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Resumo(s)
O envelhecimento populacional está a aumentar de forma acelerada, trazendo consigo desafios importantes para a saúde pública, sobretudo no que toca à preservação da saúde cognitiva. Fatores como o isolamento, doenças crónicas e défices nutricionais contribuem para o declínio cognitivo associado ao envelhecimento, enquanto o envelhecimento ativo e saudável, que inclui atividade física, estímulo mental e uma alimentação adequada, é essencial para promover a autonomia e o bem-estar nesta fase da vida.
A nutrição tem um papel central na prevenção do declínio cognitivo, sendo nutrientes como ómega-3, antioxidantes, vitaminas e minerais essenciais para a saúde cerebral. Estes nutrientes atuam na redução da inflamação e do stress oxidativo, melhoram a comunicação neuronal e podem ajudar a retardar mecanismos associados à Doença de Alzheimer, como a formação de placas beta-amiloides e emaranhados de tau, que comprometem o funcionamento neuronal e a comunicação entre neurónios.
No âmbito desta apresentação, foi também introduzido o desenvolvimento de um modelo celular de Doença de Alzheimer em laboratório, utilizando a linha SH-SY5Y diferenciada e a indução de fibrilação dos peptídeos beta-amiloides, permitindo avaliar a potencial neuroproteção de nutrientes específicos. Estes modelos in vitro são ferramentas relevantes para aprofundar o conhecimento sobre os mecanismos da doença e sobre como intervenções nutricionais podem contribuir para a neuroproteção, reforçando a importância de estratégias preventivas desde cedo para um envelhecimento cognitivo saudável.
Descrição
Comunicação oral a convite.
Palavras-chave
Nutrição Aplicada Envelhecimento Saudável Saúde Mental Neuroproteção
