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Relevância da informação nutricional para avaliação de risco em saúde pública: o caso do fast-food

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Resumo(s)

Introdução: Com a entrada em vigor do Regulamento (UE) n.º 1169/2011, a declaração nutricional passou a ser obrigatória a partir de 13 de dezembro de 2016 para alimentos pré-embalados. Muitas vezes os fast-food não são pré-embalados e a declaração nutricional não é obrigatória. Em Portugal, de acordo com os resultados do INSEF, a prevalência estimada de hipertensão arterial é 36,0% e de obesidade e excesso de peso de 28,9% e 28,7%, respetivamente. Objetivos: Determinar o teor de sal, gordura total e ácidos gordos saturados (AGS). Analisar a relevância da informação nutricional na avaliação de risco em saúde pública, avaliando o contributo de uma unidade destes alimentos para as doses diárias de referência (DDR) de sal, gordura total e AGS. Materiais e métodos: Entre 2015 e 2016 foram adquiridos em restaurantes fast-food, 20 tipos de alimentos que incluíram pizzas (n=8), hambúrgueres (n=8) e baguetes (n=4). O teor de sal foi determinado pelo método de Charpentier-Volhard e o teor de gordura total foi determinado por um método de hidrólise ácida seguido de extração em Soxhlet. Para a análise do perfil de ácidos gordos individual foi aplicada uma transesterificação a frio seguida da análise por cromatografia gasosa acoplada a deteção por ionização de chama. Resultados e discussão: Verificou-se que uma fatia de pizza (amostra G) pode contribuir com 81% da ingestão diária recomendada de sal (5 g/dia para adultos). No caso das crianças a DDR é de 2,5 g de sal/dia o que significa que a ingestão de uma unidade deste produto ultrapassa o valor recomendado. Relativamente ao teor de gordura total, uma unidade de hambúrguer (amostra F) pode contribuir com 74% da DDR para um adulto (70 g/dia para adultos). Conclusões: Alguns dos fast-food analisados apresentam teores preocupantes de determinados nutrientes, podendo representar um risco acrescido para a saúde. Desta forma conclui-se que é muito importante incluir a declaração nutricional, de forma obrigatória, mesmo nos alimentos que não são pré-embalados para possibilitar ao consumidor uma escolha informada e consciente; e também é necessário desenvolver medidas no sentido de reformular estes produtos para melhorar a sua qualidade nutricional e diminuir o impacto negativo na saúde pública.

Descrição

Palavras-chave

Fast-food Dose de Referência Sal Gordura Ácidos Gordos Saturados Saúde Pública Composição dos Alimentos

Contexto Educativo

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Editora

Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP

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