Departamento de Doenças Infecciosas
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Percorrer Departamento de Doenças Infecciosas por orientador "Chasqueira, Maria de Jesus"
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- Desenvolvimento de uma metodologia para sequenciação de regiões altamente polimórficas de HCMV para avaliação dos perfis mutacionais da população viralPublication . Carrasqueira, Patrícia Isabel Barreiros; Ferreira, Rita; Paixão, Paulo; Chasqueira, Maria de JesusO citomegalovírus humano (HCMV, do inglês human cytomegalovirus) possui um genoma de ~236 kb sendo o herpesvírus que causa infeções no Homem com maior diversidade genética conhecida. Apesar dos inúmeros esforços para associar os polimorfismos virais e a diversidade da população intra- paciente com o aumento da aptidão viral, com os resultados clínicos e com a latência, as correlações permanecem inconclusivas. Neste estudo, foi desenvolvido um ensaio de tilling PCR multiplex para a sequenciação simultânea de múltiplas regiões genómicas hipervariáveis do HCMV, com o objetivo de caracterizar o polimorfismo deste vírus. Para tirar partido do potencial da sequenciação direcionada de última geração (tNGS, do inglês targeted next-generation sequencing), foi concebida uma tilling PCR multiplex para amplificação de ~ 8% do genoma de HCMV em 7 regiões discretas abrangendo 14 loci polimórficos de interesse (UL33, UL55, UL73, UL74, UL75, UL100, UL115, UL128, UL130, UL131A, UL144, UL146, UL147 e UL147A). Esta abordagem teve por base o desenho de 145 primers diferentes que em conjunto originam 51 amplicões. A otimização de todo o workflow foi realizada tanto ao nível técnico como ao nível da análise bioinformática, com resultados muito promissores. A metodologia foi aplicada a um conjunto de 30 amostras clínicas, tendo-se verificado que cinco apresentavam resultados compatíveis com infeções mistas, sendo que nenhuma destas provinha de infeções congénitas. Da sequenciação das 7 regiões das restantes 25 amostras resultaram sequências consensus de elevada qualidade para a maior parte delas correspondendo a uma elevada taxa de sucesso de 92.6% (162/175). De notar que embora o sucesso da metodologia tenda a diminuir com menores cargas virais foi total mesmo para amostras clínicas com carga viral mais baixa (Ct>25). Verificou-se ainda que, tanto ao nível das sequências concatenadas como gene-a-gene, as amostras clínicas portuguesas não só apresentavam variabilidade genética idêntica à já identificada no conjunto global das sequências retiradas do NCBI (n = 344) como apresentavam diferentes níveis de diversidade entre si. Por fim, focando a análise de polimorfismo em pares de amostras de 3 hospedeiros diferentes verificou-se que estas não apresentavam quaisquer diferenças entre si. Em conclusão a metodologia desenvolvida abre perspetivas promissoras para investigações futuras, que permitam estudar a relação entre polimorfismos do HCMV, a sua aptidão viral e correlacioná-los com os desfechos clínicos.
