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Título: Determinação de espécies químicas de arsénio em arroz e pescado
Autor: Coelho, Inês
Gueifão, Sandra
Castanheira, Isabel
Palavras-chave: Arsénio
Especiação química
Técnicas Hifenadas
Segurança Alimentar
Issue Date: 10-Nov-2011
Editora: Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP
Resumo: A importância da especiação química em alimentos prende-se com o facto de ser hoje sobejamente reconhecido, que quer a toxicidade quer a biodisponibilidade de um elemento são dependentes da forma química em que este se apresenta. No caso particular do arsénio, as espécies inorgânicas são mais tóxicas que as orgânicas e, dentro destas, nem todas apresentam o mesmo nível de toxicidade. Algumas espécies orgânicas são inclusive consideradas não tóxicas como é o caso da arsenobetaina (AsB) e arsenocolina (AsC). A acoplação de um cromatógrafo líquido de alta resolução (HPLC) a um espectrómetro de massa com plasma indutivo acoplado (ICP-MS) permite aliar o poder de separação do primeiro à elevada selectividade e sensibilidade do segundo, sendo, por isso, a técnica de eleição para a especiação química. Pretende-se desenvolver um método em que, recorrendo à técnica hifenada de HPLC-ICP-MS, seja possível identificar e quantificar as espécies químicas de arsénio presentes em duas matrizes alimentares, arroz e pescado. São apresentados os resultados da optimização do método de extracção das espécies em estudo. Foram testadas diferentes condições de sonicação, temperatura, duração da extracção e natureza do solvente. Inicialmente, o desenvolvimento do método incidiu sobre a análise da concentração total de arsénio presente nas amostras, tendo sido escolhida a combinação de extracção que apresentou as melhores taxas de recuperação. A separação das espécies foi feita utilizando uma coluna de troca aniónica, HAMILTON-PRP X-100, que permitiu separar satisfatoriamente as quatro espécies de arsénio para as quais estavam disponíveis padrões (arsenobetaina (AsB), dimetilarsénico (DMA), arsenito (AsIII) e arseniato (AsV)). A fase móvel foi escolhida com base na literatura científica e adaptada às condições do laboratório. Para assegurar que não ocorreu interconversão das espécies, durante os ensaios foram feitos “spikes” individuais das espécies de arsénio, tanto no arroz como no pescado e calculadas as respectivas taxas de recuperação. Para estudar a exactidão dos resultados foi analisado o material de referência BCR-627 TUNA FISH, com valores certificados de AsB e DMA. Verificou-se que as espécies presentes nas duas matrizes estudadas, pescado e arroz, não eram as mesmas e, como tal, também a metodologia de extracção ideal não seria a mesma. Assim, no pescado, em que aproximadamente 80% do arsénio se apresenta como AsB, a extracção foi feita utilizando uma solução metanol/água em banho de ultra-sons, seguida de centrifugação e filtração. No caso do arroz, e devido à presença de espécies inorgânicas, foi necessária uma extracção no microondas com uma solução diluída de ácido fosfórico. Como trabalho futuro irá ser melhorado o método de separação no sentido de reduzir o tempo de corrida. Pretende-se aplicar o método a outras matrizes alimentares e desenvolver novas metodologias de especiação para outros elementos como o selénio, crómio, estanho e vanádio.
Arbitragem científica: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/682
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