Orientador(es)
Resumo(s)
Apesar dos limites impostos ao fumo em locais públicos, ainda é permitido fumar nalguns bares/restaurantes, o que constitui um potencial risco para a saúde dos indivíduos expostos.
Neste trabalho pretendeu-se analisar uma potencial associação entre exposição ocupacional ao fumo de tabaco ambiental(ETS) e indução de alterações genéticas, atendendo à influência da susceptibilidade genética individual.
Estudaram-se 81 empregados de bares/restaurantes, 37 expostos e 44 não expostos a ETS. Caracterizaram-se os efeitos genotóxicos recorrendo ao ensaio do micronúcleo (MN) em linfócitos e em células do epitélio oral e ao ensaio do cometa em leucócitos. Paralelamente, avaliou-se a capacidade de reparação do DNA através da quantificação de lesões induzidas pelo SEM (Ethyl methanesulfonate) no DNA de leucócitos. Analisaram-se os polimorfismos em genes de metabolização e reparação de DNA através de PCR/RFLP.
Relativamente aos biomarcadores de genotoxicidade, não se observaram diferenças significativas entre o grupo exposto a ETS e o controlo. Contudo, o estímulo com EMS induziu um número significativamente menor de lesões no DNA de leucócitos dos indivíduos expostos a ETS comparativamente aos não expostos, sugerindo uma melhor capacidade de reparação do DNA - resposta adaptativa. Evidenciou-se também a influência de alguns polimorfismos em genes de metabolização na frequência de MN em células do epitélio oral e de quebras de DNA em leucócitos.
Em conclusão, este estudo revelou que apesar da exposição ocupacional a ETS em bares/restaurantes não ter provocado efeitos genotóxicos detectáveis, induziu uma possível resposta adaptativa em células dos indivíduos expostos, cujo potencial impacto na saúde ainda se desconhece.
Descrição
Palavras-chave
Genotoxicidade Ambiental Fumo de Tabaco Ambiental Exposição Ocupacional Alterações Genéticas
Contexto Educativo
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Editora
Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP
