DEP - Apresentações orais em encontros internacionais
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Entradas recentes
- High-Dose Quadrivalent vs Standard Dose Influenza Vaccine Effectiveness using EHR in PortugalPublication . Brito, André; Soares, Patrícia; Gómez, Verónica; Rodrigues, Ana Paula; Leite, Andreia; Machado, AusendaThis study presents an updated protocol to assess the effectiveness of the high-dose quadrivalent influenza vaccine (HD-QIV) in preventing hospitalisation due to influenza-like illness among older adults in Portugal. Using routinely collected electronic health records, we will conduct a retrospective cohort study covering the 2022/23 to 2025/26 influenza seasons, including residents of long-term care facilities and community-dwelling individuals eligible for HD or standard-dose vaccination. Vaccine exposure will be defined 14 days post-administration, and outcomes will include first hospitalisation related to influenza or associated complications. Relative and absolute vaccine effectiveness will be estimated using Cox proportional hazards models. Key challenges include potential misclassification of residence and outcomes, uneven vaccine rollout, and small sample sizes in some groups; we will address these through sensitivity analyses, spatio-temporal assessments, and propensity-score matching where appropriate. The study will provide timely evidence on HD-QIV performance in real-world conditions, supporting national vaccination strategies for high-risk populations. This was a presentation made at the annual VEBIS Consortium LOT 4.
- Exposição residencial ao radão e cancro do pulmão em PortugalPublication . Garcia, Ana Cristina; Namorado, Sónia; Sousa Uva, Mafalda; Araújo Krippahl, Helena; Matias Dias, CarlosA exposição ao radão no interior das habitações é um tema de saúde pública de elevada relevância em Portugal e no mundo, tendo em conta o seu potencial carcinogénico, mas, também, pela possibilidade de minimização dos riscos para a saúde que lhe estão associados através de condições de habitação já bem conhecidas e estabelecidas. A exposição residencial ao radão é a primeira causa de cancro de pulmão em indivíduos não-fumadores e a segunda principal causa nos fumadores, após o tabagismo, sendo que o risco de adoecer é ainda mais elevado nos fumadores simultaneamente expostos ao radão. O cancro do pulmão é o tipo de cancro mais comum e a causa mais comum de morte por cancro no mundo. Em Portugal, o cancro da laringe, traqueia, brônquios e pulmão tem figurado como a principal causa de morte nas pessoas com menos de 75 anos de idade (mortalidade prematura) e a principal causa de anos de vida potenciais perdidos. Por outro lado, o Plano Nacional de Saúde 2030 de Portugal (PNS 2030) evidencia que, sendo um dos tumores malignos de maior crescimento nas últimas décadas, o cancro do pulmão apresenta uma das mais baixas taxas de sobrevivência, indicando que a redução da carga e sofrimento decorrentes da doença depende fundamentalmente da minimização dos fatores de risco, com destaque para os mais relevantes: consumo de tabaco e exposição residencial a poluentes, designadamente, ao radão. Assim, o PNS 2030 prioriza como necessidades de saúde a redução da morte prematura e evitável e da carga de doença e incapacidade associadas ao cancro do pulmão, bem como a redução da prevalência dos riscos ambientais, em geral, e dos relacionados com a qualidade da habitação, designadamente através do controlo das radiações ionizantes, em particular. As preocupações nacionais relativamente à exposição ao radão encontram-se especificamente elencadas no Plano Nacional para o Radão (PNRn), aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 150-A/2022, que se apresenta como um instrumento com a finalidade de contribuir para a redução dos riscos a longo prazo decorrentes da exposição prolongada ao radão em habitações, edifícios abertos ao público e locais de trabalho, e de assegurar a proteção e redução dos seus efeitos na saúde humana. Ciente das necessidades de investigação em Portugal, “avaliar a prevalência de casos de cancro do pulmão e eventual correlação com a exposição ao radão” é uma das ações preconizadas no PNRn. O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, I.P. (INSA), através do seu Departamento de Epidemiologia (DEP), é uma das entidades responsável pela execução de estudos epidemiológicos nesse âmbito. É neste contexto que, à data, o DEP se encontra a desenvolver um estudo epidemiológico analítico de apoio à tomada de decisão, a fim de contribuir para a avaliação do risco de cancro do pulmão associado à exposição ao radão no interior das habitações na população residente em Portugal.
- Understanding occupational injuries among non-residents in Europe: evidence from the EU-IDBPublication . Giustini, Marco; JORGE SILVA ALVES, TATIANA DANIELA; Carannante, Anna; Papadakaki, MariaBackground: Occupational injuries (OI) -resulting from exposure to various workplace hazards- among non-resident populations are a significant but underexplored public health issue and are poorly captured in national injury surveillance systems. Methods: We analyzed emergency department (ED) OI data from the European Injury Database (EU-IDB), during 2018-2022, identifying non-resident cases through the “Country of Permanent Residence” field. OI were defined as unintentional injuries sustained during paid work activities. Results: From the EU-IDB databank, 315,063 ED cases of OI (mean age 37.9 years; SD±13.2) were identified (77.5% involving males). Of all cases, 17,501 (5.6%) involved non-residents in the country where treatment was received. The proportion of OI among non-residents was higher in males than females (6.0% vs. 4.4%), with comparable mean age (37.4 vs. 37.5 years, p=0.64). Hospitalization occurred in 9.3% of non-resident cases, with a higher rate in males (10.1% vs 5.1%). The mean length of stay was 7.1 days, with no significant sex-based difference (M: 7.1; F: 7.4, p=0.76). Injury patterns varied by sex: the most frequent OI in males were open wounds (31.9%), contusions (24.2%), and fractures (14.9%), while females most sustained contusions (31.0%), open wounds (19.3%), and distortions (15.3%). Hands and fingers were the most affected body parts in both sexes (M: 30.7%; F: 25.7%). Males also frequently injured the eye area (7.6%), while females more often injured the ankle (9.7%). Occupational sector patterns showed that 47.5% of injuries among non-resident males occurred in construction, while for non-resident female 29.0% in health care, trade and education sectors. Conclusions: The IDB-FDS offers valuable insight into occupational risks faced by non-residents. Gender and sector-specific injury trends highlight the need for improved surveillance systems that include migration and employment data to better inform targeted prevention efforts.
- Desigualdade socioeconómica e paralisia cerebral, padrões geográficos na coorte nascida em 2006-2015Publication . de Carvalho Aniceto, Carlos André; Sousa Uva, Mafalda; folha, teresa; Braz, Paula; Matias Dias, CarlosAntecedentes/Objetivos. A Paralisia Cerebral (PC) é a deficiência motora mais frequente na criança, com implicações ao longo da vida. O European Deprivation Index (EDI) materializa num score um conjunto de indicadores socioeconómicos que permitem aferir a ocorrência de desigualdades territoriais, utilizado em desigualdades em saúde. Existe evidência sobre a associação entre fatores socioeconómicos e PC, mas pouco conhecimento sobre esta problemática em Portugal. Foi objetivo do presente estudo analisar a distribuição geográfica da taxa de incidência (TI) de PC e do EDI, e a sua autocorrelação espacial em Portugal Continental, nas crianças nascidas em 2006-2015. Métodos. Estudo observacional, ecológico, com crianças nascidas de 2006 a 2015 (referenciadas ao Programa de Vigilância Nacional da Paralisia Cerebral entre 2011-2024) e dados do EDI (índice disponibilizado online, baseado nos censos 2011). No cálculo da TI de PC utilizou-se como denominador o total de nados vivos (Instituto Nacional de Estatística.) Para avaliar a distribuição espacial da PC aplicaram-se técnicas de análise estatística e espacial, calculando-se os seguintes indicadores espaciais: (i) taxa de incidência bayesiana de PC, pelo método Bayesiano empírico (TPC); (ii) índice de concentração espacial de incidência de PC, pelo Índice Local de Moran I univariado; (iii) índice de concentração espacial de incidência de PC e do EDI, pelo Índice Local de Moran I bivariado. Resultados. Registaram-se TPC mais elevadas nos concelhos da região Alentejo, destacando-se o concelho do Alvito com taxa mais elevada (TPC=3,5crianças/10³nados-vivos). Observaram-se as taxas mais baixas em concelhos da região Norte, nomeadamente, Tabuaço (TPC=0crianças/10³nados-vivos). Identificaram-se 5 clusters de TPC elevadas, estatisticamente significativos (p≤0,05), em alguns concelhos: interior das regiões Alentejo e Centro; Área Metropolitana de Lisboa (AML); região Norte. Em 13 concelhos da região Alentejo, 4 no Algarve e 2 na AML, observaram-se clusters de valores elevados de TPC e EDI, estatisticamente significativos (p≤0,05). Conclusões. No período em estudo, destacou-se uma concentração de incidência de PC associada a scores de EDI mais elevados nos concelhos do interior do Alentejo. A aplicação dos métodos de autocorrelação espacial, revelaram-se úteis para identificar e comparar padrões geográficos de PC e do EDI. Estes resultados, integrados numa análise mais complexa, podem contribuir para o estabelecimento de estratégias de saúde pública na prevenção de PC e intervenção junto desta população.
- A Gestão de Dados e Informação Sobre o Envelhecimento na Definição de Políticas PúblicasPublication . GOMEZ TEIXEIRA PINTO, VERÓNICA DEL PILARA gestão de dados sobre o envelhecimento é essencial para definir políticas públicas eficazes, mas enfrenta desafios como barreiras na partilha de informação, desigualdade no acesso à tecnologia e falta de um sistema integrado. Apostar em plataformas interoperáveis e melhorar a recolha de indicadores permite um acompanhamento mais eficaz da saúde e longevidade da população.
- Efetividade da vacina contra a COVID-19 na população pediátrica em PortugalPublication . Machado, Ausenda; Soares, PatriciaAntecedentes/Objetivos: A vacinação é uma das principais intervenções em saúde pública, responsável pela redução da incidência de diversas doenças e da morbi-mortalidade associadas. Perante a pandemia por COVID-19, esta foi uma das estratégias implementadas na população pediátrica com idade entre 5 e 17 anos, potenciando o efeito direto da vacinação (reduzir doença) e permitir o normal desenrolar das atividades escolares, sociais e outras. Medir o efeito direto da vacina, através do cálculo da efetividade da vacina (EV), é fundamental na avaliação da estratégia em saúde pública. Este estudo pretende estimar a EV contra o internamento devido à COVID-19 na população pediátrica dos 5 aos 11 anos e dos 12 aos 17 anos com e sem infeção prévia por SARS-CoV-2 em Portugal. Métodos: Utilizamos uma abordagem de coorte fixa, sendo que a constituição e seguimento de coorte foi realizado através da ligação direta de dados de registos de saúde eletrónicos constantes em 6 sistemas de informação. O estudo começou no início da campanha de vacinação para cada coorte (5-11 anos e 12-17 anos), sendo o tempo de seguimento de 12 meses. O outcome de interesse foi hospitalização codificada como COVID-19 como diagnóstico principal. As estimativas da EV foram obtidas utilizando o modelo de regressão de Cox. A EV foi estimada como 1- a razão de risco ajustada para confundimento (aHR) do internamento por COVID-19 entre vacinados e não vacinados. Resultados: Na coorte dos 12 aos 17 anos, sem infeção prévia, a EV geral foi de 68% (IC 95%: 31% a 75%). Observámos que a EV diminuiu com o tempo desde a vacinação, tendo sido obtidas estimativas mais elevadas nos primeiros três meses após a imunização (EV=84%). Na coorte dos 12 aos 17 anos com infeção prévia, a EV de uma dose foi de 93% (IC 95%: 54% a 99%). As estimativas de EV foram semelhantes para a coorte dos 5 aos 11 anos, mas com menor precisão. Conclusões/Recomendações: Os resultados do estudo, indicam uma elevada EV na redução de doença grave na população pediátrica alvo da estratégia de vacinação. A opção de administrar apenas uma dose em indivíduos com uma dose, foi bem sucedida, atingindo-se elevada proteção com gestão na utilização das doses existentes. Embora o SARS-CoV-2 tenha sido descrito como estando associado a uma doença ligeira em crianças e, portanto, potencialmente associado a menor benefícios direto para a saúde decorrentes da vacinação, outros efeitos indiretos e o contexto epidemiológico dos países necessitam ser considerados na decisão de implementar programas de vacinação na população pediátrica. Estes resultados poderão também ser utilizados no desenho de estratégias de vacinação.
- SARS-CoV-2 Seroprevalence among healthcare workers compared to the general population, 2021-22Publication . Gaio, Vânia; Amaral, Palmira; Santos, Ana João; Henriques, Camila; Guiomar, Raquel; Rodrigues, Ana Paula; Machado, Ausenda; Guiomar, RaquelHealthcare workers (HCWs) are essential as frontline responders during infectious disease health emergencies. Protecting them is crucial to ensure their health, maintain continuous patient care, and prevent transmission to patients. This study aimed to estimate the SARS-CoV-2 seroprevalence trend among HCWs from a Portuguese hospital cohort between May 2021 and June 2022. It also aimed to compare it with the seroprevalence trend in the general population aged 40-49. Additionally, the characterization of HCWs with seroconversion was performed based on their positivity for anti-nucleocapsid (Anti-N) IgG antibodies. As part of a vaccine effectiveness study, HCWs were screened for anti-RBD/Spike IgG antibodies against SARS-CoV-2 in three time points: May–July 2021, September–November 2021, and May–June 2022. At the last moment, Anti-N IgG antibodies were also assessed. To compare with data on the general population, we used results from three National Serological Surveys (NSS) phases (February–March 2021, September–November 2021, and April–June 2022) focusing on the 40–49 age group, the most representative among HCW. HCW characteristics were compared according to anti-N IgG seropositivity using the Chi-square and Mann-Whitney tests, assuming a significance level of 0.05. HCWs screening at the 3 moments included 909, 474, and 67 individuals respectively with SARS-CoV-2 seroprevalence was 86%, 90%, and 100%, respectively. These seroprevalences were similar to those found in the Portuguese general population, except for the first period (86% versus 18.8% in the general population, age group 40-49 years). At the last moment, the post-infection seroprevalence (anti-N IgG antibodies) was higher among HCWs than in the general population (41% versus 27%). A lower age and direct contact with COVID-19 patients were associated with anti-N IgG antibody positivity. The increasing trend of seroprevalence among HCWs follows the same trend in the general population. Although the time points differ, in the first moment, higher SARS-CoV-2 seroprevalence was probably linked to priority vaccine uptake. In the third moment, the higher post-infection seroprevalence among HCWs suggests a raised exposure and infection incidence in HCWs following the Omicron wave. Given the decline in COVID-19 vaccination coverage among HCWs in the post-pandemic period, ongoing monitoring of seroprevalence and COVID-19 infection rates in this group remains crucial.
- The rise and fall of SARS-CoV-2 rapid antigen self-tests at primary care level: a Portuguese case-studyPublication . Santos, João Almeida; Gomez, Verónica; Rodrigues, Ana PaulaBackground/Aim: SARS-CoV-2 rapid antigen self-tests are available, allowing individuals to diagnose a SARS-CoV-2 infection prior to a consultation with a healthcare professional. Self-testing may affect the general practitioner (GP) consultation behaviour and represent a selection bias in primary care vaccine effectiveness (VE) studies. The aim of this study was to describe self-testing patterns and differences between self-testers and non-self-testers in primary care in Portugal in the 2022-23, 2023-24 and 2024-25 seasons. Methods: Data (September 2022-March 2025) from a primary care VE study (VEBIS Primary Care study) was used, and were included patients aged 60+ with Acute Respiratory Infection (ARI) consulting a GP. Data on demographics, vaccination, self-test use, laboratory results (RT-PCR positive for SARS-CoV-2 - Cases; Negative - Controls) and clinical status was collected. Results: Of the 382 patients included (47 cases, 335 controls), 67 (40%), 53 (43%) and 10 (11%) performed a self-test in the 2022-23, 2023-24 and 2024-25 seasons, respectively. Patients that self-tested were more likely to be female (72%, 57%, and 90%) and aged 60–79yo (94%, 62%, 70%) across all seasons. Self-tests positivity increased across the seasons (6%, 25%, 80%). Those who self-tested had a lower SARS-CoV-2 positivity rate in 2022-23 (10% vs. 14%) but higher in 2023-24 (23% vs. 14%) and 2024-25 (10% vs. 4%) season than those that not self-tested. Similarly, a lower prevalence of chronic conditions (64% vs. 79%) was observed in 2022-23 but higher in 2023-24 (85% vs. 84%) and 2024-25 (100% vs. 82%) seasons. Seasonal COVID-19 vaccination rate was lower in 2022-23 (39% vs. 53%) and 2023-24 (30% vs. 33%) but higher in 2024-25 (30% vs. 26%) season for those who self-tested. In the 2022-23 and 2023-24 seasons, the increase and decrease of self-testing overlapped with the months with the highest prevalence of ARI cases. In the 2024-25 season, self-testing was lower and did not overlap with trends of ARI cases. Conclusions: Results suggest that the potential negative association between vaccination and self-testing (unvaccinated patients were more likely to self-test) practically disappeared in the following seasons. In the present season, the use of self-tests decreased and their use does not reflect the notification of ARI cases, that is, in periods with a greater number of cases there is no increase in self-testing. However, the small sample size limited further analysis, highlighting the need for larger studies with vaccine effectiveness estimates stratified by self-testing.
- Tendências nos acidentes desportivos de crianças em Portugal: 2017 a 2024Publication . das Neves Pereira da Silva, Susana; Alves, Tatiana; Leite, Andreia; Rodrigues, Ana PaulaA atividade desportiva é essencial para o crescimento saudável, mas traz também o risco de lesões e internamentos urgentes entre crianças e jovens. Conhecer a evolução dos acidentes desportivos em idade pediátrica permite identificar padrões, perceber fatores de risco e melhorar a prevenção. Este estudo descreve os episódios de internamento por lesão desportiva e analisa a sua evolução em crianças e jovens até aos 19 anos, em Portugal Continental entre 2017 e 2024, considerando o estado de alerta COVID-19.
- Review of adherence to the acute respiratory infection (ARI) case definition in a primary care vaccine effectiveness study in PortugalPublication . Santos, João Almeida; Kissling, Esther; Rodrigues, Ana PaulaBackground/Aim: To expand surveillance to include respiratory viruses other than influenza, many European countries adapted their approach after the COVID-19 pandemic by transitioning from solely using the influenza-like illness (ILI) case definition to incorporating both ILI and acute respiratory infection (ARI) definitions, or ARI case definition alone. The aim of this study was to assess adherence to the application of the ARI case definition by sentinel general practitioners (GPs) in Portugal integrated in a primary care vaccine effectiveness (VE) study - VEBIS. Methods: An anonymous online questionnaire was sent to 119 Portuguese sentinel GPs for influenza surveillance between April 16th-May 9th, 2024. Invitation to the questionnaire was sent four times during this period, by email. A descriptive analysis of the responses was performed. Results: The participation rate was 46% (55/119). The majority of GPs indicated ARI case definition identifies influenza (85%) and COVID-19 patients (73%) well. There was no clear pattern in GPs agreeing that the ARI case definition was appropriate for selecting young children, with 36% agreeing and 31% disagreeing. Conversely, 56% agreed that the ARI case definition works for the selection of older patients. 27% percent indicated immunocompromised, patients with COPD and cardiac diseases, children and elderly were not well captured by the ARI case definition. Although the majority (85%) indicated that no change is needed in the surveillance questionnaire, some GPs (11%) indicated that diarrhea, vomiting, fever, wheezing, and fever duration were variables that should be considered including in case definitions. 45% of GPs agreed that they select patients they highly suspect of having influenza/COVID-19, even if they do not meet the case definition. Regarding clinical presentation, 71% of GPs agreed being more likely to select patients with a more severe clinical presentation. The majority (75%) reported not using any additional criterion for patient selection during weeks of high workload. However, 22% reported that older and more symptomatic patients were chosen preferentially during these periods. Conclusions: The results indicate Portuguese sentinel GPs consider the proposed case definition identifies patients with influenza and COVID-19, consequently, the majority do not suggest changes to the ARI case definition. However, 27% reported the case definition does not adequately capture children, elderly and patients with chronic conditions, and some GPs indicated the inclusion of other signs and symptoms.
