Amaro, FátimaOsório, HugoSilva, ManuelFreitas, Inês CamposSoares, PatríciaVilares, AnabelaMartins, SusanaReis, TâniaGargaté, Maria JoãoAlves, Maria JoãoEquipa REVIVE2024-06-262024-06-262024-04Boletim Epidemiológico Observações. 2024 janeiro-abril;13(35):43-510874-29282182-8873 (em linha)http://hdl.handle.net/10400.18/9185O programa REVIVE (Rede de Vigilância de Vetores) resulta de colaboração entre a Direção-Geral da Saúde, as Administrações Regionais de Saúde do Algarve, Alentejo, Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Norte, a Direção Regional da Saúde da Madeira, a Direção Regional da Saúde dos Açores e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. No âmbito do REVIVE é realizada a vigilância entomológica, a nível nacional, de mosquitos (Culicidae) desde 2008, carraças (Ixodidae) desde 2011 e flebótomos (Psychodidae) desde 2016. Para se determinar o risco de emergência de doenças transmitidas por flebótomos é indispensável desenvolver procedimentos para uma vigilância entomológica sistematizada. Desta forma, anualmente, de maio a outubro, técnicos colhem, com armadilhas luminosas CDC, flebótomos em todo o território de Portugal continental. Os insetos provenientes das colheitas são enviados para o Centro de Estudos de Vetores e Doenças Infeciosas do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, para identificação de espécies e deteção de agentes patogénicos, nomeadamente flebovírus e Leishmania spp. Contrariamente ao que aconteceu com os culicídeos a partir de 2008 ou com os ixodídeos, a partir de 2011, a vigilância dos flebótomos tem vindo a ser implementada de uma forma gradual desde 2016. Verifica-se que a monitorização destes vetores, apesar de ter sofrido constrangimentos devido à pandemia, tem vindo a aumentar substancialmente nos últimos anos. O objetivo deste trabalho é apresentar, de uma forma sucinta, os resultados obtidos na vigilância de flebótomos em 2023, e no período que decorreu 2016 a 2022, em Portugal continental, realçando os principais riscos em saúde pública relacionados com este vector em Portugal.The REVIVE programme (Vector Surveillance Network) is the result of a collaboration between the General Directorate of Health, the Regional Health Administrations of the Algarve, Alentejo, Centro, Lisbon and Tagus Valley and Nor th, the Regional Health Directorate of Madeira, the Regional Health Directorate of the Azores and the National Institute of Health Dr Ricardo Jorge. Within the scope of REVIVE, entomological surveillance is carried out at national level for mosquitoes (Culicidae) since 2008, ticks (Ixodidae) since 2011 and sandflies (Psychodidae) since 2016. To determine the risk of emergence of diseases transmit ted by sandflies, it is essential to develop procedures for systematized entomological sur veillance. Therefore, ever y year, from May to October, technicians collect sandflies throughout mainland Por tugal using CDC light traps. The collected insects are sent to the Centre for Vectors and Infectious Diseases Research, National Institute of Health Dr Ricardo Jorge, for species identification and detection of pathogens, namely phleboviruses and Leishmania spp. Contrar y to what happened with culicids or with ixodids, the sur veillance of sandflies has been implemented gradually, since 2016. It appears that the monitoring of these vectors, despite having suf fered constraints due to the pandemic, has been increasing substantially in recent years. The objective of this work is to succinctly present the results obtained in the sur veillance of sandflies in 2023, and in the period from 2016 to 2022, in mainland Por tugal, highlighting the main public health risks related to this vector in Portugal.porFlebótomosVetores de DoençaRede de Vigilância de VetoresREVIVEMosquitosDoenças infeciosasSaúde PúblicaPortugalRede de Vigilância de Vetores - Flebótomos: a importância da vigilância de um vetor menos conhecidoVector Surveillance Network - sandflies: the importance of the surveillance of a lesser-known vectorjournal article