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- 1º Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF 2015): determinantes de saúdePublication . Namorado, Sónia; Santos, Joana; Antunes, Liliana; Kislaya, Irina; Santos, Ana João; Castilho, Emília; Cordeiro, Eugénio; Dinis, Ana; Barreto, Marta; Gaio, Vânia; Gil, Ana Paula; Rodrigues, Ana Paula; Silva, Ana Clara; Alves, Clara Alves; Vargas, Patrícia; Prokopenko, Tamara; Nunes, Baltazar; Dias, Carlos MatiasEnquadramento: A importância da informação obtida através de inquéritos de saúde com exame físico realizados a amostras probabilísticas da população, de que o primeiro Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF) é exemplo, resulta da utilização de métodos e instrumentos que resultam em informação com maior validade do que a reportada apenas pelos inquiridos. O acolhimento da proposta do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), para um primeiro INSEF em Portugal, como parte integrante do Projeto Pré-Definido do Programa Iniciativas em Saúde Pública, financiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (EEA Grants) e operado pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), a posterior parceria com o Instituto Norueguês de Saúde Pública (INSP), e a colaboração com todas as regiões nacionais, constituem as fundações que permitiram a realização deste primeiro INSEF. No presente relatório são apresentados os resultados relativos aos determinantes de saúde da população residente em Portugal, com idade entre os 25 e os 74 anos de idade, em 2015. Materiais e métodos: O INSEF é um estudo epidemiológico observacional, transversal de base populacional, programado e realizado para ser representativo ao nível regional e nacional, com a finalidade de contribuir para melhorar a Saúde Pública e reduzir as desigualdades em saúde, através da disponibilização de informação epidemiológica de elevada qualidade sobre o estado de saúde, determinantes e utilização de cuidados de saúde pela população portuguesa. A população alvo consistiu nos indivíduos entre os 25 e os 74 anos de idade, residentes em Portugal Continental ou nas Regiões Autónomas há mais de 12 meses, não-institucionalizados e com capacidade para acompanhar a entrevista em língua portuguesa. A amostra foi estratificada por região e área urbana/rural e constituída de forma probabilística em duas etapas. O trabalho de campo decorreu entre fevereiro e dezembro de 2015 e foi realizado por equipas constituídas, formadas e treinadas especificamente para o efeito, num total de 117 profissionais. Áreas de inquirição - O INSEF incluiu um conjunto de avaliações antropométricas e bioquímicas, e a aplicação de um questionário por entrevista pessoal assistida por computador (CAPI). A recolha de dados foi organizada em três componentes: 1) exame físico, que incluiu a medição da tensão arterial, da altura, do peso e dos perímetros da cintura e da anca; 2) recolha de amostras de sangue para avaliação de parâmetros bioquímicos (colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos), da hemoglobina glicosilada (HbA1c) e do hemograma; 3) questionário, com recolha de informação autorreportada sobre variáveis demográficas e socioeconómicas, estado de saúde, determinantes de saúde relacionados com comportamentos e utilização de serviços e cuidados de saúde, incluindo os cuidados preventivos. Indicadores reportados no presente relatório - O presente relatório contém os resultados da área temática Determinantes de Saúde obtidos através de dados recolhidos na componente de entrevista. Os resultados incluem a prevalência do consumo de tabaco e de exposição ao fumo ambiental de tabaco, a prevalência do consumo excessivo de álcool numa única ocasião (binge drinking) no ano anterior à entrevista, a prevalência de indivíduos com atividade física sedentária nos tempos livres, a prevalência de indivíduos que praticam exercício físico pelo menos uma vez por semana e a prevalência do consumo diário de frutas e de vegetais. Análise estatística - Todos os indicadores incluídos no presente relatório foram estimados a nível nacional para subgrupos específicos da população, nomeadamente por região, sexo, grupo etário, nível de escolaridade e situação perante o trabalho. Todas as estimativas pontuais apresentadas foram ajustadas utilizando pesos amostrais calibrados para a distribuição da população portuguesa, por sexo e grupo etário, em cada uma das 7 Regiões de Saúde para a estimativa da população residente em 2014. Para a análise comparativa, as estimativas estratificadas por região, nível de escolaridade e situação perante o trabalho foram padronizadas pelo método direto para a distribuição da população portuguesa (2014) por sexo e grupo etário. Resultados principais: Durante o INSEF foram observados 4911 indivíduos (2265 homens: 46,1% e 2646 mulheres: 53,9%), na sua maioria naturais de Portugal (91,2%), casados ou em união de facto (70,0%), em idade ativa (84,3% com idade entre os 25 e os 64 anos), com um nível de escolaridade inferior ao ensino secundário (63,4%) e estando 11,2% desempregados. O tabaco era consumido diariamente ou ocasionalmente por 28,3% da população masculina e por 16,4% da população feminina, observando- se a prevalência mais elevada no grupo etário entre os 25 e os 34 anos (45,6% nos homens e 25,1% nas mulheres) e a mais baixa no grupo etário entre os 65 e os 74 anos (10,8% nos homens e 2,5% nas mulheres). A Região Autónoma dos Açores (RAA) revelou prevalências mais elevadas nos homens (42,8%) e a região do Algarve nas mulheres (22,2%), independentemente da idade. Nas mulheres o consumo de tabaco aumentava com a escolaridade, enquanto nos homens era mais prevalente nos grupos com escolaridade intermédia (2º ou 3º ciclo do ensino básico), independentemente da idade. Os desempregados apresentavam as prevalências mais elevadas em qualquer dos sexos (43,0% nos homens e 27,0% nas mulheres). A exposição ao fumo ambiental do tabaco afetava 12,8% da população, sendo mais frequente entre os homens (14,9% vs 10,8%), na RAA (21,0%), na população com o 2º ou o 3º ciclo do ensino básico (16,6%) e nos desempregados (17,0%). Cerca de um terço (33,8%) da população masculina referiu binge drinking, valor muito superior ao estimado para o sexo feminino (5,3%). Este tipo de consumo era mais prevalente no grupo etário mais jovem, tanto nos homens (51,9%) como nas mulheres (13,7%), diminuindo com a idade. A região do Alentejo e a Região Autónoma da Madeira (RAM) apresentavam as prevalências mais elevadas em qualquer dos sexos (homens: 51,6% e 49,9%; mulheres: 11,3% e 10,8%, respetivamente). A escolaridade mais elevada estava associada a uma maior prevalência deste tipo de comportamento (42,4% nos homens e 9,5% nas mulheres), independentemente da idade, sendo igualmente mais elevada a prevalência entre os homens profissionalmente ativos (41,0%) e entre as mulheres desempregadas (7,7%). O sedentarismo nos tempos livres afetava 44,8% da população, com prevalência mais alta nas mulheres (48,5% vs 40,6%), no grupo etário entre os 55 e os 64 anos de idade (46,9%), na RAA (52,5%), na população com menor escolaridade (51,6%) e desempregada (46,9%). Cerca de um terço da população (34,2%) referia praticar, pelo menos uma vez por semana, atividade física de forma a transpirar ou sentir cansaço, sendo esta prevalência mais elevada no sexo masculino (39,7%) e no grupo etário mais jovem (47,1%), diminuindo depois com a idade até 20,8% no grupo entre os 65 e os 74 anos de idade. A prevalência mais elevada de exercício físico de lazer (40,3%) observou-se na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), assim como na população com ensino superior (49,6%) e profissionalmente ativa (38,4%). Em 2015, 79,3% e 73,3% dos inquiridos consumiam diariamente fruta (excluindo sumos) e legumes ou vegetais (incluindo sopa), respetivamente. Estes valores eram mais elevados no sexo feminino (83,7% vs 74,4%, no caso do consumo de fruta e 80,1% vs 65,8%, no caso do consumo de legumes ou vegetais). O grupo etário mais jovem (25 a 34 anos) apresentava a menor prevalência de consumo diário de fruta (68,7%) e de legumes e vegetais (62,8%), aumentando estas prevalências com a idade. As prevalências mais baixas relativas ao consumo diário de fruta e de legumes ou vegetais foram observadas na RAA (69,1% e 57,7%, respetivamente) e as mais elevadas na região do Alentejo (85,5%) para o consumo de fruta e na região Centro (80,0%) para o consumo de legumes ou vegetais, posições relativas que não se alteraram após padronização para a idade. A população com escolaridade mais elevada apresentava prevalências mais elevadas relativas ao consumo de fruta (81,5%) e ao consumo de legumes e vegetais (80,0%). A população desempregada tinha as menores prevalências destes consumos (71,5% e 68,5%, respetivamente). Conclusões principais: A informação obtida pelo primeiro INSEF é representativa da população portuguesa a nível nacional e de cada uma das suas 7 regiões e utilizou os métodos estabelecidos pelo European Health Examination Survey (EHES). O processo de inquérito envolveu desde o início a rede formada pelas 7 Regiões de Saúde de Portugal, o INSA, órgão do Ministério da Saúde e o INSP. No que se refere aos determinantes de saúde são de realçar as elevadas frequências de sedentarismo nos tempos livres (44,8%), o binge drinking, reportado por 33,8% da população masculina, e a exposição ao fumo ambiental do tabaco, que afetava 12,8% da população. A identificação de grupos com indicadores de saúde distribuídos de forma diferente a nível regional, ou nos subgrupos populacionais analisados, fornecem informação útil na priorização das intervenções e na quantificação de potenciais ganhos de saúde, como a população mais idosa, menos escolarizada ou desempregada que surgem, de modo geral, com indicadores de saúde mais desfavoráveis.
- Atividade Fisica em Portugal: resultados do estudo ECOS 2014Publication . Santos, Joana; Uva, Mafalda; Dias, Carlos MatiasOs objetivos deste estudo foram: i. Estimar a prevalência de pessoas que reportaram ser fisicamente ativas e a sua distribuição por sexo, grupo etário, escolaridade e ocupação. ii. Estimar a prevalência de pessoas ativas, insuficientemente ativas e sedentárias segundo critérios da OMS. iii. Estimar a prevalência de pessoas que cumprem as recomendações mínimas da OMS e distribuição por sexo, grupo etário, escolaridade e região.
- Atividade física na população portuguesa em 2014: adesão às recomendações da OMSPublication . Santos, Joana; Sousa-Uva, Mafalda; Antunes, Liliana; Dias, Carlos MatiasEstá bem documentado que a Atividade Física (AF) pode melhorar a saúde dos indivíduos, pelo que pode desempenhar um papel fundamental em programas de saúde pública. Contudo, a extensão de benefícios em saúde depende de fatores como o nível de intensidade e frequência com que é realizada. Segundo a OMS, ganhos adicionais em saúde podem ocorrer de uma prática de 150 minutos de atividade moderada ou 75 de atividade intensa, ou ambos, ao longo da semana. Assim, é de interesse caracterizar a população que, apesar de fisicamente ativa, não atinge os níveis de AF recomendados. Esta informação permitirá ajustar programas de saúde pública a esta população.
- Biological impact of metal nanomaterials in relation to their physicochemical characteristicsPublication . Louro, Henriqueta; Saruga, Andreia; Santos, Joana; Pinhão, Mariana; Silva, Maria JoaoSeveral metal and metal oxide nanomaterials (NMs), e.g., cerium dioxide NMs(CeO2), barium sulphate NMs(BaSO4) and titanium dioxide NMs(TiO2), display advantageous properties over the bulk materials and have a broad range of innovative applications in food, industry and consumer products. Whether these materials are hazardous and impact on human health or the environment remains an issue that needs to be addressed by reliable studies focused on nano-bio interactions. To contribute to the comprehensive investigation of the toxicological effects of metal NMs, we have assessed the cytotoxic and genotoxic effects of benchmark NMs in human respiratory cells, concomitantly with the analysis of their secondary properties in the cellular moiety. This study shows no effects of BaSO4, while some, but not all, of the other metal-related NMs analyzed have adverse effects. Human respiratory cells were prone to CeO2 cytotoxicity and to DNA damage induction following exposure to anatase TiO2 (NM-100, NM-101 and NM-102), but not rutile TiO2. No clastogenic/aneugenic effects were ascribed to any of the tested NMs. Using correlation analysis, this work also suggests that among these TiO2, the size in the cellular moiety may be the most relevant secondary feature that determines their biological consequences.
- Biological risk assessment: a challenge for occupational safety and health practitioners during the COVID-19 (SARS-CoV-2) pandemicPublication . Carvalhais, Carlos; Querido, Micaela; Pereira, Cristiana C.; Santos, JoanaBackground: The COVID-19 global pandemic brought several challenges to occupational safety and health practice. One of these is the need to (re)assess the occupational risks, particularly, biological risks. Objective: The purpose of this work is to promote guidance to occupational safety and health practitioners when conducting a biological risk assessment in this context. Methods: The main steps of the biological risk assessment are explained with some inputs regarding the novelty posed by SARS-CoV-2 and an example of a qualitative risk assessment method is presented. Also, its application to two different activities was exemplified. Results: In both cases, the assessment considered that vulnerable workers were working from home or in medical leave. The results showed low or medium risk level for the assessed tasks. For medium risk level, additional controls are advised, such maintain social distancing, sanitize instruments/equipment before use, use proper and well-maintained PPE (when applicable), and promote awareness sessions to spread good practices at work. Employers must be aware of their obligations regarding biological risk assessment and OSH practitioners must be prepared to screen and link the abundance of scientific evidence generated following the outbreak, with the technical practice. Conclusions: This paper could be an important contribution to OSH practice since it highlights the need to (re)assess occupational risks, especially biological risk, to ensure a safe return to work, providing technical guidance.
- Conhecimento e atitude face à redução gradual da quantidade de sal no pão: inquérito realizado numa amostra de pais/tutores de crianças e jovens em idade escolar, 2019Publication . Costa, Alexandra; Brazão, Roberto; Santos, Mariana; Braz, Paula; Santos, Joana; Alves, Joana; Caldas de Almeida, Teresa; Costa, LucianaO consumo de sal em excesso contribui para a doença cardiovascular. Em Portugal, a ingestão de sal excede os níveis recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O conhecimento e atitudes individuais relacionados com o consumo de sal podem influenciar a quantidade de sal consumida. Enquadrado num estudo-piloto em Health Impact Assessment (HIA), este trabalho pretendeu observar o conhecimento e atitudes de uma amostra de pais ou tutores de crianças em idade escolar face à redução do teor de sal no pão, assim como potenciais alterações nos hábitos de consumo, após a implementação de um Protocolo de Colaboração para a redução gradual do teor de sal no pão, de âmbito nacional. Para tal, foi elaborado um inquérito com recurso à plataforma online RedCap, tendo sido disponibilizado um link de acesso para autopreenchimento pelos pais/tutores de crianças e jovens em idade escolar, residentes na zona de influência do Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) Almada-Seixal. Os participantes foram recrutados através das redes sociais. De 109 questionários preenchidos, 84 foram considerados válidos. Os resultados mostram que a maioria dos respondentes estavam despertos para que um excessivo consumo de sal aumenta o risco de doença, nomeadamente a hipertensão. Menos marcada é a perceção da quantidade/medida de sal recomendada pela OMS para o consumo diário pela população e do contributo do pão para essa ingestão total diária. Embora os respondentes manifestem ter conhecimento das medidas preconizadas pelo Protocolo para a redução do teor de sal no pão, a forma como avaliam o pão que consomem, em termos de sabor, não aponta para uma sensação negativa. Em particular, os dados obtidos apontam para a necessidade de promover e melhorar o conhecimento sobre as recomendações de ingestão de sal e principais fontes de sal e dos seus efeitos na saúde da população.
- Connecting the cytotoxic and genotoxic effects of multi-walled carbon nanotubes to their physicochemical propertiesPublication . Louro, Henriqueta; Pinhão, Mariana; Santos, Joana; Silva, Maria JoãoStatement of the Problem: The manufactured nanomaterials (NMs) have specific physicochemical properties that confer unique characteristics beneficial for biomedical and industrial applications, but that can also determine nano-bio interactions leading to toxic potential. However, the investigation of the genotoxic properties of NMs has been mostly inconclusive, since divergent results have been reported in the literature. To contribute for the safety assessment of NMs, it is important to try to ascertain the NM characteristic that determines the adverse effects, allowing the synthesis of innovative NMs devoid of toxicity. Objective and Methodology: The present work explores the correlation between physicochemical properties of benchmark NMs (multi-walled carbon nanotubes, MWCNTs) and their cytotoxic and genotoxic effects in human respiratory cells (A549 and Beas-2B), through the MTT, clonogenic, micronucleus and comet assays. Conclusion & Significance: After 8-days exposure, the clonogenic assay showed cytotoxic effects in A549 cells for all the tested MWCNTs. Correlation analysis suggested an association between the MWCNT size in cell culture medium and cytotoxicity. No induction of DNA damage was observed after any MWCNT exposure in any cell line by the comet assay, while the micronucleus assay revealed that both NM-401 and NM-402 were genotoxic in A549 cells. NM-401 and NM-402 are the two longest MWCNTs analyzed in this work, suggesting that length may be determinant for genotoxicity. No induction of micronuclei was observed in the Beas-2B cell line. The different effects in both cell lines is explained in view of the size-distribution of MWCNTs in the cell culture medium, rather than cell’s specificities. Therefore, tackling NMs safety issues is a complex and challenging issue. It is mandatory that toxicologists adequately characterize both the primary and secondary physicochemical properties of the test nanomaterials and use several endpoints to allow a correct interpretation of data.
- Consumo adicional de sal em Portugal: resultados do Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico 2015Publication . Salvador, Mário Rui; Kislaya, Irina; Namorado, Sónia; Rodrigues, Ana Paula; Santos, Ana João; Santos, Joana; Barreto, Marta; Gaio, Vânia; Nunes, Baltazar; Matias Dias, CarlosIntrodução Nas últimas décadas, estudos epidemiológicos têm demonstrado a associação entre o elevado consumo de sódio e o aumento da pressão arterial e outros eventos cardiovasculares. Apesar da OMS recomendar a ingestão de 5g de sal/dia, o estudo PHYSA realizado em 2012 mostrou que o consumo da população Portuguesa era de 10,7g de sal/dia. Tendo a redução do consumo de sal sido identificada com uma das intervenções mais custo-efetivas na redução da carga de doença crónica, é importante a caracterização dos padrões de consumo na população com vista ao planeamento de estratégias de redução de consumo de sal em diferentes grupos populacionais. Métodos Foi realizado um estudo epidemiológico transversal com base nos dados do Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF). O consumo adicional de sal foi avaliado numa amostra probabilística representativa da população portuguesa (n=4911), com a questão “Costuma adicionar sal no prato da sua comida? (Sim/Não)”. Foi estimada a prevalência do consumo de sal e os respetivos intervalos de confiança a 95% para o total de população e estratificada por sexo, grupo etário, região, escolaridade, situação perante o trabalho e diagnóstico de hipertensão arterial. Resultados O consumo adicional de sal foi reportado por 17,7% [IC: 14,2; 21,9] da população. O consumo adicional de sal foi mais frequente entre os homens (20,9% [IC: 16,2; 26,5]), nos residentes na região do Algarve (35,8% [IC: 32,5; 39,3]) e entre os indivíduos empregados (19,6% [IC: 15,4; 24,6]) e variou com a idade de 22% [IC: 17,2; 27,6] no grupo etário mais jovem a 14% [IC: 10,6; 18,3] no grupo etário dos 65-74 anos. Os resultados revelam, ainda, que 13,7% [IC: 9,4; 19,5] da população com diagnóstico de hipertensão arterial refere um consumo adicional de sal. Conclusões Os resultados obtidos permitem concluir que a prevalência de consumo adicional de sal é maior em homens, em grupos etários mais jovens, em indivíduos empregados e na região do Algarve. O consumo adicional de sal nos indivíduos com diagnóstico de hipertensão arterial mostra um comportamento contrário às orientações preconizadas para controlo dos valores de pressão arterial nesta população. Os serviços de saúde pública deverão, neste sentido, centrar as estratégias de redução de consumo de sal nestes grupos populacionais, particularmente em indivíduos com diagnóstico de hipertensão arterial e que estão, por isso, sob maior risco de eventos cardiocerebrovasculares.
- Consumo adicional de sal em Portugal: resultados do Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico 2015Publication . Salvador, Mário Rui; Kislaya, Irina; Namorado, Sónia; Rodrigues, Ana Paula; Santos, Ana João; Santos, Joana; Barreto, Marta; Gaio, Vânia; Nunes, Baltazar; Matias Dias, CarlosIntrodução: Nas últimas décadas, estudos epidemiológicos têm demonstrado a associação entre o elevado consumo de sódio e o aumento da pressão arterial e outros eventos cardiovasculares. Apesar da OMS recomendar a ingestão de 5g de sal/dia, o estudo PHYSA realizado em 2012 mostrou que o consumo da população Portuguesa era de 10,7g de sal/dia. Tendo a redução do consumo de sal sido identificada com uma das intervenções mais custo-efetivas na redução da carga de doença crónica, é importante a caracterização dos padrões de consumo na população com vista ao planeamento de estratégias de redução de consumo de sal em diferentes grupos populacionais. Métodos: Foi realizado um estudo epidemiológico transversal com base nos dados do Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF). O consumo adicional de sal foi avaliado numa amostra probabilística representativa da população portuguesa (n=4911), com a questão “Costuma adicionar sal no prato da sua comida? (Sim/Não)”. Foi estimada a prevalência do consumo de sal e os respetivos intervalos de confiança a 95% para o total de população e estratificada por sexo, grupo etário, região, escolaridade, situação perante o trabalho e diagnóstico de hipertensão arterial. Resultados: O consumo adicional de sal foi reportado por 17,7% [IC: 14,2; 21,9] da população. O consumo adicional de sal foi mais frequente entre os homens (20,9% [IC: 16,2; 26,5]), nos residentes na região do Algarve (35,8% [IC: 32,5; 39,3]) e entre os indivíduos empregados (19,6% [IC: 15,4; 24,6]) e variou com a idade de 22% [IC: 17,2; 27,6] no grupo etário mais jovem a 14% [IC: 10,6; 18,3] no grupo etário dos 65-74 anos. Os resultados revelam, ainda, que 13,7% [IC: 9,4; 19,5] da população com diagnóstico de hipertensão arterial refere um consumo adicional de sal. Conclusões: Os resultados obtidos permitem concluir que a prevalência de consumo adicional de sal é maior em homens, em grupos etários mais jovens, em indivíduos empregados e na região do Algarve. O consumo adicional de sal nos indivíduos com diagnóstico de hipertensão arterial mostra um comportamento contrário às orientações preconizadas para controlo dos valores de pressão arterial nesta população. Os serviços de saúde pública deverão, neste sentido, centrar as estratégias de redução de consumo de sal nestes grupos populacionais, particularmente em indivíduos com diagnóstico de hipertensão arterial e que estão, por isso, sob maior risco de eventos cardiocerebrovasculares.
- Cuidados preventivos de saúde oral em Portugal: resultados do INSEF 2015Publication . Kislaya, Irina; Braz, Paula; Santos, Joana; Antunes, Liliana; Santos, Ana João; Dias, Carlos MatiasUma boa saúde oral constitui um fator determinante para a qualidade de vida. As patologias orais, que estão entre as doenças mais prevalentes em Portugal, podem ser prevenidas com corretos comportamentos de higiene oral e consultas regulares. Este estudo tem como objetivo descrever os hábitos de higiene oral na população Portuguesa, avaliar a utilização de cuidados médico-dentários e a sua associação com variáveis sociodemográficas. Realizou-se um estudo epidemiológico transversal utilizando os dados do 1º Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF 2015), numa amostra representativa da população Portuguesa com idade entre os 25 e os 74 anos (n=4911). Para identificar fatores associados aos comportamentos corretos de higiene oral e a utilização dos cuidados médico-dentários, utilizou-se a regressão de Poisson para estimar as razões de prevalência ajustados (aPR; [IC95%]) da escovagem regular dos dentes e realização de consultas regulares, de acordo com sexo, idade, nível de escolaridade, rendimento, situação perante o trabalho e região. Do total de participantes, 65% declararam escovar os dentes pelo menos 2 vezes por dia e 34,2% visitaram regularmente um profissional de saúde oral. A adesão à escovagem dentária regular foi associada ao sexo feminino (aPR=1,4; [1,3; 1,5]) e ter ensino secundário (aPR=1,5; [1,3; 1,7]) ou superior (aPR = 1,7; [1,5, 1,9]). Contudo, no Norte (aPR=0,8; [0,7; 0,9]), Centro (aPR=0,7; [0,6; 0.8]) e Açores (aPR=0,8; [0,7; 0,9]) observou-se uma menor adesão. A realização de consultas regulares foi associada ao sexo feminino (aPR=1,2; [1,1; 1,4]), e ter ensino secundário (aPR=1,9; [1,5; 2,4]), ou superior (aPR=1,9; [1,4; 2,5]). Os desempregados aPR=0,7; [0,5; 0,9]), os indivíduos com baixo rendimento (aPR=0,6; [0,5; 0,7]) e os residentes no Alentejo (aPR=0,7; [0,6; 0,9]) foram menos assíduos a visitar um profissional de saúde oral regularmente. Os resultados evidenciam uma relação entre ser do sexo masculino, ter um menor nível de escolaridade e rendimento, e estar desempregado com a menor adoção de comportamentos preventivos em saúde oral. Estes resultados mostram a necessidade de implementar medidas que promovam a literacia em saúde oral em Portugal e se direcionem para os subgrupos identificados. A menor adesão à prática de escovagem regular e a menor utilização de cuidados médico-dentários em algumas regiões do país carecem de uma investigação adicional que englobe variáveis contextuais.
