar o seu potencial de aplicação a embalagens alimentares ativas. Os extratos foram obtidos da alga seca e da alga liofilizada. Os ensaios de avaliação da capacidade antioxidante utilizados foram o Sistema de Inibição do Radical DPPH (2,2-diphenyl-1-picrylhydrazyl) e o Ensaio do Branqueamento do β-caroteno. Os extratos obtidos a partir da alga liofilizada obtiveram uma melhor capacidade antioxidante do que os extratos obtidos a partir da alga seca. Esta diferença pode ser explicada pela diferença de temperatura, uma vez que no caso da alga liofilizada, esta é seca através de um processo com baixas temperaturas, o que acaba por conservar os compostos bioativos da alga. O mesmo não acontece com a alga seca através de um processo normal de secagem.
- Avaliação do conhecimento sobre o bisfenol A numa amostra de população portuguesaPublication . van der Kellen, A.; Vilarinho, Fernanda; Andrade, M.; Figueira, M.E.; Vaz, M. Fátima; Sanches Silva, A.O bisfenol A (BPA) e um composto orgânico com atividade estrogénica de origem industrial. A sua principal utilização encontra-se na produção de plásticos policarbonatos e resinas epoxi, aplicados a embalagens alimentares e produtos médicos (Barbonetti et al., 2016; Rubin, 2011; Xie, Wang, Xu, Sun, & Chen, 2010). O facto de estes materiais apresentarem um preço económico e uma elevada resistência, faz com que sejam escolhidos em detrimento de outros materiais, para muitas aplicações (Hernandez & Giancin, 1998; Loez-Rubio et al., 2004). Devido aos perigos associados a ingestão repetida e a longo prazo, deste xenoestrogenio, e importante avaliar a perceção e o conhecimento da população portuguesa acerca do BPA e dos seus efeitos para a saúde. Para esse fim, foi elaborado um questionário sobre este composto e aplicado a uma amostra da população Portuguesa. A amostra era constituída por 251 indivíduos de diversas zonas do país, pertencentes a diversas faixas etárias e com vários níveis de escolaridade. O questionário compilou questões que permitiam reunir dados socioeconómicos e obter informação acerca do conhecimento dos inquiridos sobre este composto químico. Os resultados obtidos mostram que 64% dos inquiridos, nunca ouviram falar do BPA. Deste modo, 91 indivíduos seguiram para a nova fase de questões. Quando lhes foi questionado “O que e o BPA?” 90% destes responderam corretamente mostrando conhecimento geral sobre o composto químico, 52% mostraram saber que este se encontra presente nos plásticos, no entanto, apenas 38 % conheciam a sua associação com as latas de conserva. Apesar de 92% dos inquiridos (os que conheciam o BPA) terem conhecimento que a exposição a este químico produz efeitos negativos para a sua saúde e que estes estão maioritariamente associados a utilização de materiais plásticos em contacto com alimentos, 50% mostram desconhecimento de quais os tipos de riscos a que estão sujeitos. Dentro destes 50%, 73% não sabe identificar quais os símbolos que indicam a presença de BPA em materiais em contacto com alimentos. Conclui-se que o conhecimento desta amostra da população portuguesa e pobre, a maioria não conhece o composto. E necessária uma maior divulgação dos principais usos e efeitos do BPA para que a população possa estar atenta e reduzir o risco de potenciais efeitos adversos deste xenoestrogenio.
- Avaliação dos Hábitos de Consumo e Grau de Conhecimento Sobre Embalagens Alimentares e População PortuguesaPublication . Castro, Frederico; Andrade, Mariana; Sanches Silva, A.; Vaz, M.F.; Vilarinho, FernandaAs embalagens alimentares têm como principal função a proteção dos alimentos de fatores que alterem as suas propriedades organoléticas, valor nutricional e segurança microbiológica. Contudo, os materiais utilizados no revestimento das embalagens podem interagir com os alimentos, havendo a migração de determinados compostos para os alimentos. A maioria das latas metálicas usadas para a conserva de alimentos é revestida internamente por um material epóxi-fenólico que tem como base o bisfenol A (BPA) e epicloridrina. Estes dois compostos reagem e produzem uma resina de baixo peso molecular, onde se inclui o éter diglicidílico do bisfenol A (BADGE). Com o avanço da tecnologia, surgiram as embalagens ativas e as embalagens inteligentes. As embalagens ativas podem ser de dois tipos: de emissão ou absorção. Estas têm como função a interação entre a embalagem e o alimento, através da emissão de compostos ou da absorção de gases ou substâncias provenientes do alimento. Em relação às embalagens inteligentes, a sua função principal é monitorizar as condições do alimento e do meio envolvente do alimento e informar o consumidor das mesmas. Este estudo teve como objetivo o perceber os hábitos de consumo de latas de conserva numa amostra da população portuguesa e aferir o seu conhecimento sobre embalagens ativas e inteligentes. Foi elaborado um questionário online com 26 questões. Dos inquiridos, a maioria era do sexo feminino (66 %), entre os 18 e os 24 anos de idade (62 %), e com formação superior (licenciatura, mestrado ou doutoramento) (76 %). De acordo com os resultados obtidos, verificou-se que 70 % dos inquiridos consome alimentos enlatados, dos quais aproximadamente 72 % tem preferência por atum. Em relação aos compostos químicos presentes no revestimento das embalagens de conserva, aproximadamente 74 % respondeu não ter conhecimento sobre o bisfenol A e BADGE. No tema das embalagens alimentares, apenas 15 % dos inquiridos tinha conhecimento da função principal das embalagens inteligentes, enquanto 13 % declarou conhecer o objetivo das embalagens ativas. Com os resultados obtidos, pode afirmar-se que a população portuguesa consome um elevado número de produtos em latas de conserva, nomeadamente o atum, apesar de poucos inquiridos possuírem conhecimento sobre a migração de bisfenóis para os alimentos. Em relação às embalagens alimentares inovadoras, apenas uma pequena fração dos inquiridos tem conhecimento da sua existência e das funções que desempenham.
- Compostos fenólicos totais de extratos de Fucus vesiculosus e Gracilaria sp.: potencial aplicação a embalagens alimentaresPublication . Andrade, M.; Reboleira, J.; Bernardino, S.; Ganhão, R.; Mendes, S.; Vilarinho, Fernanda; Ramos, F.; Sanches Silva, A.Os compostos fenólicos encontram-se presentes na grande maioria do mundo vegetal, fazendo parte do metabolismo secundário das plantas e contribuindo para a defesa destas contra a radiação ou organismos patogénicos, parasitas e predadores. Encontrando-se distribuídos por todas as frações das plantas, estes compostos são ainda responsáveis pela coloração e propriedades organoléticas das mesmas. São os compostos fenólicos os grandes responsáveis pela bioactividade das plantas, como a capacidade antioxidante e antimicrobiana. Em particular, os florotaninos, são os compostos fenólicos mais presentes em espécies de algas marinhas, em especial nas algas castanhas. As embalagens alimentares representam um grave problema ambiental, uma vez que, são na sua maioria, produzidas através de produtos de fontes não renováveis e não biodegradáveis. Para tentar combater este problema, a indústria alimentar em conjunto com a comunidade cientifica tem procurado materiais mais sustentáveis e amigos do meio ambiente para este tipo de produtos. Aliada a esta procura está também a substituição de antioxidantes sintéticos por antioxidantes naturais, igualmente poderosos. Estes podem ser extraídos sob a forma de óleos essenciais e extratos naturais através de plantas aromáticas, especiarias, algas, frutos, entre outros. Estas substâncias bioativas podem ser incorporadas em embalagens alimentares ativas antioxidantes que, interagem intencionalmente com o alimento embalado, libertando para o mesmo compostos bioativos capazes de retardar ou inibir a oxidação dos mesmos, aumentando assim o seu tempo de vida útil. A Gracilaria sp é uma alga vermelha (Rhodophyta) muito utilizada na produção de agar, enquanto que a Fucus vesiculosus é uma alga castanha que cresce abundantemente nas zonas frias e temperadas do Oceano Atlântico. O objetivo deste estudo foi quantificar o total de florotaninos presentes em cinco extratos hidro-etanólicos das duas espécies e avaliar a sua potencial aplicação a embalagens alimentares.
- Determinação do bisfenol A e éter diglicidílico do bisfenol A em alimentos enlatadosPublication . Vilarinho, Fernanda; Van der Kellen, A.; Sendón, R.; Figueira, M.E.; Vaz, M.F.; Sanches Silva, A.O Bisfenol A (BPA) é um composto químico produzido a larga escala. De facto a produção mundial de BPA por ano é superior a 3,5 milhões de toneladas. Devido às suas características de resistência e elasticidade este composto é utilizado na produção de diversos produtos, como policarbonato e resinas epóxi. As resinas epóxi são obtidas comercialmente a partir da reação entre o bisfenol A e a epicloridrina que resulta no éter diglicidílico de bisfenol A, também conhecido como BADGE e estão presentes no revestimento de embalagens de alimentos enlatados. A União Europeia estabeleceu um limite de migração específica (LME) para o BPA de 0,6 mg/kg de alimento (Regulamento (EU) nº 10/2011 da comissão 2011). O presente trabalho teve como propósito a determinação de BPA e de BADGE em materiais em contato com alimentos. Neste sentido, procedeu-se ao desenvolvimento, otimização e validação de um método para determinação destes dois compostos por Cromatografia Líquida de Ultra Eficiência acoplada a um Detetor de Fluorescência (UHPLC-FL). Foram analisadas amostras de pescado enlatado, de diferentes marcas, disponíveis no mercado português, no período de Janeiro a Julho de 2017. Os parâmetros de validação determinados foram a especificidade, linearidade e gama de trabalho, limite de deteção, limite de quantificação, repetibilidade, precisão e exatidão. Os valores da Precisão (expressos em % de desvio padrão relativo) encontram-se em conformidade com os citérios de validação para métodos analíticos, tendo sido sempre inferiores a 4,9% e a recuperação foi aceitável nos 4 níveis de fortificação testados. Verificou-se que todas as amostras cumpriram com os limites máximos permitidos pela legislação europeia em vigor, garantindo assim a segurança do consumo destes alimentos.
- Embalagens ativas antioxidantes: desenvolvimento, segurança e eficáciaPublication . Andrade, M.; Vilarinho, Fernanda; Sanches Silva, A.As embalagens alimentares ativas interagem intencionalmente com o alimento ou com a atmosfera interna da embalagem, com o objetivo final de aumentarem a sua qualidade e/ou vida útil. Em particular, as embalagens ativas antioxidantes têm como principal objetivo evitar a oxidação lipídica dos alimentos aumentando assim o seu tempo de vida útil, diminuindo o desperdício alimentar. Assim podem ser consideradas uma alternativa sustentável em relação às embalagens convencionais. A matriz utilizada para a produção destas embalagens pode ser proveniente de fontes renováveis e/ou biodegradável, tornando as ecológicas e reforçando o seu cariz sustentável. Relativamente aos compostos ativos antioxidantes, os compostos de origem natural têm recebido nas últimas décadas, um destaque por parte das indústrias cosmética e alimentar, uma vez que os aditivos de origem sintética têm sido associados à promoção da carcinogénese e ao aparecimento de alergias. No âmbito desta comunicação são abordadas embalagens ativas que incorporam extratos naturais com capacidade antioxidante, nomeadamente provenientes de algas. A sua potencial influência na vida útil dos alimentos embalados e segurança também serão alvo de discussão. Agradecimentos: Este trabalho foi financiado pelo projeto de investigação “i.FILM- Multifunctional Films for Intelligent and Active Applications” (nº 17921), cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) através do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização no âmbito do Programa “Portugal 2020” (Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico (SI I&DT), Aviso nº 33/SI/2015, Projetos em Co-Promoção). Mariana Andrade agradece a bolsa de investigação (2016/iFILM/BM) no âmbito do projeto iFILM.
- Estudo da capacidade antioxidante do extrato de chá verdePublication . Martins, Cristiana; Vilarinho, Fernanda; Sanches Silva, A.; Ramos, Fernando; Castilho, M.C.A prevenção de fenómenos de oxidação dos alimentos é de grande relevância para a indústria alimentar. Os antioxidantes têm um papel fundamental no processo de minimizar e/ou contrariar a oxidação dos alimentos, estes antioxidantes, naturais ou sintéticos, podem ser adicionados ao alimento, durante ou no final do seu processo de produção. O uso de antioxidantes naturais tem aumentado na conservação de alimentos, visto que são uma alternativa segura ao uso dos antioxidantes sintéticos. As embalagens ativas, com propriedades antioxidantes, surgem como uma das tecnologias mais promissoras para a preservação de alimentos sensíveis a oxidação lipídica. O processo consiste na incorporação de substâncias antioxidantes no polímero, de onde serão posteriormente libertadas de modo a inibirem as reações de oxidação ao reagirem com radicais livres e peróxidos. Deste modo, promove-se uma proteção dos alimentos a degradação oxidativa, e consequentemente, um aumento da sua vida de prateleira. A composição química do chá verde em compostos ativos com atividade antioxidante esta bem documentada na literatura. Os níveis desses compostos dependem de muitos fatores, como as condições edafoclimaticas e as condições de secagem das folhas de Camellia sinensis (L.) Kuntze. Os métodos de extração e analise química também podem ter uma grande influencia no conteúdo destes compostos nos respetivos extratos. Este estudo teve como objetivo, avaliar e comparar, a capacidade antioxidante de quatro extratos diferentes de chá verde: 1) extrato proveniente de chá verde em folhas soltas, produzido a partir das três primeiras folhas de Camellia sinensis; 2) extrato proveniente de chá verde em folhas soltas, produzido a partir do broto terminal e da primeira folha de Camellia sinensis; 3) extrato proveniente de chá verde em pó e 4) extrato de chá verde comercial, a fim de verificar os seus potenciais usos em embalagens ativas, respetivamente. Para avaliar a capacidade antioxidante dos extratos de chá verde procedeu-se a realização do ensaio do sistema de inibição do radical livre DPPH• (2,2-diphenyl-1-picrylhydrazyl) e do teste do branqueamento do β-caroteno. Os compostos fenólicos totais e os flavonoides totais presentes em cada extrato, também, foram estudados. O ensaio do DPPH• foi realizado de acordo com o procedimento descrito por Moure et al. (2001), enquanto o ensaio de branqueamento do β-caroteno foi descrito por Miller (1971). A determinação dos compostos fenólicos totais foi efetuada segundo o método desenvolvido por Erkan et al. (2008) e dos flavonoides totais de acordo com a metodologia de Yoo et al. (2008). Os resultados demonstraram uma elevada capacidade antioxidante dos extratos de chá verde. No ensaio do DPPH•, o extrato comercial obteve os resultados mais elevados, no entanto no teste do branqueamento do β-caroteno, os extratos de folhas soltas apresentaram maior coeficiente de atividade antioxidante. Relativamente a determinação dos compostos fenólicos totais e dos flavonoides totais, os resultados foram coincidentes com os da atividade antioxidante de cada extrato, ou seja, extratos com maior atividade antioxidante, obtiveram resultados mais elevados de compostos fenólicos e flavonoides.
- Estudo para avaliar o grau de conhecimento dos consumidores sobre materiais em contacto com alimentosPublication . Kellen, A. van der; Vilarinho, Fernanda; Andrade, Mariana; Figueira, M.E.; Vaz, M. Fátima; Sanches Silva, A.Segundo o decreto-lei 366-A/97, de 20 de Dezembro, e suas alterações, considera-se embalagem todos e quaisquer produtos feitos de materiais de qualquer natureza utilizados para conter, proteger, movimentar, manusear, entregar e apresentar mercadorias, tanto materias-primas como produtos transformados, desde o produtor ao utilizador ou consumidor, incluindo todos os artigos ≪descartáveis≫ utilizados para os mesmos fins (Decreto-Lei no 366-A/97, 1997). A escolha das mesmas deve ser sempre realizada de acordo com o alimento e utilização a que se destinam. Dado o risco associado a incorreta utilização de embalagens alimentares, e importante avaliar a perceção e o conhecimento da população portuguesa acerca deste tema. Para tal foi realizado um questionário e aplicado a população geral. O questionário incidiu numa amostra da população portuguesa constituída por 251 indivíduos, de diversas zonas do país, pertencentes a diversas faixas etárias e com vários níveis de escolaridade. O questionário compilou questões que permitiam reunir dados socioeconómicos e obter informação acerca do conhecimento e consciência dos inquiridos no que se refere aos materiais em contacto com alimentos e a sua correta utilização. Os resultados obtidos mostram que 84% dos inquiridos sabe que a maneira mais correta de utilizar uma embalagem plástica e utiliza-la de acordo com a sua finalidade. O material de embalagem alimentar mais utilizado pelos inquiridos dividiu-se maioritariamente entre o plástico (50% dos inquiridos) e o vidro (46% dos inquiridos). Quando questionado acerca da frequência de utilização de embalagens plásticas, verificou-se que 27% utiliza diariamente embalagens de plástico, 43% utiliza-as frequentemente, 27 % utiliza raramente e apenas 3% dos inquiridos não utilizam de todo este material para embalar alimentos. Estes dados remetem-nos para uma outra questão, “Será que os inquiridos conhecem a simbologia presente nas embalagens?” os resultados mostram que 51 % sabe o que significam os símbolos de reciclagem. Quanto aos símbolos de indicação de utilização, 31 % dos indivíduos já encontrou os quatro símbolos representados no questionário, sendo que o mais conhecido e o do “Material indicado para uso alimentar”. No âmbito da analise do questionário verificou-se que 48 % responderam que procuram e cumprem as recomendações do fabricante. De acordo com a amostra da população estudada, o conhecimento sobre a utilização de materiais em contacto com alimentos em Portugal ainda e insuficiente. Seria relevante que a população tivesse acesso a mais informação sobre as embalagens alimentares, nomeadamente em relação a sua simbologia, para posterior utilização adequada das mesmas.
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