Percorrer por autor "Krippahl, Helena"
A mostrar 1 - 3 de 3
Resultados por página
Opções de ordenação
- Autoapreciação do estado de saúde oral na população portuguesa: resultados do painel ECOS (Em Casa Observamos Saúde)Publication . Krippahl, Helena; Fernandes, Teresa; Neto, Mariana; Machado, Ausenda; Ferreira, Cristina; Rodrigues, Ana PaulaAs doenças orais são um desafio global de saúde pública e contam-se entre as doenças não transmissíveis com maior prevalência e para as quais existem estratégias preventivas eficazes. Por esta razão, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu a importância da carga de doenças orais e reafirmou a importância da saúde oral, incluindo-a na Declaração Política sobre a Cobertura Universal de Saúde (2011). Com o objetivo de caracterizar a autoapreciação do estado da saúde oral, foram analisados dados provenientes do inquérito realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), entre setembro e novembro de 2019, com recurso ao painel ECOS. As estatísticas descritivas, bem como as estimativas de prevalência, foram obtidas com ponderação para a idade, sexo, região e desenho amostral. A recolha de dados foi realizada por entrevista telefónica. A maioria da população (53,0%) avaliou o seu estado de saúde oral como bom ou muito bom. Esta avaliação positiva foi mais prevalente entre os indivíduos mais jovens (66,2%), com nível secundário de escolaridade (66,8%) e profissionalmente ativos, especialmente, entre os trabalhadores por conta própria (72,4%), sendo inferior a 50% nas mulheres, nas pessoas com 65 anos de idade, com nenhum ou o nível básico de escolaridade e em reformados. Estes resultados evidenciam desigualdades socioeconómicas e sublinham a necessidade de reforçar políticas de prevenção dirigidas aos grupos mais vulneráveis.
- Matrizes de exposição ocupacional e biomonitorização humanaPublication . Neto, Mariana; Namorado, Sónia; Krippahl, HelenaEm epidemiologia ocupacional é importante conhecer e caracterizar a exposição aos fatores de risco e estabelecer o nexo de causalidade com as alterações na saúde. De entre as várias formas de avaliar a exposição no local de trabalho, contam-se as matrizes de exposição ocupacional (MEO). Uma MEO consiste num sistema de classificação da exposição, para uma ou mais substâncias ou agentes, em distintas ocupações e por ramos específicos de atividade. As MEO requerem estimativas qualificadas, sistemáticas e detalhadas das potenciais exposições e podem ser construídas com informação primária ou secundária. No essencial, trata- se de reconstruir, com o rigor possível, a exposição a que os trabalhadores estiveram sujeitos durante a sua vida profissional. Embora os dados da biomonitorização humana (BMH) sejam frequentemente usados para efeitos de validação de MEO, podem igualmente ser usados para o seu desenvolvimento. Este trabalho pretende descrever a abordagem baseada em matrizes de exposição ocupacional na avaliação da exposição ocupacional e o contributo dos dados de biomonitorização humana nessa avaliação. As MEO constituem, sem dúvida, um importante instrumento a ser utilizado quer em estudos populacionais, quer em Saúde Ocupacional, potenciando vários estudos e monitorizações, com destaque para a biomonitorização humana.
- Ocorrência de acidentes domésticos e de lazer durante a pandemia da COVID-19: dados do inquérito ao painel ECOSPublication . Krippahl, Helena; Namorado, Sónia; Alves, Tatiana; Neto, Mariana; Fernandes, Teresa; Rodrigues, Ana PaulaDada a possibilidade da pandemia da COVID-19 e as medidas associadas terem alterado os padrões de risco e de utilização dos serviços de saúde, tornou-se pertinente avaliar o seu impacto na ocorrência de Acidentes Domésticos e de Lazer (ADL) na população portuguesa. Para tal, foram recolhidos dados através de um inquérito ao painel ECOS, em 2021, analisando-se as prevalências por sexo, grupo etário, região, nível de escolaridade e situação face ao trabalho. Estimou-se que 11,2% da população sofreu pelo menos um ADL no ano anterior à entrevista. Apesar de não se terem encontrado diferenças estatisticamente significativas entre os diferentes subgrupos sociodemográficos, foi observada uma maior frequência entre indivíduos sem escolaridade ou com o ensino básico (12,4%) e entre trabalhadores por conta de outrem (45,2%), tendo, ainda, cerca da metade dos acidentes ocorrido dentro da habitação (46,3%), e sobretudo na cozinha (39,1%), seguindo-se os que ocorreram na rua (28,2%). Dos participantes que referiram ter sofrido um ADL, as estimativas indicam que 47,6% tiveram necessidade de cuidados de saúde e, destes, 98,3% referiram ter recebido os cuidados de que necessitavam, recorrendo ao serviços de urgência do Serviço Nacional de Saúde (SNS) (62,1%). Como consequência dos ADL, 10,7% dos indivíduos faltaram ao trabalho ou à escola, sendo que 11,0% destes registaram ausências prolongadas, iguais ou superiores a 90 dias. Os resultados reforçam a importância de prever respostas adequadas aos traumatismos por ADL, na preparação de emergências de saúde pública.
