Krippahl, HelenaNamorado, SóniaAlves, TatianaNeto, MarianaFernandes, TeresaRodrigues, Ana Paula2025-12-152025-12-152025-12Boletim Epidemiológico Observações. 2025 maio-agosto;14(38): 87-930874-29282182-8873 (em linha)http://hdl.handle.net/10400.18/10640Dada a possibilidade da pandemia da COVID-19 e as medidas associadas terem alterado os padrões de risco e de utilização dos serviços de saúde, tornou-se pertinente avaliar o seu impacto na ocorrência de Acidentes Domésticos e de Lazer (ADL) na população portuguesa. Para tal, foram recolhidos dados através de um inquérito ao painel ECOS, em 2021, analisando-se as prevalências por sexo, grupo etário, região, nível de escolaridade e situação face ao trabalho. Estimou-se que 11,2% da população sofreu pelo menos um ADL no ano anterior à entrevista. Apesar de não se terem encontrado diferenças estatisticamente significativas entre os diferentes subgrupos sociodemográficos, foi observada uma maior frequência entre indivíduos sem escolaridade ou com o ensino básico (12,4%) e entre trabalhadores por conta de outrem (45,2%), tendo, ainda, cerca da metade dos acidentes ocorrido dentro da habitação (46,3%), e sobretudo na cozinha (39,1%), seguindo-se os que ocorreram na rua (28,2%). Dos participantes que referiram ter sofrido um ADL, as estimativas indicam que 47,6% tiveram necessidade de cuidados de saúde e, destes, 98,3% referiram ter recebido os cuidados de que necessitavam, recorrendo ao serviços de urgência do Serviço Nacional de Saúde (SNS) (62,1%). Como consequência dos ADL, 10,7% dos indivíduos faltaram ao trabalho ou à escola, sendo que 11,0% destes registaram ausências prolongadas, iguais ou superiores a 90 dias. Os resultados reforçam a importância de prever respostas adequadas aos traumatismos por ADL, na preparação de emergências de saúde pública.Given the possibility that the COVID-19 pandemic and its associated measures altered risk patterns and the use of healthcare services, it became relevant to assess their impact on the occurrence of Home and Leisure Accidents (HLA) in the Portuguese population. To this end, data collected through the ECOS panel survey were used, and prevalence estimates were analysed by sex, age group, region, educat ional level, and employment status. It was found that 11,2% of the population experienced at least one HLA in the year preceding the interview, with no statistically significant differences observed between the various sociodemographic subgroups. Never theless, HLAs were slightly more frequent among individuals with no education or with basic education (12,4%) and among employees (45,2%). Around half of the accidents occurred inside the home (46,3%), particularly in the kitchen (39,1%), followed by those occurring in the street (28,2%). Among those who had an accident, 47,6% reported healthcare needs, which were met in 98.3% of cases, predominantly through the emergency services of the National Health Service (62,1%). As a consequence of HLAs, 10,7% of individuals missed work or school, and 11,0% of these reported prolonged absences of 90 days or more. The findings highlight the importance of maintaining adequate responses to injuries resulting from HLAs, even in pandemic contexts.porLesões e AcidentesAcidentes Domésticos e de LazerADLECOSCOVID-19Estados de Saúde e de DoençaVigilância EpidemiológicaPortugalOcorrência de acidentes domésticos e de lazer durante a pandemia da COVID-19: dados do inquérito ao painel ECOSOccurrence of home and leisure accidents during the COVID-19 pandemic: data from the ECOS panel surveyjournal article