Percorrer por autor "Francisco, Rafaela"
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- Mpox Surveillance and Laboratory Response in Portugal: Lessons Learned from Three Outbreak Waves (2022-2025)Publication . Cordeiro, Rita; Francisco, Rafaela; Pelerito, Ana; Lopes de Carvalho, Isabel; Nuncio, MSBackground/Objectives: Mpox re-emerged in 2022 as a global health concern. Between 2022 and 2025, Portugal experienced three distinct outbreak waves, highlighting the critical role of laboratory surveillance and public health interventions. This study describes the epidemiological trends, diagnostic performance, and key lessons learned to improve outbreak preparedness. Methods: A total of 5610 clinical samples from 2802 suspected cases were analyzed at the National Institute of Health Doutor Ricardo Jorge using real-time PCR methods. Positivity rates and viral loads (Ct values) were assessed across different clinical specimen types, including lesion, anal, oropharyngeal swabs, and urine samples. Results: Mpox was confirmed in 1202 patients. The first outbreak accounted for 79.3% of cases (n = 953), followed by a significant reduction in transmission during subsequent waves. Lesion and rectal swabs provided the highest diagnostic sensitivity (95.1% and 87.9%, respectively). Oropharyngeal swabs contributed to diagnosis in cases without visible lesions, while urine samples showed limited utility. Conclusions: This study underscores the importance of sustained laboratory surveillance and adaptive public health strategies in controlling mpox outbreaks. Optimizing specimen collection enhances diagnostic accuracy, supporting early detection. Continuous monitoring, combined with targeted vaccination and effective risk communication, is essential to prevent resurgence and ensure rapid response in non-endemic regions.
- Surtos de mpox em Portugal: resposta laboratorial e desafios no controlo da epidemiaPublication . Cordeiro, Rita; Francisco, Rafaela; Pelerito, Ana; Carvalho, Isabel Lopes de; Núncio, Maria SofiaA infeção mpox, causada pelo vírus monkeypox (MPXV), tornou-se uma emergência global de saúde pública em 2022. Portugal foi um dos primeiros países a confirmar casos de infeção, o que levou à implementação de um sistema de vigilância laboratorial a nível nacional. Este estudo descreve a evolução epidemiológica de mpox em Portugal entre 2022 e 2025 e avalia o desempenho de diferentes tipos de amostras biológicas na deteção de MPXV. No Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge foram analisadas 5610 amostras de 2802 casos suspeitos de mpox pelo método PCR em tempo real. As amostras biológicas incluíram, maioritariamente, exsudados de lesão, orofaríngeo e anal e amostras de urina. Confirmaram-se 1202 casos positivos de mpox distribuídos por três surtos, sendo o primeiro o mais expressivo (79,3%). A maioria dos casos ocorreu em homens que têm sexo com homens, entre os 20 e 39 anos de idade. As amostras de exsudados de lesão e anal apresentaram as maiores taxas de positividade (95,1% e 87,9%, respetivamente), enquanto o exsudado orofaríngeo permitiu o diagnóstico em cerca de 5% dos casos que não apresentavam lesões visíveis. A vacinação, aliada a outras estratégias direcionadas, contribuiu para reduzir a transmissão e a severidade clínica da doença. A vigilância laboratorial contínua mostrou-se essencial para a deteção precoce dos casos, contribuindo para uma resposta rápida e eficaz no controlo dos três surtos. Estes dados reforçam a importância do desenvolvimento e da implementação de metodologias laboratoriais de diagnóstico e a adoção de medidas de vigilância dirigidas a populações vulneráveis.
