Percorrer por autor "Bico, Paula"
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- Development of National recommendations for fish consumption in Portugal considering methylmercury exposurePublication . Fernandes, Paulo; Afonso, Cláudia; Bico, Paula; Bandarra, Narcisa; Borges, Marta; Carmona, Paulo; Carvalho, Catarina; Correia, Daniela; Gonçalves, Susana; Lopes, Carla; Lourenço, Helena; Monteiro, Sarogini; Nabais, Pedro; Oliveira, Luísa; Santiago, Susana; Severo, M.; Torres, Duarte; Dias, Maria da GraçaIntroduction: Fish is an important part of the Portuguese diet and a major source of long-chain omega-3 fatty acids. However, it also represents the main dietary source of methylmercury (MeHg), a neurotoxic compound especially harmful during critical stages of development such as pregnancy and early childhood. In response to European Commission Recommendation EU 2022/1342, Portugal undertook a national initiative to assess MeHg exposure and derive population-based consumption guidelines. Methodology: A multidisciplinary working group comprising six public institutions and coordinated by the Directorate-General for Food and Veterinary (DGAV) was established in 2018. The team performed a quantitative risk–benefit assessment (RBA) combining national data on MeHg, EPA, and DHA levels in commonly consumed fish species with food consumption data from the National Food and Physical Activity Survey (IAN-AF 2016). The assessment considered both the toxicological risks of MeHg and the nutritional benefits of omega-3 fatty acids. Results: The RBA showed that, for the general population, the benefits of fish consumption outweigh the risks of MeHg exposure. However, for vulnerable groups - pregnant and breastfeeding women and children under 10 years—the risks were more significant. As a result, differentiated dietary recommendations were developed. For the general population, a frequency of 4–7 servings per week of any fish species was advised. For vulnerable groups, 3–4 servings per week of fish species with medium to low MeHg levels were recommended, while species with high MeHg content (e.g., fresh tuna, swordfish, shark) should be avoided. Conclusions: The resulting recommendations were disseminated through a multilingual infographic, public presentation, and press release. Additional outreach actions targeting health professionals and school meal providers are planned to increase awareness among at-risk populations. Topic relevance: This work exemplifies a science-based approach to public health policy, combining food safety and nutrition to inform national dietary guidelines, with direct implications for risk communication and health promotion.
- Exposição a metilmercúrio e consumo de pescado: emissão de recomendações nacionais, 2023Publication . Fernandes, Paulo; Afonso, Cláudia; Bico, Paula; Bandarra, Narcisa; Borges, Marta; Carmona, Paulo; Carvalho, Catarina; Correia, Daniela; Gonçalves, Susana; Lopes, Carla; Lourenço, Helena; Monteiro, Sarogini; Nabais, Pedro; Oliveira, Luísa; Santiago, Susana; Severo, Milton; Torres, Duarte; Dias, Maria GraçaConsiderando que o consumo de pescado é uma fonte importante de exposição ao metilmercúrio, a Comissão Europeia recomendou aos Estados- -membros que estabelecessem recomendações para o seu consumo. Assim, tendo sido criado um grupo de trabalho, é objetivo deste artigo apresentar o trabalho desenvolvido para a elaboração das recomendações de consumo de pescado adaptadas à população portuguesa, tendo em conta o padrão nacional de consumo de peixe e as espécies consumidas. A definição das recomendações assentou na realização de um estudo de avaliação de risco-benefício associado ao consumo de pescado. Esta metodologia permitiu identificar dois grupos populacionais sujeitos a recomendações distintas: para a população em geral recomenda-se uma frequência de consumo de 4 a 7 vezes por semana e, para a população vulnerável, uma frequência de 3 a 4 vezes por semana das espécies com médio e baixo teor de mercúrio, devendo ser evitado o consumo das espécies com elevado teor de mercúrio. Estas recomendações foram divulgadas num evento público e deverão ser alvo de esforços adicionais para chegarem à população vulnerável, constituída por mulheres grávidas, mulheres a amamentar e crianças até aos 10 anos.
- Recomendações para o consumo de pescado para a população portuguesaPublication . Dias, Maria da Graça; Fernandes, Paulo; Lopes, Carla; Torres, Duarte; Carvalho, Catarina; Afonso, Cláudia; Bandarra, Narcisa; Gonçalves, Susana; Lourenço, Helena; Nabais, Pedro; Carmona, Paulo; Borges, Marta; Bico, PaulaUm grupo de trabalho promovido pela Direção Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV) e que integrou a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP), o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e o Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) elaborou um conjunto de recomendações para o consumo de pescado para a população portuguesa. De acordo com as conclusões do estudo realizado, o consumo de pescado tem benefícios para a saúde, mas algumas espécies têm um teor de mercúrio elevado que pode representar riscos associados ao desenvolvimento cognitivo, sendo por isso de evitar em grupos vulneráveis como as grávidas, mulheres a amamentar e crianças pequenas. Segundo os autores deste trabalho, o consumo de pescado, que inclui peixe, moluscos e crustáceos, tem benefícios para a saúde, diminuindo o risco de doença coronária e contribuindo para um adequado neuro-desenvolvimento do feto. Apesar disso, algumas espécies, como atum fresco (não o de conserva), cação, espadarte, maruca, pata roxa, peixes-espada e tintureira, contêm elevado teor de mercúrio, o que pode representar riscos para a saúde, designadamente ao nível do desenvolvimento cognitivo, devendo por isso ser evitadas por grávidas, mulheres a amamentar e crianças pequenas. Para estes grupos vulneráveis, a recomendação dos especialistas é o consumo de pescado entre 3 a 4 vezes por semana, sendo que para a população em geral o consumo de pescado deverá ser mais frequente, até 7 vezes por semana. No entender dos investigadores, o consumo de pescado continua a ser essencial, sendo necessário fazer as escolhas certas relativamente às espécies e à frequência do seu consumo. Sardinha e cavala são algumas das opções a privilegiar, uma vez que têm menos mercúrio e maior teor de ácidos gordos ómega-3, que contribuem para um melhor desenvolvimento cognitivo nas crianças e para a prevenção de doença cardiovascular nos adultos. Espécies como abrótea, bacalhau, carapau, choco, corvina, dourada, faneca, lula, pescada, polvo, raia, redfish e robalo são outras das opções que apresentam, geralmente, valores baixos de mercúrio. As recomendações para o consumo de pescado para a população portuguesa foram definidas tendo por base a frequência de consumo dos portugueses, obtida através do inquérito nacional IAN-AF. Os dados relativos ao teor de mercúrio foram, por sua vez, determinados através de amostras colhidas e analisadas no âmbito do controlo oficial e de diferentes estudos científicos, sendo posteriormente integrados numa avaliação de risco-benefício associado ao consumo de pescado pela população portuguesa. A investigação que fundamenta estas recomendações foi publicada no British Journal of Nutrition e contou com investigadores de todas as instituições nacionais envolvidas.
