Machado, AusendaSoares, Patricia2026-03-042026-03-042025-090213-9111http://hdl.handle.net/10400.18/11137Abstract publicado em: Gaceta Sanit. 2025;39(Supl. 2):145.Antecedentes/Objetivos: A vacinação é uma das principais intervenções em saúde pública, responsável pela redução da incidência de diversas doenças e da morbi-mortalidade associadas. Perante a pandemia por COVID-19, esta foi uma das estratégias implementadas na população pediátrica com idade entre 5 e 17 anos, potenciando o efeito direto da vacinação (reduzir doença) e permitir o normal desenrolar das atividades escolares, sociais e outras. Medir o efeito direto da vacina, através do cálculo da efetividade da vacina (EV), é fundamental na avaliação da estratégia em saúde pública. Este estudo pretende estimar a EV contra o internamento devido à COVID-19 na população pediátrica dos 5 aos 11 anos e dos 12 aos 17 anos com e sem infeção prévia por SARS-CoV-2 em Portugal. Métodos: Utilizamos uma abordagem de coorte fixa, sendo que a constituição e seguimento de coorte foi realizado através da ligação direta de dados de registos de saúde eletrónicos constantes em 6 sistemas de informação. O estudo começou no início da campanha de vacinação para cada coorte (5-11 anos e 12-17 anos), sendo o tempo de seguimento de 12 meses. O outcome de interesse foi hospitalização codificada como COVID-19 como diagnóstico principal. As estimativas da EV foram obtidas utilizando o modelo de regressão de Cox. A EV foi estimada como 1- a razão de risco ajustada para confundimento (aHR) do internamento por COVID-19 entre vacinados e não vacinados. Resultados: Na coorte dos 12 aos 17 anos, sem infeção prévia, a EV geral foi de 68% (IC 95%: 31% a 75%). Observámos que a EV diminuiu com o tempo desde a vacinação, tendo sido obtidas estimativas mais elevadas nos primeiros três meses após a imunização (EV=84%). Na coorte dos 12 aos 17 anos com infeção prévia, a EV de uma dose foi de 93% (IC 95%: 54% a 99%). As estimativas de EV foram semelhantes para a coorte dos 5 aos 11 anos, mas com menor precisão. Conclusões/Recomendações: Os resultados do estudo, indicam uma elevada EV na redução de doença grave na população pediátrica alvo da estratégia de vacinação. A opção de administrar apenas uma dose em indivíduos com uma dose, foi bem sucedida, atingindo-se elevada proteção com gestão na utilização das doses existentes. Embora o SARS-CoV-2 tenha sido descrito como estando associado a uma doença ligeira em crianças e, portanto, potencialmente associado a menor benefícios direto para a saúde decorrentes da vacinação, outros efeitos indiretos e o contexto epidemiológico dos países necessitam ser considerados na decisão de implementar programas de vacinação na população pediátrica. Estes resultados poderão também ser utilizados no desenho de estratégias de vacinação.porCuidados de SaúdeVEBIS-EHREfetividade VacinaCOVID-19Crianças e AdolescentesPortugalInternamento HospitalarInfecções RespiratóriasEfetividade da vacina contra a COVID-19 na população pediátrica em Portugalconference object