Departamento de Epidemiologia
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Percorrer Departamento de Epidemiologia por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Naturais::Matemáticas"
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- Assessing the role of children in the COVID-19 pandemic in Belgium using perturbation analysisPublication . Angeli, Leonardo; Caetano, Constantino Pereira; Franco, Nicolas; Coletti, Pietro; Faes, Christel; Molenberghs, Geert; Beutels, Philippe; Abrams, Steven; Willem, Lander; Hens, NielUnderstanding the evolving role of different age groups in virus transmission is essential for effective pandemic management. We investigated SARS-CoV-2 transmission in Belgium from November 2020 to February 2022, focusing on age-specific patterns. Using a next generation matrix approach integrating social contact data and simulating population susceptibility evolution, we performed a longitudinal perturbation analysis of the effective reproduction number to unravel age-specific transmission dynamics. From November to December 2020, adults in the [18, 60) age group were the main transmission drivers, while children contributed marginally. This pattern shifted between January and March 2021, when in-person education resumed, and the Alpha variant emerged: children aged under 12 years old were crucial in transmission. Stringent social distancing measures in March 2021 helped diminish the noticeable contribution of the [18, 30) age group. By June 2021, as the Delta variant became the predominant strain, adults aged [18, 40) years emerged as main contributors to transmission, with a resurgence in children’s contribution during September-October 2021. This study highlights the effectiveness of our methodology in identifying age-specific transmission patterns.
- Harmonização dos valores de anticorpos IgG contra a proteína Spike do vírus SARS-CoV-2Publication . Saraiva, Ana Leonor Fonseca; Afreixo, Vera; Gaio, VâniaO surgimento da COVID-19 conduziu ao rápido desenvolvimento de vacinas e testes de diagnóstico. Para avaliar a resposta de anticorpos IgG contra a proteína Spike do vírus SARS-CoV-2 (IgG anti-S SARS-CoV-2) em profissionais de saúde do meio hospitalar, foi realizado um estudo de coorte entre 2020 e 2022 em três centros hospitalares portugueses: Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO), Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV) e Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC). Os níveis de anticorpos foram medidos em seis momentos: antes da vacinação, após vacinação completa, aos 3, 6 e 12 meses após a segunda dose, e após a dose de reforço. Cada hospital utilizou um método analítico distinto: CMIA da Abbott, ECLIA Elecsys® da Roche e ADVIA Centaur® da Siemens, o que gerou desafios na comparabilidade dos dados. O presente estudo teve como objetivo harmonizar os anticorpos IgG anti-S SARS-CoV-2 entre os hospitais para permitir uma análise conjunta e uma melhor compreensão da dinâmica da imunidade nos profissionais de saúde em Portugal. Para assegurar uma conversão adequada dos títulos de anticorpos obtidos por métodos laboratoriais diferentes, foram aplicadas e comparadas várias estratégias de harmonização, nomeadamente a conversão internacional proposta pela Organização Mundial da Saúde (WHO) e a interpolação de quantis, seguida da aplicação de regressão de Deming. A interpolação de quantis seguida de regressão revelou-se mais eficaz do que a conversão recomendada pela OMS, ao preservar as características individuais de distribuição dos dados de cada hospital e ao permitir que os valores harmonizados refletissem a escala e a magnitude do método usado como referência (CMIA da Abbott). Após a harmonização, observou-se o padrão esperado de tendência temporal do título de anticorpos, com um aumento acentuado após a vacinação, seguido de um declínio ao longo dos meses e, por fim, um novo aumento mais pronunciado após a dose de reforço. Embora não tenha sido realizada uma validação laboratorial através da análise cruzada das amostras, uma limitação importante para a confirmação definitiva da abordagem, a metodologia demonstrou ser prática, reprodutível e com elevado potencial de aplicação em estudos multicêntricos e multinacionais que requerem a integração de dados serológicos obtidos por diferentes plataformas, nomeadamente no âmbito de colaborações europeias e internacionais. Após a harmonização, a análise estatística recorreu a modelos mistos para avaliar a evolução do título de anticorpos ao longo do tempo e a regressões lineares para analisar separadamente cada fase. Os modelos mistos evidenciaram aumentos significativos após a vacinação e o reforço, destacando diferenças entre os centros hospitalares. Nas análises por fase, além das variações entre os centros hospitalares no período pós-reforço, observou-se que indivíduos acima dos 50 anos apresentaram uma resposta imunitária superior. Estes resultados sugerem que tanto as características individuais como as diferenças institucionais influenciaram a resposta imunitária dos profissionais de saúde.
