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Título: Bioacessibilidade – um conceito crucial para a informação alimentar
Autor: Assunção, Ricardo
Martins, Carla
Alvito, Paula
Palavras-chave: Segurança Alimentar
Toxilogia
Avaliação de Risco
Saúde Humana
Data: Out-2017
Resumo: Após a ingestão, qualquer alimento é sujeito a um conjunto de processos fisiológicos designados por digestão. Estes processos permitem que as substâncias que estão presentes nos géneros alimentícios possam exercer a sua ação, seja ela benéfica (e.g. nutrientes) ou tóxica (e.g. contaminantes alimentares). A quantidade de um composto presente num alimento que, após ingestão, atinge o intestino e está disponível para ser absorvida é designada por bioacessibilidade. A utilização de metodologias in vitro que simulam a digestão humana tem ganho maior relevância nos últimos anos, enquanto ferramenta para a determinação da bioacessibilidade. No que diz respeito aos contaminantes químicos alimentares, é geralmente aceite que a ingestão destes compostos corresponde à principal via de exposição humana. Reconhece-se também que a quantidade ingerida de um contaminante (dose externa) não corresponde necessariamente à quantidade que estará disponível para exercer os seus efeitos tóxicos (dose interna). Um dos fatores que influencia a dose interna de um contaminante alimentar é a digestão, uma vez que interfere na natureza e quantidade dos compostos que chegam ao intestino. De entre os diferentes tipos de contaminantes químicos dos alimentos, as micotoxinas, metabolitos secundários produzidos por fungos, assumem particular importância em saúde pública, considerando os seus potenciais efeitos tóxicos. O presente estudo teve como objetivo determinar a bioacessibilidade de duas micotoxinas, ocratoxina A (OTA) e patulina (PAT), em alimentos à base de cereais para crianças, utilizando-se a metodologia de simulação in vitro da digestão. A quantificação das micotoxinas foi efetuada por HPLC-FLD (OTA) e HPLC-UV (PAT). Os resultados obtidos revelaram que uma quantidade significativa de PAT (52%) e particularmente de OTA (100%) pode chegar ao intestino após o processo de digestão. Com estes resultados evidencia-se que nem toda a quantidade ingerida de um composto presente num alimento atinge o intestino. Adicionalmente, verificou-se que a utilização de metodologias in vitro de simulação da digestão humana constitui uma forma acessível de determinar a bioacessibilidade de compostos alimentares. Por fim, a determinação da bioacessibilidade de compostos presentes nos alimentos contribui para um melhor entendimento dos potenciais efeitos benéficos ou tóxicos da ingestão de determinados alimentos, e desta forma completam a tradicional informação alimentar.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/5225
Aparece nas colecções:DAN - Apresentações orais em encontros nacionais

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