Percorrer por autor "Ferreira, Filipa Costa"
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- Deteção de vírus entéricos por real-time RT-qPCR em águas superficiais, subterrâneas, de consumo e águas residuaisPublication . Teixeira, Pedro; Ferreira, Filipa Costa; Rodrigues, Raquel; Valério, ElisabeteA água é essencial à vida, e por isso torna-se absolutamente necessário protegê-la e assegurar a sua disponibilidade e qualidade para os diversos fins a que se destina. De uma perspetiva microbiológica, a avaliação e monitorização da qualidade da água são usualmente efetuadas recorrendo a bactérias indicadoras de contaminação fecal (FIB) como Escherichia coli ou Enterococcus spp., atuando como potenciais indicadores da presença de agentes patogénicos. No entanto, a ocorrência destes indicadores nem sempre se correlaciona com a presença de agentes patogénicos. Por esta razão, e considerando a importância do uso sustentável dos recursos hídricos, as atuais normas e legislação necessitam de uma revisão que garanta a salvaguarda da saúde pública, em particular no contexto de utilização de água residual tratada. Neste estudo foi desenvolvida uma metodologia para a preparação de amostras e extração de RNA para a pesquisa e quantificação de vírus entéricos - norovírus (NoV) genogrupos I (GI) e II (GII) e vírus da Hepatite A, através de RT-PCR quantitativo em tempo real, além de terem sido avaliados alguns dos tradicionais indicadores microbiológicos. Foram colhidas e analisadas amostras de água naturais (superficiais e subterrâneas) e de consumo; e águas residuais em três fases distintas de tratamento – afluente bruto não tratado, efluente com tratamento secundário por lamas ativadas e efluente sujeito a tratamento terciário por filtração com areias e exposição a radiação ultravioleta (UV). O trabalho desenvolvido permitiu detetar e quantificar os vírus entéricos em estudo e ainda demonstrar que a ausência de FIB não implica a ausência de microrganismos patogénicos, nomeadamente NoV GI e GII em águas residuais sujeitas a tratamento terciário nas ETAR. Os resultados obtidos indicam assim que podem persistir riscos para a saúde pública na utilização de águas residuais tratadas, mesmo com tratamento terciário como a utilização de UV.
- Diabetes Mellitus - Estudo de AEQ dos Parâmetros Glicose e HbA1c (2008-2012)Publication . Ferreira, Filipa Costa; Gomes, M. Adelina; Correia, Helena; Brito, Cristina; Faria, Ana PaulaSegundo o Internacional Diabetes Federation (IDF) (2012), a Diabetes atinge 371 milhões de pessoas em todo o mundo, correspondendo a 8,3% da população mundial. Estima-se que em cerca de 50% dessas pessoas a diabetes ainda não foi diagnosticada. Em 2012 morreram devido à diabetes 4,8 milhões de pessoas, sendo que metade tinha idade inferior a 60 anos. Segundo a IDF, Portugal posiciona-se entre os países europeus com maior taxa de prevalência de diabetes. A prevalência de diabéticos em Portugal em 2011, numa população entre os 20 e 79 anos foi de 12.7%, sendo que 7,2% diziam respeito a prevalência de diabetes diagnosticada e 5,5% a diabetes não diagnosticada. Em 2009, a percentagem de diabéticos em Portugal rondava os 11,7% e em 2010 os 12,4%. Dado a incidência a nível mundial da Diabetes Mellitus, torna-se de elevada importância avaliar toda a sua envolvência e estudar bem quais os critérios a ter em consideração. Propusemo-nos estudar os parâmetros bioquímicos relacionados com esta patologia - Glicose e Hemoglobina Glicada A1c (HbA1c), recorrendo à análise dos resultados dos últimos cinco anos (2008-2012) dos ensaios interlaboratoriais e metodologias utilizadas do Programa Nacional de Avaliação Externa da Qualidade, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (PNAEQ-INSA), Lisboa, Portugal.
- A Diabetes: principais parâmetros para o controlo da DiabetesPublication . Ferreira, Filipa Costa; Gomes, Maria Adelina[PT] A Diabetes Mellitus é uma doença metabólica crónica, com deficiência a nível do metabolismo dos hidratos de carbono, lípidos e proteínas, resultante de deficiências na secreção ou ação da insulina, ou de ambas, que quando não tratada antecipadamente e de modo conveniente, pode ter consequências muito graves. Dado a incidência a nível mundial da Diabetes Mellitus, torna-se de elevada importância avaliar toda a sua envolvência e estudar bem quais os critérios a ter em consideração. Este trabalho propõe-se estudar para além dos parâmetros bioquímicos relacionados com a doença - Glicose e Hemoglobina Glicada A1c (HbA1c), analisar os resultados dos últimos cinco anos (2008-2012) dos ensaios interlaboratoriais do PNAEQ, do Departamento de Epidemiologia, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge. Foram também analisadas as metodologias utilizadas e as variações interlaboratoriais, de forma a entender qual ou quais são os parâmetros mais adequados para o seu diagnóstico e controlo. Este estudo utilizou a população de laboratórios portugueses, públicos e privados, de Portugal Continental e Ilhas, um laboratório de Angola e outro de Macau que se inscreveram no PNAEQ nestes cinco anos, sendo a amostra composta pelo n.º de participações. No programa de Química Clinica foram distribuídas 38 amostras e no programa de HbA1c foram distribuídas 22 amostras. Para a glicose, o nível de desempenho nos ensaios é na globalidade das amostras de Excelente, no entanto verifica-se que sempre que a concentração da amostra é de nível patológico, que a maioria dos ensaios o desempenho foi inferior – Bom. O método de eleição e com CV% mais baixos foi o método da hexoquinase. Para a HbA1c, o nível de desempenho nos ensaios é na globalidade das amostras de Excelente. O método de eleição e com CV% mais baixos foi o método de HPLC. O CV% para a glicose ronda desde 2010 a 2012, os 3% e para a HbA1c foi de aproximadamente 4,0% em 2012. A HbA1c tem mostrado ser uma ferramenta muito útil, importante e robusta na monitorização da Diabetes, sendo hoje em dia quase sempre requisitada em análises de rotina a diabéticos de modo a prevenir complicações que possam vir a acorrer. No futuro poderá ser um importante, senão o parâmetro de futuro, para o diagnóstico da Diabetes, no entanto, mesmo já tendo sido muito trabalhada a sua padronização, ainda existem questões por responder como quais são na realidade todos os seus interferentes, qual a verdadeira relação da HbA1c com a glicose média estimada, em todas as populações e com estudos epidemiológicos. Também a própria educação do diabético e clínico deve ser aprimorada, pelo que neste momento as PTGO e os doseamentos de glicose em jejum devem ser utilizados e encontrando-se a Norma da DGS N.º 033/2011 de acordo com as necessidades e com o estado da arte deste parâmetro. A implementação da glicose média estimada será uma mais-valia na monitorização dos diabéticos pelo que deverá ser uma das prioridades a ter em conta no futuro desta padronização, uniformizando a decisão clinica baseada nela e minimizando a dificuldade de interpretação de resultados de laboratório para laboratório.
