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- A 30-year experience in neuro-Behçet diseasePublication . Silva, Lénia; Silva, Isabel Fonseca; Fonseca, Tomás; Pinto, Luísa Serpa; Leal, Bárbara; Pinho e Costa, Paulo; Igreja, Liliana; Moreira, Bruno; Santos, Ernestina; Vasconcelos, Carlos; Marinho, António; Correia, João AraújoBackground: Behçet disease (BD) is a systemic vasculitis affecting multiple organs with a wide range of severity. Neuro-Behçet (NBD) is a severe form, characterized by high morbidity, disability, and mortality rates. Methods: Retrospective analysis (1993-2023) of neurological involvement in BD patients at a tertiary center. Results: Of 296 BD patients, 93(31.4 %) underwent neurological evaluation. Definite NBD was identified in 30(10.1 %), probable NBD in 2(0.5 %) and "other neurological symptoms in BD" in 26(8.6 %) patients. The definite NBD group (median age: 36 years, 50 % female) had 44 neurological attacks: 24(55 %) parenchymatous and 20(45 %) non-parenchymatous. The most common syndromes were brainstem (27.3 %) and multifocal (25.6 %), with ataxia being the most frequent sign (40.9 %). One-third had a relapsing course. NBD onset concurred with BD diagnosis in 50 % of cases, followed in 30 %, and preceded in 20 %. Brain MRI revealed predominant involvement of the brainstem and diencephalic regions. The HLA-B*51 allele was more prevalent in definite NBD versus BD patients (53.8 % vs 31.2 %, p = 0.036). Treatments included corticosteroids (70.5 %), cyclophosphamide (15.9 %), infliximab (9.1 %), and conventional synthetic disease-modifying antirheumatic drugs (13.6 %). Better outcomes were achieved with cyclophosphamide and infliximab. The probable NBD and "other neurological symptoms in BD" groups (median age: 37 years) were mostly female (92.9 %). Headache (85 %) and cognitive complaints (23 %) were common symptoms.
- Modelling Mobility Data during COVID-19 in Portugal with R-INLAPublication . Brito, André; Machado, Ausenda; Rodrigues, Ana Paula; Patrício, Paula; Bispo, ReginaThe COVID-19 pandemic underscored the vital role of mathematical modelling in epidemiology, supporting the forecasting of disease trends and informing public health strategies. In Portugal, modelling efforts highlighted the effectiveness of physical distancing in reducing transmission and offered important insights into the impacts of deconfinement and vaccination on disease burden. The period also saw an increased use of non-traditional data sources, particularly human mobility data, which acted as a proxy for contact patterns and helped refine models of disease spread. In this context, we aim to model mobility patterns across districts in Portugal during the COVID-19 pandemic using Google Mobility Reports. Our objective is to identify which covariates are most relevant for predicting mobility dynamics during this period within a spatiotemporal modelling framework.
- Exposição residencial ao radão e cancro do pulmão em PortugalPublication . Garcia, Ana Cristina; Namorado, Sónia; Sousa Uva, Mafalda; Araújo Krippahl, Helena; Matias Dias, CarlosA exposição ao radão no interior das habitações é um tema de saúde pública de elevada relevância em Portugal e no mundo, tendo em conta o seu potencial carcinogénico, mas, também, pela possibilidade de minimização dos riscos para a saúde que lhe estão associados através de condições de habitação já bem conhecidas e estabelecidas. A exposição residencial ao radão é a primeira causa de cancro de pulmão em indivíduos não-fumadores e a segunda principal causa nos fumadores, após o tabagismo, sendo que o risco de adoecer é ainda mais elevado nos fumadores simultaneamente expostos ao radão. O cancro do pulmão é o tipo de cancro mais comum e a causa mais comum de morte por cancro no mundo. Em Portugal, o cancro da laringe, traqueia, brônquios e pulmão tem figurado como a principal causa de morte nas pessoas com menos de 75 anos de idade (mortalidade prematura) e a principal causa de anos de vida potenciais perdidos. Por outro lado, o Plano Nacional de Saúde 2030 de Portugal (PNS 2030) evidencia que, sendo um dos tumores malignos de maior crescimento nas últimas décadas, o cancro do pulmão apresenta uma das mais baixas taxas de sobrevivência, indicando que a redução da carga e sofrimento decorrentes da doença depende fundamentalmente da minimização dos fatores de risco, com destaque para os mais relevantes: consumo de tabaco e exposição residencial a poluentes, designadamente, ao radão. Assim, o PNS 2030 prioriza como necessidades de saúde a redução da morte prematura e evitável e da carga de doença e incapacidade associadas ao cancro do pulmão, bem como a redução da prevalência dos riscos ambientais, em geral, e dos relacionados com a qualidade da habitação, designadamente através do controlo das radiações ionizantes, em particular. As preocupações nacionais relativamente à exposição ao radão encontram-se especificamente elencadas no Plano Nacional para o Radão (PNRn), aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 150-A/2022, que se apresenta como um instrumento com a finalidade de contribuir para a redução dos riscos a longo prazo decorrentes da exposição prolongada ao radão em habitações, edifícios abertos ao público e locais de trabalho, e de assegurar a proteção e redução dos seus efeitos na saúde humana. Ciente das necessidades de investigação em Portugal, “avaliar a prevalência de casos de cancro do pulmão e eventual correlação com a exposição ao radão” é uma das ações preconizadas no PNRn. O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, I.P. (INSA), através do seu Departamento de Epidemiologia (DEP), é uma das entidades responsável pela execução de estudos epidemiológicos nesse âmbito. É neste contexto que, à data, o DEP se encontra a desenvolver um estudo epidemiológico analítico de apoio à tomada de decisão, a fim de contribuir para a avaliação do risco de cancro do pulmão associado à exposição ao radão no interior das habitações na população residente em Portugal.
