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- Classification of microcytic anemias using machine learning methodsPublication . Neves Leitão, Beatriz; Vinga, Susana; Faustino, PaulaA prevalência mundial da anemia é estimada em 24,8% e de entre as suas possíveis causas sobressaem a carência nutricional em ferro (anemia ferropénica) e algumas doenças genéticas (hemoglobinopatias como, por exemplo, beta-talassémia e alfa-talassémia). O diagnóstico da etiologia das anemias microcíticas requer métodos laboratoriais caros e morosos, mas é fundamental para a decisão clínica referente ao tratamento e, quando apropriado, para o aconselhamento genético. Neste trabalho aplicaram-se algoritmos de aprendizagem automática (machine learning) para diferenciação das referidas anemias microcíticas usando apenas as informações obtidas no hemograma, um dos exames laboratoriais mais comuns em medicina. Os resultados destacaram o excelente desempenho dos classificadores desenvolvidos com o algoritmo de florestas aleatórias (random forests), tanto na classificação binária quanto na multiclasse, demonstrando o potencial da inteligência artificial na identificação da etiologia dessas anemias.
- Adesão à definição de caso na vigilância da gripe e outros vírus respiratórios: grupo focalPublication . Santos, Ana João; Santos, João Almeida; Rodrigues, Ana PaulaO sistema de vigilância da gripe e outras infeções respiratórias em Portugal integra diversas redes, como a Rede Médicos-Sentinela (MS), serviços hospitalares e laboratórios especializados. Este estudo analisou o alargamento da vigilância para incluir outros vírus respiratórios e a transição da definição de caso de Síndrome Gripal (SG) para Infeção Respiratória Aguda (IRA), explorando o impacto na prática clínica dos médicos e nos processos da Rede Sentinela. Os métodos utilizados incluíram um grupo focal online, com a participação de nove profissionais da Rede Sentinela. A sessão teve a duração de uma hora e 31 minutos e a discussão foi gravada e transcrita para análise de conteúdo, utilizando codificação temática indutiva e dedutiva, permitindo a identificação de categorias e subcategorias relevantes ao tema. Os resultados da análise de conteúdo temática são apresentados em seis grandes temáticas, parcialmente alinhadas com as perguntas abertas que orientaram a discussão: (1) Alargamento da vigilância a outros vírus respiratórios – Explora as perceções dos profissionais sobre os impactos na prática clínica e os benefícios epidemiológicos associados à inclusão de novos vírus na vigilância; (2) Alargamento da vigilância para todo o ano – Avalia os benefícios e desafios da monitorização contínua, incluindo o impacto da sazonalidade das infeções e dificuldades operacionais; (3) Definição e seleção de casos – Infeção Respiratória Aguda (IRA) vs. Síndrome Gripal (SG) – Analisa a transição da definição de caso, destacando facilidade de adoção, vantagens e dificuldades na aplicação dos critérios; (4) Desafios na inclusão de crianças – Identifica as barreiras técnicas e éticas associadas à colheita de amostras em idades pediátricas; (5) Questões organizacionais – Discute as barreiras estruturais e operacionais na implementação da vigilância, incluindo sobrecarga de trabalho, papel do ponto focal e adesão das equipas; (6) Procedimentos e registos – Aborda as estratégias adotadas pelos profissionais, os desafios na notificação de casos e a variabilidade da codificação nos registos clínicos. As temáticas com maior consenso foram aquelas relacionadas com os benefícios do alargamento da vigilância (para outros vírus e para todo o ano) e com a clareza da nova definição de caso (IRA). As questões organizacionais e operacionais, por outro lado, refletiram maior variabilidade nas perceções, com soluções e barreiras específicas para cada contexto. Os resultados mostram perceções positivas sobre o alargamento da vigilância para outros vírus respiratórios, reconhecendo-se benefícios epidemiológicos significativos. A transição para a definição de SG para IRA foi amplamente aceite pelos médicos que a consideraram mais clara e abrangente, permitindo a inclusão de casos mais diversificados. Foram identificados desafios operacionais, incluindo dificuldades na interpretação de critérios como início súbito dos sintomas e a inclusão de subgrupos. O alargamento da vigilância para todo o ano foi visto como vantajoso, mas com ressalvas devido à sazonalidade das infeções e desafios operacionais, como esquecimentos fora do período gripal e sobrecarga de trabalho. A centralização do trabalho em pontos focais mostrou-se essencial para garantir a continuidade e eficácia do sistema. As dificuldades organizacionais continuam a ser uma barreira crítica, com carga de trabalho elevada, falta de adesão da equipa e necessidade de um ponto focal forte para garantir a continuidade da vigilância. A integração de médicos internos e de elementos da equipa da enfermagem mostrou-se uma estratégia promissora para reduzir o impacto destas barreiras. Por fim, o estudo destaca a necessidade de reforçar estratégias organizacionais e fornecer suporte contínuo aos profissionais, promovendo a adesão às mudanças e garantindo a qualidade e representatividade dos dados de vigilância.
