Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10400.18/4899
Título: Planear para a Saúde: o “6ºP” para o desenvolvimento sustentável?
Autor: Garcia, Ana Cristina
Rodrigues, Ana Paula
Dias, Carlos Matias
Palavras-chave: Estados de Saúde e de Doença
Cuidados de Saúde
Planeamento em Saúde Sustentável
Investigação em Políticas de Saúde
Observação em Saúde e Vigilância
Data: 7-Set-2017
Editora: Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP
Resumo: Alcançar níveis crescentes de Saúde das populações é a finalidade máxima de toda e qualquer ação em saúde, seja de investigação dos determinantes da doença e da morte evitável, de vigilância dos fatores que põem em risco a saúde das populações, ou das intervenções de saúde dirigidas ao indivíduo e às comunidades. Contudo, o estabelecimento de um fio condutor lógico entre o conhecimento gerado pela investigação e pela vigilância e as intervenções de saúde continua a ser um dos desafios de maior relevância dos nossos tempos, intensificado pela evolução do conceito de Saúde para o de Saúde Sustentável, o qual, por analogia com o de Desenvolvimento Sustentável, definido em 1987 no Relatório Brundtland, tem o potencial para satisfazer as necessidades de saúde presentes sem colocar em risco a satisfação das necessidades das gerações futuras. Planear para a Saúde pode ser uma resposta válida a esse desafio. Esta é a convicção da região Norte de Portugal, que na última década tem apostado no desenvolvimento de um modelo de “planeamento para a saúde” que integra como componentes nucleares a produção de evidência de saúde, a identificação das ações a realizar e a escolha dos “caminhos” que conduzam da “evidência à ação”. Partindo do modelo clássico do “planeamento em saúde” enquanto processo para a obtenção racional e eficiente de “mais e melhor saúde das populações”, tem procurado utilizar o seu potencial como agente de mudança local através de produtos adequados e implementáveis, como os Planos Locais e Regional de Saúde. Contudo, planear para a Saúde Sustentável torna o processo mais complexo. O planeamento “intersetorial” ao invés do “setorial” ainda que integrado, é considerado um dos seus maiores desafios, e aquele que, no geral, talvez esteja mais longe de se alcançar. Outros fatores considerados críticos para o sucesso do planeamento para a sustentabilidade poderão estar, todavia, mais próximos. O modelo de planeamento da região Norte de Portugal pode, também neste contexto, constituir um caso de estudo: a atribuição de valor social à Saúde; a aposta na determinação das necessidades de saúde locais como ponto de partida; a investigação das iniquidades em saúde; a valorização da comunicação, da participação, das parcerias e da implementação de cada plano estratégico enquanto contrato social, abrangendo todas as Pessoas em todos os Lugares, são alguns dos fatores comuns aos considerados críticos para o sucesso do planeamento sustentável. A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável (Transforming our World) centra a “transformação do mundo” em cinco pilares: as Pessoas, o Planeta, a Prosperidade, a Paz e as Parcerias. Será que o Planear para a Saúde pode constituir o “6ºP” como instrumento transformador poderoso para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável?
Peer review: yes
URI: http://hdl.handle.net/10400.18/4899
Aparece nas colecções:DEP - Apresentações orais em encontros internacionais

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