Percorrer por autor "Fernandes, Teresa"
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- Challenging measles case definition: three measles outbreaks in three Health Regions of Portugal, February to April 2018Publication . Augusto, Gonçalo Figueiredo; Cruz, Diogo; Silva, Andreia; Pereira, Natália; Aguiar, Bárbara; Leça, Ana; Serrada, Elisabete; Valente, Paula; Fernandes, Teresa; Guerra, Fernando; Palminha, Paula; Vinagre, Elsa; Lopo, Sílvia; Cordeiro, Rita; Sáez-López, Emma; Neto, Maria; Nogueira, Paulo Jorge; Freitas, GraçaWe report three simultaneous measles outbreaks with 112 confirmed cases in three Health Regions of Portugal, from February to April 2018. The mean age of cases was 30 years, 79% worked in a healthcare setting and 87% were vaccinated. Genotype B3 was identified in 84 cases from the three outbreaks. Primary cases in each outbreak were imported. Several cases presented with modified measles, highlighting the importance of rethinking the measles case definition for vaccinated cases.
- Doença invasiva meningocócica em Portugal - Vigilância epidemiológica integrada, 2003-2012: relatório anual da Rede de Laboratórios VigLab Doença MeningocócicaPublication . Simões, Maria João; Fernandes, TeresaRelatório anual da Rede de Laboratórios VigLab-Doença Meningocócica que divulga os resultados da Vigilância Epidemiológica Integrada da Doença Invasiva Meningocócica (DIM) relativa ao ano de 2012 e a sua evolução nos últimos 10 anos (2003-2012). Do relatório apresentado destaca-se o seguinte: -Em Portugal, foram notificados 75 casos de DIM com início de sintomas em 2012, dos quais 68 (90,7%) tiveram confirmação laboratorial e 7 (9,3%) tiveram apenas notificação clínica pelo que foram classificados como casos possíveis; -A taxa de incidência global da DIM em 2012 foi de 0,71 casos por 100 mil habitantes. A incidência de casos confirmados foi de 0,65 por 100 mil habitantes, valor que se aproxima do valor médio da taxa de incidência na Europa (0,68/100 000) e confirma a tendência decrescente que tem vindo a ser observada desde 2003, em Portugal e nos restantes países europeus (valores médios); -O serogrupo B foi o mais frequente (81,5%), seguido do serogrupo Y (7,4%). Três estirpes do serogrupo C foram responsáveis por doença invasiva em indivíduos não vacinados, com idade compreendida entre 20 e 43 anos; -As estirpes invasivas isoladas em Portugal em 2012 apresentaram uma grande diversidade de genótipos. No seu conjunto, 52,5% foram caracterizadas como hipervirulentas (estirpes associadas a doença particularmente grave).
- Doença invasiva meningocócica em Portugal - Vigilância epidemiológica integrada, 2003-2014: relatório anual da Rede de Laboratórios VigLab Doença MeningocócicaPublication . Simões, Maria João; Fernandes, TeresaO relatório anual da Rede de Laboratórios VigLab-Doença Meningocócica tem como objetivo divulgar os resultados da Vigilância Epidemiológica Integrada da Doença Invasiva Meningocócica (DIM) relativa ao período de 2013 e 2014 e a sua evolução nos últimos 12 anos (2003-2014). Dos principais resultados e conclusões apresentadas, destaca-se o seguinte: − As taxas de incidência global da DIM registadas em Portugal em 2013 e 2014 foram, respetivamente, 0,71 e 0,52 casos por 100 mil habitantes. São valores semelhantes ao valor da última estimativa para a Europa em 2012 (0,68/100 000), e confirmam a tendência decrescente que tem vindo a ser observada em Portugal desde 2003. Esta tendência decrescente deve-se principalmente à diminuição da incidência da DIM causada por estirpes do grupo C, como resultado da vacinação. − A DIM do grupo B tem sido a mais frequente desde 2003. Observa-se, desde 2006, um decréscimo da sua incidência por razões ainda não completamente compreendidas. − Em termos de distribuição etária, a taxa de incidência mais elevada de DIM observa-se em crianças menores de um ano, decresce até ao grupo etário 10-14 anos e regista um ligeiro pico secundário em adolescentes entre 15 e 19 anos. − O grupo etário mais afetado por DIM do grupo B é o das crianças menores de um ano. Sem medidas de controlo, a DIM por grupo B neste grupo etário tinha um perfil de distribuição característico que, em Portugal, apresentava um pico máximo aos seis meses de idade (2003-2013). Este perfil é semelhante ao de outros países europeus e deve ser tido em consideração sempre que se equacionarem os esquemas de vacinação a adotar para proteção individual e eventual controlo da DIM por grupo B. − Desde 2011 que a DIM causada por estirpes do grupo Y é a segunda mais frequente no país. Estas estirpes são emergentes na Europa desde o início dos anos 2000 e têm um carácter clonal, hipervirulento (cc ST-23) e endémico. − As estirpes invasivas de Neisseria meningitidis isoladas em Portugal entre 2013 e 2014 apresentaram uma grande diversidade tipos de sequência (ST). No seu conjunto, 48,5% foram caracterizadas como híper virulentas (estirpes associadas a doença particularmente grave).O complexo clonal (cc) mais frequente foi o cc ST-41/44, sempre associado ao grupo B e representou cerca de um quarto das estirpes caracterizadas. − A taxa de letalidade por DIM verificada entre 2003 e 2014 (7,0%) está dentro dos valores esperados. Desconhece-se a taxa e o tipo de sequelas associados à doença. − Os dados epidemiológicos apresentados e a existência de novas vacinas evidenciam a utilidade da vigilância epidemiológica integrada e reforçam a necessidade do investimento na vigilância da epidemiologia da DIM em Portugal, uma vez que esta é uma das bases mais importantes para apoiar a tomada de decisão na prevenção e controlo da doença.
- Doença invasiva meningocócica em Portugal - Vigilância epidemiológica integrada, 2003-2020: relatório anual da Rede de Laboratórios VigLab Doença MeningocócicaPublication . Simões, Maria João; Bettencourt, Célia; Fernandes, TeresaRelatório da Rede de Laboratórios VigLab-Doença Meningocócica, elaborado pelo seu Laboratório Nacional de Referência de Neisseria meningitidis, em colaboração com a Direção-Geral da Saúde. O presente relatório tem como objetivo divulgar os dados da Vigilância Epidemiológica Integrada da Doença Invasiva Meningocócica relativa ao período de 2003 a 2020 e da sua evolução ao longo deste período de 18 anos. Dos principais resultados e conclusões apresentados, destaca-se o seguinte: − No período de 18 anos em análise, em Portugal registaram-se 1665 casos de doença invasiva meningocócica (DIM); − Observou-se uma tendência decrescente da incidência da DIM, em linha com a tendência observada na maioria dos países europeus, que em muito se deve às políticas de vacinação implementadas; − A incidência global da DIM variou entre 1,99 casos por 100.000 habitantes, em 2003, e 0,39 casos por 100.000 habitantes em 2020. Este decréscimo foi mais acentuado nos grupos etários que registam as taxas de incidência mais elevadas – crianças menores de 12 meses de idade (redução de cerca de 60%) e dos 1-4 anos (redução de cerca de 70%), uma vez que são estas os principais alvos dos programas de vacinação; − A DIM por serogrupo B (MenB) foi sempre a mais frequente, representando cerca de 70% dos casos. As estirpes MenB apresentaram uma grande diversidade de genótipos, distribuindo-se em 17 complexos clonais (cc), dos quais os mais frequentes foram os cc hipervirulentos cc ST41/44 (26,8%) e cc ST213 (16,1%). O número de casos de DIM por serogrupo Y (MenY), o segundo mais frequente, teve um pico em 2011, tendo-se mantido estável desde então. No seu conjunto, representam cerca de 5% do total de casos. As estirpes MenY mostraram um carater clonal e hipervirulento, sendo maioritariamente cc ST23. A DIM por serogrupo C diminuiu a partir de 2004 e tornou- -se residual a partir de 2007, após a introdução da vacina no Programa Nacional de Vacinação em 2006. Mostraram um caracter clonal e hipervirulento, sendo predominante o cc ST11 (61,1%). A DIM por serogrupo W tem sido residual. A partir de 2017, foram detetadas estirpes hipervirulentas, emergentes da linhagem sul-americana, observando-se um aumento progressivo do número de casos até 2019, do cc11; − No período de 18 anos em análise, registaram-se 118 óbitos, correspondendo a uma taxa de letalidade de 7,1% (valor médio), valor próximo do reportado pela maioria dos países europeus, no período entre 2003 e 2018 (9,1%); − A vigilância da DIM constitui um enorme desafio face a uma espécie com elevada competência natural de troca de material genético que leva à emergência constante de novas variantes, algumas das quais com elevado potencial epidémico. Os dados da vigilância são uma base importante de apoio à tomada de decisão no controlo da DIM e este relatório evidencia a importância do Sistema de Vigilância Epidemiológica Integrada da Doença Invasiva Meningocócica em Portugal.
- Doença meningocócica do serogrupo B (MenB) em Portugal: uma reflexão sobre estratégias de imunizaçãoPublication . Simões, Maria João; Fernandes, Teresa; Gonçalves, Paulo; Bettencourt, Célia; Furtado, Cristina
- Epidemiology of invasive meningococcal disease in Portugal in the last decade – 2007-2016Publication . Simões, Maria João; Betencourt, Célia; Gonçalves, Paulo; Fernandes, Teresa; on behalf of VigLab-DM – Network for the Laboratory Surveillance of Meningococcal DiseaseIntroduction: A surveillance system of meningococcal disease (MD) was implemented in Portugal in October 2002, becoming mandatory the clinical and laboratory notification of all cases. By that time, the National Reference Laboratory (NRL) of Neisseria meningitidis at the National Institute of Health Dr. Ricardo Jorge, Lisbon, created a hospital laboratory network, which is still managed by the institute, which supports the laboratory based surveillance of DM. To fulfil this purpose laboratories should send meningococcal isolates as well as negative culture clinical samples from suspected cases for lab confirmation and genotyping to the NRL. Additionally, vaccination against MenC started in 2002 and, in 2006, MenC vaccine was introduced in the national immunization programme, addressed to children under one year of age. Since 2007 the number of invasive C strains became residual. In April 2014 the multi-component vaccine 4CMenB was introduced in the market. Aim: Presenting data of MD surveillance referring to the last decade, 2007–2016. Methods: Confirmation of cases with negative culture was performed by real time PCR targeting ctrA and sodC. Molecular characterization of N. meningitidis, either isolates or DNA from clinical samples, included group, subtype, FetA, ST. Results: In the last decade 764 cases (677 confirmed and 87 possible/probable) of MD were reported in Portugal. The incidence ranged from 1.11 cases per 100,000 inhabitants in 2007 to 0.41 in 2016. The observed decreasing incidence is mainly due to age group under 12 months in which a 66.6% drop in the incidence rate between 2013 and 2016 was observed. Group B has been the most frequent (61.1% in 2014 to 90.5% in 2008 of confirmed cases). Strains Y were the second most frequent, increasing the number of isolates since 2007. Group W and C were residual. Group B strains presented a large genetic diversity. The most common clonal complexes (cc) within B strains were cc41/44 (±25% of all cc), cc269, cc162 and cc213, the latter present in an increasing proportion of cases since 2009. Group Y and C exhibited a clonal character being mostly cc23 and cc11 respectively. Conclusion: The vaccination against MenC was very effective and the number of cases due to C strains became very low since 2007. In the last decade the incidence of MD has being decreasing with a marked decreasing in age group under 12 months of age. Group B was the most frequent and presented a great genetic diversity.
- Measles outbreak after 12 years without endemic transmission, Portugal, February to May 2017Publication . George, Francisco; Valente, João; Augusto, Gonçalo F.; Silva, Andreia J.; Pereira, Natália; Fernandes, Teresa; Palminha, Paula; Aguiar, Bárbara A.; Martins, António; Santos, Estêvão; Valente, Paula; Calé, Etelvina; Leça, Ana; Nogueira, Paulo J.We report a measles outbreak in two Portuguese health regions (Algarve and Lisbon and the Tagus Valley) since February 2017, and which by 31 May resulted in 28 confirmed cases, of which 16 were unvaccinated. Thirteen cases were healthcare workers. One unvaccinated teenager died. Genotype B3 was identified in 14 cases from both regions. This outbreak occurs after 12 years without endemic measles transmission, and in a context of high measles vaccination coverage and immunity.
- Ocorrência de acidentes domésticos e de lazer durante a pandemia da COVID-19: dados do inquérito ao painel ECOSPublication . Krippahl, Helena; Namorado, Sónia; Alves, Tatiana; Neto, Mariana; Fernandes, Teresa; Rodrigues, Ana PaulaDada a possibilidade da pandemia da COVID-19 e as medidas associadas terem alterado os padrões de risco e de utilização dos serviços de saúde, tornou-se pertinente avaliar o seu impacto na ocorrência de Acidentes Domésticos e de Lazer (ADL) na população portuguesa. Para tal, foram recolhidos dados através de um inquérito ao painel ECOS, em 2021, analisando-se as prevalências por sexo, grupo etário, região, nível de escolaridade e situação face ao trabalho. Estimou-se que 11,2% da população sofreu pelo menos um ADL no ano anterior à entrevista. Apesar de não se terem encontrado diferenças estatisticamente significativas entre os diferentes subgrupos sociodemográficos, foi observada uma maior frequência entre indivíduos sem escolaridade ou com o ensino básico (12,4%) e entre trabalhadores por conta de outrem (45,2%), tendo, ainda, cerca da metade dos acidentes ocorrido dentro da habitação (46,3%), e sobretudo na cozinha (39,1%), seguindo-se os que ocorreram na rua (28,2%). Dos participantes que referiram ter sofrido um ADL, as estimativas indicam que 47,6% tiveram necessidade de cuidados de saúde e, destes, 98,3% referiram ter recebido os cuidados de que necessitavam, recorrendo ao serviços de urgência do Serviço Nacional de Saúde (SNS) (62,1%). Como consequência dos ADL, 10,7% dos indivíduos faltaram ao trabalho ou à escola, sendo que 11,0% destes registaram ausências prolongadas, iguais ou superiores a 90 dias. Os resultados reforçam a importância de prever respostas adequadas aos traumatismos por ADL, na preparação de emergências de saúde pública.
- Report of simultaneous measles outbreaks in two different health regions in Portugal, February to May 2017: lessons learnt and upcoming challengesPublication . Augusto, Gonçalo Figueiredo; Silva, Andreia; Pereira, Natália; Fernandes, Teresa; Leça, Ana; Valente, Paula; Calé, Etelvina; Aguiar, Bárbara Andreia; Martins, António; Palminha, Paula; Vinagre, Elsa; Cordeiro, Rita; Lopo, Sílvia; Nogueira, Paulo JorgeIn Portugal, measles vaccination coverage and population immunity are high, and no endemic measles cases had been reported since 2004. The World Health Organization classified measles as eliminated in the country in 2015 and 2016, based on data from the previous 3 years. However, in a context of increasing incidence in several European countries in 2016 and 2017, Portugal experienced two simultaneous measles outbreaks with a total of 27 laboratory-confirmed cases (0.3 cases/100,000 population) in two health regions between February and May 2017. Nineteen cases (70.1%) were adults, of whom 12 were healthcare workers. Overall, 17 cases (63.0%) were not vaccinated, of whom five were infants younger than 12 months of age. One unvaccinated teenager died. Genotype B3 was identified in 14 cases from both regions. Measles virus sequencing identified different possible origins of the virus in each region affected. Although measles transmission was stopped in less than 2 months from the first case being notified, these outbreaks represent an opportunity to reinforce awareness of measles diagnosis. We highlight the intensity of the control measures taken and their impact on the rapid control of the outbreaks and also the fact that high vaccination coverage was crucial to stop transmission.
