Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.18/4963
Título: Cuidados preventivos de saúde oral em Portugal: resultados do INSEF 2015
Autor: Kislaya, Irina
Braz, Paula
Santos, Joana
Antunes, Liliana
Santos, Ana João
Dias, Carlos Matias
Palavras-chave: Saúde Oral
INSEF
Determinantes da Saúde e da Doença
Cuidados de Saúde Preventivos
Portuguese National Health Examination Survey
Data: 14-Out-2017
Editora: Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP
Resumo: Uma boa saúde oral constitui um fator determinante para a qualidade de vida. As patologias orais, que estão entre as doenças mais prevalentes em Portugal, podem ser prevenidas com corretos comportamentos de higiene oral e consultas regulares. Este estudo tem como objetivo descrever os hábitos de higiene oral na população Portuguesa, avaliar a utilização de cuidados médico-dentários e a sua associação com variáveis sociodemográficas. Realizou-se um estudo epidemiológico transversal utilizando os dados do 1º Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF 2015), numa amostra representativa da população Portuguesa com idade entre os 25 e os 74 anos (n=4911). Para identificar fatores associados aos comportamentos corretos de higiene oral e a utilização dos cuidados médico-dentários, utilizou-se a regressão de Poisson para estimar as razões de prevalência ajustados (aPR; [IC95%]) da escovagem regular dos dentes e realização de consultas regulares, de acordo com sexo, idade, nível de escolaridade, rendimento, situação perante o trabalho e região. Do total de participantes, 65% declararam escovar os dentes pelo menos 2 vezes por dia e 34,2% visitaram regularmente um profissional de saúde oral. A adesão à escovagem dentária regular foi associada ao sexo feminino (aPR=1,4; [1,3; 1,5]) e ter ensino secundário (aPR=1,5; [1,3; 1,7]) ou superior (aPR = 1,7; [1,5, 1,9]). Contudo, no Norte (aPR=0,8; [0,7; 0,9]), Centro (aPR=0,7; [0,6; 0.8]) e Açores (aPR=0,8; [0,7; 0,9]) observou-se uma menor adesão. A realização de consultas regulares foi associada ao sexo feminino (aPR=1,2; [1,1; 1,4]), e ter ensino secundário (aPR=1,9; [1,5; 2,4]), ou superior (aPR=1,9; [1,4; 2,5]). Os desempregados aPR=0,7; [0,5; 0,9]), os indivíduos com baixo rendimento (aPR=0,6; [0,5; 0,7]) e os residentes no Alentejo (aPR=0,7; [0,6; 0,9]) foram menos assíduos a visitar um profissional de saúde oral regularmente. Os resultados evidenciam uma relação entre ser do sexo masculino, ter um menor nível de escolaridade e rendimento, e estar desempregado com a menor adoção de comportamentos preventivos em saúde oral. Estes resultados mostram a necessidade de implementar medidas que promovam a literacia em saúde oral em Portugal e se direcionem para os subgrupos identificados. A menor adesão à prática de escovagem regular e a menor utilização de cuidados médico-dentários em algumas regiões do país carecem de uma investigação adicional que englobe variáveis contextuais.
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/4963
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