Percorrer por autor "Ricardo, S."
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- Cogumelo ostra (Pleurotus ostreatus) comercializado e cultivado em borras de café e palha de trigo: fonte de compostos antioxidantes.Publication . Ricardo, S.; Sanches-Silva, A.; Costa, H.S.; Ramos, F.; Albuquerque, T.G.; Castilho, M.C.Os cogumelos comestíveis são apreciados em todo o mundo não só pelas suas características organoléticas, mas também pelas suas propriedades nutricionais e funcionais. Estas propriedades devem-se ao facto dos cogumelos possuírem compostos bioativos, nomeadamente, ergosterol (precursor da vitamina D2), compostos fenólicos, tocoferóis, ácido ascórbico e carotenóides, responsáveis pela atividade antioxidante, pelo que podem ser associados à promoção da saúde. Um dos cogumelos comestíveis que tem suscitado maior interesse nos últimos anos é o cogumelo ostra (Pleurotus ostreatus) devido à facilidade de cultivo e ao seu grande potencial económico e qualidade nutricional. Este estudo determinou a atividade antioxidante pelo método do radical DPPH• (2,2-difenil-1-picril-hidrazilo) do cogumelo ostra cultivado em diferentes substratos, nomeadamente, borras de café, borras de café em papelão e palha de trigo, dada a sua possível influência no teor de compostos bioativos na matriz em estudo. Para tal, 2 mL de solução metanólica de DPPH• (1,5x10-3 mg/mL) foram adicionados a 0,05 mL de extrato num tubo de ensaio. Após a agitação da mistura realizou-se a leitura da absorvência no espectrofotómetro a 517 nm, no início da reação e após 30 minutos do início da mesma. Os resultados obtidos para a atividade antioxidante, expressos em EC50 (concentração de extrato que produz uma inibição de 50% do DPPH•), indicaram uma maior atividade antioxidante no caso das amostras de cogumelo ostra cultivado em borras de café (17 mg/mL) e em borras de café e papelão (14 mg/mL), comparativamente à amostra cultivada em palha de trigo (26 mg/mL) e às restantes amostras obtidas comercialmente. Estes resultados também sugerem a influência da composição do substrato utilizado no cultivo no teor de compostos antioxidantes no cogumelo ostra, sendo que tal pode ser justificado pelo facto das borras de café apresentarem teores consideráveis de compostos fenólicos totais na sua composição. O estudo da atividade antioxidante dos cogumelos ostra cultivados em diferentes substratos é o primeiro passo na avaliação dos mesmos como fonte promissora de compostos bioativos e é fundamental para o conhecimento dos substratos mais indicados para o seu cultivo.
- Quantificação do teor de ergosterol e determinação da actividade antioxidante em cogumelos pleurotus ostreatus enlatados, comercializados e cultivados em borras de café e palha.Publication . Ricardo, S.; Sanches-Silva, A.; Costa, H.S.; Ramos, F.; Castilho, M.C.Introdução: Os cogumelos comestíveis são apreciados em todo o mundo não só pela sua textura e sabor, mas também pelas suas propriedades nutricionais e funcionais. Estas propriedades devem-se ao facto de os cogumelos possuírem compostos bioactivos, nomeadamente, ergosterol (precursor da vitamina D2), compostos fenólicos, tocoferóis, ácido ascórbico, carotenóides pelo que podem ser associados à promoção da saúde, sendo os últimos responsáveis pela actividade antioxidante. Um dos cogumelos comestíveis que tem suscitado maior interesse nos últimos anos é o Pleurotus ostreatus, conhecido como cogumelo ostra, devido à facilidade de cultivo e ao seu grande potencial económico e qualidade nutricional. Existe, assim, a necessidade de estudar o seu índice qualitativo e quantitativo de nutrientes e de compostos bioactivos por forma a sobrevalorizar o seu cultivo. Este estudo tem por objectivo centrar-se, fundamentalmente, na quantificação do teor de ergosterol e na determinação da actividade antioxidante do cogumelo Pleurotus ostreatus enlatado e cultivado em diferentes substratos, nomeadamente, borras de café e palha, dada a sua influência no teor de compostos bioactivos na matriz em estudo. Material e Métodos: A quantificação do ergosterol foi efectuada por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (HPLC), com detecção por UV a 282 nm, após extracção do ergosterol por saponificação directa da amostra, seguida de filtração e extracção com n-hexano. O sistema de HPLC é equipado por um detector UV-VIS e uma coluna cromatográfica C18 de Silica. A fase móvel é composta por isooctano/isopropanol, 99:1 (v/v) a um fluxo de 1,5 mL/min. A determinação da actividade antioxidante foi realizada pelo método DPPH (2,2-difenil-1- picril-hidrazil) que consiste na captura do radical DPPH por antioxidantes, produzindo um decréscimo da absorvância. Várias concentrações de extracto metanólico de cogumelo (0,05 mL) foram adicionadas a 2 mL de solução metanólica contendo o radical DPPH (0,015 mg/mL). As misturas foram deixadas a repousar durante 1 e 30 minutos à temperatura ambiente, no escuro, sendo as absorvâncias medidas através de um espectrofotómetro a 517 nm. Conclusão: O conhecimento científico de determinados compostos, como o ergosterol, e da actividade antioxidante em cogumelos ostra cultivados em Portugal é inexistente, sendo o seu estudo fundamental para sobrevalorizar e incentivar o cultivo e consumo deste alimento funcional, que constitui, também, uma fonte comercial alternativa de vitamina D2 e de antioxidantes para suplementos alimentares.
