Percorrer por autor "Alves, Emilia"
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- Avaliação de projetos de promoção da saúde ao nível local: a Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis.Publication . Rito, Ana; Garcia, Rita; Alves, Emilia; Ferreira, MiriemeIntrodução: A Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis (RPCS), tem como missão apoiar a divulgação, implementação e desenvolvimento do projeto da Rede Europeia de Cidades Saudáveis (RECS) da Organização Mundial da Saúde (OMS) nos municípios portugueses que pretendam assumir a promoção da saúde como uma prioridade da agenda dos decisores políticos. A abordagem das desigualdades sociais é um dos eixos prioritários da RECS fielmente seguido pela RPCS. O objetivo deste estudo é o de descrever e avaliar os programas comunitários de promoção de saúde desenvolvidos nos 29 municípios que constituem a RPCS. Metodologia: O estudo decorreu em 2013 através de uma metodologia exploratória- descritiva, de carácter transversal com a aplicação de um questionário dirigido a todos os coordenadores municipais da RPCS. O questionário foi desenvolvido na sede do gabinete Regional da OMS traduzido e adaptado às circunstâncias portuguesas. 22 municípios participaram. Os restantes não responderam ou afirmaram não ter atividades em desenvolvimento. A informação foi processada e analisada através de estatística descritiva. Resultados: No âmbito de atividades/iniciativas e ou programas de promoção da saúde (ps), as áreas temáticas mais abrangidas foram a “promoção de atividade física” (81,82%), a “promoção de estilos de vida saudáveis e aconselhamento sobre saúde - vacinação e doenças sexualmente transmissíveis” (68,18%) e “promoção de hábitos alimentares saudáveis” (63,64%). Todos os municípios desenvolvem programas de ps para crianças maiores de 5 anos. 21 municípios (95,45%) desenvolvem ações com os idosos e 19 municípios (86,36%) implementam programas que envolvem os adolescentes e adultos. Por outro lado, os grupos populacionais menos abrangidos são as pessoas com deficiência (45,45%) e imigrantes (40,91%). A maioria dos municípios da RPCS (86,4%) respondeu que tinham programas comunitários que visavam à diminuição das desigualdades sociais. Apenas 5 municípios (22,73%) referiram que os programas comunitários desenvolvidos pela RPCS podem ser caracterizados como uma aplicação de políticas públicas nacionais. Os restantes caraterizam os seus programas como iniciativas multissectoriais (maioritariamente com o Ministério da Saúde, Instituições desportivas e organizações não governamentais) de aplicação de políticas do governo local. 50% dos municípios inquiridos indicou a existência de programas de formação e capacitação para técnicos, investigadores e profissionais de saúde. Destes (90,9%) classificaram estes programas como atividades pontuais. 50 % dos municípios indicou que o desenvolvimento de programas comunitários pelos municípios da RPCS conduziu a “uma melhoria notável na saúde e na qualidade de vida da população” e 40,91% indicaram que houve “indícios de melhoria mas esta ainda não é permanente”. Conclusão: A prioridade para os municípios relativa ao combate às desigualdades sociais concorda com os objetivos gerais da RPCS e com os da Rede Europeia de Cidades Saudáveis da OMS, concorrendo fortemente para os objetivos do programa europeu “Health 2020”. No entanto foram identificados vários conceitos a serem reforçados no âmbito da RPCS entre eles: articulação dos programas comunitários locais com as políticas públicas nacionais, a criação de alianças estáveis com atores sociais e instituições dinâmicas, o reforço dos recursos financeiros e a criação de modelos de investigação e colaboração com a comunidade científica, envolvendo os recursos humanos e técnicos da própria autarquia num beneficio mútuo.
- Is socioeconomic status a risk factor for children´s overweight and obesity? - Mun-SI Portugal, A Community Based ProgramPublication . Rito, Ana; Doroana, Érica; Garcia, Rita; Alves, EmiliaMUN-Si (www.mun-si.com) is an on-going Portuguese community-based program at local level which aims to promote lifestyles changes in the long-term particularly to children and families that do not have adequate resources. The objective of this study was to address the association between socioeconomic (SE) indicators and children´s nutritional status (NS) of the two rounds of the MUN-SI NS surveys (2009 and 2011). A total of 2726 children (round 1 (R1) = 1126; round 2 (R2)= 1600) aged between 6-12 years old were evaluated from 5 municipalities. Childhood overweight and obesity prevalence was assessed according to WHO criteria. Low SE status was defined according to 3 criteria: family income, parents occupation and education level. These SE characteristics were obtained by a self response questionnaire. In R1 (2009), the prevalence of overweight was 39.4% (n = 444), of which 15.8% (n = 178) were obese. In the second round (2011) similar prevalence were obtained (40.8% of overweight, in which 16.9% obese). In both rounds, 69% of the families had a low income (<1500 €). Mother's education level was mainly up to 12th grade (79%) and more than 50% of fathers had an education level up to 9th grade. Parents occupation were manly (>45%) unqualified or semi-qualified. In R1, a family income of 0-1500 € was associated with higher obesity prevalence (OR = 2,37; IC95%: 1,11-5,02). In R2, no significant association between obesity prevalence and low family income (p=0.494) was observed. Families where the parents had a non-qualified or semi-qualified occupation had a higher probability (mother - OR ≥ 3.4; father - OR ≥ 2.7) to have children with obesity. Low education level of the parents was also proved to be associated with higher childhood obesity prevalence. This study observed that low SE status is an important risk factor to development of childhood obesity in Portuguese population. These results support that further intervention is needed on low socioeconomic families.
- A scoping review of the health effects of fermented foods in specific human populations and their potential role in precision nutrition: current knowledge and gapsPublication . Humblot, Christèle; Alvanoudi, Panagiota; Alves, Emilia; Assunção, Ricardo; Belovic, Miona; Bulmus-Tuccar, Tugce; Chassard, Christophe; Derrien, Muriel; Fevzi Karagöz, Mustafa; Karakaya, Sibel; Laranjo, Marta; Th Mantzouridou, Fani; Rosado, Catarina; Pracer, Smilja; Saar, Helen; Tap, Julien; Treven, Primož; Vergères, Guy; Pertziger, Eugenia; Savary-Auzeloux, IsabelleBackground: Diets and specific foods have a significant impact on health, and individual responses to nutritional factors vary. This variability among humans can be considered a basis for developing personalized or precision nutrition. Fermented foods (FF) contain a wide range of macro- and micronutrients, bioactive compounds, and live or dead microorganisms. FF represent a diverse range of products and have garnered significant interest due to their potential health benefits. However, consistent evidence remains limited, possibly due to heterogeneity in individual responses. Objectives: The objective of this review is to assess and compile existing evidence on the variable responses of populations to FF and to determine whether FF could be integrated into a precision nutrition strategy. Design: Interventional and observational human studies were systematically collected. The publication identified the main factors likely to contribute to variable responses to FF across all health outcomes. The question was systematically addressed to assess the available evidence and identify knowledge gaps, guiding future research. A pragmatic approach was employed, following EFSA health claim guidelines, which require an assessment of food characteristics and mechanisms of action, as well as conducting a systematic search of human interventional studies. A similar approach was used to analyze data extracted from observational studies. The population included all humans (healthy and non-healthy, of all ages), encompassing both observational and interventional studies. The intervention consisted of the ingestion of any FF, while the control was defined as the absence or lower consumption of FF or consumption of a corresponding non-FF. Outcomes included all markers of the population's health status. Results: The main factors contributing to variable responses to FF across all health outcomes were related to initial phenotypic characteristics (biological sex, geographical origin, hormonal status, and age), baseline health status [metabolic syndrome [MetS], chronic metabolic pathologies, cancer, and psychological disorders], and genetic background. Additionally, since the gut microbiota is person-specific and influences metabolic responses, particular attention was paid to its functions and role in the variability of population responses to FF. Conclusion: Collectively, this review represents a first step toward evaluating the feasibility of using FF in tailored nutritional strategies.
