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http://hdl.handle.net/10400.18/913
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| Title: | Diagnóstico Genético Pré-implantação: aspetos técnicos e considerações éticas |
| Authors: | Oliva Teles, Natália |
| Keywords: | Doenças Genéticas DGPI Procriação Genética |
| Issue Date: | Jun-2012 |
| Publisher: | Ordem dos Médicos |
| Citation: | Acta Med Port. 2011; 24:987-996 |
| Abstract: | Com o avanço das técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA), surgiu em 1990
a primeira criança nascida após diagnóstico genético pré-implantação (DGPI). Neste tipo
de análise, após estudo feito geralmente entre o terceiro e o quinto dias pós-fertilização, os embriões não afetados são transferidos para o útero materno. O DGPI, apesar de necessitar de técnicas relativamente recentes e dispendiosas, oferece boas perspetivas a casais em risco para determinadas doenças genéticas graves, em alternativa ao diagnóstico pré-natal convencional, particularmente nos casos em que seja necessário realizar PMA – nestes, é mais defensável a seleção embrionária precoce do que uma interrupção de gravidez tardia.
Em Portugal, com a Lei n.º 32/2006, relativa à Procriação Medicamente Assistida, posteriormente regulamentada por documento próprio em 2008, todo o procedimento médico e
laboratorial ficou mais clarificado, tendo o ordenamento jurídico citado contemplado temáticas fulcrais, como o destino a dar aos embriões excedentários ou em que condições é permitida a investigação embrionária.
Os problemas éticos que se colocam no DGPI começam antes da execução do diagnóstico, com
o aconselhamento genético, a obtenção do consentimento informado e a estrita manutenção da confidencialidade; todavia, os maiores problemas dizem respeito ao estatuto do embrião humano, à investigação e manipulação de embriões, à seleção de sexo e eugénica e à afetação de recursos. O grande desafio ético das gerações futuras será a definição de limites considerados razoáveis para a correção embrionária de sociedades futuras, nomeadamente através da terapia génica pré-concecional, nunca esquecendo a aplicação dos quatro princípios bioéticos fundamentais: autonomia, beneficência, não-maleficência e justiça. |
| Peer Reviewed: | yes |
| URI: | http://hdl.handle.net/10400.18/913 |
| ISSN: | 1646-0758 |
| Publisher version: | http://www.actamedicaportuguesa.com/pdf/2011-24/6/987-996.pdf |
| Appears in Collections: | DGH - Artigos em revistas nacionais
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