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- Consumo de sal e relação com a saúde: perceção do consumidorPublication . Albuquerque, T.G.; Oliveira, M.B.; Costa, H.S.Ao longo dos anos, tem-se verificado um aumento dos casos de hipertensão arterial, estimando-se que esta patologia esteja na origem de 7,5 milhões de mortes por ano. A ingestão excessiva de sal está profundamente relacionada com esta patologia, sendo os alimentos processados os que mais contribuem para esta ingestão. Em Portugal, houve um decréscimo no consumo de sal, mas a população portuguesa ingere sensivelmente o dobro do valor recomendado. Desta forma, é fundamental avaliar a perceção do consumidor relativamente ao consumo de sal e relação com a saúde. Neste sentido, realizou-se um questionário que incluiu 115 indivíduos com uma média de idades de 36 anos. De acordo com as respostas obtidas, 74,8% inquiridos consideram que Portugal tem um consumo de sal elevado, mas 21,7% desconhece a existência de um valor definido para uma ingestão adequada de sal. Verificou-se que a maior parte dos indivíduos (53,9%) considera muito importante indicar o teor de sal no rótulo dos alimentos e 87,0% dos indivíduos afirmam que estão preocupados com o teor de sal presente nos alimentos e que a indústria alimentar deve reunir esforços para reduzir o teor de sal dos alimentos. No que diz respeito às doenças que podem estar associadas a um elevado consumo de sal, a hipertensão arterial, as doenças cardiovasculares, o acidente vascular cerebral e o enfarte do miocárdio são as mais reconhecidas. Algumas das questões do questionário estavam relacionadas com os substitutos de sal. Verificou-se que 64,3% dos indivíduos conhece alguns dos substitutos de sal existentes no mercado e 47,4% destes indivíduos utiliza frequentemente estes substitutos. Mais de 70% dos inquiridos reconhece que as ervas aromáticas frescas e secas, e as especiarias são medidas que podem implementar para diminuir o teor de sal que adicionam na preparação das suas refeições. Os resultados obtidos realçam a importância deste tipo de questionários, porque demonstram que as iniciativas que têm sido realizadas para a consciencialização da população, estão a ser efetivas e que os inquiridos reconhecem a importância do tema. No entanto, é necessário continuar a tomar medidas que permitam a redução do teor de sal dos alimentos, contribuindo para a melhoria do estado de saúde da população Portuguesa.
- PTranSALT(Avaliação de ácidos gordos trans, gordura saturada e sal em alimentos processados: estudo do panorama português): Resultados e perspetivas futurasPublication . Albuquerque, T.G.; Silva, Mafalda A.; Oliveira, M. Beatriz; Costa, H.S.No projeto “Avaliação de ácidos gordos trans, gordura saturada e sal em alimentos processados: estudo do panorama português (PTranSALT)” pretendeu-se determinar a composição em ácidos gordos, nomeadamente os ácidos gordos saturados e trans, gordura total, colesterol e teor de sal em alimentos processados disponíveis no mercado português por forma a contribuir com informação fundamental que permitirá a formulação de políticas alimentares e de nutrição com o objetivo de melhorar o estado nutricional e de saúde da população portuguesa. Foram avaliadas até ao momento 360 amostras, onde estão incluídas as seguintes categorias: bolachas (simples, recheadas, cobertas, etc.), biscoitos, produtos de pastelaria fina, nuggets de frango, hambúrgueres, sandes, sopas, molhos, salgados, sementes, frutos secos, batatas fritas (pré-fritas, pacote, etc.), cereais, refeições, óleos, pizas, entre outros. Foram determinados os seguintes parâmetros analíticos: gordura total, sal, colesterol e perfil de ácidos gordos. Os resultados das amostras analisadas foram comparados com os dados existentes na literatura científica. Sempre que possível, efetuaram-se comparações entre produtos similares de marca branca e de marca comercial, por forma a avaliar se o custo do produto, pode ou não ser um indicador de qualidade nutricional. Também foram comparados os valores obtidos analiticamente com os valores indicados no rótulo, para além da avaliação da conformidade da rotulagem. A qualidade nutricional das amostras analisadas foi avaliada tendo em conta as porções e as doses de referência de acordo com o Regulamento n.º 1169/2011 e outros guias internacionais, perspetivando a avaliação do risco/benefício associado ao consumo dos alimentos processados, para a população portuguesa. De acordo com os resultados obtidos, verifica-se que efetivamente há alguns alimentos processados que contém elevados teores de gordura, mas sobretudo de sal. Na nossa opinião, a informação recolhida irá contribuir com informação importante para a formulação de políticas alimentares e de nutrição, com vista à melhoria do estado de saúde da população Portuguesa. No entanto, é de todo o interesse que o estudo venha a incluir mais alimentos, para podermos ter uma noção mais abrangente sobre o panorama português dos alimentos processados.
- Cerebral vasculopathy in children with sickle cell disease: a study of genetic modulators of the diseasePublication . Gusmão, Sofia; Kjöllerström, Paula; Faustino, Paula[EN] Sickle cell disease (SCD) is a genetic disorder with recessive transmission, caused by the mutation HBB:c.20A>T. It originates hemoglobin S that forms polymers inside the erythrocyte, upon deoxygenation, deforming it and ultimately leading to premature hemolysis. The disease presents with high heterogeneity of clinical manifestations, the most devastating of which, ischemic stroke, occurs in 11% of patients until 20 years of age. In this study, we tried to identify genetic modifiers of risk and episodes of stroke by studying 66 children with SCD, grouped according to the degree of cerebral vasculopathy (Stroke, Risk and Control). Association studies were performed between the three phenotypic groups and hematological and biochemical parameters of patients, as well as with 23 polymorphic regions in genes related to vascular cell adhesion (VCAM-1, THBS-1 and CD36), vascular tonus (NOS3 and ET-1) and inflammation (TNF-α and HMOX-1). Relevant data was collected from patient’s medical records. Known genetic modulators of SCD (beta-globin cluster haplotype and HBA and BCL11A genotypes) and putative genetic modifiers of cerebral vasculopathy were characterized. Differences in their distribution among groups were assessed. VCAM-1 rs1409419 allele C and NOS3 rs207044 allele C were associated to stroke events, while VCAM-1 rs1409419 allele T was found to be protective. Alleles 4a and 4b of NOS3 27 bp VNTR appeared to be respectively associated to stroke risk and protection. HMOX-1 longer STRs seemed to predispose to stroke. Higher hemoglobin F levels were found in Control group, as a result of Senegal haplotype or of BCL11A rs11886868 allele T, and higher lactate dehydrogenase levels, marker of hemolysis, were found in Risk group. Molecular mechanisms underlying the modifier functions of the relevant genetic variants are discussed.
- PERSSILAA Project-An Innovative Approach to Nutritional Education for Older AdultsPublication . Martins, A.; Turkman, A.; Ferreira, A.; Turkman, F.; Antunes, M.; Silva, M.S.; Sousa, L.; Costa, H.S.; Albuquerque, T.G.; Sanches-Silva, A.; Vollenbroek-Hutten, M.; Rauter, A.P.Demographic ageing is a global trend and frailty is highly prevalent among older adults, which constitutes a major health problem. PERSSILAA (PERsonalised ICT Supported Service for Independent Living and Active Ageing) is a unique European project that develops and validates a new service model, to screen for and prevent frailty in community dwelling older adults. This multimodal service integrates nutrition, physical and cognitive function and is supported by an interoperable ICT service infrastructure. A multidisciplinary team from 5 countries, The Netherlands, Spain, Italy, Portugal and Ireland, is providing a unique combination of skills to develop remote services for screening, monitoring and training modules aiming to contribute to good health habits on the nutritional, physical and cognitive domains. This communication will give a special focus to the work developed by the Portuguese team in this project, comprising also the design of an interactive nutrition website.
- 8ª Reunião Anual PortFIR “Qualidade da Informação Alimentar. Um ingrediente da sua alimentação”: resumo da reuniãoPublication . Viegas, Silvia; Brazão, Roberto; Oliveira, Luísa; Calhau, Maria AntóniaResumo da 8ª Reunião Anual PortFIR, subordinada ao tema: “Qualidade da Informação Alimentar. Um ingrediente da sua alimentação”. A reunião foi realizada pelo Departamento de Alimentação e Nutrição do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, em parceria com a GS1 Portugal, no dia 30 de outubro de 2015. Neste resumo apresenta-se as comunicações e abstrats/posters do evento bem como os indicadores do grau de satisfação e sugestões dos participantes. O programa PortFIR - Plataforma Portuguesa de Informação Alimentar -, inspirado na rede europeia EuroFIR (European Food Information Resource), visa a implementação de redes portuguesas de partilha de conhecimento em segurança alimentar e nutrição e a futura criação de um portal que incluirá bases de dados sustentáveis e de qualidade reconhecida sobre Composição de Alimentos, Contaminação de Alimentos e Consumos Alimentares.
- Importância do perfil de ácidos gordos na qualidade nutricional de pizasPublication . Albuquerque, T.G.; Silva, M.A.; Oliveira, M.B.; Sanches-Silva, A.; Costa, H.S.As pizas são um tipo de alimento muito apreciado pelas faixas etárias mais jovens. Existem hoje no mercado as mais diversas opções relativamente aos ingredientes pelas quais são compostas e muitos restaurantes disponibilizam já a opção de ser o consumidor a escolher quais os ingredientes que quer adicionar. Em 2015, foram adquiridas em superfícies comerciais da região de Lisboa oito tipos de pizas, das quais 4 eram pizas refrigeradas que posteriormente foram confecionadas (piza A – presunto serrano; piza B - queijo, fiambre, cogumelos e azeitonas; piza C - fiambre e queijo mozarela; e piza D – 4 queijos) e 4 eram pizas comercializadas por cadeias de “fast-food” (piza E – fiambre e queijo; piza F – bacon e azeitonas; piza G – chouriço; e piza H – fiambre), encontrando-se já confecionadas. Foi determinado o perfil de ácidos gordos das amostras selecionadas utilizando um método de cromatografia gasosa com deteção por ionização de chama. Todas as amostras analisadas tiveram como ácidos gordos maioritários os saturados, apresentando valores que variaram entre 4,39 ± 0,0 e 6,89 ± 0,0 g/100 g de parte edível, para as pizas H e D, respetivamente. Uma porção de piza pode contribuir com 20 a 63% da dose de referência para a ingestão de ácidos gordos saturados. Relativamente aos ácidos gordos insaturados, os predominantes foram o ácido oleico (C18:1,n9c) e o ácido linoleico (C18:2,n6c), como valores máximos de 4,61 e 3,78 g/100 g, respetivamente. Em todas as amostras analisadas foram quantificados os dois ácidos gordos trans (AGT) identificados, o ácido elaídico (C18:1,n9t) e o ácido linoelaídico (C18:2,n6t). A amostra que apresentou o maior teor de AGT (311 mg/100 g de parte edível) foi a D. Os resultados relativos aos teores de AGT nas pizas analisadas são inferiores aos reportados na literatura num estudo publicado em 1999, onde foram analisadas 5 amostras de piza disponíveis em Portugal. Neste sentido, verifica-se que têm sido realizados esforços no sentido de diminuir o teor de AGT nos alimentos consumidos pela população portuguesa. No entanto, tal como aconteceu no estudo referido, as pizas continham teores elevados de ácidos gordos saturados (AGS), em detrimento dos insaturados. No presente trabalho de investigação os AGS continuam a estar presentes em maior quantidade, podendo representar uma preocupação para a saúde dos que consomem frequentemente este tipo de alimentos e que não praticam uma alimentação variada e equilibrada do ponto de vista nutricional.
- NUTRIAGEING: combining science, cooking and agriculturePublication . Silva, M.S.; Ferreira, A.; Sousa, L.; Costa, H.S.; Albuquerque, T.G.; Silva, M.A.; Sanches-Silva, A.; Martins, A.; Turkman, A.; Turkman, F.; Antunes, M.; Rauter, A.P.There are three main behavior traits that have been associated with human health status: to be physically active, to be mentally active and to eat well. These are the main topics addressed by PERSSILAA, an European Project focused on the development and validation of a new service model, to screen for and prevent frailty in older adults, integrating nutrition, physical and cognitive function. Nutrition plays an important role all over our life span, especially in older adults. The importance of nutrition education and the impact of consumer misinformation about the benefits of these food choices becomes clear with the recognition that nutritional status influences the rate of physiologic and functional decline with age. Helping people to choose more nutritive food that will contribute to maintain good health, improve their cognitive function, increase their energy levels and prevent their frailty. There are several available websites related to nutrition targeting the older adult population. However, some are not user friendly and eHealth literacy is still seen as a major obstacle to the uptake of ICT technologies in the health sector. The development of an interactive and user-friendly website providing information, advice and simple services focused on the nutritional status of elderly people, was a most needed task. The NUTRIAGEING website has emerged to address this need. It was created to be a major platform for the transfer of scientific knowledge into advice to the general public, integrated in the PERSSILAA platform. It will offer several modules to promote healthier nutrition, to educate the population on how to improve food habits, and on how to grow a vegetable garden. It will be structured around healthy eating, cooking recipes with videos, and vegetable gardens.
- Molecular diagnosis of familial hypercholesterolemia and functional characterization of missense variants in the LDLR genePublication . Valentim de Azevedo, Sílvia; Bourbon, Mafalda[PT] A Hipercholesterolemia Familiar (FH) é uma patologia genética que é transmitida de forma autossómica dominante e é caracterizada por elevados níveis de colesterol no plasma desde o nascimento. A FH ocorre devido a variantes funcionais num dos genes codificantes de três proteínas: recetor de lipoproteínas de baixa densidade (LDLR), apolipoproteína B-100 (APOB) ou pró-proteína convertase subtilisina quexina tipo 9 (PCSK9). O LDLR é uma glicoproteína membranar que liga e internaliza colesterol associado às lipoproteínas de baixa densidade (LDL), que constituem o principal transportador de colesterol no sangue. Variantes no gene LDLR podem resultar num catabolismo deficiente das LDL, tendo como consequência o aumento do colesterol no plasma, que se acumula nos tendões e artérias. Esta acumulação pode levar ao desenvolvimento prematuro de aterosclerose e doença cardiovascular. A FH apresenta duas formas clínicas: a forma heterozigótica, que apresenta um fenótipo menos agressivo, com valores de colesterol total entre 290 e 500 mg/dl (com LDL>190 mg/dl); e a forma homozigótica, que apresenta um fenótipo mais agressivo, com valores de colesterol total entre 600 mg/dl e 1000 mg/dl. Estima-se que as prevalências das formas heterozigótica e homozigótica sejam de 1/500 e de 1/1000000 indivíduos, respetivamente. Sabe-se ainda que mais de 90% dos casos identificados apresentam uma variante no LDLR, fazendo deste gene o mais associado a esta doença. Apesar de haver mais de 1600 variantes do LDLR reportadas em bases de dados, para a maior parte delas não existe registo de estudos funcionais que provem a sua patogenicidade, levando a que não seja possível atribuir um diagnóstico molecular definitivo a estes casos. Assim sendo, a necessidade de avaliar funcionalmente estas variantes, de modo a perceber em que medida afetam a função do recetor, também se torna imperativa. Tendo em conta as prevalências acima referidas, estima-se que em Portugal existam cerca de 20000 casos de FH. O Estudo Português de Hipercolesterolemia Familiar (EPHF), implementado em 1999 no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, tem como objectivo a determinação da prevalência e distribuição desta patologia em Portugal. A população em estudo é constituída por indivíduos de ambos os sexos e todas as idades, desde que cumpram com os critérios para o diagnóstico clínico de FH. O diagnóstico clínico de FH é feito, em Portugal, de acordo com os critérios clínicos adaptados de “Simon Broome Heart Research Trust” e idealmente deverá ser realizado o estudo genético, com a identificação da variante, pois só desta forma é possível confirmar o diagnóstico clínico. A realização de estudos funcionais para determinar o efeito de variantes identificadas na função da proteína é também de elevada importância, podendo contribuir para uma terapêutica mais personalizada. O EPHF está dividido em duas partes: o estudo bioquímico e o estudo molecular. Este último está sub-dividido em cinco fases. A fase I compreende a extração de DNA, o estudo do promotor, todos os exões e regiões adjacentes do LDLR, bem como das variantes mais comuns nos exões 26 e 29 da APOB. A fase II consiste no estudo de grandes rearranjos por Multiplex Ligation-dependent Probe Amplification (MLPA). A fase III consiste no estudo do PCSK9 e a fase IV no estudo de todo o gene da APOB. A V e última fase consiste na realização de estudos funcionais in vitro para variantes cuja patogenicidade ainda é desconhecida. Assim sendo, este projeto está dividido em duas partes, que compreendem três das cinco fases do EPHF, nomeadamente as fases I, II e V. A primeira parte consistiu na realização do estudo molecular em participantes do EPHF, estudando o promotor e os 18 exões e regiões adjacentes do LDLR, bem como o estudo de parte dos exões 26 e 29 da APOB por Polymerase Chain Reaction (PCR) e sequenciação de Sanger. De seguida, procedeu-se à pesquisa de grandes rearranjos por MLPA. Uma predição, utilizando as ferramentas in silico, foi também realizada, de modo a prever o impacto das alterações encontradas ao nível da proteína. Esta predição foi realizada tanto para alterações identificadas ao nível do exão, com as ferramentas Polymorphism Phenotyping (PolyPhen-2), Sorting Tolerant From Intolerant (SIFT) e Mutationtaster, como para as alterações identificadas ao nível do intrão, de modo a prever efeitos no splicing, com as ferramentas Human Splicing Finder (HSF), the Splice Site Prediction by Neutral Network (NNSSP) e FSPLICE. A segunda parte deste projeto consistiu então no estudo funcional das 10 variantes do LDLR mais comuns na população portuguesa, até à data sem estudos funcionais. As diferentes variantes do LDLR foram obtidas por mutagénese dirigida num plasmídeo pcDNA3_LDLR sob o controlo do promotor viral SV40. Toda a região de interesse foi confirmada por sequenciação de Sanger e foi feita uma reclonagem, em que o gene LDLR, já com a variante, foi transferido para um vetor limpo. Células CHO-ldlA7, que não expressam endogenamente o recetor, foram transfetadas com os diferentes plasmídeos. A expressão do recetor foi avaliada através da deteção com anticorpos; a ligação e a internalização foram avaliados através do uso de LDL fluorescentemente marcada com FITC. O impacto de todas as variantes ao nível da expressão, ligação e internalização foi analisado por citometria de fluxo. Em 25 casos índex estudados, 11 variantes foram identificadas em 12 doentes, embora duas destas sejam provavelmente benignas. A variante patogénica mais frequentemente encontrada na APOB foi identificada em apenas 2 doentes. De entre as alterações encontradas no LDLR (10), 2 foram aqui primeiramente reportadas e 8 já tinham sido anteriormente identificadas. De entre estas últimas, 7 já apresentavam estudos funcionais comprovando a sua patogenicidade. Aquando da pesquisa por grandes rearranjos nestes doentes por MLPA, nenhuma alteração deste tipo foi identificada no grupo em estudo. O estudo funcional das dez alterações mais frequentemente identificadas no decorrer do EPHF, até à data sem estudos funcionais que comprovem o impacto na função do recetor, revelou que, de entre as 10 variantes estudadas, 7 são patogénicas, afetando de alguma forma a função do LDLR. A variante c.1802A>T p.(Asp601Val) é patogénica, fazedo com que não haja sequer LDLR à superfície celular. Como não atinge a membrana (por não ser expressa ou por não se ancorar a esta) apresenta valores de ligação e de internalização igualmente baixos. As variantes c.1876G>A p.(Glu626Lys), c.631C>G p.(His211Asp), c.661G>T p.(Asp221Tyr), c.618_638del p.(Gly207_Ser213del) e c.551G>A p.(Cys184Tyr) apresentaram uma expressão normal. No entanto, foram observáveis valores muito reduzidos para a fluorescência associada à união das LDL nestes casos. Consequentemente, a internalização também é defetiva, parecendo lógico classificar estas variantes como patogénicas. A variante c.1775G>A p.(Gly592Glu) resulta num defeito, possivelmente, ao nível da reciclagem do recetor, sendo também considerada patogénica. Por outro lado, as variantes c.1816G>T p.(Ala606Ser), c.1966C>A p.(His656Asn) e c.2177C>T p.(Thr726Ile) parecem não revelar qualquer impacto no LDLR, sugerindo a sua neutralidade, pois obtiveram-se valores de fluorescência, associados à expressão e atividades de ligação e internalização, comparáveis ao wt. Estes resultados sugerem que os doentes portadores destas variantes devem apresentar outra justificação para o seu fenótipo hipercolesterolémico. A análise destas variantes através de ferramentas de predição in silico, realizada para todas as variantes identificadas no decorrer deste projeto, permitiu concluir que estas predições nem sempre vão de encontro ao determinado através da realização de estudos funcionais. Assim sendo, estes programas deverão ser usados, mas com a devida ressalva de que são apenas preditores. A FH é uma doença para a qual, felizmente, existe um diagnóstico definitivo (genético) e variados tratamentos farmacológicos. Apesar de ser uma doença subdiagnosticada, estão a ser realizadas diversas iniciativas para que haja uma maior divulgação da doença, nomeadamente dos benefícios do diagnóstico precoce. No âmbito da EPHF tem-se feito um esforço para que seja implementado o diagnóstico molecular como diagnóstico preferencial, juntamente com a execução de estudos funcionais para determinar a patogenicidade de variantes desconhecidas. Só assim os doentes têm a possibilidade de ter um diagnóstico definitivo para a sua patologia tornado possível instituir medidas preventivas com uma terapêutica dirigida e personalizada, melhorando o prognóstico destes doentes.
- Contributo da alimentação e estilo de vida para hipertensão arterial em diabéticos tipo 2: projeto PTranSALTPublication . Valente, A.; Bicho, M.; Duarte, R.; Raposo, J.F.; Costa, H.S.A diabetes mellitus é uma doença crónica com elevados custos sociais, humanos e económicos. É actualmente considerada um dos maiores problemas de Saúde Pública e só em Portugal existem mais de um milhão de diabéticos. A alimentação e o estilo de vida são factores ambientais que afectam a pressão arterial, um conhecido factor de risco das doenças cardiovasculares. O controlo adequado desses factores poderá contribuir para a prevenção e tratamento de hipertensão arterial. O objetivo foi avaliar em diabéticos tipo 2 e seus controlos os factores alimentares e de estilo de vida que de acordo com a evidência científica mais contribuem para o aumento da pressão arterial. Foi realizado um estudo do tipo caso-controlo de base populacional em 300 adultos Portugueses de ambos os géneros, com idades entre 40 e os 75 anos. A população em estudo foi dividida em três grupos: grupo I - 75 diabéticos tipo 2 com angiopatia; grupo II - 75 diabéticos tipo 2 sem angiopatia; grupo III - 150 controlos não diabéticos. O estado nutricional dos participantes foi avaliado pelo critério do índice de massa corporal e os resultados comparados com o valores de referência da Organização Mundial de Saúde. A pressão arterial e os batimentos cardíacos foram medidos utilizando um medidor de pressão arterial de pulso R6 (HEM-6052-E) da Omron®. O padrão alimentar da dieta DASH e a ingestão de sódio, potássio, ácidos gordos ómega-3 e álcool foram avaliados pela aplicação de um questionário de frequência do consumo alimentar validado para a população adulta Portuguesa. A conversão dos alimentos em nutrientes foi efectuada utilizando como base o programa informático Food Processor Plus®. A prevalência de hipertensão foi significativamente superior nos diabéticos (grupo I: 77% e grupo II: 64%) em relação aos controlos (39%). De acordo com o critério de avaliação do índice de massa corporal, a prevalência de obesidade foi superior nos dois grupos de diabéticos (grupo I: 57,3% vs. grupo II: 45,4%) quando comparada com o grupo controlo (16,8%). O contributo da ingestão de etanol para o total diário de energia consumida foi sempre ≤ 3%. A gordura saturada representou mais de 10% do total de gordura consumida em 88% dos diabéticos e 39% dos controlos. A prevalência de ingestão de colesterol > 300 mg/dia foi muito superior nos diabéticos (I: 27%; II: 23%; III: 4,4%). O padrão alimentar da dieta DASH não foi observado na maioria dos participantes. A inadequação da ingestão de ácidos eicosapentaenóico, docosahexaenóico e ómega-3 foi muito elevada para toda a população estudada (> 70%). A prevalência da ingestão de sódio alimentar total acima do valor recomendado (2 g/dia) pela Organização Mundial de Saúde foi superior a 80% em todos os grupos. A ingestão de potássio foi inferior a 4,7 g/dia (valor recomendado pela American Heart Association) em mais de 90% dos participantes. A prevalência de hipertensão arterial nos diabéticos estudados foi muito elevada. A evidência científica tem demonstrado que os factores alimentares e de estilo de vida avaliados no presente estudo são os que mais contribuem para uma redução da pressão arterial. Os resultados obtidos indicam que apenas a ingestão diária de álcool foi adequada para a maioria dos diabéticos. Deste modo, o desafio futuro dos profissionais de saúde será conseguir implementar estratégias clínicas e de Saúde Pública efectivas que levem a alterações sustentadas do padrão alimentar e consequentemente à melhoria significativa das co-morbilidades da diabetes mellitus tipo 2.
- Novas tendências, sustentabilidade e segurança das embalagens alimentaresPublication . Sanches-Silva, Ana; Costa, H.S.Embalagens alimentares, Legislação europeia do materiais em contacto com alimentos; Embalagens activas.
