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DDI - Relatórios científicos e técnicos

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  • Protocol to measure COVID-19 XBB.1.5 vaccine effectiveness in the immunocompromised population during the 2023 autumn vaccination campaign
    Publication . Nunes, Baltazar; Humphreys, James; Blake, Alexandre; Savulescu, Camelia; Kissling, Esther; Nardone, Anthony; Monge Corella, Susana; Martínez-Baz, Iván; Casado, Itziar; Echeverría, Aitziber; Trobajo-Sanmartín, Camino; Castilla, Jesús; Hansen, Christian Holm; Moustsen-Helms, Ida Rask; Fabiani, Massimo; Mateo Urdiales, Alberto; Sacco, Chiara; Meijerink, Hinta; Bråthen Kristoffersen, Anja; Soares, Patricia; Machado, Ausenda; Ljung, Rickard; Pihlström, Nicklas
    The European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC) started several vaccine effectiveness (VE) studies in 2020. These were included in the Vaccine Effectiveness, Burden and Impact Studies (VEBIS) project in 2021 to monitor VE in different settings and using different methods, and to provide information on different outcomes (severe disease, moderate disease, infection, transmission, etc) (1–3). Within the VEBIS project, the protocol describes the methods to estimate the Coronavirus disease 2019 (COVID-19) XBB.1.5. monovalent-adapted VE in immunocompromised persons (ICP), against COVID-19 hospitalisations and deaths, using established health data registries across six participating European Union/European Economic Area (EU/EEA) countries. The protocol is aimed at implementing a specific question that has been identified as an area where additional scientific evidence is beneficial, in the context of the ECDC/EMA Vaccine Monitoring Platform research agenda (4), adding on the routine vaccine effectiveness monitoring performed across the six countries (5). This work is performed within the VEBIS Lot 4 framework contract. The study design is a retrospective cohort study using data from ICPs eligible for COVID-19 vaccination at the start of the 2023 autumn vaccination campaign, collected routinely in electronic health record (EHR) databases. The study starts at the beginning of the vaccination campaign for each study site and ends 12 months after that. The study has two outcomes of interest: hospitalisations and deaths due to COVID-19. Data to be collected, besides the outcomes of interest, include sociodemographic (age, sex), clinical (ICP group) and COVID-19 vaccination history (brand, number of doses and dates of prior vaccine dose administration). The protocol outlines the study design and methods for analysing the data at country level and includes a plan for the pooled analysis across countries. This protocol is primarily intended to guide the implementation of the ECDC funded studies within the VEBIS project with a focus on specific objectives. Nevertheless, ECDC encourages the conduct of VE studies using this protocol and other VEBIS-related protocols as a basis in countries that do not currently plan to participate in ECDC-funded studies. Consistent protocols will facilitate the comparability of results across studies, countries, and sites.
  • Relatório Saúde e Ambiente 2024
    Publication . Observatório Português da Saúde e Ambiente; Nicola, Paulo Jorge; Campos, Luís
    O Observatório Português da Saúde e Ambiente foi criado pelo Conselho Português para a Saúde e Ambiente (CPSA) em 2024 e tem como objetivo avaliar e monitorizar a relação entre as alterações climáticas, a degradação ambiental e a saúde humana em Portugal. O relatório publicado, trata-se de uma publicação composta por capítulos temáticos, da autoria de equipas especializadas. Áreas em destaque: 1. Determinantes Ambientais da Saúde, nomeadamente a sobrepopulação, as alterações climáticas, a poluição e degradação dos ecossistemas, e a biodiversidade e recursos naturais; 2. Impacto na Saúde Humana, das doenças associadas a fatores ambientais, zoonoses e doenças transmitidas por vetores, poluição química e saúde mental; 3. Ações de Mitigação e Adaptação, ao nível dos compromissos e desafios, mas também das iniciativas municipais; 4. Impacto Ambiental do Setor da Saúde, a sua pegada ambiental, bem como as iniciativas e áreas negligenciadas; 5. Resiliência do Sistema de Saúde, os seus desafios estruturais e ao nível dos recursos humanos; 6. Literacia, Educação e Investigação, desde a consciencialização, à formação e à investigação; 7. Boas Práticas e Recomendações.
  • Infeção por VIH em Portugal – 2025
    Publication . Direção-Geral da Saúde; Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge
    Relatório anual Infeção VIH em Portugal – 2025. Este relatório conjunto DGS/INSA apresenta os dados mais recentes da vigilância epidemiológica da infeção por VIH em Portugal, bem como resultantes de iniciativas de prevenção e rastreio desenvolvidas no âmbito do Programa Nacional para as Infeções Sexualmente Transmissíveis e Infeção pelo VIH (PNISTVIH). Dos resultados e conclusões apresentados no documento, destaca-se o seguinte: (1) Vigilância epidemiológica: - Em Portugal, segundo os dados recolhidos a 30 de junho de 2025, foram notificados 997 casos de infeção por VIH com diagnóstico em 2024, dos quais 951 com diagnóstico em Portugal; - Registou-se uma redução de 35% no número de novos casos de infeção por VIH e de 43% em novos casos de SIDA entre 2015 e 2024; - A maioria (72,3%) dos novos casos de infeção VIH em adolescentes e adultos (≥ 15 anos) registou-se em homens. A taxa de novos diagnósticos mais elevada registou-se no grupo etário dos 25-29 anos (28,5 casos/105 habitantes) e em 25,2% dos novos casos a idade ao diagnóstico foi igual ou superior a 50 anos. Foram notificados 3 casos de infeção VIH em crianças com idade <15 anos; - A transmissão heterossexual mantém-se como a mais frequente (52,5%), mas os casos em homens que têm sexo com homens (HSH) corresponderam à maioria dos novos diagnósticos em homens (60,6%); - Apresentaram-se tardiamente aos cuidados de saúde 53,9% das pessoas com novo diagnóstico de VIH e 65,4% das pessoas com 50 ou mais anos; - Foram comunicados 194 casos de SIDA com diagnóstico do estádio em 2024 e 108 óbitos em pessoas que viviam com VIH. Em 46,3% dos óbitos o diagnóstico VIH tinha ocorrido há mais de 20 anos; - Em Portugal, ao longo das quatro décadas da epidemia VIH, foram diagnosticados 66 421 casos de infeção por VIH, 23 946 atingiram o estádio de SIDA e foram notificados 16 080 óbitos. Estima-se que viviam em Portugal, em 2023, 49 699 pessoas com infeção por VIH (PVVIH), 94,2% destas já diagnosticadas; - Foi possível obter dados completos do "continuum of care" de 26 hospitais nacionais, relativos a 36 184 PVVIH, constatando-se que 97,8% estavam em tratamento e, destas, 95,9% atingiram a supressão virológica; - O relatório apresenta ainda uma análise das causas de morte reportadas nos certificados dos óbitos de pessoas que viviam com VIH, constatando-se que desde 2021 predominam as causas de morte não associadas à infeção por VIH; - São também apresentadas as características dos casos com diagnóstico entre 2014 e 2023 e residência nas 12 cidades portuguesas que aderiram à iniciativa Fast-track cities. As estimativas realizadas revelaram que em cinco destas cidades mais de 95% das PVVIH que conheciam a sua infeção. (2) Prevenção, rastreio e estigma: - O PNISTVIH prosseguiu e/ou monitorizou as atividades referentes à prevenção da infeção por VIH efetuadas em 2024, com destaque para a distribuição de materiais preventivos, o Programa de Troca de Seringas, a profilaxia pré-exposição ao VIH (PrEP) e a profilaxia pós-exposição (PPE). É apresentado um balanço positivo, tendo aumentado significativamente o número de pessoas que tiveram acesso à PrEP, incluindo fora do contexto hospitalar. O número de testes de rastreio e diagnóstico para VIH realizados no país, em diferentes contextos, mostrou um ligeiro decréscimo face aos anos precedentes.
  • Programa Nacional de Vigilância da Gripe e Outros Vírus Respiratórios: relatório da época 2024/2025
    Publication . Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge; Direção-Geral da Saúde (colaboração); Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe e Outros Vírus Respiratórios (colaboração)
    Relatório anual do Programa Nacional de Vigilância da Gripe e Outros Vírus Respiratórios relativo à época 2024/2025. A presente publicação descreve a caraterização clínica e laboratorial da atividade gripal e de vírus respiratórios detetados nesta época. O Programa Nacional de Vigilância da Gripe e Outros Vírus Respiratórios (PNVGVR) assegura a vigilância epidemiológica em Portugal, integrando as componentes de vigilância clínica e laboratorial. Nas últimas épocas, foi reforçada a vigilância dos vírus respiratórios e a caraterização genética, não apenas do vírus da gripe e do SARS-CoV-2, mas também do vírus sincicial respiratório (RSV), dos coronavírus, rinovírus e enterovírus. As atividades do PNVGVR são desenvolvidas pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge através do Laboratório Nacional de Referência para o Vírus da Gripe e Outros Vírus Respiratórios do Departamento de Doenças Infeciosas e do Departamento de Epidemiologia, em colaboração com a Direção-Geral da Saúde. Colaboram no PNVGVR a Rede Médicos-Sentinela, a Rede de Unidades de Saúde Sentinela e a Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe e Outros Vírus Respiratórios.
  • Relatório REVIVE 2024 - Culicídeos, Ixodídeos e Flebótomos: Rede de Vigilância de Vetores
    Publication . Centro de Estudos de Vetores e Doenças Infeciosas Doutor Francisco Cambournac
    Relatório REVIVE - Rede de Vigilância de Vetores relativo às atividades desenvolvidas em 2024, que apresenta os resultados da vigilância de culicídeos, ixodídeos e flebótomos. O programa REVIVE visa monitorizar a atividade de artrópodes hematófagos, caracterizar as espécies e sua ocorrência sazonal, e identificar agentes patogénicos importantes em saúde pública. Das atividades apresentadas no presente relatório, destaca-se o seguinte: REVIVE – Culicídeos: - Participaram as cinco Regiões de Saúde e a Direção Regional de Saúde da Madeira, entidades que realizaram colheitas de mosquitos em 241 concelhos de Portugal; - No total foram identificados 38522 mosquitos de 18 espécies, assim como 65802 ovos de espécies invasoras. Nas amostras em que foi pesquisada a presença de flavivírus e alfavírus patogénicos para o Homem, os resultados foram negativos; - O mosquito invasor Aedes aegypti está presente na Região Autónoma da Madeira desde 2005. Outra espécie de mosquitos invasor, Aedes albopictus, foi identificado, pela primeira vez, na região Norte de Portugal em 2017, no Algarve em 2018, no Alentejo em 2022, na região de Lisboa em 2023 e na região Centro em 2024. Estas espécies são vetoras de vírus como dengue, Zika e chikungunya, e têm vindo a aumentar a sua distribuição geográfica nestas regiões. Aedes albopictus foi identificado em 20 concelhos do país em 2024; - No âmbito do REVIVE – Culicídeos foi feita a vigilância em cinco aeroportos internacionais, dois aeródromos, catorze portos e dez outros pontos de entrada de acordo com o Regulamento Sanitário Internacional. REVIVE – Ixodídeos - Participaram as cinco Regiões de Saúde e a Direção Regional de Saúde da Madeira, entidades que realizaram colheitas de carraças em 218 concelhos; - No total foram identificadas 4797 carraças. Para além de 12 espécies de Ixodidae já anteriormente identificadas em Portugal, foram identificados exemplares exóticos de Argasidae que foram classificados como Argas e Ornithodoros spp.; - Nas 1378 carraças utilizadas na pesquisa de Borreliae Rickettsia, em 6,7% e 22,7% respetivamente, foi detetado DNA destes agentes. Nem todas as espécies detetadas são patogénicas para o Homem. - Em 2024 destaca-se assim a deteção de quatro espécies de Borreliae quatro espécies de Rickettsia, já associadas a casos de doença no Homem em Portugal: afzelii, B. garinii, B. lusitaniae e B. valaisiana, agentes etiológicos da borreliose de Lyme; R. conorii agente da febre escaro-nodular; R. monacensis e R. raoultii sem denominação da doença e R. slovaca, agente responsável de TIBOLA. A pesquisa do vírus da febre hemorrágica Crimeia-Congo (CCHFV) foi realizada em 124 exemplares de carraças do género Hyalomma com resultados negativos. REVIVE – Flebótomos - Participaram as cinco Regiões de Saúde, com colheitas realizadas em 50 concelhos; - No total foram colhidos 1046 flebótomos, tendo sido identificados exemplares pertencentes às espécies Phlebotomus ariasi, Ph. perniciosus, Ph. Sergente e Sergentomyia minuta; - Nos 616 flebótomos pesquisados para a presença de flebovírus e de Leismania spp. foi detetada a presença de Leishmania infantum num pool.
  • Vigilância Laboratorial da Tuberculose em Portugal: relatório 2024
    Publication . Laboratório Nacional de Referência de Micobactérias
    Relatório de Vigilância Laboratorial da Tuberculose em Portugal referente ao ano de 2024, elaborado pelo Laboratório Nacional de Referência de Micobactérias (LNR-TB) do Departamento de Doenças Infeciosas do INSA. O documento faz a análise de possíveis relações filogenéticas de todas as estirpes de MTC (complexo Mycobacterium tuberculosis) isoladas no INSA desde 2020. Em 2019, e com a disseminação dos métodos de sequenciação genómica de nova geração, o LNR-TB implementou metodologias baseadas em sequenciação do genoma total (WGS, whole genome sequencing) para efetuar, de forma sistemática e rotineira, a previsão de resistências e vigilância molecular dos casos de Tuberculose multirresistente (TB-RR/MR). Atualmente, tem capacidade instalada para efetuar esta análise genómica a todas as estirpes enviadas para diagnóstico, para informar, em tempo real, clínicos e Autoridades de Saúde do perfil completo de resistências aos antibacilares e relações filogenéticas associadas a eventuais cadeias de transmissão ativas. Para além disso, e dado que se tem assistido a um ressurgimento dos casos de lepra a nível mundial, em 2023, o LNR-TB implementou um método de diagnóstico molecular de Mycobacterium leprae, que possibilita a deteção precoce dos casos, essencial para o controlo da doença e para a melhoria da resposta terapêutica.
  • Infeção por VIH em Portugal – 2024
    Publication . Direção-Geral da Saúde, Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge
    Relatório anual sobre a evolução da infeção VIH em Portugal – 2024. Este relatório conjunto DGS/ INSA apresenta os dados mais recentes da vigilância epidemiológica da infeção por VIH em Portugal, bem como resultantes de iniciativas de prevenção e rastreio desenvolvidas no âmbito do Programa Nacional para as Infeções Sexualmente Transmissíveis e Infeção pelo VIH (PNISTVIH). O relatório disponibiliza, pela primeira vez, dados sobre a Profilaxia Pós-Exposição ao VIH (PPE).
  • Programa Nacional de Vigilância da Gripe: relatório da época 2023/2024
    Publication . Guiomar, Raquel; Verdasca, Nuno; Gomes, Licínia; Henriques, Camila; Dias, Daniela; Lança, Miguel; Rodrigues, Ana Paula; Silva, Susana Pereira da; Direcção-Geral da Saúde (colaboração); Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe e Outros Vírus Respiratórios (colaboração)
    Relatório anual do Programa Nacional de Vigilância da Gripe e de Outros Vírus Respiratórios (PNVG), que descreve a caraterização clínica e laboratorial da atividade gripal na época 2023/2024. O PNVG assegura a vigilância epidemiológica da gripe em Portugal, integrando as componentes de vigilância clínica e laboratorial. A componente clínica possibilita descrever a intensidade e evolução da epidemia no tempo. A componente virológica tem por base o diagnóstico laboratorial do vírus da gripe, SARS-CoV-2 e vírus sincicial respiratório (RSV) o que permite detetar e caraterizar os vírus respiratórios em circulação em cada inverno. As atividades do PNVG são desenvolvidas pelo Laboratório Nacional de Referência para o Vírus da Gripe e Outros Vírus Respiratórios do Departamento de Doenças Infeciosas e pelo Departamento de Epidemiologia do INSA, em colaboração com a Direção-Geral da Saúde.
  • Programa Nacional de Vigilância da Gripe: relatório da época 2019/2020
    Publication . Pechirra, Pedro; Cristóvão, Paula; Costa, Inês; Conde, Patrícia; Silva, Susana; Torres, Ana Rita; Machado, Ausenda; Rodrigues, Ana Paula; Guiomar, Raquel; Direcção-Geral da Saúde (colaboração); Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe e Outros Vírus Respiratórios (colaboração)
    Relatório anual do Programa Nacional de Vigilância da Gripe (PNVG). A presente publicação descreve a caraterização clínica e laboratorial da atividade gripal na época 2019/2020. O PNVG assegura a vigilância epidemiológica da gripe em Portugal, integrando as componentes de vigilância clínica e laboratorial. A componente clínica possibilita o cálculo de taxas de incidência permitindo descrever a intensidade e evolução da epidemia no tempo. A componente virológica tem por base o diagnóstico laboratorial do vírus da gripe, SARS-CoV-2 e vírus sincicial respiratório (RSV) o que permite detetar e caraterizar os vírus respiratórios em circulação em cada inverno. As atividades do PNVG são desenvolvidas pelo Laboratório Nacional de Referência para o Vírus da Gripe e Outros Vírus Respiratórios do Departamento de Doenças Infeciosas e pelo Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, em colaboração com a Direção-Geral da Saúde.
  • Relatório REVIVE 2023 - Culicídeos, Ixodídeos e Flebótomos: Rede de Vigilância de Vetores
    Publication . Centro de Estudos de Vetores e Doenças Infeciosas Doutor Francisco Cambournac
    Relatório REVIVE: Rede de Vigilância de Vetores (Culicídeos, Ixodídeos e Flebótomos) relativo às atividades desenvolvidas em 2023, incluindo este ano os resultados da vigilância de flebótomos. O programa REVIVE visa monitorizar a atividade de artrópodes hematófagos, caracterizar as espécies e sua ocorrência sazonal, e identificar agentes patogénicos importantes em saúde pública. Das atividades apresentadas no presente relatório, destaca-se o seguinte: REVIVE – Culicídeos: - Participaram as cinco Administrações Regionais de Saúde e a Direção Regional de Saúde da Madeira, entidades que realizaram colheitas de mosquitos em 231 concelhos de Portugal; - No total foram identificados 40 565 mosquitos. Nas amostras em que foi pesquisada a presença de flavivírus patogénicos para o Homem, os resultados foram negativos; - O mosquito invasor Aedes aegypti está presente na Região Autónoma da Madeira desde 2005. Outra espécie de mosquitos invasor, nomeadamente Aedes albopictus, foi identificado, pela primeira vez, na região Norte de Portugal em 2017, no Algarve em 2018, no Alentejo em 2022 e na região de Lisboa em 2023. Estas espécies são vetoras de vírus como dengue, zika e chikungunya, e têm vindo a aumentar a sua distribuição geográfica nestas regiões; - No âmbito do REVIVE – Culicídeos foi feita a vigilância em cinco aeroportos internacionais, dois aeródromos, catorze portos e dez outros pontos de entrada de acordo com o Regulamento Sanitário Internacional. REVIVE – Ixodídeos: - Participaram as cinco Administrações Regionais de Saúde e a Direção Regional de Saúde da Madeira, entidades que realizaram colheitas de carraças em 210 concelhos; - No total foram identificados 1810 ixodídeos. Foi identificada, de novo, uma espécie exótica – Argas spp. - Foi detetada a presença de três espécies de Borrelias e seis espécies de Rickettsias, tendo sido observada a prevalência média de 4,8% e 25,1%, respetivamente, sobretudo em carraças colhidas quando parasitavam seres humanos. A pesquisa do vírus da febre hemorrágica Crimeia-Congo (CCHFV) foi realizada em exemplares de carraças do género Hyalomma com resultados negativos. REVIVE – Flebótomos: - Participaram quatro Administrações Regionais de Saúde, nomeadamente, Algarve, Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Norte, entidades que realizaram colheitas de flebótomos em 41 concelhos. Ocorreram ainda colheitas acidentais de flebótomos em 12 concelhos, incluindo na região do Alentejo; - No total foram colhidos 761 flebótomos, tendo sido identificados exemplares pertencentes às espécies Phlebotomus ariasi, Ph. perniciosus, Ph. sergenti e Sergentomyia minuta; - Nos 645 flebótomos pesquisados para a presença de flebovírus e de Leismania spp. foi detetada a presença de vírus Toscana e de Leishmania infantum, em dois pools diferentes de flebótomos fêmeas. Esta é a primeira deteção de vírus Toscana em flebótomos em Portugal. O programa REVIVE resulta da colaboração entre instituições do Ministério da Saúde (Direção-Geral da Saúde, Administrações Regionais de Saúde, Direções Regionais de Saúde e INSA), tendo como objetivos i) monitorizar a atividade de artrópodes hematófagos; ii) caracterizar as espécies e sua ocorrência sazonal; iii) identificar agentes patogénicos importantes em saúde pública, dependendo da densidade dos vetores, o nível de infeção ou a introdução de espécies exóticas para alertar para as medidas de controlo. O REVIVE contribui para um conhecimento sistemático da fauna de culicídeos, de ixodídeos e de flebótomos de Portugal, e do seu potencial papel de vetor, constituindo uma componente dos programas de vigilância epidemiológica indispensável à avaliação do risco de transmissão de doenças potencialmente graves.