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- Adenoids, friends or foes?Publication . Subtil, João; Lavado, Paula; Rodrigues, João; Rodrigues, Lúcia; Nogueira, Isabel; Duarte, Aida; Jordao, LuisaThe main goal of this study is to evaluate the existence of a link between biofilm assembly on adenoids and the incidence of recurrent infections within a paediatric population. Thirty-three different bacterial genera were isolated from 186 samples (nasal/adenoid scrubs and adenoid biopsies) being Haemophilus, Neisseria, Streptococcus and Staphylococcus the most frequent. Biofilms were present in 27.4% of the adenoid samples as assessed by SEM. Since the aim of the study is to assess the role of biofilms on adenoid colonization/ invasion and onset of infection a group of samples harbouring clinically relevant bacteria (H.influenzae, S. aureus, S. pyogenes, S. pneumococcus and Moraxella) both on the adenoid surface and core were selected for further studies. Based on biofilm assembly in vitro, assessed by crystal violet assay, bacteria were classified as weak, moderate and strong biofilm assemblers. No direct relation between the ability to assemble biofilms in vitro and the presence of biofilms on the adenoid (biofilm in vivo) was found. A similar result was obtained for antibiotic susceptibility with the majority of bacteria being antibiotic susceptible independently of its origin (sample with or without biofilms). This result might be explained at least partially, by the nature of the sample since the adenoidectomy can only be performed in individuals without infection. H. influenzae, the most isolated bacterium, is an opportunistic pathogen, highly adapted to colonize the upper respiratory tract and easily progresses to infection, especially in children. For this reason, virulence factors such as the capsular type were investigated by PCR. However, all strains were characterized as non-capsulated, which might explain adenoid colonization and biofilm formation, as have been also described in the literature. Further studies must be performed to validate the thesis that adenoids function as a reservoir of etiologic agents of respiratory and ear infections.
- Biofilms within the human body and its clinical implicationsPublication . Jordão, Luísa; Subtil, João; Lavado, Paula; Rodrigues, João; Reis, Lúcia; Faria, Isabel; Pessanha, Maria AnaBiofilms with medical implications could be find on medical devices or on organs. Here we discuss the results obtained in two studies one associated with an organ (adenoid) and another associated with a medical device (central venous catheters- CVC). In the first study, we evaluate the association between biofilm assembly on adenoids and the incidence of recurrent infections in a paediatric population comparing adenoid samples from adenoidectomy groups with and without infectious indication. Biofilms were present in 27.4% of the adenoid samples. For H. influenzae, S. aureus, S. pyogenes, S. pneumococcus and M. catarrhalis, no association was found between ability to assemble biofilms in vitro and the presence of biofilms on adenoids, and the same was found for antibiotic resistance. The most isolated bacterium was H. influenzae that revealed after further characterization to be non-typeable (NT). No statistical difference was found on biofilm presence between the two groups, infectious versus non-infectious diagnosis. The same was true for biofilm assembling ability of bacteria found on adenoid surface and core. As in other studies, we did not find a correlation between biofilm formation and susceptibility or resistance to antibiotics and this raise the question of the importance of biofilms on the pathogenesis of infectious diseases. In the second study, we explore the relation between the presence of biofilms on central venous catheters and central venous catheter-related bloodstream infection (CRBSI). Our preliminary results (relative to data collected over 10 months) show that Staphylococci, either coagulase negative or positive, are major etiologic agents of this healthcare associated infection.
- A doença dos legionários em Portugal, 2010-2013: resultados da vigilância laboratorial no âmbito do Programa de Vigilância Epidemiológica Integrada da Doença dos LegionáriosPublication . Gonçalves, Paulo; Lavado, Paula; Bettencourt, Célia; Simões, Maria João
- Doença invasiva por Haemophilus Influenzae na criança: estudo multicêntrico nacional 2010-2014Publication . Gonçalo-Marques, José; Cunha, Florbela; Bettencourt, Célia; Lavado, Paula; Grupo de Estudo da Doença Invasiva a Haemophilus influenzae na criançaIntrodução: Uma parceria Sociedade de Infecciologia Pediátrica / Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge propôs-se avaliar a epidemiologia, fatores de risco, clínica, serotipos e suscetibilidade aos antibióticos da doença invasiva a Haemphilus influenzae nas crianças, em Portugal. Métodos: Estudo prospetivo descritivo multicêntrico, entre 1 de janeiro de 2010 e 30 de junho de 2014 (54 meses). Cada estirpe foi enviada ao Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge acompanhada de inquérito clínico. Foi pesquisada produção de β-lactamase, resistência antibiótica, cápsula e serotipo. Resultados: Foram analisadas 38 estirpes (18 hospitais) isoladas em hemocultura (34), liquor (três) e líquido articular (uma). A incidência global foi 0,45/100000. Identificaram-se 25 (65,7%) Haemophilus influenzae não-capsulados, nove (23,7%) serotipo b (seis falências vacinais), duas (5,3%) serotipo a e duas (5,3%) serotipo f. As idades variaram entre 1 mês e 15 anos (lactentes 44,7%; 5 anos ou mais 26,3%); 23,7% tinham patologia prévia. As apresentações clínicas foram pneumonia (13), meningite (cinco), bacteriemia (cinco), infeção respiratória alta (quatro), bronquiolite (três) sépsis sem foco (três), artrite (duas), celulite periorbitária (uma), celulite (uma), epiglotite (uma). A meningite foi manifestação de 33,3% das infeções por serotipo b e de 4% das devidas a Haemophilus influenzae não-capsulados (p < 0,05). As infeções respiratórias altas bacteriémicas predominaram acima dos 5 anos (30% vs 3,6%; p < 0,05). Registaram-se sequelas neurológicas num caso (2,6%) e um óbito (2,6%). Verificou-se produção de β-lactamase em 7,9% e resistência à cefuroxima em 18,4%. Sem resistências a amoxicilina / clavulanato, cefotaxima, rifampicina. Discussão: A doença invasiva por Haemophilus influenzae atingiu diferentes grupos etários, predominando nos lactentes. As estirpes mais prevalentes foram de Haemophilus influenzae não-capsulados, causando maioritariamente bacteriemia e manifestações respiratórias. O serotipo b manteve-se em circulação sendo responsável por dois casos / ano.
- Infeção invasiva a Haemophilus influenzae em PortugalPublication . Lavado, PaulaIntrodução O Haemophilus influenzae (Hi) é, normalmente, responsável por infeções respiratórias e infeções invasivas graves como a meningite e a septicemia. As estirpes de serotipo b (Hib) eram, até à introdução da vacina conjugada, responsáveis pela maior parte dos casos de infeção invasiva. A vacina para o Hib foi incluída no Plano Nacional de Vacinação, em 2000, para crianças até aos 5 anos. Objetivo Caracterizar as estirpes invasivas (144 estirpes), colecionadas no DDI, INSA, de diversos Hospitais em Portugal, no período após a introdução da vacina (2002-2010) e comparar com os dados obtidos no período pré-vacinal. Métodos A caracterização do serotipo capsular foi realizada por “Polymerase Chain Reaction” (PCR). A susceptibilidade aos antibióticos foi determinada por microdiluição, para 13 antibióticos. A produção de β-lactamase foi pesquisada com nitrocefim. Amplificação de determinados genes, por PCR, e sequenciação foram técnicas utilizadas sempre que necessário. Resultados As estirpes foram isoladas de hemocultura (109), LCR (29) e líquido pleural (6); 41 foram isoladas de crianças ≤ 5 anos. Cento e onze estirpes (77%) foram caracterizadas como não capsuladas (NC), 19 serotipo b (13%) e 14 (10%) serotipo não-b (3 a, 1 d e 10 f). Quinze estirpes (10%) produziam β-lactamase. Nas estirpes não produtoras de β-lactamase detetaram-se 12 estirpes (9%) BLNAR, com diminuição de afinidade aos antibióticos β-lactâmicos e mutações no gene ftsI, que codifica a PBP3. Discussão Observamos uma alteração na epidemiologia da infeção invasiva nos dois períodos de estudo: 1989-2001 vs. 2002-2010: as estirpes NC aumentaram de 39% para 77%, contrariamente às de serotipo b que decresceram de 61% para 13%; o serotipo não-b aumentou de 1% para 10%. Destacamos uma estirpe serotipo d caracterizada pela primeira vez na Europa. Com o decréscimo das infeções a Hib verificou-se uma diminuição acentuada na resistência aos antibióticos. Assinalamos a emergência de novos mecanismos de resistência: estirpes BLNAR. Conclusão As infeções invasivas Hib foram praticamente eliminadas nas populações onde a vacina foi implementada. No entanto, esta vacina não protege contra a infeção invasiva por estirpes NC ou de serotipos não-b, o que demonstra a importância de continuar a vigilância da infeção invasiva a Hi.
- Infecção invasiva a Haemophilus influenzae em Portugal: O que mudou após a introdução da vacina para o Haemophilus influenzae serótipo b?Publication . Lavado, PaulaO Haemophilus influenzae (H. influenzae) é um microrganismo Gram negativo cujo nicho ecológico é o tracto respiratório humano. Para além de colonizar a nasofarínge de pessoas saudáveis, o H. influenzae é normalmente responsável por infecções respiratórias e ainda infecções invasivas graves como a meningite e a septicemia, principalmente nas crianças (Tristram, 2007). As estirpes capsuladas, nomeadamente as de serótipo b (Hib) eram, até à introdução da vacina conjugada, responsáveis pela maior parte dos casos de infecção invasiva (Peltola, 2000). A vacina para o Hib foi licenciada em Portugal em 1994 e incluída no Plano Nacional de Vacinação (PNV) no ano 2000, para crianças até aos 5 anos de idade. Como consequência, as infecções invasivas de serótipo b foram praticamente eliminadas nas populações onde a vacina foi implementada (Wenger, 1998). No entanto, esta vacina não protege contra a infecção invasiva por estirpes não capsuladas (NC) ou de serótipos não b sendo, de momento, as estirpes NC as responsáveis pela maior parte destas infecções (Ladhani et al., 2010; Ulanova & Tsang, 2009). O objectivo deste estudo é o de caracterizar as estirpes de H. influenzae isoladas de doentes com infecção invasiva, no período após a introdução da vacina no PNV do nosso país. Amostra: Foram coleccionadas no Departamento de Doenças Infecciosas do INSA, 154 estirpes, isoladas nos últimos 10 anos (2001 a 2010), em diversos Hospitais em Portugal. Em Janeiro de 2010 foi iniciado um Projecto de “Vigilância Clínica e Epidemiológica da Doença Invasiva por H. influenzae na Criança”, em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Pediatria. As estirpes caracterizadas ao abrigo deste projecto (9 estirpes, em 2010) foram incluídas na amostra global, para efeitos de análise de resultados. Métodos: A identificação do H. influenzae foi confirmada pelos procedimentos habituais. O serótipo capsular foi caracterizado por uma técnica de Polymerase Chain Reaction (PCR) que permite classificar as estirpes em diferentes serótipos (de a a f) e em estirpes NC (Falla et al, 1994). A susceptibilidade aos antibióticos foi determinada por microdiluição, para 13 antibióticos, de acordo com as normas do CLSI (2009). A pesquisa de produção de β-lactamase foi efectuada com nitrocefim. Para caracterizar o tipo de enzima, TEM ou ROB, nas estirpes produtoras de β-lactamase, recorreu-se ao PCR multiplex. O Pulsed-Field-Gel-Electrophoresis (PFGE) (Campos et al., 2004) foi a técnica utilizada para estudos de clonalidade e disseminação da infecção. Resultados: A maior parte das estirpes foram isoladas de hemocultura (76%; 117/154), seguindo-se o líquido cefaloraquidiano (18,8%; 29/154) e líquido pleural (5,2% 8/154). Quarenta e nove estirpes (31,8%; 49/154) foram isoladas de crianças (≤ 5 anos). Onze por cento das estirpes (11%; 17/154) eram produtoras de β-lactamase. Todas as β-lactamases foram caracterizadas como tipo TEM. No grupo de estirpes não produtoras de β-lactamase detectaram-se 12 estirpes (8,8%; 12/137) com diminuição da susceptibilidade à ampicilina e ao co-amoxiclave, assim como às cefalosporinas de 2ª geração. Estas estirpes designam-se por BLNAR (β-lactamase negativas e resistentes à ampicilina) pela sua diminuição de afinidade aos antibióticos β-lactâmicos, devido a mutações no gene ftsI, que codifica a PBP3 (Barbosa et al, 2011). Globalmente, observou-se um elevado nível de resistência ao trimetoprim/sulfametoxasol: 19%. A caracterização do serótipo capsular permitiu classificar 120 estirpes (78%; 120/154) como NC, 19 de serótipo b (12,3%; 19/154) e 15 (9,7%; 15/154) de serótipo não-b (3 a, 1 d e 11 f). Discussão: Os dados aqui apresentados, de 154 estirpes invasivas isoladas entre 2001 e 2010 e quando comparados com dados anteriormente publicados (Bajanca et al, 2004) relativos ao período 1989-2001, revelam uma alteração na epidemiologia da infecção invasiva nos dois períodos de estudo. Assim, e em relação ao serótipo capsular, as estirpes NC sofreram um aumento de 38,6% para 78%, contrariamente aos isolados de serótipo b que decresceram acentuadamente, de 60,5% para 12,3%. Foi ainda observado um aumento na percentagem de isolados de serótipo não-b, de 0,8% para 9,7%. Destacamos uma estirpe de serótipo d caracterizada pela primeira vez num lactente, na Europa (Calado et al, 2011). Os dados de um estudo Europeu realizado entre 1996 e 2006 (Ladhani et al., 2010), em 14 países, que reportou 10081 casos de infecção invasiva: 44,3% por H. influenzae NC, 28,1% por Hib e 7,8% por estirpes de serótipo não-b, vão ao encontro dos nossos resultados mais recentes. Verificou-se uma diminuição acentuada nas percentagens de resistência aos antibióticos, concomitantemente com o decréscimo das infecções a Hib: a produção de β -lactamase decresceu de 26,9% para 11%; não se detectam estirpes multiresistentes (resistência simultânea à ampicilina, cloranfenicol, tetraciclina) desde 1996, quando anteriormente esta percentagem era de 34,4%. Assistimos agora à emergência de novos mecanismos de resistência, principalmente de estirpes BLNAR. Conclusão: Os nossos resultados revelam uma alteração na epidemiologia da infecção invasiva a H. influenzae dez anos após a introdução da vacina, com um aumento de estirpes NC e a caracterização de outros serótipos, como serótipos a, d e f, o que nos demonstra a importância de dar continuidade a esta monitorização através de mais e melhores estudos de vigilância.
- Infecção invasiva a Haemophilus influenzae em Portugal: O que mudou após a introdução da vacina para o Haemophilus influenzae serótipo b?Publication . Lavado, PaulaIntrodução: O Haemophilus influenzae (H. influenzae) é um microrganismo Gram negativo cujo nicho ecológico é o tracto respiratório humano. Para além de colonizar a nasofarínge de pessoas saudáveis, o H. influenzae é normalmente responsável por infecções respiratórias e ainda infecções invasivas graves como a meningite e a septicemia, principalmente nas crianças (Tristram, 2007). As estirpes capsuladas, nomeadamente as de serótipo b (Hib) eram, até à introdução da vacina conjugada, responsáveis pela maior parte dos casos de infecção invasiva (Peltola, 2000). A vacina para o Hib foi licenciada em Portugal em 1994 e incluída no Plano Nacional de Vacinação (PNV) no ano 2000, para crianças até aos 5 anos de idade. Como consequência, as infecções invasivas de serótipo b foram praticamente eliminadas nas populações onde a vacina foi implementada (Wenger, 1998). No entanto, esta vacina não protege contra a infecção invasiva por estirpes não capsuladas (NC) ou de serótipos não b sendo, de momento, as estirpes NC as responsáveis pela maior parte destas infecções (Ladhani et al., 2010; Ulanova & Tsang, 2009). O objectivo deste estudo é o de caracterizar as estirpes de H. influenzae isoladas de doentes com infecção invasiva, no período após a introdução da vacina no PNV do nosso país. Amostra: Foram coleccionadas no Departamento de Doenças Infecciosas do INSA, 154 estirpes, isoladas nos últimos 10 anos (2001 a 2010), em diversos Hospitais em Portugal. Em Janeiro de 2010 foi iniciado um Projecto de “Vigilância Clínica e Epidemiológica da Doença Invasiva por H. influenzae na Criança”, em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Pediatria. As estirpes caracterizadas ao abrigo deste projecto (9 estirpes, em 2010) foram incluídas na amostra global, para efeitos de análise de resultados. Métodos: A identificação do H. influenzae foi confirmada pelos procedimentos habituais. O serótipo capsular foi caracterizado por uma técnica de Polymerase Chain Reaction (PCR) que permite classificar as estirpes em diferentes serótipos (de a a f) e em estirpes NC (Falla et al, 1994). A susceptibilidade aos antibióticos foi determinada por microdiluição, para 13 antibióticos, de acordo com as normas do CLSI (2009). A pesquisa de produção de β-lactamase foi efectuada com nitrocefim. Para caracterizar o tipo de enzima, TEM ou ROB, nas estirpes produtoras de β-lactamase, recorreu-se ao PCR multiplex. O Pulsed-Field-Gel-Electrophoresis (PFGE) (Campos et al., 2004) foi a técnica utilizada para estudos de clonalidade e disseminação da infecção. Resultados: A maior parte das estirpes foram isoladas de hemocultura (76%; 117/154), seguindo-se o líquido cefaloraquidiano (18,8%; 29/154) e líquido pleural (5,2% 8/154). Quarenta e nove estirpes (31,8%; 49/154) foram isoladas de crianças (≤ 5 anos). Onze por cento das estirpes (11%; 17/154) eram produtoras de β-lactamase. Todas as β-lactamases foram caracterizadas como tipo TEM. No grupo de estirpes não produtoras de β-lactamase detectaram-se 12 estirpes (8,8%; 12/137) com diminuição da susceptibilidade à ampicilina e ao co-amoxiclave, assim como às cefalosporinas de 2ª geração. Estas estirpes designam-se por BLNAR (β-lactamase negativas e resistentes à ampicilina) pela sua diminuição de afinidade aos antibióticos β-lactâmicos, devido a mutações no gene ftsI, que codifica a PBP3 (Barbosa et al, 2011). Globalmente, observou-se um elevado nível de resistência ao trimetoprim/sulfametoxasol: 19%. A caracterização do serótipo capsular permitiu classificar 120 estirpes (78%; 120/154) como NC, 19 de serótipo b (12,3%; 19/154) e 15 (9,7%; 15/154) de serótipo não-b (3 a, 1 d e 11 f). Discussão: Os dados aqui apresentados, de 154 estirpes invasivas isoladas entre 2001 e 2010 e quando comparados com dados anteriormente publicados (Bajanca et al, 2004) relativos ao período 1989-2001, revelam uma alteração na epidemiologia da infecção invasiva nos dois períodos de estudo. Assim, e em relação ao serótipo capsular, as estirpes NC sofreram um aumento de 38,6% para 78%, contrariamente aos isolados de serótipo b que decresceram acentuadamente, de 60,5% para 12,3%. Foi ainda observado um aumento na percentagem de isolados de serótipo não-b, de 0,8% para 9,7%. Destacamos uma estirpe de serótipo d caracterizada pela primeira vez num lactente, na Europa (Calado et al, 2011). Os dados de um estudo Europeu realizado entre 1996 e 2006 (Ladhani et al., 2010), em 14 países, que reportou 10081 casos de infecção invasiva: 44,3% por H. influenzae NC, 28,1% por Hib e 7,8% por estirpes de serótipo não-b, vão ao encontro dos nossos resultados mais recentes. Verificou-se uma diminuição acentuada nas percentagens de resistência aos antibióticos, concomitantemente com o decréscimo das infecções a Hib: a produção de β -lactamase decresceu de 26,9% para 11%; não se detectam estirpes multiresistentes (resistência simultânea à ampicilina, cloranfenicol, tetraciclina) desde 1996, quando anteriormente esta percentagem era de 34,4%. Assistimos agora à emergência de novos mecanismos de resistência, principalmente de estirpes BLNAR. Conclusão: Os nossos resultados revelam uma alteração na epidemiologia da infecção invasiva a H. influenzae dez anos após a introdução da vacina, com um aumento de estirpes NC e a caracterização de outros serótipos, como serótipos a, d e f, o que nos demonstra a importância de dar continuidade a esta monitorização através de mais e melhores estudos de vigilância. Referências Bibliográficas: • Bajanca P, Caniça M, & the Multicenter Study Group. J Clin Microbiol 2004; 42:807-10. • Barbosa R, Giufrè M, Cerquetti M, & Bajanca-Lavado, P. J Antimicrob Chemother 2011; 66:788-96. • Calado R, Betencourt C, Gonçalves H, Cristino N, Calhau P & Bajanca-Lavado, P. Diagn Microbiol Infect Dis 2011; 69:111-13. • Campos J, Hernando M, Román F, Pérez-Vazquez M, Aracil B, Oteo J et al, J Clin Microbiol 2004; 42:524-9. • Clinical and Laboratory Standards Institute. M100-S19. CLSI, Wayne, PA, USA, 2009. • Falla T, Crook D, Brophy L, Maskell D, Kroll J, Moxon E. 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