DEP - Apresentações orais em encontros internacionais
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Percorrer DEP - Apresentações orais em encontros internacionais por autor "Afreixo, Vera"
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- Impacto da COVID-19 na incidência de hospitalizações por lesões autoinfligidas em PortugalPublication . Cardoso, Catarina; Silva, Susana; Alves, Tatiana; Nunes, Baltazar; Afreixo, VeraCom o início da pandemia de COVID-19, a realidade até então conhecida mudou para muitas pessoas. A falta de convivência com familiares e amigos, insegurança, ansiedade, medo de contrair a infeção, problemas económicos decorrentes da pandemia e luto pelos familiares e amigos que perderam e dos quais não se puderam despedir devido às restrições, podem aumentar os riscos para a saúde mental e consequentemente para lesões autoinfligidas e até suicídio. O objetivo deste estudo é conhecer o o impacto de 19 meses de COVID-19, desde março de 2020 a setembro de 2021, na incidência mensal de hospitalizações por lesões autoinfligidas em Portugal. quando comparado com o período de 32 meses pré-pandémicos, desde julho de 2017 a fevereiro de 2020. Os dados sobre a ocorrência de hospitalizações são provenientes da base de dados de morbilidade hospitalar da ACSS e os denominadores populacionais para o cálculo da taxa de incidência foram obtidos do INE. Foi realizada uma análise descritiva dos dados e decomposta a série temporal pela sazonalidade e tendência. Para a comparação das tendências nos dois períodos foi aplicada uma análise de séries temporais interrompidas cuja intervenção considerada foi o mês de março de 2020 em que houve o primeiro caso de COVID-19 registado em Portugal. Foi realizada também uma análise de correlação entre o número de hospitalizações por lesões autoinfligidas e a duração nos locais de residência. A taxa de incidência mensal de hospitalizações por lesões autoinfligidas por 100 000 habitantes no período total em análise é de 2.77, no período pré-pandémico é de 2.93 e no período pandémico é de 2.49 hospitalizações, verificando-se uma diminuição de 0.45 Verificou-se um padrão sazonal, apresentando o mês de dezembro valores inferiores aos restantes meses do respetivo ano. No período pré-pandémico o número de hospitalizações apresentava uma tendência ligeiramente decrescente, com uma diminuição de 0.09% a cada mês. Quando a pandemia iniciou verificou-se uma diminuição do nível de 69.27% e uma alteração da tendência para crescente, aumentando 2.13% a cada mês. Verificou-se que o número de hospitalizações é menor quando há uma maior permanência nos locais de residência, ou seja, existe uma correlação negativa de -0.65 estatisticamente significativa (valor-p= 0.002). Nesta análise verificou-se com o início da pandemia uma diminuição acentuada das hospitalizações por lesões autoinfligidas, que ao longo do tempo parece retomar a tendência pré-pandémica
- Longitudinal dynamics of humoral immunity among health care workers in Portugal using mixed effects modellingPublication . Saraiva, Ana Leonor; Afreixo, Vera; Machado, Ausenda; Gaio, VâniaIntroduction: The emergence of COVID-19 in 2019 led to the rapid development of vaccines and diagnostic tests. To assess antibody responses in healthcare workers (HCWs), a 2021–2022 cohort study was conducted across three Portuguese hospitals. Antibody levels were measured at six intervals: pre-vaccination, post-first dose, at 3, 6, and 12 months after the second dose, and post-booster. Each hospital utilized a different assay: Abbott’s CMIA,, Roche’s Elecsys® ECLIA, and Siemens’ ADVIA Centaur®, leading to challenges in data comparability. The study aimed to harmonize serological data across these hospitals and, through mixed-effects modeling, jointly analyze the longitudinal dynamics of humoral immunity among HCWs in Portugal. Methods: To ensure adequate conversion of antibody titers from different laboratory methods, quantile harmonization, and Deming regression were applied. After harmonization, linear mixed-effects models (LMER) assessed the relationship between antibody levels and covariates, accounting for fixed and random effects. The models included variables such as prior infection, age, hospital, smoking status, contact with COVID-19 patients, and chronic conditions. Sensitivity analyses included models excluding outliers, removing influential points, and applying multiple imputation for missing data. Results: The mixed-effects models demonstrated significant increases in antibody levels following vaccination (β = 21,234; 95% CI: 14,014–28,454; p < 0.001), with an even greater rise observed after the booster dose (β = 33,185; 95% CI: 25,939–40,430; p < 0.001) when compared to the pre-vaccination baseline. Significant differences between hospitals were also evident, as Roche’s Elecsys® ECLIA showed a notably smaller increase at 3 months compared to Abbott’s CMIA (β = -3,285; 95% CI: -5,511 to -1,058; p = 0.004). Interaction plots highlighted how covariates influenced antibody levels over time, revealing higher antibody responses post-vaccination and booster among individuals with prior infection, younger age groups, non-smokers, healthcare workers with direct patient contact, and those without chronic conditions. Sensitivity analyses, such as removing outliers and influential points and applying multiple imputation for missing data, confirmed the robustness and reliability of these findings. Conclusions: The harmonization of antibody measurements enabled a clear evaluation of immune response dynamics among healthcare workers. Vaccination and booster doses significantly increased antibody levels, while differences between hospitals and individual characteristics influenced the magnitude of these responses. These findings enhance our understanding of factors shaping humoral immunity and may guide future vaccination strategies.
