DDI - Materiais de difusão da cultura científica e de formação
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- Notícias EuroEVA 2010-2011: Resultados FinaisPublication . Nunes, Baltazar; Pechirra, Pedro; Machado, Ausenda; Falcão, Isabel; Gonçalves, Paulo; Conde, Patrícia; Batista, Inês; Guiomar, Raquel; Falcão, José MarinhoA vacinação é uma das principais medidas de mitigação da gripe sendo reconhecido o seu papel na redução do risco de contágio da doença e de ocor-rência das respectivas complicações1. Desde 2008, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, I.P. (INSA) com o apoio da Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral, tem parti-cipado através do estudo EuroEVA no projecto europeu multicêntrico I-MOVE (Monitoring influenza vaccine efective-ness during influenza seasons and pan-demics in the European Union). Este projecto é coordenado pela EpiConcept SARL e financiado pelo ECDC e tem como objectivo estimar a efectividade da vacina sazonal e pandémica durante e após a época de gripe. Os países que participam neste pro-jecto, desenvolvem anualmente um estudo com delineamento caso-controlo, tendo como base um proto-colo comum. Nesta época, 2010-11, o projecto I-MOVE contou com a participação de Por-tugal, Espanha, Itália, França, Polónia, Hungria, Irlanda e Roménia e tinha como objectivo estimar a efectividade da vaci-na (EV) antigripal sazonal na população geral e nos mais idosos (com 65 e mais anos). Os resultados que agora apresentamos referem-se ao estudo EuroEVA 2010-11 e correspondem ao período decorrido entre a semana 45/2010 e a semana 11/2011.
- Investigação laboratorial na área da toxicologia ambiental: case-study. Pesquisa de micotoxinas em material biológico e amostras ambientais.Publication . Viegas, C.; Viegas, S.; Martins, C.; Sabino, R.
- Infecção congénita por CMV - o diagnóstico laboratorialPublication . Lopo, Sílvia
- Parvovírus B19 - O diagnóstico LaboratorialPublication . Lopo, Sílvia
- O EARS-Net em Portugal versus a resistência aos antibióticos na cadeia alimentar.Publication . Caniça, Manuela
- HPV – O Cancro do Colo do ÚteroPublication . Pista, Angela
- Infeção invasiva a Haemophilus influenzae em PortugalPublication . Lavado, PaulaIntrodução O Haemophilus influenzae (Hi) é, normalmente, responsável por infeções respiratórias e infeções invasivas graves como a meningite e a septicemia. As estirpes de serotipo b (Hib) eram, até à introdução da vacina conjugada, responsáveis pela maior parte dos casos de infeção invasiva. A vacina para o Hib foi incluída no Plano Nacional de Vacinação, em 2000, para crianças até aos 5 anos. Objetivo Caracterizar as estirpes invasivas (144 estirpes), colecionadas no DDI, INSA, de diversos Hospitais em Portugal, no período após a introdução da vacina (2002-2010) e comparar com os dados obtidos no período pré-vacinal. Métodos A caracterização do serotipo capsular foi realizada por “Polymerase Chain Reaction” (PCR). A susceptibilidade aos antibióticos foi determinada por microdiluição, para 13 antibióticos. A produção de β-lactamase foi pesquisada com nitrocefim. Amplificação de determinados genes, por PCR, e sequenciação foram técnicas utilizadas sempre que necessário. Resultados As estirpes foram isoladas de hemocultura (109), LCR (29) e líquido pleural (6); 41 foram isoladas de crianças ≤ 5 anos. Cento e onze estirpes (77%) foram caracterizadas como não capsuladas (NC), 19 serotipo b (13%) e 14 (10%) serotipo não-b (3 a, 1 d e 10 f). Quinze estirpes (10%) produziam β-lactamase. Nas estirpes não produtoras de β-lactamase detetaram-se 12 estirpes (9%) BLNAR, com diminuição de afinidade aos antibióticos β-lactâmicos e mutações no gene ftsI, que codifica a PBP3. Discussão Observamos uma alteração na epidemiologia da infeção invasiva nos dois períodos de estudo: 1989-2001 vs. 2002-2010: as estirpes NC aumentaram de 39% para 77%, contrariamente às de serotipo b que decresceram de 61% para 13%; o serotipo não-b aumentou de 1% para 10%. Destacamos uma estirpe serotipo d caracterizada pela primeira vez na Europa. Com o decréscimo das infeções a Hib verificou-se uma diminuição acentuada na resistência aos antibióticos. Assinalamos a emergência de novos mecanismos de resistência: estirpes BLNAR. Conclusão As infeções invasivas Hib foram praticamente eliminadas nas populações onde a vacina foi implementada. No entanto, esta vacina não protege contra a infeção invasiva por estirpes NC ou de serotipos não-b, o que demonstra a importância de continuar a vigilância da infeção invasiva a Hi.
- Alteração à epidemiologia da Infeção a Haemophilus influenzae, após a introdução da vacina para o H. influenzae serotipo b. Análise de estudos realizados no INSA, 1989-2012Publication . Bajanca-Lavado, Maria PaulaResumo: O Haemophilus influenzae (H. influenzae) é um microrganismo Gram negativo cujo nicho ecológico é o trato respiratório humano. Para além de colonizar a nasofaringe de pessoas saudáveis, o H. influenzae é normalmente responsável por infeções respiratórias e ainda infeções invasivas graves como a meningite e a septicemia, principalmente nas crianças (Tristram, 2007). As estirpes capsuladas, nomeadamente as de serotipo b (Hib) eram, até à introdução da vacina conjugada, responsáveis pela maior parte dos casos de infeção invasiva (Peltola, 2000). A vacina para o Hib foi licenciada em Portugal em 1994 e incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV) no ano 2000, para crianças até aos 5 anos de idade. Como consequência, as infeções invasivas de serotipo b foram praticamente eliminadas nas populações onde a vacina foi implementada (Wenger, 1998). No entanto, esta vacina não protege contra a infeção invasiva por estirpes não capsuladas (NC) ou de serotipos não b sendo, de momento, as estirpes NC as responsáveis pela maior parte destas infeções (Ladhani et al., 2010; Ulanova & Tsang, 2009). Desde 1989 que, primeiro no Laboratório de Resistência aos Antibióticos e, mais recentemente, no Laboratório Nacional de Referência de Infeções Respiratórias a agentes bacterianos, se têm realizado estudos em infeções por Haemophilus influenzae, nas várias vertentes, de vigilância epidemiológica, referência e investigação. Até ao momento contamos com uma coleção de isolados clínicos de mais de 12000 estirpes, isoladas de todas as infeções e de todas as idades, de vários Hospitais geograficamente distribuídos em Portugal. Colaboramos com a Sociedade Portuguesa de Pediatria, no que se refere à infeção invasiva na criança. Relativamente a projetos de investigação temos colaborado com alguns laboratórios de investigação, em Portugal e no Estrangeiro. É diversa a metodologia utilizada para estudar este microrganismo, recorrendo-se a diferentes técnicas para cada tipo de estudo, que vão desde técnicas fenotípicas para determinar a susceptibilidade aos antibióticos até técnicas de biologia molecular, como PCR e sequenciação para estudos genotípicos. Para além destas, e com o objetivo de estudar a clonalidade e disseminação das estirpes, utilizamos ainda duas técnicas de tipagem molecular: Pulsed-Field-Gel-Electrophoresis (PFGE) (Campos et al., 2004) e Multilocus Sequencing Type (MLST) (Meats et al, 2003). Serão apresentados resultados de alguns estudos, tanto de vigilância epidemiológica, como de investigação, realizados no nosso laboratório, e que demonstram a alteração na epidemiologia da infeção a H. influenzae após a introdução da vacina, em Portugal (Bajanca et al, 2004; Barbosa et al, 2011; Calado et al, 2011) Referências Bibliográficas: • Bajanca P, Caniça M, & the Multicenter Study Group. J Clin Microbiol 2004; 42:807-10. • Barbosa R, Giufrè M, Cerquetti M, & Bajanca-Lavado, P. J Antimicrob Chemother 2011; 66:788-96. • Calado R, Betencourt C, Gonçalves H, Cristino N, Calhau P & Bajanca-Lavado, P. Diagn Microbiol Infect Dis 2011; 69:111-13. • Campos J, Hernando M, Román F, Pérez-Vazquez M, Aracil B, Oteo J et al, J Clin Microbiol 2004; 42:524-9. • Ladhani S, Slack M, Heath P, von Gottberg A, Chandra M. Ramsay M & EUIBIS participants. Emerg Infect Dis 2010; 16:455-63. • Peltola H. Clin Microbiol Rev 2000; 13:302-17. • Tristam S, Jacobs M & Appelbaum P. Clin Microbiol Rev 2007; 20:368-89. • Ulanova M, Tsang R. Infect Genet Evol 2009; 9:594-605. • Wenger D. Pediatrr Infect Dis J 1998; 17 (Suppl.9):S132-36. • Meats E, Feil EJ, Stringer S, Cody AJ, Goldstein R, Kroll JS, et al, J Clin Microbiol 2003; 41: 1623-1636.
- Fungos patogénicos e de importaçãoPublication . Verissimo, Cristina
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