Centro de Estudos de Vetores e Doenças Infeciosas Doutor Francisco Cambournac2026-04-242026-04-242026-04978-989-9236-16-5http://hdl.handle.net/10400.18/11304Relatório REVIVE: Rede de Vigilância de Vetores (Culicídeos, Ixodídeos e Flebótomos) relativo às atividades desenvolvidas em 2025. O programa REVIVE visa monitorizar a atividade de artrópodes hematófagos, caracterizar as espécies e sua ocorrência sazonal, e identificar agentes patogénicos importantes em saúde pública. Das atividades apresentadas no presente relatório, destaca-se o seguinte: REVIVE – Culicídeos: - Participaram na vigilância REVIVE Culicídeos as cinco Regiões de Saúde do continente e a Direção Regional de Saúde da Madeira, tendo sido realizadas colheitas de mosquitos em 243 concelhos de Portugal; - No total, foram identificados 44 123 mosquitos de 22 espécies, bem como 48 503 ovos de espécies invasoras; - O mosquito invasor Aedes aegypti encontra-se presente na Região Autónoma da Madeira desde 2005. Outra espécie invasora de mosquito, Aedes albopictus, foi identificada pela primeira vez na região Norte em 2017, no Algarve em 2018, no Alentejo em 2022, na região de Lisboa em 2023 e na região Centro em 2024. Em 2025, Aedes albopictus foi identificado em 28 concelhos, representando um alargamento significativo face a 2024. Estas espécies são vetoras de agentes etiológicos como os vírus dengue, Zika e chikungunya e têm vindo a aumentar a sua distribuição geográfica em Portugal; - A pesquisa de flavivírus e alfavírus patogénicos para o Homem foi negativa na maioria das amostras, com exceção da deteção de vírus dengue serótipo 2 (DENV 2) em amostras de Aedes aegypti provenientes da Região Autónoma da Madeira; - No âmbito do REVIVE – Culicídeos, foi realizada vigilância entomológica em cinco aeroportos internacionais, dois aeródromos, 16 portos e nove outros pontos de entrada, de acordo com o Regulamento Sanitário Internacional. REVIVE – Ixodídeos: - Participaram na vigilância REVIVE Ixodídeos as cinco Regiões de Saúde do continente e a Direção Regional de Saúde da Madeira, entidades responsáveis pela recolha de carraças em 242 concelhos; - Em 2025, foram identificadas 6612 carraças. Para além das 12 espécies da família Ixodidae já descritas em Portugal, foram ainda detetados exemplares exóticos pertencentes à família Argasidae; - Do total de 1766 carraças analisadas para deteção de DNA de Borrelia spp. e Rickettsia spp., 2,3% revelaram-se positivas para Borrelia e 19,7% para Rickettsia; - Destacou se, neste ano, a identificação de oito espécies de Borrelia: Borrelia afzelii, B. bavariensis, B. burgdorferi sensu stricto, B. garinii, B. lusitaniae, B. valaisiana, todas pertencentes ao grupo etiológico da borreliose de Lyme, bem como B. miyamotoi e Borrelia HTRF, associadas a borrélias filogeneticamente relacionadas com o grupo da febre recorrente transmitida por carraça; - Relativamente à deteção de Rickettsia, foram identificadas sete espécies: Rickettsia aeschlimannii, R. conorii (agente da febre escaro nodular), R. helvetica, R. massiliae, R. monacensis, R. raoultii e R. slovaca, sendo estas duas últimas associadas à rickettsiose denominada TIBOLA/DEBONEL; - A pesquisa do vírus da febre hemorrágica da Crimeia Congo (CCHFV) foi realizada em 143 exemplares do género Hyalomma spp., tendo todos apresentado resultado negativo. REVIVE – Flebótomos: - Participaram na vigilância REVIVE- Flebótomos as cinco Regiões de Saúde do continente, com colheitas dedicadas em 65 concelhos e colheitas acidentais em 43 concelhos; - No total, foram colhidos 1448 flebótomos, tendo sido identificados exemplares pertencentes às cinco espécies conhecidas em Portugal: Phlebotomus ariasi, Ph. papatasi, Ph. perniciosus, Ph. sergenti e Sergentomyia minuta; - Foram analisados 896 flebótomos para deteção de Leishmania spp. e de flebovírus; - A presença do flebovírus Toscana foi detetada na Região Centro, no concelho de Pedrógão Grande, e na Região Norte, no concelho de Resende. O programa REVIVE resulta da colaboração entre instituições do Ministério da Saúde (Direção-Geral da Saúde, Administrações Regionais de Saúde, Direções Regionais de Saúde e INSA).porEstudos de Vetores e Doenças InfeciosasDoenças InfeciosasVetoresCulicídeosIxodídeosFlebótomosREVIVERede de Vigilância de VetoresInfecções Sistémicas e ZoonosesSaúde PúblicaPortugalRelatório REVIVE 2025 - Culicídeos, Ixodídeos e Flebótomos: Rede de Vigilância de Vetoresreport