Departamento de Epidemiologia
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Percorrer Departamento de Epidemiologia por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "16:Paz, Justiça e Instituições Eficazes"
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- Avaliação da proposta do dashboard SCOPE: um instrumento para a gestão de risco durante eventos pandémicos - relatório finalPublication . Sousa-Uva, Mafalda; Garcia, Ana Cristina; Aniceto, Carlos; Matias-Dias, Carlos; APAGARO projeto SCOPE (Spatial Data Science Services for COVID-19 Pandemic), financiado pela FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia) foi desenvolvido por uma equipa multidisciplinar tendo como coordenador o Instituto Superior Técnico (IST) e contando, também, com investigadores do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA). Este projeto apresenta como principal produto um protótipo de software funcional (Dashboard) com mapas de indicadores de saúde e a respetiva incerteza associada às previsões espaciais, recuperando o histórico da pandemia da COVID-19 (Coronavirus disease caused by the SARS-CoV-2 vírus). No âmbito da tarefa 5 do projeto, co-liderada pelo INSA, foi realizado um estudo avaliativo do protótipo do Dashboad SCOPE enquanto instrumento de apoio à decisão no âmbito da gestão de risco durante eventos pandémicos, permitindo a sua melhoria de forma sistemática e viável. Nessa tarefa, também se encontrava prevista a realização de um Workshop. Esse Workshop foi realizado por forma a permitir um primeiro contacto da população-alvo (médicos de saúde pública aos níveis local, regional e nacional) com o protótipo, sendo utilizado como um pré-teste da utilização futura do Dashboard, bem como das ações de formação que decorrerão em plena aplicação futura da ferramenta no apoio à tomada de decisão. Dessa forma, o objeto de avaliação considerado no âmbito deste estudo foi a proposta do “Dashboard SCOPE: um instrumento para a gestão de risco durante eventos pandémicos”. Para a avaliação do protótipo do Dashboard SCOPE optou-se por seguir um processo avaliativo adaptado da estrutura proposta pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e da estrutura de avaliação de programas de saúde pública definida pelo Centers for Disease and Control (CDC) de Atlanta – Framework for Program Evaluation in Public Health. O Dashboard SCOPE foi transformado num objeto de estudo a partir da sua descrição segundo um modelo lógico (ou diagrama causal) que incluiu os diversos componentes da intervenção e os resultados esperados da intervenção, em sequências lógicas entre atividades do projeto e resultados esperados. O modelo lógico permitiu, assim, a tradução do objeto alvo de avaliação – o Dashboard SCOPE - num objeto de estudo, considerando-se o Workshop SCOPE como um pré-teste que incluiu ações semelhantes a parte das que decorrerão em plena aplicação do Dashboard. Foram formuladas as questões específicas de avaliação a partir dos componentes do modelo lógico da intervenção, que orientaram a formulação do desenho da avaliação. Foi seguida uma abordagem metodológica mista, com a combinação de métodos mistos de recolha e de análise de dados, quantitativos e qualitativos. Como fontes de dados secundários, recorreu-se a fontes documentais, tais como o referencial do projeto SCOPE e os materiais disponibilizados aos participantes do Workshop SCOPE (programa, folheto informativo, consentimento informado e guião do utilizador). Como técnicas de recolha de dados primários, realizaram-se: i) recolha das notas efetuadas por observadores externos/relatores sob uma estratégia de observação não participativa do Workshop SCOPE; ii) entrevistas semiestruturadas à equipa de investigação, enquanto stakeholders relevantes; e iii) questionários de aplicação via online aos médicos de saúde pública aos níveis local, regional e nacional que participarm no Workshop, enquanto potenciais utilizadores do Dashboard SCOPE, com recurso à aplicação web REDCap. Posteriormente, para cada componente da framework de avaliação e respetivas questões de avaliação, foi construída uma matriz de medida apresentando um conjunto de componentes, perguntas e indicadores/critérios com o objetivo de converter os conceitos e aspetos abordados em componentes mensuráveis. Na análise de resultados procedeu-se à integração dos dados resultantes das várias fontes de recolha, com o apoio de uma matriz de categorias de análise especificamente construída para o efeito. Os resultados provisórios da avaliação foram partilhados com a equipa responsável pelo desenvolvimento do Dashboard, permitindo melhorias/ajustamentos do instrumento, em função das necessidades sentidas e expressas pelos principais utilizadores potenciais. Os resultados provisórios foram também partilhados com os demais stakeholders da avaliação num Webinar final que possibilitou, ainda, uma breve discussão. No Webinar final foi, também, apresentada e disponibilizada a versão melhorada do Dashboard SCOPE. Os resultados da avaliação da proposta do Dashboard SCOPE enquanto instrumento para a gestão de risco durante eventos epidémicos/pandémicos indicam que as expectativas dos principais stakeholders da equipa de projeto foram alcançadas, bem como dos seus potenciais utilizadores, os quais consideraram a experiência de participação no Workshop e a utilização do Dashboard de forma globalmente muito positiva. No geral, o Dashboard SCOPE foi considerado útil e de implementação exequível, sendo admitido por todos os grupos alvo da avaliação que a proposta do Dashboard apresenta potencial interesse como recurso adequado à satisfação de necessidades de informação no apoio à decisão na gestão de riscos espaciais em eventos epidémicos/pandémicos futuros, bem como instrumento facilitador no local de trabalho, destacando-se que a grande maioria dos médicos de saúde pública que participaram no Workshop e responderam ao questionário (82%) recomendaria a implementação do Dashboard SCOPE no seu serviço. Foram referidas potenciais dificuldades de implementação, externas à equipa do projeto e aos utilizadores, assim como dificuldades de utilização e algumas desvantagens da própria ferramenta, tais como a complexidade na interpretação dos métodos e técnicas utilizadas e os possíveis custos associados à sua implementação no terreno. A formação prévia dos futuros utilizadores foi repetidamente indicada pela equipa de projeto como essencial para minimizar ou anular as potenciais dificuldades de utilização. Foi sugerido elevado número de melhorias/ajustamentos a efetuar, designadamente a possibilidade de importação de dados de outras fontes; a existência de cruzamento com outras aplicações software; e a inclusão de dados à escala territorial de freguesia, algo também previsto pela equipa de projeto. Foi reconhecido o potencial de adaptação do Dashboard SCOPE a outros problemas de saúde e determinantes, aumentando de forma muito relevante o reconhecimento da sua utilidade no apoio à tomada de decisão em saúde pública. Os resultados da avaliação do protótipo do Dashboard SCOPE e do Workshop são favoráveis à utilização bem sucedida da Ciência de Dados Espaciais na construção de aplicações software funcionais para gestão de riscos espaciais durante eventos epidémicos, enquanto recursos adequados à preparação e resposta a futuras situações epidémicas e apoio à tomada de decisão.
- Planeamento e sustentabilidadePublication . Garcia, Ana CristinaSustentabilidade e desenvolvimento sustentável são termos em utilização crescente em Portugal e no mundo, mas cuja operacionalização se tem revelado complexa e inconsistente intra e inter países. Atenta a estas questões, a Organização das Nações Unidas incentiva os dirigentes governamentais, das instituições, empresas e outras organizações a adotar explicitamente os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável como referencial para o planeamento, programação e orçamentação. Ciente dos exigentes desafios metodológicos e processuais resultantes, mas também do acréscimo de oportunidades para o aumento do nível de saúde das populações e o fortalecimento dos sistemas de saúde, num ambiente progressivamente mais equitativo, próspero, solidário com as gerações futuras e em equilíbrio com o resto da natureza, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP (INSA), através do seu Departamento de Epidemiologia, organiza um ciclo de conferências sob o tema “Planeamento em Saúde Sustentável: desafios e oportunidades”, com o objetivo de aprofundar os conceitos fundamentais desta temática para que possam ser úteis na atividade do INSA e nas suas interações com outras entidades. A primeira conferência abordou o tema “Planeamento e sustentabilidade”, tendo decorrido no anfiteatro do INSA.
- Planeamento em saúde sustentávelPublication . Garcia, Ana CristinaO planeamento em saúde sustentável promove mudanças estratégicas para garantir a saúde e o bem-estar das gerações presentes e futuras, alinhando-se aos objetivos do desenvolvimento sustentável.
- Saúde das Pessoas Idosas e Políticas Públicas em PortugalPublication . GOMEZ TEIXEIRA PINTO, VERÓNICA DEL PILAR; Garcia, Ana Cristina; Matias Dias, Carlos; Cupertino, Fernando; Ferrinho, Paulo; Nunes de Moraes, EdgarO envelhecimento populacional figura entre as transformações demográficas e sociais, à escala global, mais relevantes do século XXI. Portugal é um dos países mais envelhecidos do mundo. Cerca de um quarto da população idosa tem idade igual ou superior a 65 anos, e o número de pessoas idosas é cerca do dobro do de jovens. Em 2023, a esperança de vida aos 65 anos foi de 20,0 anos, mas a expectativa de vida com saúde foi, em média, de 8,4 anos. Este estudo procura contribuir para o aprofundamento do conhecimento do estado da arte em termos de políticas públicas, existentes ou necessárias, que possam atender às necessidades de saúde das pessoas idosas em Portugal. Trata-se de um estudo qualitativo de tipo descritivo, com base em uma revisão da literatura de tipo narrativa. Foram submetidos às análises documental e temática 71 documentos, entre artigos científicos, relatórios técnicos, documentos estratégicos e normativos, diplomas legais e publicações institucionais. Em 2024, 27,9% das pessoas idosas residentes em Portugal autoavaliavam o seu estado de saúde como mau ou muito mau, predominando a doença crônica, a incapacidade e a multimorbilidade. As iniquidades em saúde nas pessoas idosas são uma realidade, associadas a necessidades socioeconômicas e à reduzida acessibilidade aos serviços de saúde. Dos instrumentos normativos e de planejamento analisados que visam ao envelhecimento saudável, destacam-se quatro diplomas, dentre outros: 1) o Plano Nacional de Saúde 2030, que tem como objetivo estratégico promover a longevidade e o envelhecimento ativo e saudável; 2) o Programa Nacional de Saúde para as Pessoas Idosas, centrado na autonomia, prevenção da dependência e qualidade de vida, atuando por meio de cuidados primários e domiciliários, formação profissional, integração de serviços, combate ao isolamento e promoção da literacia em saúde; 3) o Estatuto da Pessoa Idosa; e 4) o Plano de Ação para o Envelhecimento Ativo e Saudável. Neste estudo, incluem-se exemplos de boas práticas, replicáveis, e propõem-se estratégias de intervenção a reforçar ou implementar. No entanto, mantêm-se fragilidades, barreiras e obstáculos a ultrapassar na implementação das políticas públicas em favor das pessoas idosas. Apesar dos progressos evidentes, é necessário continuar a investir na implementação das políticas públicas para uma resposta mais efetiva às necessidades reais de saúde das pessoas idosas em Portugal.
