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Publicação

Impact of BCL-6 downregulation in the oncogenic properties of breast cancer cells

datacite.subject.fosCiências Médicas
datacite.subject.sdg03:Saúde de Qualidade
dc.contributor.advisorBarros, Patrícia
dc.contributor.advisorJordan, Peter
dc.contributor.authorJorge, João Miguel Dyson de Lima
dc.date.accessioned2026-01-22T14:59:12Z
dc.date.available2026-01-22T14:59:12Z
dc.date.issued2025-04-22
dc.date.submitted2025
dc.descriptionDissertação de mestrado em Biologia Molecular e Genética, apresentada à Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, 2025. http://hdl.handle.net/10400.5/100878
dc.description.abstractBreast cancer (BC) incidence has risen over the past two decades, now being the second most prevalent cancer worldwide and the fourth leading cause of cancer-related deaths. Despite advancements in BC treatment, challenges like acquired resistance, recurrence, and metastasis persist. BCL-6, a transcriptional repressor, plays a controversial role in BC development. It is overexpressed in approximately half of primary tumors across all subtypes, correlating with poorer patient prognosis. Conversely, its downregulation is linked to disease progression and metastasis, highlighting the critical need for a deeper understanding of BCL-6's dual role in BC pathogenesis. This study used RNA interference to explore the impact of BCL-6 depletion on the oncogenic progression of MCF-7 cells, a low-tumorigenic estrogen receptor-alpha-positive (ERα+) cell line. While BCL-6 is known to regulate mammary cell proliferation and differentiation, its depletion did not affect MCF-7 cell proliferation or viability but significantly reduced their individual and collective migratory properties. An RNA microarray analysis identified a set of genes upregulated following BCL-6 depletion, including S100A7, previously reported to inhibit MCF-7 cell migration and invasion in ERα+ BC cells. However, our findings showed that S100A7 downregulation alone did not affect MCF-7 migration. Moreover, simultaneous depletion of BCL-6 and S100A7 failed to restore MCF-7 cell migratory behavior. Our results suggest that increased expression of BCL-6 is linked to increased cell migration but is independent of S100A7 upregulation. Further studies are required to clarify the role of BCL-6 in BC, including disease progression.eng
dc.description.abstractO cancro da mama é atualmente uma das principais preocupações de saúde pública a nível mundial, com a sua incidência e impacto a aumentarem significativamente nas últimas duas décadas. Em 2022, o cancro da mama tornou-se no segundo tumor maligno mais prevalente globalmente, com 2.3 milhões de novos casos registados e aproximadamente 700 mil mortes atribuídas à doença, tornando-se a quarta maior causa de morte entre todos os tipos de cancro. Projeções indicam que, até 2040, o número de casos anuais poderá ultrapassar os 3 milhões, com mais de 1 milhão de mortes, sobretudo devido ao aumento da população e da esperança média de vida. Apesar de avanços no diagnóstico precoce e na terapia, desafios como a resistência adquirida aos tratamentos, a recorrência, e formação de metástases continuam a limitar o sucesso clínico. Em resposta, a Organização Mundial da Saúde lançou a Iniciativa Global do Cancro da Mama, visando reduzir a mortalidade pelo cancro da mama através de estratégias de saúde pública coordenadas, diagnóstico oportuno e tratamentos acessíveis O cancro da mama é uma neoplasia heterogénea, causada por uma combinação de fatores de risco ambientais e genéticos, com quatro subtipos moleculares definidos pelos diferentes perfis de recetores hormonais e índices de proliferação celular. Estes incluem os tumores luminal A, caracterizados pela expressão de recetores de estrogénio (ER) e progesterona (PR), ausência de recetores HER2 e baixos níveis do marcador de proliferação Ki-67. Os tumores luminal B, diferem do subtipo anterior por apresentarem elevados níveis de proliferação e poderem ser negativos para a expressão do recetor de PR. O terceiro subtipo é caracterizado por ser HER2 positivo, não sendo dependente dos outros recetores. Finalmente, os tumores triplo-negativos caracterizam-se por não apresentarem expressão de nenhum recetor hormonal. Todos estes subtipos apresentam padrões clínicos diferentes, no entanto, de uma forma geral, a cirurgia é atualmente a primeira opção de tratamento, sendo precedida de quimioterapia de forma a impedir o crescimento do tumor e reduzir o seu tamanho, e seguida de radioterapia para minimizar o risco de recorrência do tumor. Avanços recentes em biologia molecular e imunologia têm vindo a introduzir novas opções de tratamento que englobam o conceito de medicina personalizada. Apesar destes progressos, a resistência adquirida aos tratamentos, formação de metástases, e recorrência do tumor continuam a ser grandes desafios, pelo que descobrir os mecanismos responsáveis que estão na base destes eventos e desenvolver novas estratégias terapêuticas que visem a utilização de alvos moleculares específicos são cruciais para superar estes problemas. Entre potenciais alvos terapêuticos para intervenção, o fator de transcrição BCL-6 surge como um oncogene promissor. Este atua como um repressor, ligando-se à região promotora de genes alvo e bloqueando assim, a sua transcrição. Em condições normais, BCL-6 é necessário para a formação de centros germinais durante a resposta imunológica humoral no tecido mamário, controlando a expressão de genes envolvidos na diferenciação terminal, controlo de danos no DNA, e checkpoints de proliferação, sendo estes processos fundamentais na formação e progressão tumoral. Esta proteína foi encontrada altamente expressa em tecidos primários de cancro da mama, estando associada à progressão da doença e a um pior prognóstico de pacientes com cancro da mama. Curiosamente, em tumores recorrentes e metastáticos de cancro da mama observa-se uma perda da expressão de BCL-6, que está associada a um decréscimo na sobrevivência dos pacientes. Estes resultados contraditórios demonstram que os mecanismos pelos quais BCL-6 atua ainda não são completamente compreendidos, destacando a necessidade de entender mais aprofundadamente a sua contribuição para a progressão do cancro da mama. Neste estudo utilizámos a tecnologia de RNA de interferência, de forma a explorar o impacto da supressão de BCL-6 na progressão oncogénica das células MCF-7, uma linha celular de cancro da mama caracterizada por ser positiva para o recetor alfa de estrogénio (ERα) e apresentar baixa tumorigenicidade. Apesar de ser conhecido o seu papel na regulação da proliferação e diferenciação das células mamárias, a supressão de BCL-6 não afetou a proliferação ou viabilidade das células MCF-7, contudo reduziu significativamente as suas propriedades migratórias ao nível coletivo e singular. Como a migração celular é uma componente essencial da formação de metástases, a capacidade das células cancerígenas compreenderem estímulos químicos e seguirem gradientes direcionados é crucial para a disseminação do tumor primário. Estes resultados sugerem que BCL-6 pode estar implicado na migração celular, independentemente da proliferação. Considerando que BCL-6 se encontra sub-expresso em tumores de cancro da mama, especialmente em tumores de estádio avançado, e que a sua supressão levou a uma perda das capacidades migratórias de células de cancro da mama, nós colocámos a hipótese que um gene regulado por BCL-6 poderia ser essencial para recuperar o fenótipo migratório das células MCF-7 de cancro da mama e promover a progressão da doença. Análises transcritómicas de RNA de células MCF-7 identificaram um conjunto de genes sobre-expressos (CFB, S100A7, e S100A8) quando BCL-6 se encontrava suprimido. Assim decidimos validar experimentalmente estes resultados in silico nas células MCF-7. Infelizmente, não conseguimos otimizar as condições de PCR para o CFB, o gene que demonstrava maior variação na análise computacional, nem para a supressão do S100A8, cujo RNA de interferência não funcionou, pelo que não foi possível continuar o estudo destes genes. O gene S100A7 está associado à progressão do cancro da mama, no entanto o seu papel exato permanece incerto. Estudos anteriores revelaram que S100A7 se encontrava mais expresso em carcinomas ductais in situ pré-invasivos quando comparado com tecido normal ou carcinomas invasivos da mama, sugerindo um papel na progressão inicial do cancro da mama. Além disso, um estudo de análise comparativa de dados microarray com o objetivo de definir assinaturas genéticas na progressão do cancro da mama sugeriu que a supressão do S100A7 é crucial para iniciar a tumorigénese e invasão dos tecidos adjacentes. Curiosamente, foi demonstrado que S100A7 desempenha um papel diferencial na progressão do cancro da mama, baseado no estatuto do recetor ERα. Em células de cancro da mama que expressam este recetor, a sobre-expressão de S100A7 apresenta atividade supressora de tumores, reduzindo a capacidade de proliferação, migração e invasão. Já em células de cancro da mama que não expressam ERα, a sobre-expressão de S100A7 atua como um oncogene, promovendo a migração e invasão celular. No entanto, os nossos resultados demonstraram que a supressão de S100A7 não afeta a migração das células MCF-7, tanto ao nível singular, como ao nível coletivo. Ademais, quando suprimido em conjunto com BCL-6, S100A7 não conseguiu resgatar o fenótipo migratório das células MCF-7. Em conclusão, os nossos resultados sugerem que um aumento na expressão de BCL-6 está associado com uma maior capacidade migratória das células de cancro da mama, mas que tal é independente da expressão de S100A7. Estudos adicionais são necessários para esclarecer o papel de BCL-6 no cancro da mama, particularmente na identificação de quais dos seus alvos transcricionais contribuem para a rede regulatória que impulsiona a progressão da doença. Embora não tenha sido possível continuar o estudo sobre os genes S100A8 e CFB, a sua expressão diferencial após a supressão de BCL-6 pode desempenhar um papel na restauração do fenótipo migratório das células MCF-7. Para além disso, testámos apenas um pequeno conjunto de genes, regulados positiva ou negativamente, da análise transcritómica, de modo que validar outros genes diferencialmente expressos é um próximo passo lógico. Ampliar o nosso estudo para incluir genes fora daqueles identificados na análise transcritómica, tais como os principais genes envolvidos na regulação de BCL-6, incluindo membros da família STAT, pode permitir uma melhor compreensão profunda do papel de BCL-6 na progressão do cancro da mama. Por exemplo, STAT3 e STAT5, frequentemente ativados no cancro da mama, desempenham papéis opostos na regulação de BCL-6, enquanto STAT3 promove a sua expressão, STAT5 suprime-a. Esta interação regulatória poderá ser crucial para entender os mecanismos subjacentes no impacto de BCL-6 na progressão tumoral. Explorar a função de BCL-6 em modelos de estudo in vitro de cancro da mama, para além das MCF-7, pode também possibilitar uma visão mais abrangente do seu papel. Como este estudo se focou exclusivamente na supressão de BCL-6, estudos futuros utilizando linhas celulares com níveis endógenos de BCL-6 mais elevados podem fornecer um conhecimento mais claro sobre o seu potencial oncogénico. Assim, aprofundar o entendimento dos mecanismos moleculares pelos quais o repressor BCL-6 contribui para a progressão do cancro da mama é essencial para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas que visem mitigar a metastização e melhorar o prognóstico dos pacientes.por
dc.identifier.tid204121981
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.18/10741
dc.language.isoeng
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/
dc.subjectBreast Cancer
dc.subjectBCL-6
dc.subjectMCF-7
dc.subjectS100A7
dc.subjectMigration
dc.subjectMigração
dc.subjectCancro da Mama
dc.subjectVias de Transdução de Sinal e Patologias Associadas
dc.titleImpact of BCL-6 downregulation in the oncogenic properties of breast cancer cellseng
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
thesis.degree.nameMestrado em Biologia Molecular e Genética

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