DEP - Posters/abstracts em congressos nacionais
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Percorrer DEP - Posters/abstracts em congressos nacionais por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Médicas"
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- Distribuição geográfica da prevalência de anomalias cardíacas congénitas em Portugal: dados do Registo Nacional de Anomalias Congénitas entre 2000 e 2023Publication . de Carvalho Aniceto, Carlos André; Braz, Paula; Matias Dias, CarlosAntecedentes/Objetivos: As anomalias cardíacas congénitas (ACC) afetam cerca de 1,8% dos nados-vivos (NV) em todo o mundo, e são uma das principais causas de mortalidade e morbilidade (1). A etiologia é complexa, e fatores ambientais são sugeridos como importantes contribuintes (2). É objetivo deste estudo analisar a distribuição geográfica da prevalência de ACC em Portugal Continental. Métodos: Estudo epidemiológico observacional, transversal. Dados: número anual ACC diagnosticadas em nados-vivos (NV)(Fonte: RENAC) e número total de NV (Fonte: INE) desagregadas por concelho e por ano entre 2000 e 2023. Para avaliar a distribuição espacial da PACC aplicaram-se métodos de autocorrelação espacial, calculando-se os seguintes indicadores para 2000-2010 e 2011-2023: (i) PACC, pelo método Bayesiano empírico; (ii) indicador de concentração espacial de PACC, pelo Índice Local de Moran I univariado (3). Resultados: Num total de 6656 NV, a prevalência de ACC para o período em estudo foi de 42,2 casos/10000 nados vivos. Entre 2000-2010 registaram-se PACC mais elevadas nos concelhos da região Oeste e Vale do Tejo, destacando-se Almeirim com a prevalência mais elevada (TPC = 145,4 casos / 104 nados-vivos). Identificaram-se 4 clusters de PAAC mais elevadas, estatisticamente significativos (p≤0,05), localizados em alguns concelhos das regiões Oeste e Vale do Tejo, Centro e Algarve. Entre 2011-2023 observaram-se PACC mais elevadas nos concelhos das regiões Oeste e Vale do Tejo e Centro, salientando-se o Sardoal com a prevalência mais elevada (TPC = 264,2 casos / 104 nados-vivos). Identificaram-se 2 clusters de PAAC mais elevadas, estatisticamente significativos (p≤0,05), em alguns concelhos das regiões Oeste e Vale do Tejo e Centro. Em todos os clusters identificados as anomalias dos septos cardíacos foram as mais frequentes. Discussão/Conclusão: A aplicação dos métodos de autocorrelação espacial, revelam-se úteis para identificar e comparar padrões geográficos de PACC. Em linha com estudos internacionais, observou-se uma concentração de prevalência de ACC em alguns concelhos do Continente, que poderá estar associada a exposições ambientais. Estes resultados mostram a necessidade de análises mais complexas, sendo fundamental que a georreferenciação dos casos no RENAC seja mais específica, permitindo realizar estudos que contribuam para estratégias de saúde pública na prevenção de ACC.
- Quantas anomalias congénitas se devem ao tabaco? Estimativa da fração atribuível populacional em Portugal, 2018–2019Publication . Leite, Andreia; Godinho, Marta; Braz, Paula; Machado, Ausenda; Matias-Dias, CarlosIntrodução: O consumo de tabaco aumenta o risco de anomalias congénitas, em particular as anomalias cardiovasculares e fenda labial e palatina. Este estudo pretende estimar a fração de anomalias congénitas em Portugal atribuíveis ao consumo de tabaco, com base em informação do Registo Nacional de Anomalias Congénitas (RENAC). Métodos: Foram estimados os riscos atribuíveis populacionais (RAP) e intervalos de confiança a 95% (IC95%) para as anomalias congénitas previamente associadas ao consumo de tabaco com recurso à ferramenta PEACE (Population Estimate of Attributable Fraction of Congenital Conditions Everywhere). Esta ferramenta considera os valores de prevalência de anomalias congénitas e de consumo de tabaco. Os mesmos foram obtidos a partir de informação publicada: a prevalência das anomalias congénitas selecionadas do relatório do RENAC de 2018/2019, que integra o registo europeu e segue os seus critérios de qualidade técnica e científica; a prevalência de consumo de tabaco obtida a partir da literatura, tendo sido identificado trabalho prévio com recurso a análise dos dados do Inquérito Nacional de Saúde em Portugal, de 2019, e estimativa da prevalência de consumo de tabaco na gravidez. Foram estimados os casos que seriam prevenidos considerando dois cenários, redução em 30% e em 50% do consumo de tabaco nas grávidas. Resultados: A prevalência de consumo de tabaco na gravidez no estudo identificado foi de 8,1%. Foram obtidos os riscos atribuíveis na população para anomalias do olho [RAP: 2,0% (IC95%: 0,9-3,1%]), anomalias cardíacas [0,9% (0,2-1,7%)], defeitos do septo auricular [2,7% (0,2-5,7%)] e auriculoventriculares [2,8% (0,1-6,2%)], canal arterial patente [1,7% (0,1-3,4%)], a fenda palatina [1,8% (0,8-2,8%)], a fenda labial [2,7% (2,0-3,4%)], a atresia anorretal [1,6% (0,5-2,8%)], a criptorquidia [1,4 (0,9-1,8)], o pé boto [2,1% (0,8-3,7%)], anomalias dos membros [2,1% (1,2-3,1%)] e craniossinostose [2,6% (0,7-5,6%)]. A redução em 30% do consumo de tabaco permitiria prevenir 10 casos de entre as anomalias congénitas analisadas; uma redução em 50% preveniria 18 casos. Discussão e Conclusão: O tabaco contribui para a ocorrência de 1 a 3% dos casos das anomalias congénitas analisadas em 2018-19. A informação proveniente do RENAC encontra-se limitada pela subnotificação de casos. Por outro lado, a estimativa de consumo de tabaco na gravidez está sujeita a viés de memória. Estudos futuros poderão considerar outros períodos, fontes de informação complementares e a análise de outros fatores de risco e desfechos. A prevenção de consumo de tabaco e a promoção da cessação podem contribuir para a prevenção das anomalias congénitas. As consultas de aconselhamento pré-concecional e nas primeiras semanas de gravidez constituem uma oportunidade para tal.
- Trends in community-acquired pneumonia hospitalisations and associated cardiovascular risk in Portugal, 2010-2018Publication . Carneiro, Joana; Teixeira, Rita; Leite, Andreia; Lahuerta, Maria; Catusse, Julie; Ali, Mohammad; Lopes, SílviaCommunity-acquired pneumonia (CAP) is a major cause of hospitalisation, with substantial morbidity, mortality, and costs. We aimed to better understand CAP hospitalisations in Portugal, in terms of their trends and risk of subsequent acute cardiovascular events. We used data on hospitalisations, comorbidities prevalence, and population. CAP hospitalisations (CAP-H) of adults (≥18y) living in mainland Portugal discharged from a public hospital in 2010-18 were identified using ICD-9/10-CM codes. In a retrospective cohort analysis, we described the frequency and incidence of CAP-H per gender, age group, comorbidity, and year of discharge. Trends in incidence were explored using joinpoint regression. For a selected subgroup with CAP-H and cardiovascular hospitalization, we then conducted a self-controlled case series (SCSS), using CAP-H as exposure (14, 28 and 91-days exposure periods) and acute cardiovascular (stroke or myocardial infarction – MI) hospitalisations as the outcome. Incidence rate ratios (IRR) were computed using a conditional Poisson regression. We studied 469,944 CAP-H (66% aged ≥75 years; 55% male). Frequently recorded comorbidities were congestive heart failure, diabetes, and chronic pulmonary disease (19% or more). The incidence of CAP-H ranged between 7.1in 2012 and 5.6 in 2018. We identified a gradual decline in the incidence rates of CAP-H for both genders and all age groups (annual percent change: -1.50 or more). CAP-H decreased over time for patients with diabetes and AIDS/HIV, while increased for chronic renal disease patients. For the remaining 6 comorbidities, an upward trend was followed by a decreasing trend. In SCSS, a sample of 13 494 patients (stroke: 77%, MI: 23%), mostly male (stroke: 52%, MI: 55%) and 75 years or older (stroke: 78%, MI: 70%) was analyzed. Stroke/MI hospitalisation incidence was higher following CAP-H, compared to the baseline period. Increased incidence was observed especially in the 14 days after discharge (IRR for stroke: 2.55; IRR for MI: 3.23), compared to the 28-days (stroke: 2.06; MI: 2.62), and 91-days periods (stroke: 1.37; MI: 1.75) (p<0.05). Our findings show a decline in the incidence of CAP-H and an increased risk of cardiovascular events after a CAP-H episode. These results highlight the need for clinicians and the health system to undertake continued and coordinated efforts, to reduce CAP-H and when it cannot be avoided, to address possible cardiovascular risks.
