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http://hdl.handle.net/10400.18/629
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| Title: | Atrofias Musculares Espinhais: do estudo genético ao registo de doentes |
| Authors: | Oliveira, Jorge Rodrigues, Luisa Maia, Nuno Oliveira, Marcia E. Santos, Rosário |
| Keywords: | Atrofia Muscular Espinhal Registo Doentes Doenças Genéticas SMN1 |
| Issue Date: | 26-May-2011 |
| Publisher: | Sociedade Portuguesa de Estudos de Doenças Neuromusculares |
| Citation: | Livro de Resumos da Reunião da Primavera da Sociedade Portuguesa de Estudos de Doenças Neuromusculares, Coimbra, 2011 |
| Abstract: | A Atrofia Muscular Espinhal (AME) caracteriza-se pela degeneração das células do corno anterior da medula espinhal, resultando em fraqueza e atrofia muscular progressiva. O espectro clínico da doença é variável, desde formas graves de inicio neonatal (tipo I/Werdnig-Hoffman, MIM#253400) a fenótipos mais ligeiros com apresentação na idade adulta (tipo IV, MIM#271150). Considerando a frequência de portadores de AME na nossa população (1/52)1, estima-se que a incidência da doença em Portugal seja ~1/10800. A AME resulta de mutações no gene SMN1, no entanto foram já descritos outros genes (nomeadamente IGHMBP2, ATP7A, GARS, TRPV4 e PLEKHG5) associados a atrofias musculares espinhais mais raras.
Desde 1994 foram estudados, na unidade de Genética Molecular, 549 doentes com suspeita clínica de AME. Foi confirmado o envolvimento do gene SMN1 em 223 doentes (40,6%) pertencentes a 219 famílias. Nestes doentes, o defeito genético mais frequente consiste na delecção em homozigotia do gene SMN1 (91,9%). Em 18 doentes (8,1%) foram identificadas mutações pontuais: c.346A>T (n=1), c.524delC (n=1) c.734dupC (n=1) e c.770_780dup (n=15).
De forma a possibilitar o acesso de destes doentes a futuros ensaios clínicos, encontra-se em implementação o registo nacional de doentes com AME como previamente acordado com a SPEDNM e a rede internacional TREAT-NMD.
Considerando o número de doentes com suspeita de AME sem confirmação molecular e a possível sobreposição fenotípica com outras patologias (distrofias, CMT e ALS), torna-se pertinente a re-avaliação clínica destes doentes. Esta permitirá o alargamento do estudo molecular a outros genes candidatos e eventualmente a identificação de novas causas genéticas para a AME recorrendo à análise genómica em larga escala. |
| URI: | http://hdl.handle.net/10400.18/629 |
| Appears in Collections: | DGH - Apresentações orais em encontros nacionais
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