Percorrer por autor "Silva, Francisco"
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- Fenilcetonúria em Portugal: 40 anos de rastreio neonatal (1979-2019)Publication . Ferreira, Filipa; Sousa, Luísa Azevedo Carmen; Neiva, Raquel; Fonseca, Helena; Marcão, Ana; Rocha, Hugo; Carmona, Célia; Ramos, Sónia; Bandeira, Anabela; Martins, Esmeralda; Campos, Teresa; Rodrigues, Esmeralda; Garcia, Paula; Diogo, Luísa; Ferreira, Ana Cristina; Sequeira, Silvia; Silva, Francisco; Rodrigues, Luísa; Gaspar, Ana; Janeiro, Patrícia; Amorim, António; Vilarinho, LauraA fenilcetonúria (PKU) é uma doença genética autossómica recessiva, devido a um erro hereditário do metabolismo dos aminoácidos. A PKU caracteriza-se por um aumento de fenilalanina, em resultado de uma deficiência da enzima hepática, fenilalanina hidroxilase (PAH), uma enzima codificada pelo gene PAH. É uma das 26 patologias integradas no painel das doenças rastreadas em Portugal, a partir de sangue colhido em papel de filtro para o “teste do pezinho”. A deteção precoce da doença tem como objetivo iniciar o tratamento nutricional atempadamente, de modo a prevenir os danos neurológicos nos doentes afetados. Em Portugal, desde 1979 e até ao final de 2019, foram rastreados através do Programa Nacional de Rastreio Neonatal 3 890 677 recém-nascidos. Sendo que, 356 são doentes com PKU e 37 são hiperfenilalaninemias moderadas. A prevalência ao nascimento da PKU e da hiperfenilalaninemia moderada no nosso país é de 1:10.929 e 1:36.123 recém-nascidos, respetivamente. Na Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética do Departamento de Genética Humana do INSA foram caracterizados geneticamente 223 doentes. Neste estudo, foram identificadas 56 mutações já descritas na literatura, a maioria compostos heterozigóticos (74% dos doentes). As duas mutações mais prevalentes na população portuguesa são: c.782G>A (p.Arg261Gln), c.1066-10G>A (IVS10-11G>A), seguidas pelas mutações c.1162G>A (p.Val388Met) e c.194T>C (p.Ile65Thr). Este estudo revelou uma elevada heterogeneidade quer do ponto vista do fenótipo bioquímico quer ao nível molecular, o que poderá ser importante na resposta ao tratamento destes doentes uma vez que esta estará dependente do respetivo genótipo. Os dados deste estudo, contribuem para uma melhor compreensão e conhecimento epidemiológico da PKU em Portugal.
- Lost to follow-up? Resultados da iniciativa para melhorar a qualidade dos dados epidemiológicos nacionais da infeção por VIHPublication . Aldir, Isabel; Martins, Helena Cortes; Bettencourt, Joana; Silva, Francisco; Araújo, FernandoIntrodução: A monitorização das metas 90-90-90 da ONUSIDA concentrou atenções na qualidade da informação epidemiológica. A implementação do SI.VIDA e renotificação dos casos aí registados forneceu evidência sobre os doentes em seguimento, mostrando existir um número elevado de casos inscritos na base de dados da vigilância epidemiológica sem registo de óbito nem aparente acompanhamento clínico, o que motivou uma task-force para melhoria da qualidade destes dados.
- Two cases of late-onset Argininosuccinic aciduria with normal results at newborn screeningPublication . Marcão, Ana; Fonseca, Helena; Sousa, Carmen; Rocha, Hugo; Silva, Francisco; Vilarinho, LauraArgininosuccinic aciduria (ASA) is an autosomal recessive metabolic disorder caused by Argininosuccinate Lyase (ASL) deficiency, and it is the second most frequent urea cycle disorder, with an estimated frequency of 1:70 000. The human ASL gene is located on chromosome 7q11.21 and comprises 16 exons encoding a 464 amino acids long monomer. The enzyme is functional in a homotetrameric structure and is mainly expressed in the liver, although it can be found in several other tissues. The clinical presentation of ASA is very heterogeneous, ranging from asymptomatic to severe hyperammonemic neonatal-onset cases. Complex clinical phenotypes, with neurological deficits and hepatic complications adding to hyperammonemic episodes, are often observed. Biochemically, ASA is usually characterized by elevation of both citrulline and argininosuccinic acid in plasma and urine, but also at this level heterogeneity is observed, adding to a poor correlation found between residual enzymatic activity and the severity of the clinical phenotype. Newborn Screening (NBS) for ASA is widely established although some paradoxal results can be obtained due to the clinical and biochemical ASA heterogeneity: asymptomatic cases can be detected and, on the contrary, late-onset forms with important clinical manifestations observed since the first months of live can be missed due to normal biochemical results. ASA was included in the Portuguese NBS Program in 2005, based on elevated argininosuccinic acid blood levels. During these ten years of NBS two cases were identified and two other were missed. The missed cases were two brothers with a late-onset clinical form, which presented completely normal results at NBS. They are homozygous for R12Q mutation, which is a mutation reported to be associated with a mild clinical form of the disease and frequently found in late-onset ASA cases. Based on this finding it is important to keep in mind that a late-onset form of ASA should be considered for a child with clinical signs fitting this disease, even if NBS had a normal result.
