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Título: Vigilância Nutricional Infantil: COSI Portugal 2008 & Projectos de Promoção da Saúde ao nível local
Autor: Rito, Ana Isabel
Palavras-chave: Estilos de Vida e Impacto na Saúde
Issue Date: Nov-2011
Editora: Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP
Resumo: A obesidade infantil apresenta-se como um dos mais sérios problemas de saúde pública, quer no espaço Europeu, quer no resto do mundo. A taxa de crescimento desta doença tem-se mantido constante, acrescentando 400,000 crianças por ano, aos já existentes 45 milhões de crianças com excesso de peso. A Organização Mundial da Saúde (OMS), no seguimento da aprovação da Carta Europeia de Luta Contra a Obesidade1, lançou uma iniciativa a pedido dos Estados-Membros da Região Europeia com a intenção de instalar um sistema de vigilância da obesidade infantil. O WHO - European Childhood Obesity Surveillance Initiative, constitui o primeiro Sistema Europeu de Vigilância Nutricional Infantil. Portugal assumiu a coordenação Europeia desta iniciativa e a nível nacional este estudo denomina-se “COSI – Portugal". Sendo Portugal um dos países com maior prevalência de obesidade infantil com a morbilidade e mortalidade associada e ainda os elevados custos que a determinam, o combate a esta doença e a sua prevenção constituem-se como uma prioridade política, nomeadamente do Ministério da Saúde. Neste contexto, houve a necessidade de se estabelecer a implementação de um sistema de vigilância simples, padronizado, harmonizado e sustentável constituindo uma medida claramente importante para corrigir a lacuna que existe na obtenção de informação sobre o estado nutricional e avaliação e monitorização da prevalência de obesidade em crianças, permitindo também identificar grupos em risco. O COSI Portugal tem como principal objectivo criar uma rede de informação sistemática (a cada 2 anos) comparável entre os países da Europa, sobre as características do estado nutricional infantil de crianças dos 6 aos 10 anos. No primeiro ano de avaliação (2007/2008) participaram 13 países dos 22 inscritos. Em Portugal este projecto foi articulado com as Administrações Regionais de Saúde do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Algarve, Alentejo e com as Direcções Regionais de Saúde dos Açores e da Madeira. De acordo com a listagem oficial das escolas do 1º ciclo do Ensino Básico (2007/2008) do Ministério de Educação, foi seleccionada uma amostra representativa nacional. O estudo em questão baseia-se no modelo da epidemiologia descritiva do tipo transversal, tendo sido avaliadas 3765 crianças dos 6 aos 8 anos (média de idades: 7,0 anos ± 0,7) do 1ºano e 2º ano de 181 escolas. A metodologia aplicada seguiu o protocolo comum a todos os países participantes. As crianças foram avaliadas através de parâmetros antropométricos (peso e estatura) por 74 examinadores que receberam o mesmo treino de uniformização e qualidade de procedimentos. Para a classificação do estado nutricional foram utilizados os 3 critérios internacionalmente reconhecidos (IOTF2, CDC3 e OMS4). Foram ainda aplicados mais dois questionários compreendo variáveis relativas à família e ao ambiente escolar. É de notar que a participação neste estudo foi superior a 80% dos inicialmente inscritos, designadamente 95,8% de escolas; 81,9% de crianças e 83,8% de famílias. Principais Resultados • A prevalência de baixo peso das 3765 crianças portuguesas dos 6 aos 8 anos de idade das 181 escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico das sete Regiões de Portugal participantes do estudo foi de 2,1% (IMC<P5), 32,2% apresentava excesso de peso (IMC≥P85) e 14,6% tinha obesidade (IMC≥P95) tendo sido maior nos rapazes do que nas raparigas. • Embora não tenham sido produzidos dados de amostras representativas regionais, a prevalência de baixo peso foi maior na região do Algarve (5,8%). A prevalência de obesidade infantil foi maior nas regiões dos Açores (22,7%) e na Madeira (15,9%) e menor na região do Algarve (8,7%) • Os hábitos alimentares das crianças portuguesas mostraram que os alimentos consumidos frequentemente corresponderam na sua maioria a alimentos de reduzida densidade nutricional, nomeadamente pizza, batata frita, hambúrgueres, salsichas, snacks, pipocas ou aperitivos salgados, • Os hábitos sedentários relacionados com as horas que as crianças despendiam a ver televisão, e a utilizar um computador para jogar jogos electrónicos durante o fim de semana, foram em média de 3,91 horas/dia e 2,33 horas/dia, respectivamente.
Descrição: Comunicação por convite.
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/591
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