Percorrer por autor "Neves, Raquel"
A mostrar 1 - 7 de 7
Resultados por página
Opções de ordenação
- An Overview of Monkeypox Virus Detection in Different Clinical Samples and Analysis of Temporal Viral Load DynamicsPublication . Cordeiro, Rita; Pelerito, Ana; de Carvalho, Isabel Lopes; Lopo, Sílvia; Neves, Raquel; Rocha, Raquel; Palminha, Paula; Verdasca, Nuno; Palhinhas, Cláudia; Borrego, Maria José; Manita, Carla; Ferreira, Idalina; Bettencourt, Célia; Vieira, Patrícia; Silva, Sónia; Água-Doce, Ivone; Roque, Carla; Cordeiro, Dora; Brondani, Greice; Santos, João Almeida; Martins, Susana; Rodrigues, Irene; Ribeiro, Carlos; Núncio, Maria Sofia; Gomes, João Paulo; Batista, Fernando da ConceiçãoMpox is a zoonotic disease caused by the Monkeypox virus (MPXV), and since May 2022, tens of thousands of cases have been reported in non-endemic countries. We aimed to evaluate the suitability of different sample types for mpox diagnostic and assess the temporal dynamics of viral load. We evaluated 1914 samples from 953 laboratory-confirmed cases. The positivity rate was higher for lesion (91.3%) and rectal swabs (86.1%) when compared with oropharyngeal swabs (69.5%) and urines (41.2%), indicating higher viral loads for the former. Supporting this, lesion and rectal swabs showed lower median PCR C values (C = 23 and C = 24), compared to oropharyngeal swabs and urines (C = 31). Stable MPXV loads were observed in swabs from lesions up to 30 days after symptoms onset, contrasting with a considerable decrease in viral load in rectal and oropharyngeal swabs. Overall, these results point to lesion swabs as the most suitable samples for detecting MPXV in the 2022-2023 multicountry outbreak and show comparable accuracy to rectal swabs up to 8 days after symptoms onset. These findings, together with the observation that about 5% of patients were diagnosed through oropharyngeal swabs while having negative lesions, suggest that multisite testing should be performed to increase diagnostic sensitivity.
- Enterovírus não-polio e infeções do sistema nervoso central em crianças: avaliação laboratorial, 2023-2024Publication . Palminha, Paula; Neves, Raquel; Ribeiro, Carlos; Garcia, Ana Margarida; Fontes, Inês Sousa; Gouveia, Catarina; Corte-Real, RitaOs enterovírus não-polio permanecem como os principais agentes patogénicos do sistema nervoso central (SNC) em todo o mundo, especialmente em crianças com idade inferior a 5 anos, causando desde doença ligeira a quadros graves que podem evoluir para desfechos fatais. Entre 2023 e 2024 foram analisadas no INSA fezes de 327 crianças com suspeita de infeção por enterovírus. O diagnóstico laboratorial incluiu a deteção do RNA viral por RT-PCR em tempo real e o isolamento viral. A identificação viral foi realizada por sequenciação genómica. Neste período foram identificados 109 (33,3%) casos de infeção a enterovírus, dos quais 26 casos (23,9%) corresponderam a infeções do SNC, maioritariamente em crianças com menos de 5 anos (88,5%), sem uma evidente distribuição temporal. Os enterovírus mais frequentes foram os echovírus (tipos 5, 6,7, 9, 18, 21, 25, 30, 31 e 32), detetados em 13 casos (52,0%), seguidos pelos Coxsackievírus A (tipos 4, 6, 9, 10 e 16), em 7 casos (28,0%), ambos associados a meningite e meningoencefalite. O Enterovírus 71 (EV71) foi detetado em dois casos, um de romboencefalite e um de paralisia flácida aguda (PFA), e um caso de meningite esteve associado ao EV-C99. Não se observou nenhum padrão de surto nestes dois anos. Estes resultados reforçam a relevância da identificação rápida e dirigida para enterovírus como agentes etiológicos de infeções do SNC, fundamental para uma intervenção clínica direcionada, evitando o uso desnecessário de antibióticos e de múltiplos exames complementares de diagnóstico
- Falência vacinal secundária contra o sarampo: casos identificados em 2024Publication . Neves, Raquel; Ribeiro, Carlos; Palminha, PaulaPortugal alcançou o estatuto de eliminação do sarampo em 2015, no entanto, continuam a ocorrer surtos esporádicos, incluindo casos em indivíduos previamente vacinados. O teste de avidez das IgG avalia a força de ligação das imunoglobulinas ao seu antigénio específico, a qual aumenta ao longo da resposta imunitária, permitindo assim distinguir infeções primárias de respostas imunes pré-existentes. Este estudo teve como objetivo identificar casos de falência vacinal secundária contra o sarampo que ocorreram em 2024 utilizando o teste de avidez das IgG. Em 2024 foram confirmados 35 casos de sarampo em pacientes com idades entre 1 e 61 anos. A avidez de IgG foi avaliada em 17 casos (48,6%): 14 vacinados com duas doses de VASPR e 3 com estado vacinal desconhecido. Todos os soros, exceto um, foram colhidos durante a primeira semana após o início do exantema e utilizados reagentes comerciais com ureia como agente desnaturante. O RNA do vírus do sarampo foi detetado em todos os 16 casos. A IgM foi positiva em 6 pacientes: 5 vacinados e 1 com vacinação desconhecida. IgG de baixa avidez (IA < 40%) ocorreu apenas no paciente com vacinação desconhecida e IgM positiva, indicando infeção primária. Os outros 2 pacientes com vacinação não documentada apresentaram IgG de alta avidez e IgM negativa sugerindo falência vacinal secundária ou reinfeção. Todos os 14 casos vacinados apresentaram IgG de alta avidez (IA > 60%), sendo 5 também positivos para a IgM. O estudo identificou uma infeção primária e dois casos de falência vacinal secundária ou reinfeção em indivíduos com status desconhecido. Todos os casos em vacinados ocorreram em adultos, mais de 10 anos após a segunda dose da VASPR, sendo compatíveis com uma falência vacinal secundária e representando 40% dos casos de 2024. Isso reflete o contexto pós-eliminação em Portugal, onde a baixa exposição ao vírus selvagem reduz o reforço natural da imunidade, permitindo sintomas moderados e replicação viral apesar da vacinação prévia.
- A relevância dos testes serológicos na investigação de um surto de infeção respiratória em trabalhadores de um matadouro de avesPublication . Santos, João; Ferreira, Carla Manita; Soeiro, Sofia; Rio, Carla; Santos, Ana; Neves, Raquel; Guiomar, Raquel; Matos, Rita; Martins, Helena CortesIntrodução: Clamydophila psittaci (Cps) é habitualmente transmitida de aves infetadas para humanos. Em humanos, a infeção por Cps varia de clinicamente inaparente a pneumonia grave (psitacose). A inalação de aerossóis de fezes, poeira fecal ou secreções nasais de animais infetados com Cps é a principal via de transmissão. A infeção por Clamydophila pneumoniae (Cpn) pode ter várias apresentações clínicas, como faringite, bronquite ou sinusite, sendo responsável por uma percentagem importante das pneumonias atípicas da comunidade. A transmissão ocorre por inalação de partículas do ar contaminadas com esta bactéria. Neste trabalho apresentam-se os resultados laboratoriais relativos a investigação de um surto de infeção respiratória em trabalhadores de um matadouro de aves.
- Surto de parotidite epidémica numa escola secundária do concelho de Vila Real de Santo António, Portugal, janeiro-fevereiro de 2019Publication . Neves, Raquel; Lourenço, Teresa; Ribeiro, Carlos; Palminha, PaulaA parotidite epidémica (“papeira”) é uma doença contagiosa causada por um vírus de RNA, pertencente à família Paramixovírus, género Rubulavirus. O vírus da parotidite epidémica tem apenas um serotipo, mas 12 genótipos diferentes (A, B, C, D, F, G, H, I, J, K, L, N). Em Portugal, a vacina contra a papeira foi introduzida no Plano Nacional de Vacinação (PNV) em 1987 combinada com a vacina do sarampo e rubéola (VASPR). Desde a sua introdução, as taxas de cobertura vacinal referentes a esta vacina têm sido altas, contudo, o número de casos de papeira notificados, sem a ocorrência de surtos, foi sempre elevado comparativamente ao número de casos de sarampo e rubéola. Este trabalho teve como objetivo a confirmação laboratorial de um surto de parotidite epidémica ocorrido numa escola secundária do concelho de Vila Real de Santo António, Portugal, entre janeiro e fevereiro de 2019. A confirmação laboratorial dos casos foi efetuada através da deteção do RNA viral e da determinação de IgG e IgM utilizando reagentes comerciais. A determinação do genótipo foi efetuada por sequenciação cíclica. Entre janeiro e fevereiro de 2019, foram identificados 19 casos suspeitos de parotidite epidémica numa escola secundária do concelho de Vila Real de Santo António. A mediana de idades dos casos foi de 17,5 anos e apenas um indivíduo era não vacinado. O Laboratório Nacional de Referência de Doenças Evitáveis pela Vacinação recebeu produtos biológicos de 10 destes casos para confirmação laboratorial. Dos 10 casos em estudos, 5 foram confirmados laboratorialmente através da deteção do ácido nucleico viral, dos quais 4 eram indivíduos vacinados. Apenas um destes casos apresentava anticorpos IgM correspondendo ao indivíduo não vacinado. Os estudos de genotipagem mostraram que o vírus responsável por este surto pertence ao genótipo G. Do presente surto salienta-se que não foram detetados anticorpos IgM nos indivíduos vacinados, sendo a confirmação laboratorial destes casos só possível através da deteção do RNA viral. Os 5 casos não confirmados laboratorialmente eram todos indivíduos vacinados e 2 não apresentavam sintomas compatíveis com a definição de caso de parotidite epidémica. No entanto, é de referir que o intervalo de tempo entre o aparecimento dos sintomas e a colheita dos produtos biológicos foi superior a 7 dias, o que pode ter condicionado os resultados laboratoriais. Por último, salienta- se que a ocorrência, em diversos países, de surtos de parotidite epidémica em adolescentes vacinados associados ao genótipo G, vem reforçar a importância da rápida confirmação laboratorial dos casos suspeitos, a qual deverá ser efetuada pela deteção do RNA viral, uma vez que só este parâmetro pode confirmar um caso de parotidite epidémica neste grupo populacional.
- Viral genetic clustering and transmission dynamics of the 2022 mpox outbreak in PortugalPublication . Borges, Vítor; Duque, Mariana Perez; Martins, João Vieira; Vasconcelos, Paula; Ferreira, Rita; Sobral, Daniel; Pelerito, Ana; de Carvalho, Isabel Lopes; Núncio, Maria Sofia; Borrego, Maria José; Roemer, Cornelius; Neher, Richard A.; O’Driscoll, Megan; Rocha, Raquel; Lopo, Sílvia; Neves, Raquel; Palminha, Paula; Coelho, Luís; Nunes, Alexandra; Isidro, Joana; Pinto, Miguel; Santos, João Dourado; Mixão, Verónica; Santos, Daniela; Duarte, Silvia; Vieira, Luís; Martins, Fátima; Machado, Jorge; Veríssimo, Vítor Cabral; Grau, Berta; Peralta-Santos, André; Neves, José; Caldeira, Margarida; Pestana, Mafalda; Fernandes, Cândida; Caria, João; Pinto, Raquel; Póvoas, Diana; Maltez, Fernando; Sá, Ana Isabel; Salvador, Mafalda Brito; Teófilo, Eugénio; Rocha, Miguel; Moneti, Virginia; Duque, Luis Miguel; e Silva, Francisco Ferreira; Baptista, Teresa; Vasconcelos, Joana; Casanova, Sara; Mansinho, Kamal; Alves, João Vaz; Alves, João; Silva, António; Alpalhão, Miguel; Brazão, Cláudia; Sousa, Diogo; Filipe, Paulo; Pacheco, Patrícia; Peruzzu, Francesca; de Jesus, Rita Patrocínio; Ferreira, Luís; Mendez, Josefina; Jordão, Sofia; Duarte, Frederico; Gonçalves, Maria João; Pena, Eduarda; Silva, Claúdio Nunes; Guimarães, André Rodrigues; Tavares, Margarida; Freitas, Graça; Cordeiro, Rita; Gomes, João PauloPathogen genome sequencing during epidemics enhances our ability to identify and understand suspected clusters and investigate their relationships. Here, we combine genomic and epidemiological data of the 2022 mpox outbreak to better understand early viral spread, diversification and transmission dynamics. By sequencing 52% of the confirmed cases in Portugal, we identified the mpox virus sublineages with the highest impact on case numbers and fitted them into a global context, finding evidence that several international sublineages probably emerged or spread early in Portugal. We estimated a 62% infection reporting rate and that 1.3% of the population of men who have sex with men in Portugal were infected. We infer the critical role played by sexual networks and superspreader gatherings, such as sauna attendance, in the dissemination of mpox virus. Overall, our findings highlight genomic epidemiology as a tool for the real-time monitoring and control of mpox epidemics, and can guide future vaccine policy in a highly susceptible population.
- World Youth Day 2023 - non-endemic infectious disease surveillance through wastewater analysesPublication . Valério, Elisabete; Palminha, Paula; Neves, Raquel; Cadinha, Luis; Ferreira, João Duarte; Correia, Paulo; Medeiros, InêsThe World Youth Day (WYD) is an event that mobilizes millions of people from all over the world. It is an event promoted by the Catholic Church mainly focused on young people and aims to bring together representatives from all Catholic countries. In 2023, WYD was held in Portugal, hosted in Lisbon between August 1st and 6th. Other satellite events prior to WYD were promoted throughout the country. Portimão Municipality agreed to collaborate with the “Welcome to Paradise” festival between the 26th and 31st of July, before traveling to Lisbon for WYD. THE PROBLEM: 4000 young people were expected to arrive from 27 countries, on 5 continents, that were accommodated in 10 schools in the municipality of Portimão. There was a very diverse epidemiological context, namely the endemic diseases in the origin countries. Taking into account the high proximity of the different groups in provisionary accommodation establishments, we could suppose that the conditions could favor the spread of a non-endemic infectious disease with the potential to pressure available health services beyond their capacity to respond. AIM Monitor possible introduction of non-endemic infectious disease into the community, through analyses of the wastewater. THE APPROACH: The Barlavento Public Health Unit carried out a survey of endemic diseases in each country of origin of the participants. In order to monitor the possible introduction of a non-endemic disease into the community, focused on poliovirus, a protocol was established with the National Institute of Health Doutor Ricardo Jorge to monitor some diseases through the analysis of wastewater from the Portimão WWTP before, during and after the event. Research was carried out on non-endemic Poliovirus, and other endemic agents as control: Non Polio Enterovirus, adenovirus, Hepatitis A virus and Norovirus GI and GII search. RESULTS: Monitoring carried out on wastewater in Portimão before arrival, upon departure and 10 days after departure was always negative for Poliovirus and Hepatitis A virus and always positive for Norovirus I and II, Non Polio Enterovirus and Adenovirus. CONCLUSIONS: This Case Study of the wastewater monitoring performed allowed to discard the worries raised with such a high dimension event. This kind of approach is important, since we have already verified that wastewater analysis might be a relevant early warning system for public health risks.
