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Infeção invasiva a Haemophilus influenzae na criança

dc.contributor.authorBajanca-Lavado, Maria Paula
dc.date.accessioned2013-02-13T16:31:56Z
dc.date.available2013-02-13T16:31:56Z
dc.date.issued2012-03-16
dc.descriptionComunicação oral apresentada por convite.por
dc.description.abstractINTRODUÇÃO: O Haemophilus influenzae (H. influenzae) é um microrganismo Gram negativo cujo nicho ecológico é o trato respiratório humano. Para além de colonizar a nasofaringe de pessoas saudáveis, o H. influenzae é normalmente responsável por infeções respiratórias e ainda infeções invasivas graves como a meningite e a septicemia, principalmente nas crianças As estirpes responsáveis por infeções invasivas possuem cápsula (designadas de a-f), ao contrário da maior parte das estirpes isoladas de outras infeções ou de pessoas saudáveis. As estirpes capsuladas, nomeadamente as de serotipo b (Hib) eram, até à introdução da vacina conjugada, responsáveis pela maior parte dos casos de infeção invasiva. A vacina para o Hib foi licenciada em Portugal em 1994 e incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV) no ano 2000, para crianças até aos 5 anos de idade. Como consequência, as infeções invasivas de serotipo b foram praticamente eliminadas nas populações onde a vacina foi implementada. OBJETIVO: Caracterizar 48 estirpes invasivas isoladas de crianças (idade igual ou inferior a 18 anos), que foram colecionadas no DDI, INSA, de diversos Hospitais em Portugal, no período após a introdução da vacina (2002-2010) e comparar com os resultados obtidos de 64 estirpes isoladas de crianças no período pré-vacinal (1989-2001). METODOLOGIA: A produção de β-lactamase foi pesquisada pelo método colorimétrico, utilizando nitrocefin como substrato. A determinação da concentração inibitória mínima (CIM, mg/L) foi realizada pelo método de microdiluição em placa para 13 antibióticos (ampicilina, amoxicilina/ácido clavulânico, cefaclor, cefuroxima, ceftriaxone, cefepime, meropenem, cloranfenicol, tetraciclina, rifampicina, trimetoprim/sulfametoxasol, ciprofloxacina e azitromicina); os “breakpoints” utilizados foram os estabelecidos pelo CLSI. Foi efetuada a pesquisa de cápsula e caracterizado o serotipo capsular por “Polymerase Chain Reaction”. RESULTADOS: As estirpes estudadas foram isoladas dos seguintes produtos biológicos: hemocultura (30), líquido cefaloraquidiano (15) e líquido pleural (3). Trinta e tês estirpes (68,8%) foram caracterizadas como não capsuladas (NC), 9 de serotipo b (18,8%), 1 de serotipo a (2%), 1 de serotipo d (2%) e 4 de serotipo f (8,3%). A produção de β-lactamase foi caraterizada em 6 estirpes (12,5%). Nas estirpes não produtoras de β-lactamase detetaram-se 3 estirpes (7,1%) com o fenótipo de resistência BLNAR (β-lactamase negativa e ampicilina resistente); estas estirpes caraterizam-se pela diminuição de afinidade aos antibióticos β-lactâmicos, devido a mutações no gene ftsI, que codifica a PBP3. DISCUSSÃO E CONCLUSÕES: Os dados apresentados, quando comparados com os do período pré-vacinal demonstram uma alteração na epidemiologia da infeção nas crianças; assim as estirpes NC passaram de 34 a 68,8% verificando-se um grande aumento de estirpes NC responsáveis pela infeção invasiva. Pode-se, assim, deduzir que as estirpes NC poderão ter adquirido maior virulência. Pelo contrário e como esperado, observamos um grande declínio das estirpes serotipo b: de 65,6 para 18,8%, o que é de facto um visível efeito da introdução da vacina no nosso país. O serotipo a e f, só foi caracterizado no período pós-vacinal. Não se observam estirpes de serotipo c nem e na infeção invasiva em Portugal e até ao momento. A estirpe de serotipo d foi pela primeira vez caracterizada em 2009 num latente com meningite, não sendo conhecido até então qualquer caso de uma infeção invasiva por H. influenzae serotipo d na Europa. Em relação à susceptibilidade aos antibióticos, nomeadamente à ampicilina, observamos um decréscimo da produção de enzima beta-lactamase: de 30 para 12,5%. As estirpes BLNAR só foram detetadas no período pós-vacinal com uma percentagem já elevada: 7,1%. Com estes resultados observa-se uma alteração no mecanismo de resistência à ampicilina, com a diminuição do mecanismo enzimático e a deteção de estirpes com resistência não enzimática. A multirresistência (resistência a 3 ou mais antibióticos) foi observada pela última vez em 1994, em estirpes de serotipo b; com o declínio deste serotipo diminuiu também a resistência aos antibióticos no geral e da multirresistência em particular. Podemos concluir que as infeções invasivas a Hib foram praticamente eliminadas nas populações onde a vacina foi implementada. No entanto, esta vacina não protege contra a infeção invasiva por estirpes NC ou de serotipos não-b, o que demonstra a importância de continuar a vigilância da infeção invasiva a H. influenzae.por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.18/1339
dc.language.isoporpor
dc.peerreviewedyespor
dc.publisherSociedade de Infecciologia Pediátrica da Sociedade Portuguesa de Pediatriapor
dc.subjectInfecção Invasivapor
dc.subjectHaemophilus Influenzaepor
dc.subjectCriançaspor
dc.subjectSerotipagempor
dc.subjectInfecções Respiratóriaspor
dc.titleInfeção invasiva a Haemophilus influenzae na criançapor
dc.typeconference object
dspace.entity.typePublication
oaire.citation.conferencePlaceLisboa, Portugalpor
oaire.citation.title9º Encontro de Infeciologia Pediátrica / Meningites Bacterianas, 16 Março 2012por
rcaap.rightsrestrictedAccesspor
rcaap.typeconferenceObjectpor

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