Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.18/5666
Título: Infeção VIH e SIDA: a situação em Portugal a 31 de dezembro de 2017
Autor: Departamento de Doenças Infeciosas. Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge
metadata.dc.contributor.other: Programa Nacional para a Infeção VIH, SIDA e Tuberculose. Direção-Geral da Saúde (colab.)
Palavras-chave: Infeção VIH e SIDA
Informação Epidemiológica
Infecções Sexualmente Transmissíveis
Doenças Infeciosas
Saúde Pública
Portugal
Data: 27-Nov-2018
Editora: Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP
Relatório da Série N.º: Documento SIDA;149
Resumo: Relatório anual referente à Infeção VIH e SIDA, elaborado pelo Departamento de Doenças Infeciosas deste Instituto, em colaboração com o Programa Nacional para a Infeção VIH e SIDA da Direção-Geral da Saúde. Este relatório reúne informação epidemiológica que caracteriza a situação em Portugal a 31 de dezembro de 2017, obtida a partir das notificações de casos de infeção por VIH e SIDA que o Instituto Ricardo Jorge recebe, colige e analisa desde 1985, sendo de notificação obrigatória em Portugal desde 2005. São ainda descritas as características dos casos acumulados e tendências temporais no período entre 1983 e 2017. Do relatório apresentado destaca-se o seguinte: - De acordo com as notificações recebidas, até 30 de junho do corrente ano, em 2017 foram diagnosticados 1068 novos casos de infeção por VIH em Portugal; - Os novos diagnósticos ocorreram maioritariamente (99,6%) em indivíduos com idade ≥15 anos, 46,4% dos quais residentes na Área Metropolitana de Lisboa. A maioria (72,0%) registou-se em homens, a idade mediana ao diagnóstico foi 39 anos, a maior taxa de novos diagnósticos (24,8 casos/100000 habitantes) observou-se no grupo etário 25-29 anos. Portugal foi referido como país natal em 64,8% dos casos. À data do diagnóstico da infeção 14,8% dos casos apresentavam patologia indicadora de SIDA e os valores das contagens iniciais de CD4 revelaram que em 51,5% dos novos casos o diagnóstico foi tardio. Em 98,1% dos casos a transmissão ocorreu por via sexual, com 59,9% a referirem contacto heterossexual. Os casos em homens que fazem sexo com homens (HSH) corresponderam a 51,0% dos casos diagnosticados de sexo masculino e apresentaram uma idade mediana de 32 anos. As infeções associadas ao consumo de drogas injetadas constituíram 1,8% dos novos diagnósticos em que é conhecida a via de transmissão; - A análise das tendências temporais da epidemia nacional revela, para a última década, uma descida de 40% no número de novos diagnósticos e de 38% nas respetivas taxas. As tendências recentes revelam ainda um aumento da proporção de casos do sexo masculino, bem como da idade mediana ao diagnóstico, excetuam-se os casos de HSH, que ocorrem com maior frequência em jovens. Verifica-se ainda uma elevada percentagem de diagnósticos tardios, particularmente em heterossexuais; - Encontram-se registados cumulativamente 57.913 casos de infeção por VIH, dos quais 22.102 casos em estádio SIDA, em que o diagnóstico aconteceu entre 1983 e final de 2017. No mesmo período estão registados 14.519 óbitos em casos de infeção por VIH, total acumulado que sofreu um aumento significativo por cumprimento do disposto no Despacho nº 8379/2017 relativo à investigação dos casos de eventual abandono clínico.
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/5666
ISBN: 978-989-8794-53-6
Aparece nas colecções:DDI - Relatórios científicos e técnicos

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