Percorrer por autor "Leite, Andreia"
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- Análise evolutiva do perfil dos ex-fumadores e motivos de cessação.Publication . Leite, Andreia; Machado, Ausenda; Nunes, Baltazar; Matias Dias, CarlosAntecedentes/Objetivos: Em Portugal têm sido tomadas medidas para promover a cessação tabágica, nomeadamente a Lei do Tabaco (2008). Pretende-se analisar a evolução do perfil sociodemográfico dos ex-fumadores e os motivos da cessação. Métodos: Foram analisados os dados do painel ECOS (Em Casa Observamos Saúde). Este painel é constituído por cerca de 1000 Unidades de Alojamento (UA), contactáveis por telefone fixo ou móvel, estratificada por Região NUTII do Continente, com alocação homogénea. Em cada UA é inquirido um elemento com 18 ou mais anos. Os dados em análise foram recolhidos em Julho/2005, Junho/2008 e Outubro/ 2010. As estimativas, estratificadas por sexo, de prevalência de ex-fumadores e sua distribuição por características sociodemográficas, foram ponderadas para a população residente no Continente. Para tal utilizaram-se as estimativas oficiais da população residente e distribuição de UA por região (Instituto Nacional de Estatística). Resultados: Nos homens, as estimativas de prevalência de ex-fumadores nos 3 inquéritos, 2005, 2008 e 2010 foram 36,2% [Intervalo de Confiança a 95% (IC95): 30,6-41,9%], 43,8% (IC95: 36,1-51,5%) e 28,7% (IC95: 22,7-34,7%), respetivamente. Em 2005, os homens ex-fumadores, tinham maioritariamente mais de 65 anos (27,3% dos ex-fumadores) e ensino básico (49,2%). O principal motivo para cessação foram os problemas de saúde (49,6%; IC95: 40,1-59,2%). Este perfil não se alterou em 2008, tendo todos os ex-fumadores recentes (< 6 meses) referido que a lei não interferiu na sua decisão. Em 2010 a maioria dos ex-fumadores (93,0%; IC95: 88,0-97,8%) referiu ter cessado o consumo antes da implementação da lei e dos que o fizeram após a mesma, apenas 32,8% foram motivados pela lei. Nas mulheres verificaram-se prevalências de ex-fumadoras de 8,9% (IC95: 6,3-11,5%), 15,0% (IC95: 11,8-18,3%) e 13,2 (IC95: 9,6-16,8%), respetivamente. Em todos os inquéritos as ex-fumadoras tinham maioritariamente 35 a 44 anos (40,0% em 2005, 33,9% em 2008 e 39,2% em 2010) e habilitações literárias ao nível do ensino superior em 2005 e 2008 (46,9% e 36,8%) e do ensino básico em 2010 (48,8%) Em 2005, o principal motivo para ter deixado de fumar foram os problemas de saúde (22,7%; IC95: 10,5-34,5%). Igual resultado em 2008, contudo todas as ex-fumadoras recentes (há < 6 meses) referiram que a sua decisão foi influenciada pela lei. Em 2010, as ex-fumadoras referiram, ter cessado o consumo antes da publicação da lei (81,7%) e nenhuma referiu ter sido motivada pela mesma. Conclusiones: O perfil do ex-fumador não sofreu alterações substanciais ao longo do tempo, sendo o principal motivo para a cessação os problemas de saúde. As medidas futuras para a cessação tabágica deverão ter em conta as características dos grupos menos suscetíveis à mudança.
- Assessing the use and understanding of the Portuguese Heat–Health Warning System (ÍCARO)Publication . Leite, Andreia; Santos, Ana João; Pereira Silva, Susana; Nunes, Baltazar; Mexia, Ricardo; Rodrigues, Ana PaulaHeatwaves can lead to increased mortality. Portugal has a Heat–Health Warning System (HHWS) in place (ÍCARO system). Researchers at the Instituto Ricardo Jorge send a daily report with heat-related mortality forecasts to key stakeholders (e.g. Heat–Health Action Plans (HHAP)). HHAP practitioners issue warnings and implement measures to prevent heatwaves-related mortality. ICARO is amongst the recommended data sources to assess risk and issue warnings but its use and understanding is unknown. Therefore, we aimed to assess ÍCARO’s use and understanding by key HHAP practitioners.
- Assessing the use and understanding of the Portuguese heat–health warning system (ÍCARO)Publication . Leite, Andreia; Santos, Ana João; Silva, Susana Pereira; Nunes, Baltazar; Mexia, Ricardo; Rodrigues, Ana PaulaBackground: Heatwaves can lead to increased mortality. In the Portuguese heat-health warning system (HHWS), ÍCARO, a daily report with heat-related mortality prediction is sent to heat-health action plan (HHAP) practitioners. HHAP practitioners assess risk and implement measures to prevent heatwave-related impact, but ÍCARO's use and understanding are unknown. We assessed ÍCARO's use and understanding by key HHAP practitioners. Methods: We conducted semi-structured interviews with national/regional HHAP practitioners. Interviews were recorded, transcribed and analysed using thematic content analysis. To maximize credibility a validation process was implemented through researcher triangulation; a sample of 30 segments was recorded by independent researchers. Results: We conducted six interviews with nine professionals (mean time 52 min) from five regions. We identified four categories: report's content and presentation, report's reception and communication, ÍCARO and risk assessment and other issues. Practitioners use ÍCARO and perceived it as relevant; they raised issues on its interpretation and felt these were not fully addressed, given researchers' use of statistical/epidemiological terms. We identified the need for improved communication and report's clarity. Conclusions: Our study stresses the need for collaboration between experts within HHWS/HHAP. Despite ÍCARO's understanding being challenging, practitioners consider it a relevant tool. Researchers should use less statistical language and clarify ÍCARO's interpretation. Practitioners' needs should be considered when developing/revising tools.
- Associação entre Infeção por SARS-CoV-2 e Saúde Mental aos 12 Meses: Um Estudo na Região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT)Publication . Cristóvão, Filipa; Moniz, Marta; Goes, Ana Rita; Soares, Patrícia; Leite, AndreiaIntrodução: A condição pós-COVID-19 afeta indivíduos com história de infeção por síndrome respiratória aguda grave devido a coronavírus 2 (SARS-CoV-2) e pode incluir sintomas persistentes como fadiga, alterações cognitivas e perturbações psicológicas (e.g., ansiedade, depressão, perturbação de stress pós-traumático (PTSD)), mesmo após 12 meses. Apesar de existirem dados sobre sintomas psicológicos nas fases iniciais da infeção, a sua persistência a longo prazo continua pouco explorada, particularmente em Portugal. Este estudo teve como objetivo investigar a associação entre infeção por SARS-CoV-2 e sintomas psicológicos aos 12 meses, em residentes da região de LVT. Métodos: Estudo observacional transversal analítico, incluindo indivíduos residentes em LVT que realizaram teste de reação em cadeia de polimerase (PCR) ou teste rápido de antigénio (TRAg) em agosto de 2022 com base na informação registada no Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica. A exposição foi o resultado do teste SARS-CoV-2 (positivo ou negativo); os outcomes foram sintomas de ansiedade, depressão e PTSD. Os dados foram recolhidos por entrevista telefónica (outubro-novembro de 2023), utilizando o Patient Health Questionnaire de 2 itens (PHQ-2), Patient Health Questionnaire de 9 itens (PHQ-9), General Anxiety Disorder Questionnaire de 2 itens (GAD-2), General Anxiety Disorder Questionnaire de 7 itens (GAD-7) e Primary Care PTSD Screen for DSM-5 (PC-PTSD-5). Para estimar a associação através de razões de prevalência ajustadas (RPa) foram usadas regressões de Poisson com variância robusta, ajustando para confundimento (idade, sexo, situação profissional, nível de escolaridade, comorbilidades, consumo de tabaco, consumo de álcool). Resultados: Foram incluídos 767 participantes (528 positivos, 239 negativos). A prevalência de sintomas depressivos foi de 6,0%, mais elevada nos positivos (7,0% vs. 3,8%). Após ajustamento, observou-se uma associação significativa (razão de prevalência ajustada (RPa )= 2,07; IC95%: 1,01–4,26). A prevalência de ansiedade foi também superior nos positivos (7,2% vs. 3,8%), sem significância estatística (RPa = 1,84; IC95%: 0,91–3,80). A prevalência de PTSD foi baixa (0,8%), pelo que não foram estimadas medidas de associação. Discussão e Conclusão: Os resultados mostraram maior prevalência de sintomas depressivos entre indivíduos previamente infetados por SARS-CoV-2, associação que se manteve após ajustamento e em consonância com estudos internacionais. Observou-se tendência não significativa para ansiedade e ausência de diferenças em PTSD, possivelmente relacionadas com o reduzido número de casos e a predomínio de infeções ligeiras. O contexto epidemiológico poderá ter atenuado as associações. Entre as limitações destacam-se o desenho transversal, autorreporte, confundimento residual e restrição geográfica e temporal da amostra. Em conclusão, os dados sugerem associação entre infeção e sintomas depressivos a longo prazo, sublinhando a importância da vigilância em saúde mental no período pós infecção.
- Bias correction in self-reported high blood pressure prevalence based on objectively measured dataPublication . Kislaya, Irina; Leite, Andreia; Machado, Ausenda; Tolonen, Hanna; Torres, Ana Rita; Nunes, BaltazarIntroduction: Reliable and precise estimates of high blood pressure prevalence are essential to inform decision-making and policies evaluation. Self-reported high blood pressure prevalence may be underestimated by surveys due to misclassification of health status by participants. Ignoring misclassification may lead to inaccurate inference. We aimed to assess a feasibility of correcting misclassification bias in self-reported high blood pressure in the Portuguese component of the European Health Interview Survey (INS2014) using data on objective blood pressure measurements from a smaller health examination survey survey (INSEF2015).
- Características sociodemográficas dos fumadores em Portugal: análise comparativa dos Inquéritos Nacionais de Saúde (1987, 1995/1996, 1998/1999 e 2005/2006)Publication . Leite, Andreia; Machado, Ausenda; Dias, Carlos Matias
- Características sociodemográficas dos fumadores em Portugal: análise comparativa dos Inquéritos Nacionais de Saúde (1987-2005)Publication . Leite, Andreia; Machado, Ausenda; Dias, Carlos MatiasIntrodução: Fumar é um importante fator de risco para várias patologias. Descrever as características dos fumadores é importante para monitorizar e planear estratégias preventivas. Pretende-se com este estudo contribuir para o conhecimento da epidemiologia do consumo de tabaco em Portugal. Metodologia: Foram usados os dados dos 4 Inquéritos Nacionais de Saúde (INS) realizados até à data – 1987, 1995, 1998 e 2005. Para cada inquérito foi ajustado um modelo de regressão logística incluindo covariáveis sociodemográficas – grau de escolaridade, ocupação e grupo profissional, região e estado civil. Os modelos foram ajustados separadamente para cada dos sexos. Resultados: Nos homens, em todos os anos, verificou-se que os desempregados [Odds Ratio (OR): 5,57 em 2005 e 8,38 em 1995], divorciados (OR: 1,75 em 2005 a 2,79 em 1987), trabalhadores não qualificados (OR: 4,07 em 2005 a 5,4 em 1998) e da região do Alentejo (OR: 1,67 em 1998 a 2,4 em 1987) apresentavam maior risco de fumar. Já relativamente ao grupo etário o grupo de maior risco foi o dos 25-34 anos para todos os inquéritos (OR: de 5,44 em 1987 a 5,94 em 1998), exceto para o de 2005 em que foi o dos 35-44 (OR: 4,69). Na escolaridade verificou-se um maior risco para os homens com 12º ano em 1987 (OR: 1,23), 9º ano em 1995 (OR: 1,18) e 6º ano nos dois últimos inquéritos (OR respetivamente de 1,34 e 1,42). Nas mulheres e em todos os INS as desempregadas [OR de 3,68 em 2005 a 5,91 em 1987] e divorciadas (OR de 2,59 em 2005 a 3,35 em 1998) apresentaram maior risco de fumar. Com a exceção de 1998 na região de Lisboa encontrou-se o maior risco de fumadoras (OR: 2,02 a 2,04). Já relativamente ao grupo etário o de maior risco foi o dos 15-24 anos para o primeiro inquérito (OR: 11,82), e o dos 25-34 anos para os seguintes (OR de 12,08 em 2005 a 17,55 em 1995). Na escolaridade destacou-se o grupo do ensino superior nos dois primeiros INS (classe de referência), o do 12º ano em 1998 (OR: 1,25) e o do 6º ano em 2005 (OR: 1,2). Os grupos profissionais em maior risco foram variáveis nos vários inquéritos. Conclusões: Os grupos potencialmente mais suscetíveis e estáveis (desempregados, divorciados) devem ser o maior enfoque das estratégias de cessação tabágica. Nas restantes características a sua evolução deve ser acompanhada, adaptando as estratégias de acordo com a sua evolução.
- Caraterísticas sociodemográficas dos fumadores em Portugal: análise comparativa dos Inquéritos Nacionais de Saúde (1987, 1995/1996, 1998/1999, 2005/2006 e 2014)Publication . Leite, Andreia; Machado, Ausenda; Pinto, Sónia; Matias Dias, CarlosIntrodução: O consumo de tabaco é um importante fator de risco para várias doenças. O conhecimento das caraterísticas dos fumadores e sua evolução é essencial para planear e monitorizar as estratégias de prevenção do consumo. O objetivo deste trabalho é caraterizar os principais fatores socioeconómicos associados ao consumo de tabaco e sua tendência temporal. Métodos: Foram analisados os dados dos Inquéritos Nacionais de Saúde (INS) disponíveis (1987, 1995/96, 1998/99, 2005/06 e 2014). Calcuram- se prevalências padronizadas para a idade e estratificadas para cada uma das 5 regiões do Continente, nível de escolaridade, estado civil, ocupação principal e grupo profissional. Para cada inquérito ajustou-se um modelo de regressão logística com as variáveis mencionadas, tendo sido ainda ajustado um modelo conjunto. As análises foram estratificadas por sexo. Resultados: Nos homens verificou-se diminuição na prevalência dos fumadores de 35,2% [Intervalo de Confiança a 95% (IC95%): 34,2- 36,2] em 1987 para 26,7 (IC95%: 25,2-28,3) em 2014. Desempregados (de 53,5% em 1987 para 41,6% em 2014), divorciados (de 60,1% em 1987 a 39,7% em 2014), residentes no Alentejo (de 46,8% em 1987 a 29,5% em 2014), trabalhadores não qualificados (TNQ) (de 35,2% em 2005 a 42,0% em 2014) apresentam as maiories prevalências, sem tendências. Desemprego e TNQ encontraram-se fortemente associados com o consumo de tabaco em todos os INS [Odds Ratio (OR): desemprego – 3,85 em 2005; 4,49 em 1995; TNQ – 2,79 em 2005; 2,74 em 1995], estando o estado civil e residência no Alentejo menos associados ao consumo (OR: divorciados - 2,12 em 2014; 2,50 em 1987; Alentejo - 1,23 em 2014; 2,35 em 1987). O grupo 25-34 anos foi o grupo mais fortemente associado ao consumo exceto nos dois últimos INS (OR: 5,63 em 1987; 6,51 em 1998). Nas mulheres verificou-se aumento da prevalência: 6,0% (IC95%: 5,6-6,4) em 1987 para 14,6 (IC95%: 13,6; 15,8) em 2014. Em todos os INS divorciadas (de 17,1% em 1987 a 26,9 em 2014) e em todos exceto o último INS as residentes em Lisboa e Vale do Tejo (9,2% em 1987 a 16,0% em 2005) apresentaram as maiores prevalências. Para o nível de escolaridade, verificou-se uma maior prevalência em mulheres com educação superior, de 1987 (23,3%) a 1998 (18,5%), alterando- se para o ensino secundário no último INS (19,0%). As desempregadas (OR: 2,76 em 2014; 3,74 em 1987) e divorciadas (OR: 2,54 em 2005; 3,31 em 1998) também apresentaram maior OR de consumo em todos os INS. A região de Lisboa e Vale do Tejo foi onde se registou maior possibilidade de consumo em todos os INS, exceto os de 1998 e 2014 (OR: 1,31-2,31). Para a idade, em 1987 o maior OR observou-se no grupo 15-24 anos (OR: 12,23), seguindo-se o grupo dos 25-34 nos INS de 1995 e 1998 (OR: 16,71 e 14,38, respetivamente) e o grupo dos 35-44 anos nos INS de 2005 e 2014 (OR: 12,84 e 4,91, respetivamente). Não foi identificado nenhum grupo de forma consistente ao nível de escolaridade ou grupo profissional. Conclusões: O consumo de tabaco em Portugal Continental apresenta diferentes tendências para homens e mulheres, com a prevalência a diminuir nos homens e a aumentar nas mulheres desde 1987. Nos homens a frequência mais elevada de consumo observa-se nos grupos socioeconómicos mais desfavorecidos verificando-se o oposto nas mulheres. Os grupos mais vulneráveis (desempregados, divorciados) revelaram tendências com consistência temporal e devem ser considerados no planeamento e na avaliação das estratégias de cessação. Para os restantes grupos, a monitorização deve ser continuada e mantida de modo a poder adaptar as estratégias de cessação tabágica.
- Characteristics and incidence trends of adults hospitalized with community-acquired pneumonia in Portugal, pre-pandemicPublication . Carneiro, Joana; Teixeira, Rita; Leite, Andreia; Lahuerta, Maria; Catusse, Julie; Ali, Mohammad; Lopes, SílviaCommunity-acquired pneumonia (CAP) is a major cause of hospitalization that leads to substantial morbidity, mortality, and costs. Evaluating CAP trends over time is important to understand patterns and the impact of public health interventions. This study aims to describe the characteristics and trends in the incidence of adults hospitalized with CAP in Portugal between 2010 and 2018. In this study, we included hospitalization data, prevalence of comorbidities, and population data. CAP hospitalizations of adults (≥18y) living in mainland Portugal discharged from public hospitals were identified using ICD-9-CM or ICD-10-CM codes. Based on previous CAP studies, we selected nine relevant comorbidities. We described the frequency and incidence of CAP hospitalizations per sex, age group, comorbidity, and year of discharge. Trends were explored using Joinpoint regression. We observed 470,545 CAP hospitalizations falling into the 2010-18 period. The majority were males (54.8%) and aged ≥75 years (65.3%). Most often recorded comorbidities were congestive heart failure (26.4%), diabetes (25.5%), and chronic pulmonary disease (19.2%). The Joinpoint regression identified a gradual decline in the incidence rates of CAP hospitalizations for both sexes and all age groups. Of the nine comorbidities selected, seven showed a progressive increase in incidence rates followed by a subsequent decline (all except HIV/AIDS and chronic renal disease). Our findings offer valuable insights for selecting priority groups for public health interventions and design strategies to mitigate the burden of CAP.
- Combined effect of extreme heat and particulate matter on daily mortality in mainland PortugalPublication . Canha, Filipa; Leite, Andreia; Gaio, Vânia; das Neves Pereira da Silva, SusanaRising temperatures and air pollution in the context of climate change pose increasing health risks. Evidence suggests a synergistic effect between heat and PM, but few areas of Portugal have been studied. This study aimed to assess the interaction effect of extreme heat and PM on daily mortality across mainland Portugal. We conducted a two-stage time series analysis for the summers (May-September) from 2003 to 2023, using daily data on maximum temperature, mean PM10 and PM2.5 concentrations separately, and all-cause mortality across all mainland districts. Extreme heat and high PM levels were defined as values above the 90th percentile. To account for delayed effects, a 7-day moving average was used for PM, and distributed lag non-linear models (DLNM) with a 10-day lag for temperature. In the first stage, we estimated cumulative relative risks (cRR) of the interaction between exposures on mortality, using the minimum mortality temperature (MMT) and high PM as reference. District cRR were pooled using a random-effects meta-analysis, with the European Deprivation Index (EDI-PT) as a meta-predictor. An interaction effect between extreme heat and high PM pollution on mortality was found in most districts. cRR ranged from 1.01 (95% CI: 0.93; 1.11) to 1.35 (95% CI: 1.17; 1.56) for extreme heat and high PM2.5, and from 1.02 (95% CI: 0.86; 1.22) to 1.34 (95% CI: 1.16; 1.55) for extreme heat and PM10, compared with MMT and high PM. The overall interaction effect in mainland Portugal, for temperatures at the 90th percentile, both showed an overall cRR of 1.03 (95% CI: 1.01; 1.05). EDI-PT was excluded as it did not explain the heterogeneity between districts. There is a synergistic effect between extreme heat and PM on mortality in Portugal. This highlights the need to integrate this evidence into public health measures, enhancing health surveillance systems to better monitor and respond to the joint effects of extreme heat and air pollution.
