Percorrer por autor "Fernandes, Ana Alexandre"
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- Elder Abuse in Portugal: Findings From the First National Prevalence StudyPublication . Gil, Ana Paula; Kislaya, Irina; Santos, Ana João; Nunes, Baltazar; Nicolau, Rita; Fernandes, Ana AlexandreIn this study, we present findings of the Portuguese national prevalence study, “Aging and Violence,” the purpose of which was to estimate the prevalence of abuse and neglect of older people in family settings over a 12-month period and examine the relationship between abuse and sociodemographic and health characteristics. Through a telephone survey of a representative probability sample (N = 1,123), we evaluated 12 abusive behaviors and demographic data. Overall, 12.3% of older adults experienced elder abuse in family settings. The prevalence rates of specific types were as follows: psychological, 6.3%; financial, 6.3%; physical, 2.3%; neglect, 0.4%; and sexual, 0.2%. Logistic regression was employed to determine the relationship between abuse and covariates. The study suggests that education level, age, and functional status are significantly associated with abuse. Accurate estimates of the prevalence of elder abuse and understanding of victim and perpetrator characteristics are fundamental to designing effective strategies for prevention and intervention.
- "No Trilho da Negligência…” Configurações Exploratórias de Violência Contra Pessoas IdosasPublication . Gil, Ana Paula; Fernandes, Ana AlexandreA violência contra as pessoas idosas está associada às condições de vulnerabilidade física e psicológica das pessoas que envelhecem tornando-as susceptíveis a situações de dependência extrema face a família e outros. A violência na esfera familiar e institucional tem vindo a apresentar contornos preocupantes na sociedade portuguesa. Esta perspectiva foi assumida pelos participantes de um grupo focal no âmbito de um estudo empírico que envolveu profi ssionais de saúde, acção social e representantes policiais, que a partir das suas práticas profi ssionais admitiram a existência de situações de violência contra os mais velhos. Os resultados deste estudo dão relevância a dois tipos de problemas: a negligência associada aos cuidados na dependência e o abuso fi nanceiro. Este estudo permitiu também evidenciar alguns dilemas e contradições com que os profi ssionais se confrontam no quotidiano num campo de intervenção onde existem divergências claras de interpretação que podem infl uenciar o conhecimento sobre o mesmo.
- Prevalência da violência contra as pessoas idosas: uma revisão crítica da literaturaPublication . Santos, Ana João; Nicolau, Rita; Fernandes, Ana Alexandre; Gil, Ana PaulaOs estudos de prevalência sobre a violência contra as pessoas idosas, em contexto familiar, desenvolvidos nas três últimas décadas, especialmente na Europa e países anglo-saxónicos, não são suficientemente esclarecedores, por insuficiências na definição dos modelos teóricos e nos conceitos operatórios. Neste artigo de revisão sistemática da literatura identifica-se a diversidade de definições e desenhos de investigação, com impacto inevitável nas variações das estimativas. Também a perceção da opinião pública europeia sobre o problema colide com os baixos valores estimados. Procurar-se-á refletir sobre as razões subjacentes a essas representações e refletir criticamente sobre as estimativas dos estudos de prevalência de base populacional.
- Projeto Envelhecimento e ViolênciaPublication . Gil, Ana Paula; Santos, Ana João; Nunes, Baltazar; Marques, Rita; Nicolau, Rita; Fernandes, Ana Alexandre; Gomes, Inês; Faria, Paula Lobato; Lázaro, João; Oliveira, Maria; Santos, César; Nuno, Duarte; Rasgado, Sofia; Pargana, GlóriaO aumento da violência nas suas diferentes formas tem sido reconhecido por várias organizações internacionais (WHO, ONU, EU) como um dos mais graves problemas de saúde pública no emergir do século XXI, constituindo uma prioridade das suas agendas políticas, nomeadamente no desenvolvimento de investigação (instrumentos de deteção, avaliação e intervenção) que permitam conter o fenómeno, no quadro da vida familiar. Na declaração de Toronto de 2002, a OMS define violência e maus-tratos a pessoas idosas como “qualquer acto isolado ou repetido, ou a ausência de acção apropriada, que ocorre em qualquer relacionamento em que haja uma expectativa de confiança, e que cause dano, ou incómodo a uma pessoa idosa. Estes actos podem ser de vários tipos: físico, psicológico/emocional, sexual, financeiro ou, simplesmente, reflectir actos de negligência intencional, ou por omissão”[1]. Os dados sobre a prevalência global da violência contra as pessoas idosas, em contexto familiar, têm permitido em alguns países conhecer a amplitude do fenómeno. As estimativas das taxas globais de prevalência da violência (Quadro 1) variaram entre 0.8% e 18.4%. Esta oscilação das estimativas depende quer da sua conceptualização (da sua definição, dos tipos considerados), do perfil de agressor (tipo de relação), da própria vítima (>60 anos, >65 anos ou 65-84 anos), quer das metodologias adotadas (inquéritos via telefone ou presenciais).
- Violência contra as pessoas idosas em PortugalPublication . Gil, Ana Paula; Kislaya, Irina; Santos, Ana João; Nicolau, Rita; Nunes, Baltazar; Fernandes, Ana AlexandreO estudo desenvolvido no âmbito do Projeto “Envelhecimento e violência” teve como principais objetivos estimar a proporção de pessoas com 60+ anos (prevalência) na população portuguesa sujeita a violência em contexto familiar; descrever os agressores; estimar a proporção das vítimas que denunciaram ou apresentaram queixa e identificar as razões evocadas pelas vítimas para não denunciar. O estudo é do tipo transversal, com uma amostra representativa constituída por 1123 pessoas. Os dados foram recolhidos por questionário estruturado através de entrevista telefónica. Estimou-se que 12.3% da população com 60+ anos (cerca de 314 mil pessoas) foi vítima de, pelo menos, uma conduta de violência, nos 12 meses anteriores à entrevista, por parte de um familiar, amigo, vizinho ou profissional remunerado. Os tipos de violência mais prevalentes foram a financeira (6.3%) e a psicológica (6.3%), seguidos pela violência física (2.3%), a negligência (0.4%) e a sexual (0.2%). A violência é transversal à família nuclear e alargada. Na violência financeira os principais agressores foram os descendentes (filhos/enteados e netos), seguidos dos outros familiares (irmãos, cunhados, sobrinhos, entre outros), os quais foram os principais agressores de violência psicológica. Mais de metade das condutas de violência física foram da responsabilidade dos cônjuges ou companheiros (atuais ou ex). Do total de vítimas, somente um terço denunciou ou apresentou queixa sobre a situação de violência vivida. Quando procurou ajuda, a maioria dirigiu-se às forças de segurança (PSP ou GNR), seguindo-se a rede social informal e os profissionais de saúde. As vítimas referiram a irrelevância do incidente, os laços familiares e a proteção da família como principais razões para não denunciar. O conhecimento da dimensão do problema da violência, das condições de ocorrência e dos motivos para a não denúncia constitui um primeiro passo para o planeamento das políticas públicas que visem assegurar um envelhecimento mais saudável e seguro.
- Violência contra as pessoas idosas em Portugal: resultados de um estudo nacional de prevalênciaPublication . Gil, Ana Paula; Kislaya, Irina; Santos, Ana João; Nicolau, Rita; Nunes, Baltazar; Fernandes, Ana AlexandreO objetivo desta comunicação é a apresentação de estimativas de prevalência da violência global e específica (física, psicológica, financeira, sexual e negligência) na população portuguesa com 60+ anos, a residir em domicílios particulares. O estudo é do tipo transversal de base populacional, com recolha de dados por questionário via telefone. A amostra do estudo, constituída por 1.123 pessoas, é aleatória estratificada. Estimou-se que 12.3% da população alvo foi vítima de, pelo menos, uma conduta de violência, nos 12 meses anteriores à entrevista, por parte de um familiar, amigo, vizinho ou profissional remunerado Os tipos de violência mais prevalentes foram a financeira (6.3%) e a psicológica (6.3%), seguidos pela violência física (2.3%), a negligência (0.4%) e a sexual (0.2%). Os valores mais elevados da prevalência foram obtidos para as mulheres (15.0%,) o grupo etário dos 80+ anos (22.1%), os que referiram sofrer, pelo menos, de uma doença crónica (15.3%), os que necessitam de ajuda nas AVDs (24.3%) e para os indivíduos sem escolaridade (26.6%). A violência financeira e a psicológica constituem os dois principais problemas relatados pela população portuguesa. Como grupos vulneráveis surgem as mulheres, com idade mais avançada, em situação de fragilidade física e sem escolaridade. O conhecimento dos grupos de maior risco constitui um primeiro passo para o planeamento das políticas públicas que visem assegurar um envelhecimento mais saudável e seguro.
