Laboratório Nacional de Referência de Micobactérias2026-03-242026-03-242026-03978-989-9236-15-8http://hdl.handle.net/10400.18/11298Autores: Laboratório Nacional de Referência de Micobactérias: Anabela Silva, Irene Rodrigues, Paulo Gonçalves, Sónia Silva, Rita Macedo; Unidade de Genómica e Bioinformática: Miguel Pinto.Coordenação científica: Rita MacedoRelatório de Vigilância Laboratorial da Tuberculose em Portugal referente ao ano de 2025, elaborado pelo Laboratório Nacional de Referência de Micobactérias (LNR-TB) do Departamento de Doenças Infeciosas do INSA. O documento apresenta a análise da vigilância molecular das estirpes do complexo Mycobacterium tuberculosis (MTC), com base em dados acumulados desde 2020, incluindo a caracterização genómica e a identificação de relações filogenéticas relevantes para a deteção de cadeias de transmissão. Na sequência da implementação de metodologias baseadas em sequenciação do genoma total (WGS), o LNR-TB consolidou a sua capacidade para realizar, de forma sistemática, a caracterização genómica das estirpes de MTC. Esta abordagem permite a previsão do perfil de suscetibilidade aos antibacilares, incluindo de primeira linha, com elevado grau de fiabilidade, bem como a identificação precoce de eventos de transmissão. A utilização do WGS constitui, assim, uma ferramenta central para apoiar a decisão clínica e reforçar a resposta das Autoridades de Saúde, em linha com as recomendações europeias para países de baixa incidência de tuberculose. A vigilância laboratorial das micobactérias foi ainda alargada, incluindo de forma continuada a monitorização de Mycobacterium leprae, já integrada desde 2023, e, pela primeira vez, a caracterização de casos de micobactérias não tuberculosas (MNT), refletindo a crescente relevância destas infeções no contexto clínico e epidemiológico. Dos resultados apresentados no relatório, destacam-se os seguintes pontos: - A confirmação bacteriológica da tuberculose mantém-se essencial para a monitorização da doença e para a determinação do perfil de suscetibilidade aos antibacilares, devendo ser sempre complementada com exames laboratoriais adequados; - Os casos de tuberculose resistente à rifampicina ou multirresistente (TB-RR/MR) mantêm-se em vigilância, com variações anuais que justificam acompanhamento contínuo; - A distribuição geográfica dos casos evidencia maior concentração nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Norte, à semelhança do observado em anos anteriores; - A análise genómica permitiu identificar múltiplos clusters moleculares, incluindo cadeias de transmissão com persistência temporal, reforçando a importância da vigilância molecular contínua; - Desde 2023, que se confirmam anualmente casos de infeção por Mycobacterium leprae, todos com enquadramento epidemiológico compatível, evidenciando a importância da capacidade diagnóstica instalada; - A inclusão da vigilância das micobactérias não tuberculosas (MNT) constitui um avanço relevante, permitindo uma abordagem mais abrangente das infeções por micobactérias em Portugal; - Em alinhamento com as mais recentes recomendações europeias, nomeadamente do European Reference Laboratory Network for Tuberculosis (ERLTB-Net), está em curso a transição para a utilização sistemática da sequenciação do genoma total (WGS) em todos os isolados de Mycobacterium tuberculosis, com o objetivo de substituir progressivamente os testes fenotípicos de suscetibilidade aos antibacilares de primeira linha. Esta abordagem permitirá uma resposta diagnóstica mais rápida, integrada e preditiva, reforçando a eficiência do sistema e a qualidade da informação disponibilizada a clínicos e autoridades de saúde. Este relatório reforça o papel do INSA enquanto laboratório nacional de referência, evidenciando a importância da integração de ferramentas genómicas na vigilância laboratorial e no apoio à decisão clínica e em saúde pública.porTuberculoseEstirpes de MTCMycobacterium tuberculosisComplexo Mycobacterium tuberculosis Vigilância LaboratorialDiagnóstico LaboratorialDoenças InfeciosasInfecções RespiratóriasResistência aos AntimicrobianosPortugalVigilância Laboratorial da Tuberculose em Portugal: relatório 2025report978-989-9236-15-8