Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.18/5617
Título: Níveis de risco de ocorrência de cianobactérias tóxicas em águas doces superficiais
Autor: Menezes, Carina
Churro, Catarina
Dias, Elsa
Palavras-chave: Cianobactérias
Cianotoxinas
Microcistinas
Águas Balneares Interiores
Valor-guia
Níveis de Risco
Águas Doces
Água e Solo
Saúde Ambiental
Qualidade da Água
Fatores de Risco em Ambientes Hídricos
Saúde Pública
Data: 7-Mar-2018
Resumo: O crescimento massivo de cianobactérias (florescência) em águas doces superficiais é um fenómeno comum em Portugal. As florescências cianobacterianas constituem um risco para a saúde pública uma vez que algumas espécies produzem compostos que induzem efeitos toxicos agudos e/ou crónicos. As cianotoxinas mais comuns são as microcistinas, que para além de induzirem hepatotoxicidade aguda, são classificados pela IARC (International Agency for Research on Cancer) como possivelmente cancerígenas para o Homem. A exposição humana a estes compostos ocorre atráves da ingestão de água contaminada (bruta ou indevidamente tratada), da inalação de aerossóis ou por via intravenosa durante o tratamento em unidades de hemodiálise. O Decreto-Lei n.º 306/2007 estabelece o valor paramétrico de 1µg/L para as microcistinas em água para consumo humano. Este parâmetro é determinado quando se suspeita de eutrofização da água bruta e quando o número de cianobactérias potencialmente tóxicas excede 2000 cells/mL. Ao invés, a legislação portuguesa relativa às águas balneares interiores não inclui qualquer limite legal ou valor guia para cianobactérias e microcistinas. Apenas recomenda que se proceda à monitorização das massas de água quando o seu perfil indicar um potencial de proliferação de cianobactérias de forma identificar riscos sanitários e de proceder à implementação de medidas de gestão de risco para prevenir a exposição humana. De facto, a evidência científica disponível ainda não sustenta a alteração da legislação e, por outro lado, a inexistência de valores paramétricos de referência dificulta a obtenção de dados científicos. Neste trabalho, foi caracterizado o perfil de cianobactérias e microcistinas em oito reservatórios superficiais localizados no centro de Portugal utilizados para atividades balneares e de recreio, com base nos resultados de monitorização de fitoplâncton e toxinas associadas no período de 2000 a 2015. De acordo com estes perfis, e com os valores guia da Organização Mundial da Saúde para as microcistinas em águas balneares, foram determinados níveis de risco associados à ocorrência de cianobactérias tóxicas nos reservatórios estudados. Três reservatórios não apresentaram risco relativo à contaminação com microcistinas. Dois reservatórios apresentaram um risco elevado em 7% das amostras (concentração de microcistinas superior a 20 µg/L). Nos restantes três reservatórios, o risco foi baixo. No entanto, as florescências cianobacterianas foram recorrentes e a contaminação com microcistinas (≤4 µg/L) foi persistente. Assim, o risco de exposição humana a microcistinas nestes reservatórios e, consequentemente, os seus potenciais riscos de efeitos agudos e/ou crónicos não devem ser descurados. Estes resultados contribuem para caracterizar o perfil das florescências cianobacterianas e para mapear o risco de ocorrência de cianobactérias tóxicas e microcistinas em águas balneares interiores, recursos naturais com indiscutível importância sócio-económica para o país.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/5617
Aparece nas colecções:DSA - Apresentações orais em encontros nacionais

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