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- Support Needs of Parents of Children With Congenital Anomalies Across Europe: A EUROlinkCAT SurveyPublication . Marcus, Elena; Latos-Bielenska, Anna; Jamry-Dziurla, Anna; Barišić, Ingeborg; Cavero-Carbonell, Clara; Den Hond, Elly; Garne, Ester; Genard, Lucas; Santos, Ana João; Lutke, L Renée; Dias, Carlos Matias; Páramo-Rodríguez, Lucía; Pedersen, Christina Neergaard; Neville, Amanda J.; Niemann, Annika; Odak, Ljubica; Pierini, Anna; Rissmann, Anke; Rankin, Judith; Morris, Joan K.Background: Parents and carers of children with congenital anomalies can experience stress when managing their child's healthcare needs. It is important that they are well supported. This study explored the support needs of parents/carers of children with a congenital anomaly across Europe. Methods: We developed a cross-sectional online survey to measure parents' experiences of support at diagnosis and in subsequent years. We recruited parents/carers of children (0-10 years) with cleft lip, congenital heart defect requiring surgery, Down syndrome and/or spina bifida, online via relevant organisations in 10 European countries (March-July 2021). Results: A total of 1109 parents/carers were recruited in Poland (n = 476), the United Kingdom (n = 120), Germany (n = 97), Belgium/Netherlands (n = 74), Croatia (n = 68), Italy (n = 59), other European countries (n = 92) and unspecified/non-European countries (n = 84). At diagnosis, only 27% (262/984) of parents/carers reported feeling well supported by HCPs, and 49% (468/959) reported that they would have liked professional psychological support but did not receive it. After diagnosis, satisfaction with support from HCPs differed significantly across countries, whereas satisfaction with support from participants' personal networks was more consistent. Conclusion: Our findings suggest that parents require greater support from HCPs at diagnosis, particularly psychological support. Further research in a European context is needed to understand what the barriers to support might be and how it may be integrated more effectively into existing healthcare systems.
- An update of histoplasmosis focusing on Portuguese epidemiological specificitiesPublication . Sabino, Raquel; Veríssimo, Cristina; Antunes, FranciscoNo abstract available.
- Acidentes domésticos e de lazer por animais em Portugal, admitidos nas urgências hospitalaresPublication . JORGE SILVA ALVES, TATIANA DANIELA; das Neves Pereira da Silva, Susana; Braz, Paula; Aniceto, Carlos; Papadakaki, Maria; Mexia, Ricardo; Matias-Dias, CarlosOs acidentes domésticos e de lazer envolvendo animais são considerados um importante problema de saúde pública, estando a maioria dos acidentes relacionados com mordeduras de cães e gatos. Estes eventos representam uma carga evitável para a saúde pública que poderá ser minimizada através da promoção de medidas de segurança adequadas relativas à presença de animais de companhia e de responsabilização pelo controlo dos mesmos. O presente estudo tem como objetivo aumentar o conhecimento epidemiológico sobre acidentes domésticos e de lazer envolvendo animais, os quais implicaram o atendimento nas urgências hospitalares, do Serviço Nacional de Saúde, no ano 2023, em Portugal, Realizou-se um estudo epidemiológico observacional, descritivo e transversal, com análise dos dados recolhidos através do sistema de monitorização EVITA relativos a episódios de recurso a urgência hospitalar no ano 2023, em Portugal. Procedeu-se à análise descritiva dos dados, com o apuramento das frequências absolutas e relativas (percentagens). Comparações entre proporções foram realizadas através do teste do Qui-quadrado de Pearson com um nível de significância de 5%. Nesta análise foi utilizado o programa estatístico SPSS V.30. Neste estudo foram analisados os 1356 episódios de admissão ao SU por acidente doméstico e de lazer com envolvimento de animais, descritos em EVITA. A maior parte destes acidentes ocorreu nas crianças e jovens até aos 19 anos (34,4%). As crianças e jovens até aos 14 anos, no sexo masculino, foram mais afetadas, sendo que dos 15 anos em diante a maior proporção de acidentes foi observada no sexo feminino. Estes acidentes ocorreram sobretudo nos meses de verão (56,3%), ao fim de semana (34,0%) e no período da tarde, entre as 15H e as 20H (47,9%). Foram encontradas diferenças significativas na distribuição dos acidentes no momento em que ocorreram e grupo etário. Os acidentes provocados por animais não ocorreram nos diferentes locais de forma uniforme, destacaram-se os locais da casa (35,1%) e ao ar livre (24,9%). As crianças até aos 4 anos foram as que mais sofreram acidentes em casa, enquanto que, ao ar livre observou-se maior frequência destes acidentes nos adultos entre 20 e os 34 (p<0,001). Globalmente, os animais mais frequentemente envolvidos nestes acidentes foram os insetos (abelha/vespa) (48,4%) e os cães/gatos (35,2%). Este estudo contribuiu para o melhor conhecimento da epidemiologia dos acidentes causados por animais, afigurando-se útil na perspetiva da promoção da saúde e da segurança, sensibilizando a comunidade para medidas de prevenção de mordedura por cães/gatos, responsabilidade civil dos donos desses animais e prevenção de picada de insetos.
- Características das queimaduras nas crianças e pessoas idosas em Portugal: dados do sistema EVITAPublication . JORGE SILVA ALVES, TATIANA DANIELA; das Neves Pereira da Silva, Susana; Aniceto, Carlos; Braz, Paula; Papadakaki, Maria; Mexia, Ricardo; Matias-Dias, CarlosAntecedentes/Objetivos: As queimaduras nos grupos considerados de maior vulnerabilidade, em crianças e nas pessoas idosas têm sido consideradas uma problemática de saúde pública a nível mundial. O conhecimento epidemiológico das queimaduras, que permita conhecer a sua etiologia é fundamental para o desenho de estratégias preventivas e para a otimização dos cuidados de saúde. O presente estudo tem como objetivo conhecer a magnitude das queimaduras em crianças e nas pessoas idosas, com recurso às urgências hospitalares, do Serviço Nacional de Saúde, no ano 2023, em Portugal, Métodos: Realizou-se um estudo epidemiológico observacional, descritivo e transversal, com análise dos dados recolhidos através do sistema de monitorização EVITA relativos a episódios de recurso a urgência hospitalar no ano 2023 em crianças e jovens até aos 19 anos e pessoas idosas, em Portugal. Resultados: Foram analisados os 733 episódios de admissão ao SU por queimadura ocorridos em crianças e jovens até aos 19 anos e nas pessoas com 65 e mais anos descritos em EVITA. A maioria das queimaduras (39,0%) observou-se nas crianças até aos 4 anos. Observou-se que nos grupos etários até aos 14 anos as queimaduras nos rapazes eram mais frequentes, representando entre 51,4% e 62,3% dos episódios. Nos jovens mais velhos e pessoas com 65 e mais anos as queimaduras foram mais frequentes no sexo feminino, foram encontradas diferenças estatísticas (p<0,001). O período do dia em que as queimaduras ocorreram variou, foi no período da tarde e noite, entre as 17:00H e as 24:59H, que se observou a maioria das queimaduras ( 57,1% nas crianças entre 10-14 anos e 59,4% entre 5-9 anos). No grupo etário dos mais velhos, a maior proporção de queimaduras observou-se no período entre as 09:00H e as 16:59H. As queimaduras mais comuns foram provocadas por líquidos ferventes (54,8%) e pelo contacto com objetos quentes (27,0%). A maior proporção de queimaduras por líquidos foi observada nas crianças entre os 10 e os 14 anos (61,1%) e nas pessoas com 65 e mais anos (63,4%). A proporção de queimaduras provocadas pelo contacto com objetos quentes diminuiu com o aumento da idade, aumentando nas pessoas com 75 e mais nos (p<0,001). As queimaduras em Portugal nas crianças e nos mais velhos constituem causa relevante de morbilidade, afetando particularmente os grupos etários extremos, e de forma diferente em função da etiologia da queimadura. É oportuno o estudo continuado desta temática para a realidade nacional, sendo útil para o desenho de programas de prevenção de quedas e na preparação da resposta nos diferentes níveis de cuidados.
- A epidemiologia das queimaduras até aos 19 anos: dados de 2023 do sistema EVITAPublication . JORGE SILVA ALVES, TATIANA DANIELA; das Neves Pereira da Silva, Susana; Braz, Paula; Aniceto, Carlos; Papadakaki, Maria; Mexia, Ricardo; Matias-Dias, CarlosAs queimaduras nas crianças e jovens constituem a quinta causa mais comum de lesões não mortais sendo uma problemática de saúde pública relevante a nível mundial. A vulnerabilidade das crianças e jovens devida à sua curiosidade natural e à reduzida perceção de risco favorece uma maior predisposição a lesão por queimadura. O objetivo do estudo é descrever as características das queimaduras com recurso às urgências hospitalares do Serviço Nacional de Saúde em 2023, nas crianças e jovens até aos 19 anos, em Portugal, e conhecer os seus fatores associados. Realizou-se um estudo transversal, com componente analítica dos dados recolhidos através do sistema de monitorização EVITA, que integra o sistema europeu de registo de acidentes, em crianças e jovens até aos 19 anos, em Portugal. Para avaliar as associações, realizámos o teste do Qui-quadrado de Pearson na análise bivariada e a regressão logística na multivariada, estimando odds ratio (OR). Considerou-se um nível de significância de 5% (p < 0,05). Neste estudo foram analisados 502 episódios de admissão ao Serviço de Urgência (SU) por queimadura. A maioria das queimaduras observou-se em menores de 4 anos (57,0%) e no sexo masculino (56,4%). As queimaduras não ocorreram de forma uniforme ao longo do dia, nas crianças e jovens até aos 14 anos foram mais frequentes no período da tarde e noite (59,0%). No grupo etário entre os 15 e os 19 anos, a maior proporção de queimaduras observou-se no período diurno (09:00-16:59h com 54,5%). As queimaduras mais comuns foram provocadas por líquidos ferventes (52,0%) e pelo contacto com objetos quentes (36,3%). A probabilidade das crianças até aos 4 anos serem assistidas em SU devido a uma queimadura foi duas vezes a do grupo dos 5 aos 9 anos (OR=2,02; 95% [1,53, 2,68]). Também as queimaduras nos jovens entre os 15 e os 19 anos apresentaram uma probabilidade superior (OR=1,21, 95% [0,86, 1,72]) à do grupo etário dos 5 aos 9 anos embora não significativa. A estimativa pontual de OR na relação entre as queimaduras e o sexo foi de OR=1,06; IC 95% [0,88–1,28]. Relativamente ao local, a casa teve a maior odds (OR=5,13; IC 95%: 1,27–20,65) em comparação com as ocorridas em áreas de comércio. As queimaduras afetam as crianças e jovens de forma distinta sobretudo em função da idade e do local em que ocorrem, não sendo significativa a relação com o sexo. Estes resultados mostram a necessidade de medidas de prevenção ajustadas a esta realidade, da sensibilização de pais, professores e profissionais de saúde, pelo que o estudo continuado desta temática se afigura útil para o desenho de intervenções de prevenção bem como para a preparação da resposta nos diferentes níveis de cuidados.
- Vigilância da infeção por vírus sincicial respiratório durante a primeira campanha de imunizaçãoPublication . Gaio, Vânia; Henriques, Camila; Lança, Miguel; Guiomar, Raquel; Rodrigues, Ana PaulaResumo: O vírus sincicial respiratório (VSR) é um dos principais agentes etiológicos de infeções do trato respiratório inferior em crianças, especialmente em bebés e crianças pequenas (< 24 meses). Em 2024 foi estabelecida a imunização com o Nirsevimab em Portugal para as crianças menores de 3 meses e crianças de risco acrescido de infeção grave por VSR. Este trabalho tem como objetivos: 1) caraterizar a epidemia de VSR em Portugal em 2024/25; 2) caraterizar as crianças internadas com infeção respiratória durante a primeira campanha de imunização com Nirsevimab em Portugal, segundo toma de nirsevimab, idade, prematuridade, baixo peso ao nascer e doenças crónicas. Material e Métodos: Portugal tem um sistema de vigilância sentinela hospitalar, que integra 15 hospitais públicos e privados, os quais notificam os internamentos por infeção respiratória aguda de crianças menores de 24 meses. Para cada um dos doentes foi reportada informação clínica, epidemiológica, antecedentes vacinais e resultado de teste laboratorial para RSV. Entre 30 de setembro de 2024 e 23 de março de 2025 foi estimada a incidência semanal de internamento por VSR, a proporção de doentes internados em Unidades de Cuidados Intensivos(UCI) e caraterizados os doentes imunizados, positivos para VSR [VSR(+)] e negativos para VSR [VSR(-)], de acordo com as suas caraterísticas demográficas e clínicas. Resultados: A taxa de incidência máxima ocorreu na semana 51/2024 (89,6 /105), 21,0 % das crianças tinham idade inferior a 3 meses de idade, 16,3 % eram prematuras e 5,2 % foram internadas em UCI ou necessitaram de ventilação mecânica. 211 crianças eram elegíveis para imunização [111 doentes VSR(+) e 110 doentes VSR(-)], das quais 124 (56,1 %) foram imunizadas com Nirsevimab (39,6 % dos doentes VSR(+) e 72,7 % dos doentes VSR(-)). Não se observaram diferenças significativas entre imunizados e não imunizados em relação às doenças crónicas, prematuridade e baixo peso à nascença. Apenas a idade (1,5 meses) foi inferior nos doentes VSR(+) imunizados, relativamente aos doentes VSR(+) não imunizados. Conclusões: Na primeira época com imunização com Nirsevimab, a incidência de internamento por VSR em menores de 24 meses foi inferior ao observado em épocas anteriores. Ainda assim, apenas 56,1 % dos doentes elegíveis para vacinação, que participaram neste estudo, tinham tomado Nirsevimab, não sendo evidentes diferenças entre doentes imunizados e não imunizados no que se refere a doenças crónicas, baixo peso à nascença e prematuridade. Estes resultados mostram a necessidade de estudar os fatores associados à toma de Nirsevimab de modo a contribuir para melhorar futuras campanhas de imunização.
- Desigualdade socioeconómica e paralisia cerebral, padrões geográficos na coorte nascida em 2006-2015Publication . de Carvalho Aniceto, Carlos André; Sousa Uva, Mafalda; folha, teresa; Braz, Paula; Matias Dias, CarlosAntecedentes/Objetivos. A Paralisia Cerebral (PC) é a deficiência motora mais frequente na criança, com implicações ao longo da vida. O European Deprivation Index (EDI) materializa num score um conjunto de indicadores socioeconómicos que permitem aferir a ocorrência de desigualdades territoriais, utilizado em desigualdades em saúde. Existe evidência sobre a associação entre fatores socioeconómicos e PC, mas pouco conhecimento sobre esta problemática em Portugal. Foi objetivo do presente estudo analisar a distribuição geográfica da taxa de incidência (TI) de PC e do EDI, e a sua autocorrelação espacial em Portugal Continental, nas crianças nascidas em 2006-2015. Métodos. Estudo observacional, ecológico, com crianças nascidas de 2006 a 2015 (referenciadas ao Programa de Vigilância Nacional da Paralisia Cerebral entre 2011-2024) e dados do EDI (índice disponibilizado online, baseado nos censos 2011). No cálculo da TI de PC utilizou-se como denominador o total de nados vivos (Instituto Nacional de Estatística.) Para avaliar a distribuição espacial da PC aplicaram-se técnicas de análise estatística e espacial, calculando-se os seguintes indicadores espaciais: (i) taxa de incidência bayesiana de PC, pelo método Bayesiano empírico (TPC); (ii) índice de concentração espacial de incidência de PC, pelo Índice Local de Moran I univariado; (iii) índice de concentração espacial de incidência de PC e do EDI, pelo Índice Local de Moran I bivariado. Resultados. Registaram-se TPC mais elevadas nos concelhos da região Alentejo, destacando-se o concelho do Alvito com taxa mais elevada (TPC=3,5crianças/10³nados-vivos). Observaram-se as taxas mais baixas em concelhos da região Norte, nomeadamente, Tabuaço (TPC=0crianças/10³nados-vivos). Identificaram-se 5 clusters de TPC elevadas, estatisticamente significativos (p≤0,05), em alguns concelhos: interior das regiões Alentejo e Centro; Área Metropolitana de Lisboa (AML); região Norte. Em 13 concelhos da região Alentejo, 4 no Algarve e 2 na AML, observaram-se clusters de valores elevados de TPC e EDI, estatisticamente significativos (p≤0,05). Conclusões. No período em estudo, destacou-se uma concentração de incidência de PC associada a scores de EDI mais elevados nos concelhos do interior do Alentejo. A aplicação dos métodos de autocorrelação espacial, revelaram-se úteis para identificar e comparar padrões geográficos de PC e do EDI. Estes resultados, integrados numa análise mais complexa, podem contribuir para o estabelecimento de estratégias de saúde pública na prevenção de PC e intervenção junto desta população.
