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Título: Tuberculose Humana - panorama actual
Autor: Silva, Anabela
Palavras-chave: Tuberculose
Doenças infecciosas
Infecções Respiratórias
Issue Date: 23-Sep-2011
Editora: Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP
Resumo: Tuberculose Humana – Panorama actual Anabela Santos Silva Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, Departamento de Doenças Infecciosas, Laboratório Nacional de Referencia para Micobactérias, Porto anabela.silva@insa.min-saude.pt A tuberculose é uma doença quase tão antiga como a própria Humanidade. De facto foram encontradas, um pouco por todo o lado, vértebras humanas com idades a variarem entre os 6000 e os 8000 anos AC apresentando lesões sugestivas de tuberculose óssea. Após tantos anos de convívio, era de esperar que o Homem tivesse já conseguido vencer esta epidemia, mas, mais de cem anos após a identificação do agente responsável, a tuberculose continua a ser uma das doenças mais prevalentes. De acordo com os dados da OMS, em 2009 surgiram 9,4 milhões de novos casos (139 casos por 100 mil habitantes) e ocorreram 1,3 milhões de mortes por tuberculose. Actualmente, uma das maiores dificuldades no controlo da tuberculose resulta do aparecimento das formas multirresistentes e extensivamente resistentes. Estas formas de tuberculose exigem esquemas de tratamento mais prolongados, com fármacos menos eficazes e mais tóxicos. Estima-se que a nível mundial tenham surgido 250 mil novos casos de tuberculose multirresistente em 2009, dos quais apenas 30 mil foram diagnosticados. Na Europa, em 2009 foram notificados por 51 países cerca de 397 mil casos de tuberculose, o que corresponde a 44,4 casos por 100 mil habitantes. Foram igualmente registados cerca de 28 mil casos de multiresistência e o número de doentes com tuberculose extensivamente resistente triplicou, passando de 132 casos em 2008 para 344 em 2009. Em Portugal temos vindo a assistir a um decréscimo sustentado da taxa de incidência de tuberculose. Entre 2001 e 2010 observou-se uma diminuição média anual de 6,4%. Em 2010 registaram-se 2372 novos casos, ou seja, 22,3 por 100 mil habitantes. Isto faz com que Portugal seja o único país da Europa Ocidental com uma taxa de incidência intermédia. Em relação à multiresistência, Portugal apresenta um valor comparável à mediana da União Europeia, com um valor médio de 1,5 % do número total de casos de tuberculose em 2009. Para a consolidação do declínio da taxa de incidência e para o controlo da multiresistência, são fundamentais a detecção e a cura da doença. Estes dois objectivos do Plano Nacional de Luta contra a Tuberculose foram superados, sendo que Portugal apresenta uma taxa de detecção de 91% e uma taxa de cura de 87%. Actualmente, aliados aos métodos mais clássicos de diagnóstico, contamos também com os métodos moleculares. Estes permitiram encurtar significativamente o tempo necessário para o diagnóstico de tuberculose. Assim, por exemplo, associando o resultado do exame directo com o resultado do teste de amplificação de ácidos nucleicos podemos fazer o diagnóstico de uma tuberculose pulmonar em 48 horas. De igual forma podemos fazer a pesquisa de genes de resistência aos fármacos contribuindo assim para a rápida alteração do esquema terapêutico, nos casos em sejam detectadas resistências. Referências Programa Nacional de Luta contra a Tuberculose: Ponto da Situação epidemiológica e de Desempenho. Relatório para o dia Mundial da Tuberculose Março 2011, DGS Global tuberculosis control:WHO report 2010, Geneva, WHO ECDC/WHO for Europe. Tuberculosis Surveillance in Europe 2009, Stockholm: ECDC 2011
Descrição: Participação por convite
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/544
Appears in Collections:DDI - Apresentações orais em encontros nacionais

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